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9 de maio de 2026

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‘É um ano para apagar da memória’: produtor enfrenta perdas, dívida e colheita de soja no limite em MT

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Reprodução Canal Rural

A reta final da colheita no sudeste de Mato Grosso escancara um cenário de pressão extrema no campo. Em Planalto da Serra, produtores ainda tentam retirar a safra em meio a excesso de chuvas, solo encharcado e perdas crescentes de produtividade e qualidade. O que deveria ser apenas o encerramento do ciclo virou uma corrida contra o tempo para evitar prejuízos ainda maiores.

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Para não perder toda a produção, o agricultor Jorge Diego Giacomelli precisou investir quase R$ 500 mil em uma solução improvisada: adaptar uma máquina usada em áreas de arroz para colher em terreno alagado. “Mais uma dívida, mais uma conta. No desespero você não faz nem conta”, afirma.

Segundo ele, o volume de chuva foi extremo. “Do dia 30 de janeiro até 15 de março, foram cerca de 850 milímetros. Solo extremamente encharcado. Não tem sido fácil para nós”, relata. A consequência direta é a queda na qualidade. “Tem áreas com 40% a 50% de avariado, com preço bem abaixo, só para não perder tudo”, aponta.

‘Ano complicado, com perdas e decisões’

A situação forçou decisões difíceis no campo. Talhões que deveriam ter sido colhidos semanas antes foram abandonados temporariamente para priorizar áreas menos afetadas. “Esse talhão aqui era para ter sido colhido há 15 dias. Tivemos que abandonar e voltar depois com máquina adaptada”, explica o produtor.

Mesmo com todo o esforço, os números não fecham. A produtividade, que poderia chegar entre 65 e 70 sacas por hectare, deve ficar pouco acima de 50 sacas. Com custo estimado em 61 sacas por hectare, o prejuízo já é certo. “Essa fazenda deve fechar com perda de cerca de 11 sacas por hectare”, calcula.

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Além das dificuldades dentro da porteira, o escoamento da produção se tornou outro grande problema. A principal via da região, a MT-140, enfrenta condições críticas. “Não dá para dizer que isso é uma rodovia. É um fiasco”, critica. Segundo ele, um trajeto de 160 km pode levar mais de cinco horas devido a buracos, falta de sinalização e alto fluxo.

O custo também disparou com o diesel. “No começo da safra era R$ 6,15. Agora chegou a R$ 8,08. Um aumento de mais de 30%. Não tem bolso que aguente”, afirma. Além disso, há relatos de racionamento no abastecimento, o que aumenta ainda mais a incerteza sobre a continuidade das operações.

Diante de tantos desafios, clima adverso, logística precária e custos em alta, o produtor resume o sentimento no campo: “É um ano para apagar da memória”, conclui Jorge.

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Polícia fecha fábrica clandestina de linha chilena e prende dois homens no Rio

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Dois homens foram presos e uma fábrica ilegal de produção de linha chilena em Jacarepaguá, na zona sudoeste do Rio, fechada por agentes da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente da Polícia Civil. A linha chilena é proibida em lei estadual de novembro de 2017, por provocar ferimentos graves e até a morte de vários motociclistas. A linha atinge o motociclista normalmente na altura do pescoço e pode levar à morte.

O texto da lei proíbe a comercialização, o uso, porte e a posse da substância constituída de vidro moído e cola, conhecida como cerol, que serve para uma pipa cortar a outra, uma brincadeira tradicional. “A medida proíbe também a linha encerada, preparada com quartzo moído, algodão e óxido de alumínio, conhecida como linha chilena, e de qualquer produto utilizado na prática de soltar pipa que tenha elementos cortantes”.

A operação dessa quinta-feira (7) ocorreu com base no cruzamento de dados e troca de informações de inteligência. A Polícia Civil descobriu a existência de uma fábrica clandestina bem estruturada de linha chilena, que abastecia diversos estados do Brasil. Os agentes flagraram grande quantidade de material ilícito, como linha chilena e utensílios utilizados na produção.

A Polícia Civil ressalta a alta periculosidade da linha chilena, que é feita com materiais cortantes e altamente resistentes, capazes de provocar ferimentos severos, mutilações e até mortes. Além disso, o uso desse material coloca em perigo a rede elétrica e animais, ampliando os danos causados pela prática.

Números

As denúncias de uso e comercialização de linha chilena e cerol no Rio de Janeiro dispararam, com 1.203 casos em 2025, mais que o dobro dos 561 registrados em 2024. Nos três primeiros meses de 2026, já foram contabilizadas 110 denúncias. Motociclistas são as principais vítimas, com casos de morte. Em abril deste ano, o motociclista Leandro Rezende Cardoso, de 45 anos, morreu após ter o pescoço cortado por linha chilena em Cascadura, bairro da zona norte do Rio.

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Ama confeitaria? Goiabeiras promove oficina gratuita de mini bolos em Cuiabá

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Evento infantil faz parte da programação especial do shopping para o Dia das Mães

O Goiabeiras Shopping preparou uma programação especial para o Dia das Mães e uma das atrações será a oficina gratuita “Mini Bolos Criando Juntos”, realizada neste sábado (9), na Praça de Alimentação.

A atividade terá turmas às 15h, 15h30, 16h e 16h30 e convida crianças a participarem de uma experiência criativa de montagem e decoração de mini bolos.

Segundo o shopping, a proposta é estimular a imaginação e a interação em um ambiente lúdico e saboroso durante a véspera da data comemorativa.

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As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo link: Goiabeiras Shopping.

Mais informações estão disponíveis no site oficial do Goiabeiras Shopping.

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Governo inaugura Ganha Tempo no Pedra 90 com investimento de R$ 1,5 milhão

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Nova unidade na antiga Escola Rafael Rueda reúne Detran, Sine e Politec para facilitar o acesso da população da zona sul

O Governo de Mato Grosso inaugura, nesta segunda-feira (11.5), às 9h, a nova unidade do Ganha Tempo no bairro Pedra 90, em Cuiabá. Também será feito o lançamento do Centro Integrado de Serviços Públicos (CISP) e a entrega da revitalização da quadra poliesportiva, em parceria com a Prefeitura de Cuiabá.A estrutura do Ganha Tempo foi instalada no prédio da antiga Escola Estadual Rafael Rueda, recebeu investimento de R$ 1,5 milhão e integra a política de ampliação e modernização da rede de atendimento ao cidadão, com foco na regionalização dos serviços públicos e na otimização do acesso da população.A unidade vai ofertar serviços da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Sistema Nacional de Emprego (Sine), Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz), Procuradoria Geral do Estado de Mato Grosso (PGE), Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran) e Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), e Águas Cuiabá reunindo em um único espaço diferentes serviços públicos.Com Assessoria

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