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9 de junho de 2026

Agro Mato Grosso

Auxílio do Fundaaf fortalece a agricultura familiar e amplia a produção de alimentos em MT

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O incentivo direto à produção tem transformado a realidade de famílias da agricultura familiar em Nossa Senhora do Livramento. A Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) e a Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) realizaram visita técnica a propriedades da comunidade Mata Cavalo, beneficiadas pelo Fundo de Apoio à Agricultura Familiar (Fundaaf) – Inclusão Rural, que concede um auxílio de R$ 6 mil para os pequenos produtores por meio de um cartão.

Em Nossa Senhora do Livramento, 240 projetos foram analisados, com 92 aprovações para o auxílio. Em todo o Estado, 3.589 propostas foram deferidas, totalizando R$ 21,5 milhões em investimentos. O objetivo do recurso é oferecer, junto ao acompanhamento técnico, suporte para que os pequenos produtores em situação de vulnerabilidade social possam desenvolver suas atividades no campo.

No sítio onde vivem, Dona Clarice Conceição e Luciano Arruda são alguns dos produtores de Nossa Senhora do Livramento que recebem o auxílio do Fundaaf.

“É a primeira vez que a gente participa de um projeto desses. Quando recebemos o cartão e vimos que o valor estava disponível, aí nós fomos fazer a nossa parte. É disso que a gente precisa, de um incentivo para caminhar, como fizemos agora com o Fundaaf. Nós tínhamos começado com o recurso que tínhamos. Agora, com o recurso que recebemos do Fundaaf, estamos melhorando as condições do espaço que temos para criação dos frangos”, relatou Dona Clarice.

Luciano Arruda destacou o impacto direto na produção. “Com o recurso do Fundaaf, nós adquirimos os pintinhos e o material para ampliar os galinheiros. Os frangos estão com três meses e, com quatro, estarão prontos para o abate. Tem pessoas que querem trabalhar. Se a gente tiver um apoio, nós conseguimos trabalhar. Ao invés de gastar o lucro com coisas desnecessárias, vamos investir e fazer um novo lote. O negócio é aprender direitinho e fazer o dever de casa. O Fundaaf ajudou muito e, daqui a pouco, conseguimos caminhar sozinhos”, disse.

O produtor também ressaltou a melhoria na qualidade da criação. “A alimentação dos animais melhorou, porque agora podemos oferecer algo com mais qualidade, porque, às vezes, o medicamento tem um custo mais elevado. Nós agradecemos o Governo do Estado pela confiança. Vocês olharam para nós. Espero que essa parceria prossiga. Tudo na vida tem que ter alguém para ajudar, e o que a Seaf e a Empaer estão fazendo é muito grande”, acrescentou.

Outra produtora visitada Rosimari Costa e Silva também ampliou a criação de frangos e a produção de ovos. “Tenho o sonho de aumentar a nossa produção de frangos. Esse recurso que nós recebemos já nos ajudou muito. Estamos animados com esse apoio. Agora, queremos desenvolver ainda mais”, disse.

A secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, destacou o alcance da política pública. “O Fundaaf é uma ferramenta concreta de inclusão produtiva. Estamos falando de um recurso que chega direto na mão do produtor, permitindo que ele invista, produza e tenha mais dignidade. Nosso compromisso é continuar apoiando as famílias da agricultura familiar para que possam crescer com autonomia e qualidade de vida”, afirmou.

O presidente da Empaer, Suelme Fernandes, ressaltou que o acompanhamento técnico é decisivo para garantir resultados consistentes. “O recurso financeiro é essencial, mas ele precisa estar aliado à orientação técnica. A assistência oferecida pela Empaer assegura que o produtor aplique corretamente o investimento, planeje a produção e tenha melhores resultados. O Fundaaf, com esse acompanhamento, se transforma em desenvolvimento sustentável para as comunidades rurais”, apontou.

A extensionista social da Empaer em Livramento, Tânia Tomé, explicou que o foco agora está na execução e na prestação de contas dos projetos aprovados. “Conseguimos aprovar 92 projetos em Livramento e, agora, estamos fazendo a prestação de contas. A maioria das pessoas que aderiram já está produzindo. É muito gratificante poder oferecer um projeto e ver que a pessoa realmente se dedicou, porque, além do alimento para consumo próprio, eles também poderão comercializar e ter uma renda extra. Isso, para nós que trabalhamos diretamente com eles, não tem preço”, contou.

O engenheiro agrônomo e extensionista da Empaer, Cláudio Arruda, reforçou a importância do planejamento técnico. “Nosso trabalho é garantir que o produtor utilize o recurso de forma planejada, respeitando as boas práticas de manejo, sanidade e alimentação. Quando o investimento vem acompanhado de assistência técnica, as chances de sucesso aumentam significativamente e o produtor ganha mais segurança para expandir sua atividade”, disse.

O Fundaaf – Inclusão Rural conta com a parceria da Desenvolve MT, responsável pela emissão dos cartões e pelo acompanhamento financeiro das famílias beneficiadas. Vale lembrar que essa modalidade é não reembolsável, ou seja, as famílias não precisam devolver o recurso. A prestação de contas é realizada mediante a certificação da execução do projeto, com acompanhamento pelos técnicos da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural, pelo período de um ano.

Outros investimentos estruturantes em Nossa Senhora do Livramento

Nos últimos sete anos, o Governo do Estado destinou cerca de R$ 4,5 milhões ao município em máquinas, equipamentos e insumos para fortalecer a agricultura familiar de Nossa Senhora do Livramento. O secretário municipal de Desenvolvimento Rural, Luciano Batista, destacou o avanço nas cadeias produtivas locais.

“O Governo do Estado, por meio da Seaf e da Empaer, tem nos permitido atender melhor a comunidade que vive da agricultura familiar. Nosso município tem ampliado a produção de leite, que vem em crescimento, além da piscicultura. Também contamos com diversas propriedades que cultivam mandioca e banana, contribuindo inclusive para o abastecimento da merenda escolar”, destacou.

Luciano Batista reforçou ainda a importância da parceria institucional. “Os equipamentos que recebemos chegaram em um momento decisivo. Sem o fomento da Seaf, com máquinas, equipamentos, veículos e insumos, não estaríamos produzindo o que conseguimos hoje. A Empaer é um braço importante da gestão municipal; trabalhamos de mãos dadas. Graças a essa parceria, os produtores estão expandindo a produção, porque a orientação técnica pesa muito na hora de investir e garantir qualidade na produção de alimentos”, avaliou.

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Carreta invade a contramão e mata motorista na BR-163 I Mato Grosso

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Segundo motorista da carreta, colisão ocorreu após uma frenagem brusca para impedir outro acidente

O motorista Wilson Honório dos Reis, de 59 anos, morreu após a picape que dirigia ser atingida de frente por um caminhão na noite desta segunda-feira (8), na BR-163, em Sinop (a 478 quilômetros de Cuiabá).

De acordo com o boletim de ocorrência, Wilson conduzia uma Fiat Strada quando foi atingido por um caminhão-trator que seguia no sentido Sinop-Itaúba.

Em depoimento aos policiais, o motorista do caminhão, de 54 anos, relatou que seguia pela rodovia quando, ao subir um viaduto, se deparou com outro caminhão seguindo à sua frente em baixa velocidade e sem sinalização luminosa adequada.

Para evitar uma colisão traseira, ele afirmou que realizou uma frenagem brusca. Durante a manobra perdeu o controle da direção, invadiu a pista contrária e bateu de frente contra a Fiat Strada conduzida por Wilson.

Com a força do impacto, o motorista da picape sofreu ferimentos graves e morreu ainda no local.

O condutor do caminhão realizou o teste do bafômetro, que apontou resultado negativo para consumo de bebida alcoólica.

A área foi isolada para os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), e o caso foi registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor.

 

A Polícia Civil investiga as circunstâncias do acidente.

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Agricultores de MT unem produção de alimentos e conservação do meio ambiente

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Aprosoja MT destaca ações de preservação ambiental adotada por produtores no Dia Mundial do Meio Ambiente

O produtor rural tem um papel importante na sociedade. Além de assegurar a produção de alimentos, ele também é um agente fundamental na preservação do meio ambiente e dos recursos naturais. Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) ressalta a relevância das ações e dos cuidados adotados pelos agricultores para garantir um futuro melhor às novas gerações.

Garantir recursos naturais para as próximas gerações depende das ações tomadas no presente e, para isso, é necessário que toda a sociedade contribua para a preservação dos recursos que sustentam a vida na Terra. Um dos principais projetos incentivados pela Aprosoja MT entre os associados é o Sistema Campo Limpo (SCL). O programa busca promover a preservação ambiental por meio da devolução de embalagens vazias de defensivos agrícolas, como explicou o diretor financeiro Aprosoja MT, Nathan Belusso.

“Hoje, mais de 90% das embalagens de defensivos agrícolas utilizadas no campo são recicladas. O produtor tem que fazer a destinação correta dessas embalagens, realizar o armazenamento, a lavagem e a limpeza, e depois encaminhá-las aos centros de coleta, que serão responsáveis pela reciclagem e reutilização para fins específicos, principalmente na fabricação de tubos utilizados em sistemas de esgoto. São toneladas de embalagens recicladas todos os anos que poderiam estar na natureza. Com esse projeto de destinação correta, essas embalagens são reutilizadas e recicladas, ajudando não somente o meio ambiente, mas também a economia do nosso estado e, consequentemente, do nosso país”, explicou.

Em 2025, mais de 75 mil toneladas de embalagens foram recolhidas e, desse total, 92% foram recicladas. Segundo dados do Sistema Campo Limpo e do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InpEV), desde a criação do programa, em 2002, mais de 900 mil toneladas de embalagens vazias receberam destinação adequada.

Mato Grosso é o estado que mais utiliza o Sistema Campo Limpo, representando cerca de 30% do volume devolvido em 2025, o equivalente a 22 mil toneladas de embalagens vazias. Após a limpeza, coleta e separação, essas embalagens são transformadas em tubulações de esgoto, dutos, conduítes e outros 35 produtos. O destaque do estado na reciclagem de embalagens é resultado da adesão dos produtores rurais, como explicou o delegado coordenador do núcleo de Nova Ubiratã, Edgard Gomes. Ele relatou que realiza a separação e a limpeza das embalagens e, pelo menos duas vezes por ano, encaminha o material aos centros de coleta.

“Duas vezes por ano eu faço o agendamento, uma entrega ocorre em dezembro e a outra em abril, após metade do uso dos produtos na soja e depois de todos os produtos utilizados no milho. O principal benefício é não ter embalagens acumuladas na fazenda. A gente promove a tríplice lavagem, garante que tudo seja reciclado e evita a poluição do meio ambiente”, disse.

Edgard também relata que, além do Sistema Campo Limpo, outras medidas são adotadas em sua propriedade para preservar o meio ambiente, como a adesão ao programa Guardião das Águas, que mapeia e incentiva a preservação das nascentes dentro das propriedades rurais. Ele explica que um dos períodos mais desafiadores é a seca, quando, além de cuidar da lavoura, precisa proteger as áreas de vegetação nativa, realizando aceiros para reduzir o risco de incêndios.

As medidas visam conciliar produção e preservação, assegurando qualidade de vida para quem virá depois. Por isso, o delegado coordenador do núcleo de Itanhangá, Ivam Franceschet, afirma que, além de preservar a propriedade, também busca transmitir esse legado aos filhos.

“Hoje, o produtor rural é um dos principais defensores do meio ambiente e tem um papel muito importante na preservação dos mananciais, lençóis freáticos, reservas legais, áreas de preservação permanente, da fauna e da flora. Com ações de combate aos incêndios e outras iniciativas adotadas no dia a dia, colaboramos para a preservação ambiental. Esse é um legado de compromisso e cuidado com o meio ambiente que quero deixar para os meus filhos. Mais do que deixar um ambiente preservado, quero transmitir a responsabilidade que nós, produtores rurais, temos de manter e proteger esses recursos”, afirmou.

No Dia Mundial do Meio Ambiente, exemplos como esses mostram que a preservação ambiental também faz parte da rotina do campo. Por meio de ações concretas, os produtores rurais contribuem para garantir a produção de alimentos sem abrir mão da conservação dos recursos naturais.

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Estudo avalia herbicidas e bionematicidas na soja MT

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Pesquisa testou imazethapyr e S-metolachlor no manejo de Meloidogyne javanica em sucessão com braquiária

Herbicidas pré-emergentes usados em soja não comprometeram a eficiência dos nematicidas biológicos Pochonia chlamydosporia e Bacillus firmus no manejo de Meloidogyne javanica. A conclusão consta de estudo conduzido em casa de vegetação, em sistema de sucessão entre Urochloa brizantha e soja. A pesquisa avaliou os efeitos de imazethapyr e S-metolachlor sobre agentes biológicos aplicados via tratamento de sementes.

O trabalho partiu de uma demanda frequente em sistemas agrícolas. O uso de nematicidas biológicos cresceu no Brasil e passou a integrar programas de manejo de nematoides em culturas como soja e algodão. Porém, a compatibilidade desses produtos com herbicidas ainda exige avaliação em condições mais próximas do cultivo agrícola.

Produtos testados

Os cientistas testaram produtos à base de Pochonia chlamydosporia e à base de Bacillus firmus. Os tratamentos envolveram aplicação em sementes de braquiária, em sementes de soja ou em ambas as culturas. A soja utilizada no ensaio pertencia à cultivar BMX Potência RR, suscetível a Meloidogyne javanica.

O experimento ocorreu em Bandeirantes, no Paraná. O delineamento adotado envolveu oito repetições e esquema fatorial com 24 combinações. Os fatores incluíram estratégia de uso do nematicida, método de manejo da braquiária e herbicida pré-emergente aplicado na soja.

A braquiária cultivar Marandu cresceu em vasos de 1,8 litro com mistura esterilizada de solo e areia. Cinco dias após o transplantio, cada planta recebeu mil ovos e juvenis de segundo estádio de Meloidogyne javanica. As plantas permaneceram no sistema por 90 dias. Depois, receberam manejo mecânico, por corte manual, ou químico, por dessecação com glyphosate.

Após o manejo da braquiária, os vasos ficaram 30 dias em pousio. Os pesquisadores colocaram dez gramas de palha seca de braquiária sobre o solo para simular cobertura. A soja foi semeada em seguida. Um dia após a semeadura, os herbicidas pré-emergentes foram aplicados. O imazethapyr entrou na dose de 106 gramas de ingrediente ativo por hectare. O S-metolachlor entrou na dose de 1.440 gramas de ingrediente ativo por hectare.

Foto: Jonathan D. Eisenback - Virginia Polytechnic Institute and State University

Foto: Jonathan D. Eisenback – Virginia Polytechnic Institute and State University

Momento da avaliação

A avaliação ocorreu aos 75 dias após a emergência da soja. Os cientistas quantificaram a população final do nematoide, formada por ovos e juvenis de segundo estádio extraídos das raízes.

Resultados da pesquisa

Os resultados indicaram interação entre o manejo da braquiária e a estratégia de uso dos nematicidas. No manejo mecânico, o tratamento com Bacillus firmus aplicado apenas na soja resultou na maior população de Meloidogyne javanica. No manejo químico da braquiária, as estratégias de uso dos nematicidas não diferiram.

A diferença entre manejo mecânico e químico apareceu apenas quando Bacillus firmus foi aplicado exclusivamente na soja. Nesse caso, a população do nematoide ficou maior sob manejo mecânico. Nos demais tratamentos, o método de manejo da braquiária não alterou a população final do nematoide.

O S-metolachlor reduziu a população de Meloidogyne javanica em duas situações. A primeira ocorreu quando Pochonia chlamydosporia foi aplicado na braquiária e na soja. A segunda ocorreu quando Bacillus firmus foi aplicado apenas na soja. Nos demais tratamentos, os herbicidas não diferiram.

O imazethapyr não prejudicou a ação dos nematicidas biológicos nas condições avaliadas. O S-metolachlor também não comprometeu a eficiência dos agentes biológicos. Os dados indicam compatibilidade entre os herbicidas avaliados e as estratégias biológicas de manejo do nematoide em sucessão Urochloa brizantha – soja.

Laboratório e casa de vegetação

O estudo também mostra diferenças entre resultados de laboratório e respostas em casa de vegetação. Pesquisas anteriores haviam relatado efeitos inibitórios de herbicidas sobre microrganismos de controle biológico em condições in vitro. No sistema solo-planta, fatores como adsorção no solo, atividade microbiana e degradação dos herbicidas podem reduzir a exposição direta dos agentes biológicos aos ingredientes ativos.

O estudo foi realizado por Paula Fernanda de Azevedo Ribeiro, Andressa Cristina Zamboni Machado, Santino Aleandro da Silva, Jethro Barros Osipe e Marcelo Giovanetti Canteri.

Outras informações em doi.org/10.1007/s40858-026-00809-5

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