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Clima no radar do sojicultor: informação meteorológica ganha peso nas decisões no campo

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O clima segue como um dos principais fatores de atenção para o produtor rural brasileiro. No novo episódio do podcast Soja Brasil, o meteorologista Arthur Müller explicou como as condições climáticas atuais e as tendências para os próximos meses podem impactar diretamente o planejamento da próxima safra de soja.

Segundo Müller, o fenômeno climático conhecido como El Niño-Oscilação Sul passa por um momento de transição. Após um período marcado pela presença de La Niña, que já apresenta sinais de enfraquecimento, a tendência é de neutralidade climática no outono. No entanto, o rápido aquecimento das águas do Pacífico Equatorial indica a possibilidade de retorno do El Niño ainda entre o fim do outono e o inverno, o que pode influenciar diretamente a safra 2026/27.

O meteorologista destaca que os impactos do clima variam bastante entre as regiões produtoras do país. Enquanto áreas do Sudeste e do Centro-Oeste registram excesso de chuvas, dificultando a colheita em alguns locais, regiões do Sul enfrentam períodos de restrição hídrica. Essa variabilidade ocorre porque o Brasil possui dimensão continental, o que faz com que diferentes sistemas climáticos atuem simultaneamente sobre as lavouras.

De acordo com Müller, acompanhar previsões meteorológicas de curto, médio e longo prazo pode ajudar o produtor a reduzir riscos na tomada de decisões. Embora não seja possível prever com precisão o dia exato em que as chuvas começam meses à frente, análises climáticas permitem identificar tendências, como atrasos no início da estação chuvosa ou períodos de calor intenso que podem comprometer o plantio.

Diante desse cenário, o especialista reforça que a informação climática deixou de ser apenas uma curiosidade para se tornar uma ferramenta estratégica dentro do agronegócio. Para ele, o clima é um dos principais motores da produção agrícola: sem condições favoráveis no campo, o produtor não consegue garantir colheita nem aproveitar oportunidades de mercado.

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Leu esta? Operação apreende toneladas de defensivos agrícolas irregulares em Minas Gerais

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Foto: Divulgação/Mapa

Uma operação de fiscalização apreendeu cerca de 28 toneladas de defensivos agrícolas com indícios de irregularidades no município de Patos de Minas, em Minas Gerais. A ação ocorreu na segunda (9) e terça-feira (10) durante a Operação Dólos, conduzida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.

Os produtos estavam armazenados em um galpão clandestino e parte deles foi encontrada em galões sem rotulagem, o que levanta suspeitas de falsificação e comércio irregular. A operação teve como objetivo combater a circulação de defensivos ilegais e reforçar a segurança no uso de insumos agrícolas.

Além dos defensivos, os fiscais também localizaram outros insumos com indícios de irregularidades. Foram apreendidas aproximadamente 10,5 toneladas de sementes e 20,5 toneladas de fertilizantes no mesmo local.

A ação foi realizada de forma integrada entre o Ministério da Agricultura e Pecuária, o Instituto Mineiro de Agropecuária e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. Segundo os órgãos envolvidos, a fiscalização é fundamental para combater o comércio ilegal e proteger a cadeia produtiva.

De acordo com os responsáveis pela operação, o uso de defensivos falsificados pode causar prejuízos às lavouras, contaminar solo e recursos hídricos e comprometer a credibilidade da produção agrícola. O estabelecimento foi interditado e autuado, e o prejuízo estimado aos envolvidos com os produtos apreendidos ultrapassa R$ 3,2 milhões.

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Embrapa se une a Equador para evitar que doenças graves da banana cheguem ao Brasil

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Uma carta de intenções para a construção de acordo de cooperação técnica foi assinada por representantes da Embrapa, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Pesca do Equador e da Associação de Exportadores de Banana do Equador (Aebe) no dia 5 de março, no Palácio do Itamaraty, em Brasília.

O foco da iniciativa é o melhoramento genético preventivo de bananeiras do subgrupo Cavendish (popularmente conhecida por Nanica) resistentes à raça 4 Tropical (Foc R4T), a forma mais grave da murcha de Fusarium, causada pelo fungo Fusarium oxysporum f. sp. cubense (Foc).

“Esperamos que esse problema se converta em uma grande oportunidade para o governo do Equador e para a Embrapa. São mais de 250 mil famílias trabalhando na produção”, disse o ministro de Agricultura, Pecuária e Pesca do Equador, Juan Carlos Vega Melo, durante a assinatura da carta de intenções.

Doença ocorre em 17 países

A Foc R4T é considerada a mais destrutiva doença da cultura em todo o mundo e já ocorre em 17 países da Ásia, África e Oceania.

Ainda não identificada no Brasil, está presente na Colômbia desde 2019, no Peru desde 2020 e na Venezuela desde 2023 — países que fazem fronteira com o Brasil — e foi identificada no Equador em 2025, fatores o que deixa a bananicultura nacional em permanente estado de atenção.

A praga faz parte do sistema de vigilância oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Programa Nacional de Prevenção e Vigilância de Pragas Quarentenárias Ausentes.

O fungo é disseminado por solo contaminado a partir de sapatos e ferramentas, mudas de bananeira (visualmente sadias, mas infectadas) e plantas ornamentais hospedeiras.

Panorama da banana no Brasil e no Equador

O Equador é atualmente o maior exportador de bananas do mundo. Em 2023, embarcou quase 4 milhões de toneladas da fruta, conforme dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Atualmente, o país destina 98% de sua produção para o comércio internacional, com destino a 75 países.

Enquanto isso, o Brasil produziu, em 2024, 7 milhões de toneladas, todas direcionadas para o consumo interno, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A validação de genótipos resistentes sob condições reais de pressão da doença é fundamental para o país e, em especial, para os bananicultores brasileiros que optam por variedades do grupo Cavendish.

“O desenvolvimento de variedades resistentes à Foc R4T e seu plantio em países onde a praga ocorre é uma questão de segurança nacional para o Brasil. Essa estratégia reduz o aumento populacional da praga, bem como o risco de disseminação e de introdução no nosso país”, contextualiza o pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura (BA) e líder do Programa de Melhoramento Genético de Banana e Plátano da Embrapa, Edson Perito Amorim.

Segundo ele, existem apenas duas organizações no mundo que pesquisam o melhoramento de Cavendish, sendo a Embrapa uma delas.

O grupo Cavendish, mais plantado no Equador e exportado para 75 países, à exceção do Brasil, é o mesmo mais plantado no Vale do Ribeira — maior região produtora de banana do Brasil — mas não é maioria no país.

“Apesar de o IBGE não classificar a produção brasileira de banana por variedade, estima-se que 55% sejam de banana tipo Prata, 10% do tipo Maçã e o restante, de outras variedades, incluindo Cavendish e plátanos, também conhecidos como bananas da terra”, salienta Amorim.

Parcerias internacionais

reunião brasil equador embrapa banana
Foto: Maria Clara Guaraldo

A Embrapa destaca que a parceria com instituições estrangeiras tem sido essencial para o avanço das pesquisas brasileiras em busca de variedades resistentes à doença.

De acordo com a entidade, foi graças ao trabalho com a Corporação Colombiana de Pesquisa Agropecuária (AgroSavia) que o Brasil conseguiu comprovar que duas variedades de banana desenvolvidas pela Embrapa — a BRS Princesa (tipo Maçã) e a BRS Platina (tipo Prata) — são naturalmente resistentes à Foc R4T.

Com isso, atualmente, o Brasil é o único país das Américas preparado para enfrentá-la. Pesquisas com a Corporação Bananeira Nacional (Corbana), da Costa Rica, também estão em curso, com foco no grupo Cavendish, o mais consumido em todo o mundo.

“Esta é a primeira de várias oportunidades de parceria com o Equador. A cooperação internacional é fundamental para acelerar o desenvolvimento e a validação de tecnologias capazes de proteger a bananicultura mundial”, destacou a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá.

Segundo ela, a colaboração permitirá avançar em soluções que beneficiem produtores de diferentes países. “A Embrapa tem um histórico sólido de pesquisa em melhoramento genético e de desenvolvimento de cultivares adaptadas a diferentes condições tropicais. Ao unir esforços com o Equador e com o setor produtivo representado pela Aebe, ampliamos nossa capacidade de gerar e validar variedades mais resistentes, contribuindo para a sustentabilidade da produção e para a segurança alimentar”, afirmou.

Massruhá ressaltou ainda que a parceria tem caráter estratégico para o Brasil e para a agricultura global. “Doenças como a raça 4 Tropical do Fusarium representam uma ameaça concreta à produção mundial de bananas. Trabalhar de forma colaborativa com países que já convivem com a praga é essencial para antecipar soluções, reduzir riscos e garantir que os produtores tenham acesso a materiais genéticos mais resilientes”, disse.

Praga quarentenária

O chefe-geral da Embrapa Mandioca e Fruticultura, Francisco Laranjeira, confirma a relevância do trabalho com países com a presença da Foc, já que a R4T é uma das 20 pragas prioritárias quarentenárias para o Brasil.

“Nunca é demais reforçar a importância desse futuro acordo de cooperação com a Aebe. São dois parceiros que se complementam: a Embrapa com o aporte científico e tecnológico, e a Aebe com a avaliação de características de mercado e de comercialização dos frutos”, diz Laranjeira.

De acordo com ele, a Embrapa pretende resolver um problema real dos plantios do Equador, que deve proporcionar que frutos de cultivares resistentes da Embrapa sejam utilizadas em mais de 75 mercados no mundo todo e diminuam a chance de que os problemas do R4T e do moko cheguem ao Brasil”, ressalta.

Moko da bananeira

Outra doença que faz parte do escopo conjunto de pesquisas é o moko da bananeira, causado pela bactéria Ralstonia solanacearum. Altamente destrutivo, o moko gera sintomas em todos os órgãos da planta que podem levar à perda total da produção.

Por enquanto, não existem medidas de controle eficientes ou cultivares de bananeiras resistentes ao moko, já presente no Equador. “O projeto discutido com o Equador, que já perdeu 3 mil hectares devido à doença, pretende também desenvolver tecnologias que podem auxiliar os produtores brasileiros num eventual aumento da disseminação dessa doença, que hoje está restrita ao Norte do Brasil, ou uma migração para outras regiões produtoras”, complementa Amorim.

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Feira em Primavera do Leste reúne 65 mil pessoas e projeta edição 2027

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Foto: Farm Show MT

A Farm Show Mato Grosso encerrou nesta sexta-feira (13) a sua 10ª edição com a marca de 65 mil visitantes no parque de exposições de Primavera do Leste. O evento consolidou sua posição como vitrine tecnológica para o setor produtivo, reunindo empresas e marcas de mais de 60 países e lançamentos voltados à agricultura de precisão. A organização já confirmou o retorno da feira para o período de 6 a 9 de abril de 2027.

O balanço desta edição destacou a eficiência operacional, com foco em maquinários que promovem a automação no campo. Além das máquinas, a feira inseriu o projeto “Pequenos do Agro”, da Famato, para integrar o público infantil ao contexto rural. A movimentação nos estandes indicou um público qualificado e interessado em converter demonstrações técnicas em propostas diretas de investimento.

A estrutura foi planejada para atender desde grandes grupos agrícolas até a agricultura familiar, mantendo o ambiente propício para negócios mesmo em um cenário de cautela econômica. Segundo a diretoria, o evento conseguiu superar as expectativas de movimentação e visibilidade para as marcas expositoras.

Resultados e projeções

O presidente do Sindicato Rural de Primavera do Leste, Marcos Bravin, destacou ao final da Farm Show a superação dos desafios recentes do setor. “Foi um ano desafiador para todos nós, mas com muito trabalho, união e, acima de tudo, com a proteção de Deus e de Nossa Senhora, conseguimos realizar essa edição histórica da Farm Show. Isso mostra a força do nosso setor e das pessoas que acreditam no agro”.

Para o presidente da Farm Show, José Nardes, o evento reafirma o potencial de inovação do estado. “Encerramos esta edição com a certeza de que estamos no caminho certo. A Farm Show é fruto da união do setor produtivo e se tornou um espaço onde tecnologia, conhecimento e oportunidades se encontram. O agro é forte, o agro é união e o futuro começa aqui”, avaliou.

O gerente comercial da feira, Carlos Eduardo Donin, reforçou o otimismo com o volume de prospecções gerado. “Esta edição da Farm Show Mato Grosso superou todas as nossas expectativas. Tivemos grande movimentação nos estandes, muitas projeções de negócios e mostramos mais uma vez que a feira é uma verdadeira vitrine de tecnologia, inovação e oportunidades para o produtor rural”.


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