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3 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Resistência de plantas daninhas aos herbicidas: o que é, e quais as principais causas – MAIS SOJA

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A resistência de plantas daninhas aos herbicidas é um dos principais fatores que limitam a eficiência do controle químico, dificultando o manejo das culturas agrícolas e impactando significativamente a produtividade. Embora diversas estratégias de manejo possam ser adotadas para reduzir ou retardar a evolução da resistência, compreender como esse processo ocorre e como ele se diferencia da tolerância é fundamental para o planejamento de programas de manejo mais eficientes e sustentáveis.

Resistência x Tolerância

De acordo com o Comitê de Ação a Resistência aos Herbicidas (HRAC-BR), a resistência é um processo evolutivo decorrente da variabilidade genética natural presente nas populações de plantas daninhas. Isso significa que, dentro de uma mesma população, alguns indivíduos podem apresentar características que os tornam naturalmente menos suscetíveis a determinado herbicida. Já a tolerância refere-se à capacidade inerente de uma espécie sobreviver e se reproduzir após a aplicação de um herbicida na dose recomendada, sendo uma característica própria da espécie e não resultado da seleção causada pelo manejo (Up. Herb, 2023).

Nesse contexto, a evolução da resistência está diretamente associada ao processo de seleção de biótipos resistentes já presentes na população, que passam a se tornar predominantes ao longo do tempo. Esse processo ocorre principalmente quando as mesmas práticas de controle são repetidas de forma contínua, como no caso do uso frequente de herbicidas com o mesmo mecanismo de ação (Up. Herb, 2023).

Assim, a ausência de rotação de mecanismos de ação é considerada uma das principais causas do surgimento de novos casos de resistência. A pressão de seleção exercida pelo uso repetido de um mesmo herbicida favorece a sobrevivência e multiplicação de indivíduos portadores de genes de resistência, que passam a originar populações cada vez mais difíceis de controlar.

Figura 1. Seleção e multiplicação de plantas resistentes a um herbicida.
Adapatado: Silva & Trentin (2020)

Além disso, o uso de subdoses de herbicidas também pode intensificar esse processo de seleção, uma vez que aplicações abaixo da dose recomendada podem não eliminar completamente a população suscetível, permitindo a sobrevivência de indivíduos menos sensíveis. Dessa forma, para reduzir o risco de evolução da resistência, recomenda-se rotacionar herbicidas quanto ao mecanismo de ação e princípio ativo, além de utilizar as doses recomendadas para cada situação de manejo.


Veja mais: Com o avanço do caruru-gigante no Brasil, medidas de manejo devem ser intensificadas, incluindo a limpeza de máquina



Referências:

HRAC-BR. COMO SURGE A RESISTÊNICA EM PLANTAS DANINHAS? Comitê de Ação a Resistência aos Herbicidas, 2026. Disponível em: < https://www.hrac-br.org/post/como-surge-a-resist%C3%AAncia-em-plantas-daninhas >, acesso em: 13/03/2026.

SILVA,  A. A. A.; TRENTIN, F. RESISTÊNCIA DE PLANTAS DANINHAS: CUIDADOS E ESTRATÉGIAS. Mais Soja, 2020. Disponível em: < https://maissoja.com.br/resistencia-de-plantas-daninhas-cuidados-e-estrategias/ >, acesso em: 13/03/2026.

UP. HERB. RESISTÊNCIA DE PLANTAS DANINHAS AOS HERBICIDAS: TOLERÂNCIA E RESISTÊNCIA. Up. Herb: Academia das Plantas Daninhas, 2023. Disponível em: < https://www.upherb.com.br/int/resistencia-de-plantas-daninhas-aos-herbicidas >, acesso em: 13/03/2026.

 

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Sustentabilidade

Milho fecha em alta em Chicago com temores sobre exportações no Mar Negro – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com alta nos preços. O mercado chegou a cair no início do dia, pressionado pela queda do petróleo em Nova York, mas reagiu e acabou sendo sustentado pelos temores de que uma intensificação do conflito entre Rússia e Ucrânia provoque novas interrupções nas exportações pelo Mar Negro. Os sinais de uma boa demanda pelo cereal dos Estados Unidos complementaram o quadro positivo.

As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2025/26, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 332.700 toneladas na semana encerrada em 16 de julho. O México liderou as compras, com 203.300 toneladas.

Para a temporada 2026/27, foram mais 701.500 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 500 mil e 1,6 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 4,49 1/4, com avanço de 8,50 centavos, ou 1,92% em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro fechou a sessão a US$ 4,72 1/2 por bushel, com alta de 8,50 centavos, ou 1,83% em relação ao fechamento anterior.

Autor/Fonte: Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Agência Safras)

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Sustentabilidade

Colheita do milho safrinha 2026 atinge 54,7% no Centro-Sul do Brasil, aponta Safras – MAIS SOJA

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A colheita da safrinha 2026 de milho atingia 54,7% da área estimada de 15,739 milhões de hectares na sexta-feira (31), segundo levantamento de Safras & Mercado.

A ceifa de milho atinge 38,9% da área no Paraná, 14,3% em São Paulo, 40,6% em Mato Grosso do Sul, 30,9% em Goiás, 78,9% em Mato Grosso e 10,6% em Minas Gerais.

No mesmo período do ano passado, a colheita atingia 66,5% da área cultivada de 15,407 milhões de hectares. A média de colheita dos últimos cinco anos para o período é de 65,7%.

Matopiba

Na região do Matopiba, a colheita da safrinha 2026 atingiu 56% da área cultivada de 1,341 milhão de hectares. A ceifa chegou a 88,8% na Bahia, a 49,1% no Maranhão, a 62,4% da área no Piauí e a 46,4% no Tocantins.

No mesmo período do ano passado, a colheita atingia 74,9% na área cultivada de 1,280 milhão de hectares, enquanto a média dos últimos cinco anos para o período é de 64,3%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Sumitomo Chemical apresenta tecnologias para o manejo de plantas daninhas em diferentes sistemas de produção – MAIS SOJA

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A Sumitomo Chemical marca participação no 34o Congresso Brasileiro da Ciência das Plantas Daninhas (CBCPD) com as suas principais soluções de proteção de lavouras e pastagens. Maior encontro do setor no país, o evento acontece entre os dias 3 e 6 de agosto, em Foz do Iguaçu (PR). A companhia apresentará seu portfólio focado no manejo eficiente e sustentável de plantas daninhas para o agro.

Entre os principais destaques do evento está o Rapidicil®, nova geração de herbicida da Sumitomo Chemical para agricultores que buscam controle rápido, seguro e flexível de plantas daninhas de folhas largas e estreitas, e que confere maior velocidade de dessecação do mercado. Pertencente ao grupo dos inibidores da enzima PPO (Protoporfirinogênio Oxidase), o novo herbicida é voltado para as culturas de soja, milho e algodão, posicionando-se como uma ferramenta estratégica contra espécies de difícil controle. O produto, em fase de registro, não está disponível para comercialização.

A empresa, que é patrocinadora Diamante do evento, também leva ao congresso o ZethaMaxx® Evo, herbicida pré-emergente que combina três mecanismos de ação distintos para ampliar a eficiência do manejo, garantindo mais flexibilidade, controle residual prolongado e facilidade operacional ao produtor. No segmento de pastagens, o destaque será Tempest® E, que chega com um posicionamento ainda mais completo: além da eficiência em plantas daninhas de difícil e extrema dificuldade de controle, passa a contemplar também os segmentos de fácil e médio controle, contribuindo para pastagens mais produtivas e maior rentabilidade na pecuária.

De acordo com Luciano Teixeira, gerente de Herbicidas da Sumitomo Chemical, o CBCPD é um ambiente fundamental para a inovação no campo. “O congresso é uma plataforma essencial para trocarmos conhecimentos e apresentarmos tecnologias que combinam inovação, eficiência operacional e sustentabilidade no manejo de plantas daninhas”, destaca. “A Sumitomo Chemical está à disposição do produtor para proteger o potencial produtivo das áreas e auxiliar no aumento da rentabilidade no campo”.

Além do estande, alguns trabalhos foram selecionados para apresentação oral pela comissão do congresso e a Sumitomo Chemical preparou um ambiente exclusivo para a disseminação de conhecimento técnico. Nos dias 4 e 5 de agosto, das 15h às 17h, uma sala será dedicada para receber pesquisadores e profissionais do setor para a apresentação de trabalhos científicos e resultados de pesquisas de campo conduzidas pela companhia.

Sobre a Sumitomo Chemical – Soluções para o Agro

Sediada em Tóquio, no Japão, a Sumitomo Chemical – Soluções para o Agro é uma das principais empresas de pesquisa e desenvolvimento de inovações para o campo no mundo. Em 2025, a companhia completou 50 anos de história no Brasil como precursora e referência em produtos para aumentar a produtividade e controlar doenças e pragas da agropecuária nacional.

A Sumitomo Chemical realiza suas atividades a partir de um escritório central, localizado em São Paulo (SP), um centro de pesquisas em Mogi Mirim (SP), um centro de inovação e uma fábrica, ambos em Maracanaú (CE), além de contar com unidades de distribuição e equipe técnica altamente capacitada em todo o território nacional. Na América Latina, a companhia opera com soluções para a agricultura e saúde ambiental, com o objetivo de promover o bem-estar e oferecer soluções sustentáveis para a produção de alimentos e a saúde da sociedade.

Fundada em 1913, está presente em mais de 180 países, com cerca de 34 mil funcionários. É signatária do Pacto Global e promove ações para contribuir com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) que estipula metas para transformar o mundo até 2030.

Fonte: Assessoria de imprensa



 

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