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Sustentabilidade

Agregação de valor para soja ganha força com projeto entre Embrapa e Governo do Paraná – MAIS SOJA

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Para garantir a competitividade do agronegócio paranaense, a Embrapa e o Governo do Estado do Paraná, por intermédio da Secretaria de Inovação e Inteligência Artificial e da Fundação Araucária, assinaram hoje, 6 de março, durante a abertura do Dia de Campo de Verão, realizado na Embrapa Soja, uma Carta de Intenções que prevê investimentos de R$ 5 milhões para fortalecer a agregação de valor na cadeia da soja paranaense.

A solenidade contou com a presença da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá (em formato remoto), do secretário de Inovação e Inteligência Artificial do Paraná, Alex Canziani, do chefe-geral da Embrapa Soja Alexandre Nepomuceno e da assessora de relações institucionais e inovação da Fundação Araucária Cristianne Cordeiro Nascimento. “O tradicional Dia de Campo da Embrapa Soja é sempre um motivo de orgulho, mas este ano a celebração ganhou um peso especial com a assinatura da Carta de Intenções junto à Secretaria de Inovação do Paraná e à Fundação Araucária, porque estamos desenhando a soja brasileira para as próximas décadas”, destaca Silvia Massruhá. “Focamos em inovação, bioeconomia e transição energética. E este é o momento de pensarmos na soja muito além da produção de proteína vegetal. Estamos olhando para a agregação de valor em setores que, até pouco tempo, pareciam distantes do campo”, complementa a presidente da Embrapa.

Para o secretário de Inovação e Inteligência Artificial do Paraná, Alex Canziani, o investimento em de inovação e transição energética na cadeia da soja objetiva que o Paraná, além de celeiro agrícola, seja também um centro de inteligência e liderança em bioeconomia. “É um projeto fantástico, por trazer uma nova perspectiva à soja brasileira, com uma série de benefícios técnicos e econômicos”, avalia Canziani. “Estamos mirando na “soja do futuro” e, por meio de edição gênica e melhoramento clássico, vamos desenvolver variedades com perfil nutricional superior, melhor qualidade industrial e sustentabilidade energética”, ressalta o secretário.

Nepomuceno ressalta que, em 2025, o Brasil exportou cerca de 80 milhões de toneladas para a China, o que equivale a aproximadamente 80% da exportação brasileira. Porém, segundo o chefe da Embrapa Soja, existe uma tendência de redução dessa dependência pela soja brasileira, tanto que a China está incentivando a produção de soja em locais mais próximos, como África e Russia e Índia. “Neste sentido, precisamos incentivar a agregação de valor na cadeia da soja, porque não adianta termos alta produção de grão, se não tivermos para quem vender”, reflete Nepomuceno. “Por isso, este projeto é estratégico para garantir a soberania do agronegócio brasileiro. A Embrapa pretende desenvolver novas tecnologias e aproximar o setor químico e as startups, por exemplo. Precisamos que a indústria brasileira utilize a soja para criar novos produtos, de cosméticos a calçados”, enfatiza Nepomuceno.

A parceria estratégica tem como foco fortalecer a integração entre pesquisa científica, desenvolvimento tecnológico e políticas públicas voltadas ao agronegócio sustentável.  Em sua fala, a diretoria da Fundação Araucária diz que o fomento financeiro, atua como um articulador estratégico de todo o ecossistema paranaense. Estamos destinando um aporte de 5 milhões para estruturar um programa integrado que vai além do fomento financeiro: atuamos como articuladores estratégicos, integrando a pesquisa científica da Embrapa e as políticas públicas que fortalecem nossa competitividade.  Estamos plantando hoje a base para que o Paraná se consolide cada vez mais como referência nacional e internacional em uma economia de base biológica”, ressalta Cristianne.

O projeto de pesquisa está estruturado em quatro eixos centrais: 1) Desenvolvimento de cultivares de soja com perfis proteicos e de óleo diferenciados, 2) Perfil diferenciado de aminoácidos na proteína da soja para maior eficiência de conversão alimentar, ganho de peso e redução de custos na produção de carnes 3) Biocombustíveis avançados: desenvolvimento de cultivares de soja com perfil de ácidos graxos com maior qualidade para a produção de biocombustíveis e 4) Perfil para novos usos do óleo de soja, como lubrificantes, asfalto, materiais vulcanizados para fabricação de sapatos, correias de máquinas, entre outros.

Dia de Campo de Verão – Entre as temáticas técnicas do Dia de Campo da Embrapa Soja estão o manejo de percevejos, o impacto da diversificação de culturas e da inoculação na saúde do solo e na produtividade das culturas, aprendizados sobre o manejo de plantas daninhas e demonstração de cultivares de soja e de feijão.

Fonte: Embrapa



 

FONTE

Autor:Lebna Landgraf (MTb 2903 – PR) Embrapa Soja

Site: Embrapa

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Sustentabilidade

Emater: colheita avança no RS, mas clima irregular afeta produtividade da soja

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Foto: Pixabay

A colheita das principais culturas de verão no Rio Grande do Sul avançou até esta quinta-feira (23), segundo dados da Emater/RS-Ascar. O milho já alcança 90% da área colhida, a soja 68% e o arroz 88%, indicando estágio avançado dos trabalhos no campo, apesar de entraves climáticos recentes.

No milho, a área cultivada na safra 2025/26 soma 803 mil hectares, com 90% já colhidos. O ritmo da operação, no entanto, perdeu força na última semana em razão das chuvas, que dificultaram o avanço das máquinas em algumas regiões, embora o órgão não tenha detalhado os volumes registrados.

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Para a soja, a colheita atinge 68% dos 6,624 milhões de hectares semeados no Estado. A Emater/RS-Ascar destaca uma “elevada variabilidade produtiva” entre as regiões, reflexo da distribuição irregular das chuvas ao longo do ciclo da cultura. Durante a fase de enchimento de grãos, períodos de déficit hídrico combinados com temperaturas elevadas reduziram o potencial produtivo em diversas áreas.

A produtividade média estimada para a soja é de 2.871 quilos por hectare. O levantamento divulgado não traz comparações com a safra anterior nem revisões em relação às estimativas anteriores.

No arroz, a colheita alcança 88% da área cultivada. De acordo com o Irga, a área nesta safra é de 891.908 hectares. A produtividade projetada pela Emater/RS-Ascar é de 8.744 kg/ha, com qualidade considerada adequada e bom rendimento industrial dos grãos.

Com a colheita em fase final nas três culturas, o resultado consolidado da safra no Estado ainda dependerá da conclusão dos trabalhos de campo e da confirmação dos índices de produtividade, especialmente na soja, mais impactada pelas oscilações climáticas ao longo do ciclo.

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Sustentabilidade

Emater/RS: Chuvas impactam ritmo, mas safra de arroz apresenta bons resultados no RS – MAIS SOJA

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A colheita das lavouras de arroz irrigado no Estado alcançou 88%, embora o avanço das operações tenha sido condicionado pelas precipitações recorrentes no período. As chuvas, mesmo em volumes moderados, associadas a períodos de elevada umidade relativa e de garoa, mantiveram o teor de umidade dos grãos elevado, restringindo o ritmo de colheita e exigindo maior seletividade nas janelas operacionais.

As áreas remanescentes estão, predominantemente, em estádios finais do ciclo (maduras e prontas para colheita). De modo geral, o desempenho produtivo está satisfatório, sustentado por condições climáticas favoráveis ao longo do ciclo, apesar das variações localizadas decorrentes de fatores operacionais e de problemas pontuais de manejo. A qualidade dos grãos está adequada, com bom rendimento industrial.

A área cultivada é de 891.908 hectares (IRGA). A produtividade está projetada em 8.744 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a colheita foi impactada pelas chuvas e por garoas frequentes, que mantiveram altos os teores de umidade nos grãos. Na
Fronteira Oeste, em São Gabriel, a colheita atinge 92% dos 25.800 hectares cultivados, com produtividades superiores a 8.000 kg/ha, apesar dos descontos frequentes por impurezas. O rendimento de grãos inteiros está acima de 58% na maior parte das cargas. Em Manoel Viana, na região do assentamento Santa Maria, houve redução de produtividade em função de falhas no fornecimento de energia elétrica, que comprometeram a irrigação. Na Campanha, em Dom Pedrito, 70% dos 36.000 hectares foram colhidos, e a produtividade está dentro das expectativas iniciais.

Na de Pelotas, a colheita atingiu 86% da área, e evoluiu de forma intensa até a ocorrência de chuvas no dia 16/04, que interromperam temporariamente as operações. As lavouras remanescentes, cerca de 14%, encontram-se maduras e prontas para colheita. A expectativa é de continuidade dos trabalhos ao longo do mês.

Na de Santa Maria, a colheita alcança cerca de 75% da área. Em Cacequi, as operações estão em fase final, com produtividades consideradas adequadas. De modo geral, a região apresenta bom desempenho produtivo, mas com variações pontuais entre municípios e propriedades Na de Soledade, 75% da área foi colhida, mas houve desaceleração no período devido ao tempo úmido. As lavouras apresentam adequado padrão produtivo, com produtividades elevadas e qualidade de grão favorável, que reflete em ótimo rendimento de engenho. As áreas remanescentes se distribuem entre enchimento de grãos (5%), maturação (10%) e maduras prontas para colheita (10%), indicando estágio final do ciclo produtivo.

Comercialização (saca de 50 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 1,20 %, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 60,05 para R$ 60,77.

Fonte: Emater/RS



 

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Agro Mato Grosso

Agrishow 2026: Valtra apresenta o “Talking Tractor”, trator com inteligência artificial 

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A aplicação de inteligência artificial no agronegócio avança para um novo nível com a apresentação do “Talking Tractor”, da Valtra, durante a Agrishow 2026. O conceito, exibido pela primeira vez no Brasil, transforma máquinas agrícolas em assistentes interativos capazes de se comunicar com o produtor por voz e texto.

A tecnologia teve sua estreia global na Agritechnica 2025, na Alemanha, e chega agora ao mercado brasileiro como uma demonstração do futuro da agricultura digital.

IA no agronegócio: máquinas passam a interagir com produtores rurais

“Talking Tractor” permite que o produtor rural faça perguntas diretamente à máquina sobre desempenho operacional, consumo de combustível, eficiência e emissões de carbono. As respostas são fornecidas em tempo real, com insights que auxiliam na tomada de decisões e na gestão financeira da propriedade.

A proposta é simplificar informações técnicas complexas, transformando dados em diálogos acessíveis e visuais para o dia a dia no campo.

Adoção de tecnologia no campo impulsiona inovação no Brasil

A chegada da solução encontra um ambiente favorável no agronegócio brasileiro. Segundo levantamento da McKinsey & Company, 54% dos produtores rurais no país acreditam que a tecnologia contribui diretamente para o aumento da rentabilidade.

Dados da Universidade de Brasília (UnB) também apontam alta digitalização no setor: mais de 95% dos produtores já utilizam alguma tecnologia digital, sendo que cerca de 70% fazem uso de softwares de gestão rural.

VEJA VIDEO:
https://youtu.be/ogh7cEirekA

Valtra Coach integra sistema e amplia uso em múltiplos idiomas

O conceito é integrado ao aplicativo Valtra Coach e funciona a partir de dispositivos móveis conectados ao sistema da máquina. O assistente virtual é capaz de operar em diferentes idiomas, incluindo inglês, alemão, francês, finlandês, espanhol e português.

Para seu desenvolvimento, o sistema foi treinado com base em manuais de operação da Valtra, guias de agricultura inteligente, dados de telemetria e registros operacionais, ampliando a precisão das respostas.

Tecnologia reconhecida internacionalmente e finalista de prêmio global

“Talking Tractor” já recebeu reconhecimento internacional ao ser finalista do prêmio DLG-Agrifuture Concept Winner 2025, na Alemanha, que destaca tecnologias inovadoras voltadas ao futuro do campo.

A solução é considerada um conceito de alto potencial dentro da transformação digital da agricultura.

Interação por voz e dados em tempo real aumentam segurança operacional

Segundo a Valtra, o sistema pode ser utilizado em qualquer modelo da marca equipado com telemetria Valtra Connect, seja em máquinas novas ou adaptadas.

A interação pode ser feita por comandos de voz ou texto, inclusive durante a operação no campo. O sistema permite conexão via Bluetooth do trator ou fones de ouvido, garantindo segurança ao operador enquanto mantém o foco na atividade agrícola.

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Dados operacionais são transformados em informações visuais

O grande diferencial do sistema está na capacidade de transformar dados técnicos em informações visuais e práticas. O “Talking Tractor” pode exibir ilustrações de manuais, checklists operacionais e infográficos baseados em dados reais de telemetria da máquina.

A proposta é facilitar a interpretação de informações e melhorar a eficiência operacional no campo.

Tecnologia ainda é conceito e não tem previsão de lançamento

Apresentado como destaque tecnológico da Valtra na Agrishow 2026, o “Talking Tractor” é uma prova de conceito e ainda não possui previsão de lançamento comercial no Brasil.

Valtra destaca visão de futuro para agricultura digital

Valtra traz o seu trator falante com IA para o Brasil, revela diretor

Para a empresa, a inovação representa um avanço na forma como a tecnologia pode ser aplicada no campo.

“Mais do que uma nova ferramenta, o Talking Tractor é um exemplo de como a inteligência artificial pode humanizar a alta tecnologia e torná-la acessível e prática para o agricultor”, afirmou Fabio Dotto, diretor de marketing de produto da Valtra.

Segundo ele, o conceito redefine a produtividade ao integrar máquina, dados e produtor em um sistema colaborativo, reforçando o papel da inteligência artificial na agricultura do futuro.

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