Agro Mato Grosso
Dois homens de moto morrem após batida de frente contra carreta em MT

As vítimas foram identificadas como Cleiton Alves dos Santos, de 27 anos, e Raimundo Nonato Santana, de 48 anos. A circunstância do acidente é investigada.
Dois homens morreram neste sábado (14) após baterem de frente contra uma carreta enquanto estavam em uma motocicleta na BR-364 em Campo Novo do Parecis, a 397 km de Cuiabá. A circunstância do acidente é investigada.
As vítimas foram identificadas como Cleiton Alves dos Santos, de 27 anos, e Raimundo Nonato Santana, de 48 anos.
Por volta de 5h da madrugada, a polícia foi acionada para atender a ocorrência.
Segundo testemunhas, os dois veículos seguiam em sentidos opostos na rodovia, quando bateram de frente. Os dois homens que estavam na moto não resistiram aos ferimentos.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) esteve no local. A Polícia Civil investiga o caso.
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Agro Mato Grosso
Chuvas, estradas precárias e filas nos portos pressionam produtores de soja em MT

No pico da colheita da soja em Mato Grosso, produtores enfrentam na reta final da safra excesso de chuvas, estradas danificadas e dificuldades para escoar a produção até os portos. No extremo norte do estado, agricultores relatam áreas comprometidas e perdas que já chegam a 40% em algumas propriedades.
A colheita da safra 2025/26 de soja já alcançou no último dia 6 de março 89,15% da área cultivada no estado, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O ritmo está acima da média dos últimos cinco anos, embora ainda abaixo do registrado no mesmo período da safra passada.
Mesmo com o avanço dos trabalhos, ainda há grande volume de soja a ser retirada do campo, principalmente em regiões que enfrentam excesso de chuva. Em Matupá, por exemplo, o acumulado entre janeiro e fevereiro já ultrapassa 1,9 mil milímetros, deixando o solo encharcado, atrasando a colheita e aumentando os registros de grãos avariados.
Perdas nas lavouras
De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Matupá, Fernando Bortolin, parte das perdas já está consolidada e pode aumentar caso as chuvas persistam ao longo de março. Na região, ele relata que já há propriedades com prejuízos expressivos.
“A gente estima entre 5 a 10% já garantido e em algumas propriedades específicas aqui da região de Matupá que está com 30%, 40% de perdas”, diz. Conforme ele, a irregularidade climática ao longo da safra contribuiu para o cenário atual. “Não choveu na região nos meses de setembro e outubro e acumulou agora fluindo de forma negativa”, explica ao Canal Rural Mato Grosso, ao destacar que ainda há muita soja no campo e registros de cargas com grãos avariados.

Em algumas propriedades, as máquinas sequer conseguem entrar nas áreas prontas para colheita. Pontes danificadas, estradas comprometidas e lavouras já maduras ampliam o risco de perdas. O produtor Richelli Cotrim, que nesta safra cultivou cerca de 8,5 mil hectares de soja, conta que parte da área já começa a apresentar problemas de qualidade.
“Estou com 1,5 mil hectare pronto, uns 300 hectare está avariado que eu vou ter que segurar um pouco e vou tentar antecipar os outros para não estragar mais”, relata. De acordo com o produtor, o volume das chuvas tem sido o principal obstáculo. “Não é chuva de 10, 15 milímetros, é 100, 150, 180 milímetros em uma chuva, e aí acaba com tudo, alaga, com isso as máquinas não entram na lavoura”.
Situação semelhante é enfrentada pelo produtor Nelson Lorena Néia Júnior, que cultivou 3,7 mil hectares de soja na mesma região. Segundo ele, o excesso de água tem dificultado até a operação das máquinas, que acabam atolando nas áreas encharcadas. “Atolando máquinas e essas máquinas grandes para desatolar só uma escavadeira”, conta ao Canal Rural Mato Grosso.
O produtor frisa que o cenário tem tirado o sono de quem está no campo, principalmente diante das contas que precisam ser pagas. “As contas chegam, e está difícil fechar as contas com esse preço da soja, os valores dos impostos que a gente paga e do frete subindo”, afirma. A expectativa inicial dele era colher entre 75 e 80 sacas por hectare, mas, as perdas já provocaram frustração na produtividade, com redução estimada entre 8 e 10 sacas por hectare.
Estradas ampliam gargalos logísticos
Além das dificuldades dentro das lavouras, produtores também enfrentam problemas para transportar a produção. A precariedade de algumas estradas estaduais não pavimentadas preocupa agricultores da região. Um dos exemplos citados é a MT-322, apontada como um dos gargalos logísticos.
Nelson Lorena Néia Júnior relata que a situação da estrada tem obrigado produtores a realizarem intervenções por conta própria para manter o tráfego.

“Já tivemos um ano muito difícil o ano passado, estrada muito ruim e a gente tendo que colocar máquina nossa para fazer o serviço e os tapa buracos”, diz. Para ele, a situação demonstra falta de atenção com uma região que tem forte participação na geração de riqueza. “Quanto a gente emprega, quanto a gente gera de riqueza, temos que comover alguém, de alguma forma para nos ajudar aqui porque estamos esquecidos”.
Richelli Cotrim também critica a falta de avanço nas obras de infraestrutura. O produtor pontua à reportagem que há contratos e recursos previstos, mas os resultados ainda não chegaram ao campo. “Se não tivesse nada, tudo bem, mas existe uma empreiteira com a licitação ganha, com recurso, com verba, e nós estamos sofrendo”, afirma.
Para o produtor, a falta de pavimentação mantém a região dependente de estradas precárias. “É um descaso tão grande e essas empreiteiras estão acostumada a fazer qualquer servicinho e ir embora e nós ficamos sempre a ver navios, e não tem o que fazer, nós precisamos de asfalto”.
Gargalos no Arco Norte
Outro fator que tem preocupado os agricultores mato-grossenses é o escoamento da safra pelo Arco Norte, uma das principais rotas de exportação da produção do estado. De acordo com o setor produtivo, as chuvas intensas, as condições das estradas e as longas filas nos terminais portuários, especialmente em Miritituba (PA), têm elevado custos e reduzido a rentabilidade.
O agricultor Alexandre Falchetti explica que o tempo de espera nos portos pode comprometer a qualidade da soja transportada.
“A soja é perecível e se você deixar ela três dias dentro de um caminhão em uma fila lá, acaba estragando, você perde qualidade, perde peso, perde dinheiro”, diz. Segundo ele, quando o caminhão fica parado, toda a operação logística também fica comprometida.
O presidente do Sindicato Rural de Sinop, Ilson José Redivo relata que o tempo de viagem até Miritituba aumentou significativamente. Conforme ele, um trajeto que poderia ser feito em poucos dias passou a levar mais de uma semana.
“Os caminhões que poderiam fazer de Sinop a Miritituba em dois, três dias levam uma semana para ir e voltar ou mais de uma semana”, explica. O impacto aparece diretamente no custo do frete. “Hoje para trazer um saco de soja de Sinop a Miritituba o frete gira em torno de R$ 20 a saca de soja e o produtor vende uma saca de soja a menos de R$ 100, então a conta não fecha”.
Para o presidente do Sindicato Rural de Nova Mutum, Paulo Zen, a falta de armazenagem no estado também contribui para a pressão sobre o transporte.
“O caminhão hoje é o silo. É a armazenagem desse lugar aqui”, ressalta Zen ao Canal Rural Mato Grosso. Segundo ele, o produtor acaba absorvendo os prejuízos ao receber menos pela soja. “Quem paga para isso somo nós lá, ganhando R$ 10, R$ 15 a menos na saca de soja para aguentar tudo isso que está acontecendo aqui”.
O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Lucas Costa Beber, defende investimentos estruturais para reduzir os gargalos logísticos do estado. De acordo com ele, a ferrovia Ferrogrão poderia aliviar o fluxo nas rodovias e reduzir significativamente o custo do frete.
“Se nós tivéssemos a Ferrogrão ligando Mato Grosso, ligando ao Porto de Miritituba, além de desafogar todas essas rodovias e evitar essas filas e deterioração de asfalto, o frete diminuiria de 30% a 40%”, destaca. Ele também pontua a necessidade de ampliar a capacidade de armazenagem no estado para garantir maior competitividade ao setor.
Agro Mato Grosso
Exportação de algodão do Mato Grosso representa 62% do total nacional

As exportações de algodão feitas, mês passado, por indústrias mato-grossenses representaram 62,57% do volume nacional exportado, enviando 169,26 mil toneladas. É o terceiro maior volume para um mês de fevereiro em toda a série histórica, informa a secretaria de Comércio Exterior. A China continuou a liderar os embarques, com 46,95 mil toneladas, seguida pela Turquia, com 31,96 mil toneladas.
Assim, no acumulado do ciclo 2024/25 até o momento (agosto de 2025 a fevereiro deste ano), Mato Grosso exportou 1,16 milhão de toneladas, 1,44% a menos em relação ao mesmo período do ciclo anterior. Ainda, a China também lidera a participação no acumulado, com 24,36% do total, seguida por Bangladesh, com 16,02%.
Um dos principais fatores que contribuíram para o menor volume exportado no acumulado foi o fato de os maiores importadores do ciclo 2023/24, Vietnã e Paquistão, terem reduzido suas importações, sendo o quinto e sexto do ciclo atual, respectivamente.
Agro Mato Grosso
Começa venda da atual safra de milho em MT com média de R$ 42, diz IMEA

A comercialização de milho da safra 24/25 atingiu 96,27% da produção, avanço de 3,91 pontos percentuais ante ao levantamento anterior. Esse progresso está ligado à estabilidade nos preços do milho disponível no Estado. No mesmo mês, o preço médio mensal da safra fechou em R$ 45,82/saca, valorização de 0,30% em comparação ao mês anterior. No que se refere às negociações da safra 25/26, mês passado comercialização alcançou 35,41% da produção estimada, avanço de 3,41 pontos percentuais frente ao mês anterior e ficou 2,96 pontos acima do observado no mesmo período da safra passada.
O aumento nas vendas ocorreu, pois os preços futuros do milho estão mais valorizados, incentivando os produtores a fechar negociações de longo prazo. Assim o preço médio mensal da safra 25/26 fechou em R$ 45,46/saca, alta de 2,64% em relação ao mês anterior. O IMEA também informou, ontem, que já identificou as vendas da safra de milho da safra 2026/27, e a comercialização fechou na média de 0,62%, com o preço médio em R$42,74/saca, em fevereiro.
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