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Sustentabilidade

Chicago volta a subir bem e deve manter mercado da soja movimentado – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de soja deve manter a boa movimentação registrada na sexta-feira, já que a Bolsa de Mercadorias de Chicago volta a subir forte diante do aumento da tensão no Oriente Médio. A guerra na região faz o petróleo subir mais de 10% em Nova York hoje, trazendo suporte a oleaginosa, que é uma das alternativas para a produção de biodiesel. O dólar também abriu em alta frente ao real, trazendo suporte extra as cotações.

Na sexta-feira, o mercado brasileiro de soja teve um dia bastante movimentado, com avanço nas cotações e volumes expressivos de negociação. De acordo com o analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário foi impulsionado principalmente pela forte alta na Bolsa de Chicago, que chegou a testar a faixa de US$ 12,00 por bushel.

Silveira destaca que o mercado esteve muito firme, com ótimos negócios e bons volumes rodando tanto no porto como no mercado interno, acompanhados pela elevação das cotações. Entre os fatores de sustentação, o analista aponta o comportamento do petróleo, que tem influenciado o complexo da soja.

“A CBOT subiu bastante e os prêmios praticamente não mexeram. O dólar recuou, mas a alta na bolsa foi mais sensível para a formação dos preços”, explica o analista.

No mercado físico, em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos avançou de R$ 126,00 para R$ 127,00 e, em Santa Rosa (RS), subiu de R$ 127,00 para R$ 128,00. Em Cascavel (PR), os preços passaram de R$ 120,00 para R$ 122,00. Em Rondonópolis (MT), as cotações foram de R$ 109,00 para R$ 111,00, enquanto em Dourados (MS) avançaram de R$ 111,00 para R$ 112,00. Já em Rio Verde (GO), a saca foi de R$ 111,00 para R$ 112,00.

Nos portos, em Paranaguá (PR), a cotação avançou de R$ 131,00 para R$ 133,00 por saca, enquanto no terminal de Rio Grande (RS) os preços passaram de R$ 132,00 para R$ 133,00.

CHICAGO

* A Bolsa de Mercadorias de Chicago opera com alta 1,12% na posição maio/26, cotada a US$ 12,14 1/4 por bushel.

* O mercado busca suporte na disparada do petróleo, que sobe mais de 13% em Nova York neste momento, devido ao aumento da tensão no Oriente Médio.

* Além disso, os investidores se posicionam frente ao relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que sai nesta terça, 13 horas (horário de Brasília).

CÂMBIO

* O dólar comercial registra alta de 0,43%, a R$ 5,2624. O Dollar Index registra baixa de 0,11%, a 99,271 pontos.

INDICADORES FINANCEIROS

* As principais bolsas na Europa operam com índices mais fracos. Paris, -1,66%. Frankfurt, -1,40%. Londres, -1,06%.

* As principais bolsas da Ásia fecharam no vermelho. Xangai, -0,67%. Japão, -5,20%.

* O petróleo opera com forte alta. Abril do WTI em NY: US$ 100,72 o barril (+10,79%).

AGENDA

—–Segunda-feira (9/03)

– Inspeções de exportação semanal dos EUA – USDA, 12h.

– O Ministério do Desenvolvimento, da Indústria, do Comércio e Serviços divulga, às 15h, os dados preliminares de março.

– Dados de comercialização de soja, milho e algodão do MT – Imea, 16h.

– Resultado financeiro da Cosan, após o fechamento do mercado.

– Japão: A leitura revisada do PIB do quarto trimestre será publicada às 20h30 pelo gabinete do governo.

—-Terça-feira (10/03)

– China: O saldo da balança comercial de fevereiro será publicado à meia-noite pela alfândega.

– Alemanha: O saldo da balança comercial de janeiro será publicado às 4h pelo Destatis.

– Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral, na parte da manhã.

– Relatório de março para oferta e demanda global e dos EUA – USDA/Wasde, 13h.

– Resultado financeiro da Vibra, após o fechamento do mercado.

– Japão: O índice de preços ao produtor de fevereiro será publicado às 20h50 pelo BOJ.

—–Quarta-feira (11/03)

– Alemanha: A leitura revisada do índice de preços ao consumidor de fevereiro será publicada às 4h pelo Destatis.

– OPEP: O relatório mensal de petróleo será publicado às 7h pela OPEP.

– OCDE: O relatório mensal de inflação será publicado às 8h pela OCDE.

– EUA: O índice de preços ao consumidor de fevereiro será publicado às 9h30 pelo Departamento do Trabalho.

– EUA: A posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada será publicada às 11h30 pela administração de informações de energia do governo dos Estados Unidos.

– Resultado financeiro da SLC, após o fechamento do mercado.

—–Quinta-feira (12/03)

– AIE: O relatório mensal de petróleo será publicado às 6h pela AIE.

– OCDE: O relatório mensal de desemprego será publicado às 8h pela OCDE.

– O IBGE divulga, às 9h, o Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e Indice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) referentes a fevereiro.

– EUA: O saldo da balança comercial de janeiro será publicado às 9h30 pelo Departamento do Comércio.

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30.

– Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, na parte da tarde.

– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.

– Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.

—–Sexta-feira (13/03)

– Reino Unido: A leitura mensal do PIB de janeiro será publicada às 4h pelo departamento de estatísticas.

– Reino Unido: A produção industrial de janeiro será publicada às 4h pelo departamento de estatísticas.

– Reino Unido: O saldo da balança comercial de janeiro será publicado às 4h pelo departamento de estatísticas.

– Eurozona: A produção industrial de janeiro será publicada às 7h pelo Eurostat.

– Atualização da projeção para a safra brasileira de grãos em 2025/26 – Conab, 9h.

– O IBGE divulga, às 9h, o Levantamento Sistemática da Produção Agrícola referente a fevereiro.

– EUA: O índice PCE de janeiro, bem como a renda e gastos pessoais, será publicado às 9h30 pelo Departamento do Comércio.

– EUA: A segunda leitura do PIB do quarto trimestre será publicada às 9h30 pelo Departamento do Comércio.

– Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA, 16h.

Fonte: Agência Safras

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Sustentabilidade

Soja/RS: Colheita avança com desafios climáticos e alta variabilidade produtiva – MAIS SOJA

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A colheita da soja apresenta avanço significativo, mesmo condicionada no período pelas precipitações mais concentradas na Metade Sul, e irregulares no restante do Estado. As chuvas, mesmo desiguais, impuseram um ritmo mais lento na operação, e foram necessárias readequações para viabilizar a atividade, especialmente aumento de número de máquinas colhedoras e ampliação de jornadas nas janelas de tempo firme. A área colhida alcançou 68%.

De modo geral, observa-se elevada variabilidade produtiva como reflexo da distribuição irregular das precipitações ao longo do ciclo, principalmente durante o enchimento de grãos, quando episódios de déficit hídrico, associados a temperaturas elevadas, comprometeram o potencial produtivo, especialmente na Metade Oeste.

A maturação desuniforme tem sido recorrente, resultando em necessidade de dessecação em parte das áreas, além de impactar a qualidade final dos grãos, que apresentam registros de elevada umidade, presença de grãos imaturos e redução da massa específica.

Em algumas situações, perdas qualitativas têm aumentado devido ao retardamento da colheita, decorrente das condições inadequadas de tráfego nas lavouras. Em relação ao aspecto fitossanitário, as intervenções foram concluídas na maior parte das áreas, restando aplicações pontuais em cultivos tardios, em safrinha, com destaque para o manejo de ferrugem-asiática e percevejos.

A produtividade média estimada pela Emater/RS-Ascar está em 2.871 kg/ha, e a área cultivada em 6.624.988 hectares. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a colheita apresenta evolução distinta entre a Fronteira Oeste e a Campanha, estando mais avançada na primeira e ainda incipiente na segunda, onde não ultrapassa 10% da área em muitos municípios, com exceção de Caçapava do Sul (25%). As operações foram frequentemente interrompidas por chuvas, concentrando-se em curtos períodos. Em Manoel Viana, as produtividades estão em torno de 1.620 kg/ha, representando redução de aproximadamente 40% em relação ao potencial inicial. Em São Borja, 40% da área de 105.000 hectares foi colhida, com forte variabilidade produtiva.

Em São Gabriel, 20% dos 125.000 hectares foram colhidos, com média de 1.800 kg/ha e registros pontuais de até 3.000 kg/ha. Na Campanha, em Hulha Negra, as produtividades variam entre 2.100 e 2.400 kg/ha, mas há descontos devido à umidade (16% a 20%) e à elevada presença de grãos chochos e imaturos, superando 8% em algumas cargas.

Observa-se atraso na dessecação em função das condições de campo. As lavouras implantadas em dezembro e início de janeiro apresentam melhor desempenho relativo. Na de Caxias do Sul, o predomínio de tempo seco favoreceu o avanço da colheita, que ocorre de forma mais contínua em relação a outras regiões. Ainda assim, as produtividades continuam abaixo do esperado em função da restrição hídrica e das altas temperaturas, registradas principalmente entre a segunda quinzena de janeiro e o mês de fevereiro, as quais afetaram as fases críticas da cultura.

Na de Ijuí, a colheita alcança cerca de 75%, mas em ritmo mais lento devido à elevada umidade dos grãos. Pequenas propriedades estão próximas da finalização, enquanto áreas maiores ainda concentram lavouras em maturação (20%) e granação (5%), especialmente em Jóia, Cruz Alta e Salto do Jacuí. A produtividade média regional está próxima de 3.000 kg/ha.

Na de Passo Fundo, a colheita atinge aproximadamente 75% da área; ainda há 25% entre maturação fisiológica e ponto de colheita. As produtividades médias chegam a 3.500 kg/ha, mas há variações entre cultivos como resultado das diferenças de manejo e distribuição de chuvas.

Na de Pelotas, há ampla distribuição fenológica. Predominam lavouras em maturação (43%) e enchimento de grãos (31%); 25% foram colhidos. A colheita foi interrompida por chuvas generalizadas, que limitaram o avanço das operações. Pequena parcela (1%) ainda se encontra em floração.

Na de Santa Maria, a colheita está heterogênea, alcançando cerca de 45% em Santa Maria, e aproximadamente 60% em São João do Polêsine. As precipitações, embora irregulares, foram suficientes para interromper temporariamente as operações. Na de Santa Rosa, a colheita atinge aproximadamente 65% da área; 23% estão em maturação fisiológica; 11% em enchimento de grãos; e 1% em floração. Em Garruchos, a elevada umidade do solo e dos grãos, além das precipitações em 16 e 17/04, limitou as operações. Observa-se menor densidade da massa colhida e redução de rendimento por carga.

Em áreas de resteva de milho, as plantas apresentam porte limitado, e há inserção baixa de legumes, o que eleva as perdas na colheita. Ainda são efetuadas aplicações fitossanitárias em áreas específicas, especialmente para ferrugem-asiática e percevejos. A produtividade aquém do esperado tem gerado impactos econômicos relevantes, afetando a capacidade financeira dos produtores e o sistema de arrendamento.

Na de Soledade, a colheita foi desacelerada pelas chuvas fracas, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram o tráfego de máquinas. O avanço está mais expressivo no Alto da Serra do Botucaraí e Centro-Serra (85%) em comparação ao Baixo Vale do Rio Pardo (65%). A produtividade média regional está estimada em 2.880 kg/ha, com ampla variabilidade. As lavouras tardias ainda recebem tratamentos fitossanitários para doenças de final de ciclo e para controle de percevejos. A área colhida corresponde a 75%; estão em maturação 23%; e pequenas parcelas ainda em enchimento de grãos (2%).

A cotação média da soja passou de R$ 119,78 para R$ 117,22, reduzindo 2,14% em relação à semana anterior, conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar.

Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

Frete sobe em MT e acende alerta para custos no campo – MAIS SOJA

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O recente boletim divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) aponta um movimento importante na logística do agro em Mato Grosso, o aumento no valor dos fretes rodoviários de grãos na maioria das rotas do estado. A elevação ocorre mesmo diante de uma oferta equilibrada de carga para transporte, evidenciando que o fator determinante foi a redução na disponibilidade de caminhões.

De acordo com o levantamento semanal, parte da frota deixou o estado em busca de melhores oportunidades em outras regiões do país. Esse deslocamento reduziu a oferta local de veículos, dando mais poder de negociação às transportadoras que permaneceram em Mato Grosso e impulsionando os preços dos fretes.

Os destaques para as principais rotas monitoradas, foram Diamantino a Rondonópolis uma média de R$ 155,00/t (+3,20%) e Querência a Uberlândia (MG) média de R$ 333,70/t (+3,28%). Os números reforçam uma tendência de valorização do frete em um momento estratégico para o escoamento da produção agrícola.

“Cabe destacar que, para o período atual, seria esperado um movimento de desvalorização nos preços de frete, à medida que a demanda por transporte tende a se equilibrar com a finalização da colheita da soja da safra 2025/26. Ainda assim, as cotações permaneceram em patamares superiores aos observados no mesmo período do ano anterior, sustentadas, sobretudo, pelas variações nos preços do diesel, que mantiveram os custos de transporte elevados na comparação anual”, disse o coordenador de inteligência de mercado agropecuário no Imea, Rodrigo Silva.

O custo do transporte é um dos principais componentes do custo total da produção agropecuária em Mato Grosso, estado com grande dependência da malha rodoviária para levar grãos até os centros consumidores e portos. Com o frete mais caro, o produtor rural sente diretamente no bolso, já que há redução nas margens de lucro.

Esse cenário impacta também a competitividade do agro mato-grossense no mercado nacional e internacional, especialmente quando comparado a regiões com melhor infraestrutura logística ou maior proximidade dos portos.

“A eficiência no escoamento da produção é decisiva para manter a sustentabilidade econômica das propriedades rurais e garantir a competitividade do estado como um dos principais produtores de grãos do país”, explicou Rodrigo Silva.

Os dados divulgados fazem parte do projeto de Custo de Produção Agropecuário (CPA), desenvolvido em parceria entre o Imea e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar MT). A iniciativa acompanha de perto os principais indicadores que influenciam a atividade rural, oferecendo subsídios técnicos para a tomada de decisão no campo.

As informações são da Famato.

Revisão: Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência Safras News

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Sustentabilidade

Emater: colheita avança no RS, mas clima irregular afeta produtividade da soja

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Foto: Pixabay

A colheita das principais culturas de verão no Rio Grande do Sul avançou até esta quinta-feira (23), segundo dados da Emater/RS-Ascar. O milho já alcança 90% da área colhida, a soja 68% e o arroz 88%, indicando estágio avançado dos trabalhos no campo, apesar de entraves climáticos recentes.

No milho, a área cultivada na safra 2025/26 soma 803 mil hectares, com 90% já colhidos. O ritmo da operação, no entanto, perdeu força na última semana em razão das chuvas, que dificultaram o avanço das máquinas em algumas regiões, embora o órgão não tenha detalhado os volumes registrados.

  • Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp! 

Para a soja, a colheita atinge 68% dos 6,624 milhões de hectares semeados no Estado. A Emater/RS-Ascar destaca uma “elevada variabilidade produtiva” entre as regiões, reflexo da distribuição irregular das chuvas ao longo do ciclo da cultura. Durante a fase de enchimento de grãos, períodos de déficit hídrico combinados com temperaturas elevadas reduziram o potencial produtivo em diversas áreas.

A produtividade média estimada para a soja é de 2.871 quilos por hectare. O levantamento divulgado não traz comparações com a safra anterior nem revisões em relação às estimativas anteriores.

No arroz, a colheita alcança 88% da área cultivada. De acordo com o Irga, a área nesta safra é de 891.908 hectares. A produtividade projetada pela Emater/RS-Ascar é de 8.744 kg/ha, com qualidade considerada adequada e bom rendimento industrial dos grãos.

Com a colheita em fase final nas três culturas, o resultado consolidado da safra no Estado ainda dependerá da conclusão dos trabalhos de campo e da confirmação dos índices de produtividade, especialmente na soja, mais impactada pelas oscilações climáticas ao longo do ciclo.

O post Emater: colheita avança no RS, mas clima irregular afeta produtividade da soja apareceu primeiro em Canal Rural.

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