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Paraná conclui plantio de feijão da segunda safra com redução de área, aponta Deral

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Foto: Pixabay

O plantio da segunda safra 2025/26 de feijão foi concluído no Paraná, conforme levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral), ligado à Secretaria de Agricultura do estado. A área cultivada foi estimada em 264,6 mil hectares, o que representa uma queda expressiva de 24% em relação aos 348,5 mil hectares registrados na safra anterior.

Apesar da redução na área, as condições das lavouras são consideradas positivas. Atualmente, 86% das plantações estão em boas condições e 14% em situação média. As lavouras se concentram principalmente na fase de crescimento vegetativo, que corresponde a 74% da área, enquanto 19% já estão em floração, 4% em germinação e 3% em frutificação.

A colheita da segunda safra já começou no estado, embora ainda de forma bastante inicial, atingindo menos de 1% da área total. O avanço reflete o calendário agrícola e as condições climáticas que permitiram o desenvolvimento das lavouras dentro do esperado até o momento.

Na comparação com a semana anterior, quando o plantio ainda não havia sido totalmente finalizado, houve leve piora nas condições das lavouras. No dia 9 de março, 94% das áreas eram classificadas como boas e apenas 6% como médias, indicando uma mudança no cenário ao longo dos últimos dias.

Mesmo com a menor área plantada, a produção estimada para a safra 2025/26 é de 496,1 mil toneladas, volume 8% inferior ao colhido no ciclo passado. Por outro lado, a produtividade média deve apresentar avanço significativo, projetada em 1.875 quilos por hectare, acima dos 1.573 quilos por hectare registrados na temporada anterior, o que ajuda a compensar parte da retração na área cultivada.

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Dólar forte e estiagem nos EUA sustentam alta do trigo no Brasil, diz Cepea

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Foto: Divulgação

Os valores do trigo brasileiro no mercado tiveram alta na última semana. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a valorização do dólar em relação ao real fez com que os preços do trigo importado subissem. Por consequência, produtores nacionais enxergaram a oportunidade de se mostrar mais firmes em relação aos preços.

A demanda recente também apresentou melhora. Compradores intensificaram a busca pelo produto para recompor os estoques dos moinhos, o que tem contribuído para a valorização do cereal.

Mercado externo

Em relação as exportações do trigo, a situação também é positivo para os produtores. Os Estados Unidos enfrentam seca nesse período do ano e isso tem influenciado a produção do país. Dados do Monitor de Seca indicam que, até 10 de março, 55% das lavouras apresentavam algum tipo de estiagem, número acima dos 27% registrados em 2025, no mesmo intervalo de tempo. Diante deste cenário, a esperança é que as exportações se mantenham firmes.

Apesar disso, agentes seguem de olho nos acontecimentos do Oriente Médio, principalmente em relação aos custos dos fertilizantes, mercado que vem sendo impactado pelos conflitos.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Falta de medicamentos contra sarna e piolhos leva produtores a cobrarem ação do governo

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Foto: Fernando Reis/Embrapa

A cadeia produtiva de ovinos do Rio Grande do Sul decidiu acionar o governo federal diante de um problema que tem preocupado produtores: a falta de medicamentos para o controle de sarna e piolhos nos rebanhos. O tema foi debatido em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Ovinos, realizada nesta segunda-feira (16) pela Secretaria da Agricultura do estado.

Como encaminhamento, as entidades do setor irão elaborar um documento a ser enviado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), solicitando medidas imediatas para garantir o acesso a produtos sanitários. A ausência desses insumos tem impactado diretamente a saúde dos animais e a produtividade das propriedades.

Segundo o pesquisador do Instituto de Pesquisa Veterinária Desidério Finamor (IPVDF), José Reck, o problema não é exclusivo do Brasil. Países do Mercosul, como Uruguai e Argentina, também enfrentam dificuldades semelhantes.

“Há uma preocupação crescente na região. Criadores argentinos, por exemplo, também lidam com infestação sem acesso a medicamentos”, afirmou. Reck destacou ainda que deve visitar a Argentina para troca de informações com técnicos locais.

O pesquisador também mencionou o avanço de um projeto multicêntrico que busca viabilizar o uso de uma molécula da classe das isoxazolinas no Brasil, com potencial de alta eficácia no controle desses parasitas.

Setor defende importação emergencial

Para o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos, Edemundo Gressler, a situação exige medidas urgentes, incluindo a possibilidade de importação de produtos.

“Estamos diante de um problema e não temos nas prateleiras produtos específicos para isso”, alertou.

A demanda será levada à Câmara Setorial de Caprinos e Ovinos, em Brasília. Segundo Gressler, o objetivo é pressionar o Mapa para viabilizar, em caráter emergencial, a entrada de medicamentos no país.

Além disso, o setor pretende lançar uma campanha e uma cartilha técnica para incentivar práticas de manejo, como os banhos, que auxiliam no controle dos parasitas.

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Armazenagem cresce no Brasil, mas segue abaixo da produção

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Foto: Wenderson Araujo-Trilux/CNA

A capacidade estática de armazenagem de grãos no Brasil chegou a 221,8 milhões de toneladas em 2026, segundo levantamento da HN Agro com base em dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Apesar da expansão ao longo dos últimos anos, o volume ainda é insuficiente para acompanhar o avanço da produção agrícola no país.

Para a safra 2025/26, a produção total de grãos é estimada em 353,4 milhões de toneladas, o que resulta em um déficit de armazenagem de 131,6 milhões de toneladas. Isso significa que a estrutura disponível no país cobre cerca de 62,8% da produção nacional.

Quando se considera apenas soja e milho, principais culturas do país, a produção estimada chega a 316,1 milhões de toneladas. Nesse caso, a relação entre produção e capacidade de armazenagem é um pouco mais favorável, com cobertura de 70,2%, mas ainda assim há um déficit de 94,3 milhões de toneladas.

Armazenagem nas fazendas cresce lentamente

A armazenagem dentro das propriedades rurais continua representando uma parcela relativamente pequena da estrutura nacional.

Em 2026, a capacidade nas fazendas alcança 36,7 milhões de toneladas, o equivalente a 16,5% da capacidade total do país. Em 2010, essa participação era de 14,9%, indicando crescimento gradual ao longo dos anos.

Mesmo com essa evolução, a maior parte da armazenagem ainda permanece fora das propriedades, concentrada em cooperativas, tradings e estruturas comerciais.

Déficit é maior nos principais estados produtores

Os maiores desequilíbrios entre produção e armazenagem aparecem justamente nos principais polos agrícolas do país.

Em Mato Grosso, maior produtor de grãos, a capacidade de armazenagem é de 55,4 milhões de toneladas, enquanto a produção estimada chega a 109,9 milhões, resultando em déficit de 54,5 milhões de toneladas.

Outros estados também apresentam lacunas relevantes:

  • Goiás: déficit de 17,7 milhões de toneladas
  • Mato Grosso do Sul: déficit de 13,6 milhões de toneladas
  • Paraná: déficit de 11,6 milhões de toneladas
  • Bahia: déficit de 6,4 milhões de toneladas

Em contrapartida, alguns estados apresentam capacidade superior à produção, como São Paulo, onde a armazenagem supera o volume colhido.

Ritmo de expansão desacelera

O levantamento também indica que o crescimento da capacidade de armazenagem tem perdido ritmo nos últimos anos.

Entre 2010 e 2026, a capacidade estática avançou cerca de 81 milhões de toneladas, passando de 140,5 milhões para 221,8 milhões de toneladas. No entanto, o aumento recente tem sido mais lento e praticamente estagnou entre 2025 e 2026, com acréscimo mínimo no volume total.

Enquanto isso, a produção de grãos segue em expansão, ampliando o descompasso entre oferta agrícola e infraestrutura de armazenagem no país.

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