Connect with us
16 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Chicago volta a subir bem e deve manter mercado da soja movimentado – MAIS SOJA

Published

on


O mercado brasileiro de soja deve manter a boa movimentação registrada na sexta-feira, já que a Bolsa de Mercadorias de Chicago volta a subir forte diante do aumento da tensão no Oriente Médio. A guerra na região faz o petróleo subir mais de 10% em Nova York hoje, trazendo suporte a oleaginosa, que é uma das alternativas para a produção de biodiesel. O dólar também abriu em alta frente ao real, trazendo suporte extra as cotações.

Na sexta-feira, o mercado brasileiro de soja teve um dia bastante movimentado, com avanço nas cotações e volumes expressivos de negociação. De acordo com o analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário foi impulsionado principalmente pela forte alta na Bolsa de Chicago, que chegou a testar a faixa de US$ 12,00 por bushel.

Silveira destaca que o mercado esteve muito firme, com ótimos negócios e bons volumes rodando tanto no porto como no mercado interno, acompanhados pela elevação das cotações. Entre os fatores de sustentação, o analista aponta o comportamento do petróleo, que tem influenciado o complexo da soja.

“A CBOT subiu bastante e os prêmios praticamente não mexeram. O dólar recuou, mas a alta na bolsa foi mais sensível para a formação dos preços”, explica o analista.

Advertisement

No mercado físico, em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos avançou de R$ 126,00 para R$ 127,00 e, em Santa Rosa (RS), subiu de R$ 127,00 para R$ 128,00. Em Cascavel (PR), os preços passaram de R$ 120,00 para R$ 122,00. Em Rondonópolis (MT), as cotações foram de R$ 109,00 para R$ 111,00, enquanto em Dourados (MS) avançaram de R$ 111,00 para R$ 112,00. Já em Rio Verde (GO), a saca foi de R$ 111,00 para R$ 112,00.

Nos portos, em Paranaguá (PR), a cotação avançou de R$ 131,00 para R$ 133,00 por saca, enquanto no terminal de Rio Grande (RS) os preços passaram de R$ 132,00 para R$ 133,00.

CHICAGO

* A Bolsa de Mercadorias de Chicago opera com alta 1,12% na posição maio/26, cotada a US$ 12,14 1/4 por bushel.

* O mercado busca suporte na disparada do petróleo, que sobe mais de 13% em Nova York neste momento, devido ao aumento da tensão no Oriente Médio.

Advertisement

* Além disso, os investidores se posicionam frente ao relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que sai nesta terça, 13 horas (horário de Brasília).

CÂMBIO

* O dólar comercial registra alta de 0,43%, a R$ 5,2624. O Dollar Index registra baixa de 0,11%, a 99,271 pontos.

INDICADORES FINANCEIROS

* As principais bolsas na Europa operam com índices mais fracos. Paris, -1,66%. Frankfurt, -1,40%. Londres, -1,06%.

Advertisement

* As principais bolsas da Ásia fecharam no vermelho. Xangai, -0,67%. Japão, -5,20%.

* O petróleo opera com forte alta. Abril do WTI em NY: US$ 100,72 o barril (+10,79%).

AGENDA

—–Segunda-feira (9/03)

– Inspeções de exportação semanal dos EUA – USDA, 12h.

Advertisement

– O Ministério do Desenvolvimento, da Indústria, do Comércio e Serviços divulga, às 15h, os dados preliminares de março.

– Dados de comercialização de soja, milho e algodão do MT – Imea, 16h.

– Resultado financeiro da Cosan, após o fechamento do mercado.

– Japão: A leitura revisada do PIB do quarto trimestre será publicada às 20h30 pelo gabinete do governo.

—-Terça-feira (10/03)

Advertisement

– China: O saldo da balança comercial de fevereiro será publicado à meia-noite pela alfândega.

– Alemanha: O saldo da balança comercial de janeiro será publicado às 4h pelo Destatis.

– Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral, na parte da manhã.

– Relatório de março para oferta e demanda global e dos EUA – USDA/Wasde, 13h.

– Resultado financeiro da Vibra, após o fechamento do mercado.

Advertisement

– Japão: O índice de preços ao produtor de fevereiro será publicado às 20h50 pelo BOJ.

—–Quarta-feira (11/03)

– Alemanha: A leitura revisada do índice de preços ao consumidor de fevereiro será publicada às 4h pelo Destatis.

– OPEP: O relatório mensal de petróleo será publicado às 7h pela OPEP.

– OCDE: O relatório mensal de inflação será publicado às 8h pela OCDE.

Advertisement

– EUA: O índice de preços ao consumidor de fevereiro será publicado às 9h30 pelo Departamento do Trabalho.

– EUA: A posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada será publicada às 11h30 pela administração de informações de energia do governo dos Estados Unidos.

– Resultado financeiro da SLC, após o fechamento do mercado.

—–Quinta-feira (12/03)

– AIE: O relatório mensal de petróleo será publicado às 6h pela AIE.

Advertisement

– OCDE: O relatório mensal de desemprego será publicado às 8h pela OCDE.

– O IBGE divulga, às 9h, o Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e Indice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) referentes a fevereiro.

– EUA: O saldo da balança comercial de janeiro será publicado às 9h30 pelo Departamento do Comércio.

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30.

– Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, na parte da tarde.

Advertisement

– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.

– Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.

—–Sexta-feira (13/03)

– Reino Unido: A leitura mensal do PIB de janeiro será publicada às 4h pelo departamento de estatísticas.

– Reino Unido: A produção industrial de janeiro será publicada às 4h pelo departamento de estatísticas.

Advertisement

– Reino Unido: O saldo da balança comercial de janeiro será publicado às 4h pelo departamento de estatísticas.

– Eurozona: A produção industrial de janeiro será publicada às 7h pelo Eurostat.

– Atualização da projeção para a safra brasileira de grãos em 2025/26 – Conab, 9h.

– O IBGE divulga, às 9h, o Levantamento Sistemática da Produção Agrícola referente a fevereiro.

– EUA: O índice PCE de janeiro, bem como a renda e gastos pessoais, será publicado às 9h30 pelo Departamento do Comércio.

Advertisement

– EUA: A segunda leitura do PIB do quarto trimestre será publicada às 9h30 pelo Departamento do Comércio.

– Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA, 16h.

Fonte: Agência Safras

Continue Reading
Advertisement

Sustentabilidade

Efeitos da compactação do solo vão além da redução do volume de raízes – MAIS SOJA

Published

on


A compactação do solo constitui um dos principais fatores limitantes ao crescimento das plantas e, consequentemente, à produtividade das culturas agrícolas. Na soja, além de desempenharem funções essenciais na absorção de água e nutrientes, as raízes estabelecem uma importante relação simbiótica com bactérias do gênero Bradyrhizobium, responsáveis pela fixação biológica de nitrogênio (FBN), que constitui a principal fonte de N para a cultura.

Nesse contexto, a compactação do solo pode provocar uma série de efeitos negativos sobre o desenvolvimento da soja, abrangendo desde a restrição ao crescimento e à distribuição do sistema radicular, limitando o acesso das raízes às camadas mais profundas do solo, até alterações na nodulação e na fixação biológica de nitrogênio. Além disso, condições de compactação podem favorecer ambientes com menor aeração e drenagem, alterando as condições físicas do solo e podendo contribuir para o desenvolvimento de determinados patógenos de solo, de origem fúngica e parasitária.

Esses efeitos podem comprometer a formação dos componentes de produtividade e, consequentemente, o rendimento final da cultura. Entre as principais alterações físicas decorrentes da compactação estão o aumento da densidade e da resistência mecânica do solo e a redução do volume total de poros, especialmente dos macroporos (Debiasi; Santos; Gonçalves, 2021).

Conforme observado por Rosa et al. (2019), o aumento da resistência do solo à penetração decorrente da compactação pode refletir negativamente em diferentes características de crescimento e componentes de produtividade da soja. Os autores observaram alterações em variáveis como altura de plantas, diâmetro do caule, número de legumes e número de folhas, com impactos negativos sobre o desempenho produtivo da cultura.

Advertisement

Resultados semelhantes foram observados por Savioli et al. (2021). Ao avaliar a influência da compactação do solo sobre os componentes de produtividade da soja, os autores verificaram que o número de legumes (vagens) por planta, o número de grãos por planta e a massa de grãos estiveram entre os componentes mais afetados. Os resultados indicaram influência negativa significativa da compactação sobre esses componentes a partir da densidade do solo de 1,3 g cm⁻³ (Mg m⁻³).

Figura 1. Massa seca de grãos de soja em função de diferentes densidade de solo. (1,1; 1,2; 1,3; 1,4 e 1,5 g cm-3).
Fonte: Savioli et al. (2021)

Esses resultados reforçam a importância das condições físicas do solo para o adequado desenvolvimento da soja e evidenciam os impactos que a compactação pode exercer sobre a formação dos componentes de produtividade e o rendimento final da cultura. Dessa forma, o diagnóstico e o manejo da compactação do solo devem integrar as estratégias de manejo da lavoura, buscando favorecer o crescimento radicular, a exploração do perfil do solo e o aproveitamento de água e nutrientes.

Além dos efeitos diretos sobre o crescimento e a produtividade, a compactação do solo também pode influenciar a capacidade das plantas de tolerar períodos de restrição hídrica. A redução do crescimento radicular e do acesso das raízes às camadas mais profundas pode limitar a exploração de água armazenada no perfil, especialmente durante períodos de déficit hídrico. Assim, o manejo adequado da estrutura do solo constitui uma importante estratégia para melhorar as condições de desenvolvimento da soja e contribuir para maior resiliência da cultura diante de condições de estresse hídrico.



Referências:

DEBIASI, H.; SANTOS, J. C. F.; GONÇALVES, S. L. COMPACTAÇÃO DO SOLO. Embrapa, 2021. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/web/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/soja/producao/manejo-do-solo/compactacao-do-solo >, acesso em: 16/09/2026.

ROSA, H. A. et al. INFLUÊNCIA DA COMPACTAÇÃO DO SOLO EM PARÂMETROS PRODUTIVIDOS DA CULTURA DA SOJA. Revista Técnico-Científica do CREA-PR, 2019. Disponível em: < https://revistatecie.crea-pr.org.br/index.php/revista/article/view/548/333 >, acesso em: 16/09/2026.

Advertisement

SAVIOLI, M. R. et al. Componentes de produção da soja sob níveis de compactação do solo. Acta Iguazu, Cascavel, v.10, n.2, p. 1-12, 2021. Disponível em: < https://e-revista.unioeste.br/index.php/actaiguazu/article/view/26312 >, acesso em: 16/09/2026.

Continue Reading

Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Exportações e expectativas de compras públicas sustentam preços – MAIS SOJA

Published

on


A concorrência entre os mercados interno e externo, somada à expectativa de compras governamentais, mantém os preços do arroz em casca firmes no Rio Grande do Sul.

De acordo com o Cepea, negócios voltados ao fechamento de navios aconteceram a valores próximos de R$ 90/sc de 50 kg, no Porto do Rio Grande (RS), nos últimos dias, levando produtores a ampliar a oferta, especialmente nas regiões próximas ao terminal. Ao mesmo tempo, parte das indústrias domésticas reduziu a atuação diante da dificuldade em acompanhar os valores da exportação.

Segundo o Centro de Pesquisas, a disputa ocorre em um contexto de maior demanda das indústrias por matéria-prima. Em agosto, o beneficiamento de arroz no estado avançou, e os preços ao consumidor também registraram alta.

Fonte: Cepea

Advertisement


FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

Advertisement
Continue Reading

Sustentabilidade

Depois de meses de alta, inadimplência dá primeiro sinal de trégua em MT e Cuiabá – MAIS SOJA

Published

on


Mato Grosso encerrou agosto de 2026 com uma leve queda na inadimplência dos consumidores no estado, 2,23% na comparação entre julho e agosto. Os números apurados pelo SPC Brasil para a Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá) mostram que o mês trouxe o primeiro sinal de redução no ano entre quase 1,5 milhão de consumidores mato-grossenses em idade adulta que estão com restrição de crédito.

O mesmo recuo apareceu na quantidade de dívidas em atraso, que caiu 2,38% no mês, mesmo acumulando alta de 8,90% em 12 meses.

Entre os mato-grossenses inadimplentes, o perfil é majoritariamente masculino (53,42% ante 46,56% de mulheres) e concentrado na faixa entre 30 e 49 anos.

O valor médio das dívidas no estado é de R$ 6.119,63, somando-se todos os débitos por consumidor, com tempo médio de atraso de 29,5 meses. Em torno de 35,70% das dívidas estão em aberto entre um e três anos e outras 40,13% ultrapassam os três anos.

Advertisement

Os bancos concentram a maior fatia dos débitos, com 54,81%, seguidos por comércio, com 21,94%, outros segmentos (10,91%), água e luz (8,17%) e comunicação (4,17%).

Cuiabá

Na capital, aproximadamente 258 mil consumidores adultos apresentaram restrição de crédito em agosto. Na comparação mês a mês, o SPC Brasil apontou queda de 2,52% no total de inadimplentes cuiabanos. Em relação à quantidade de dívidas em atraso, a redução foi de 2,95% no mês.

O perfil dos inadimplentes cuiabanos também é predominantemente masculino (52,10% ante 47,90% de mulheres), com idade média de 45,4 anos — ligeiramente acima da média estadual — e concentração também entre 30 e 49 anos.

Em Cuiabá, o valor médio das dívidas é de R$ 6.631,99, acima da média estadual, com tempo médio de atraso de 30,2 meses. Mais da metade das dívidas da capital, 58,28%, está em aberto há mais de um ano, distribuídas entre as faixas de um a três anos (34,93%), três a quatro anos (17,48%) e quatro a cinco anos (24,35%).

Advertisement

Os bancos também lideram entre os credores na capital, com 61,09% das dívidas registradas, seguidos por comércio, 14,85%, água e luz (8,76%), outros segmentos (12,33%) e comunicação (2,97%).

“Os números mostram que a inadimplência ainda é uma realidade que pesa no bolso do consumidor cuiabano e mato-grossense, mas o recuo mensal é um indício importante de que as famílias estão conseguindo se reorganizar. Do lado do comércio, isso significa reforçar o diálogo com o cliente, oferecer condições de negociação viáveis e ajudar quem quer voltar a comprar e a pagar em dia. A CDL Cuiabá segue acompanhando esses indicadores para orientar o lojista sobre a melhor forma de negociar com o consumidor”, observou o presidente da CDL Cuiabá, Júnior Macagnam.

CDL Cuiabá – Com 53 anos de história e cerca de 10 mil empresas associadas, a CDL Cuiabá tem como missão transformar a Capital em um dos melhores lugares para empreender e morar. Com origem no comércio varejista, hoje a entidade representa empresários e empresárias de diferentes setores, oferecendo facilidades como economia operacional, certificação digital, inteligência para concessão de crédito, telefonia móvel, redução de custos com energia e proteção de crédito em parceria com o SPC Brasil.

Fonte: Assessoria de imprensa



 

Advertisement
Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT