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Preços do milho seguem firmes mesmo com baixa liquidez no mercado, aponta Cepea

Os preços do milho permaneceram firmes na última semana, apesar do volume reduzido de negociações no mercado doméstico. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o ritmo mais lento foi influenciado, principalmente, pelo recesso de carnaval.
De acordo com os pesquisadores, a sustentação das cotações esteve ligada à postura dos produtores, que seguem mais restritivos nas vendas. Muitos agricultores priorizam as atividades de campo, enquanto os vendedores ativos no mercado spot mantiveram pedidas firmes.
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Do lado da demanda, compradores enfrentaram dificuldades diante dos preços elevados e de entraves logísticos. Conforme o Cepea, a prioridade no transporte tem sido o escoamento da soja, o que limita parte das negociações envolvendo milho.
No campo, as atividades avançam de forma satisfatória, embora haja preocupações pontuais com a irregularidade das chuvas em áreas do Sul do País. Em outras regiões, tanto a colheita do milho da safra de verão quanto o cultivo da segunda safra seguem em ritmo considerado positivo, favorecidos pelas condições climáticas.
No mercado externo, a liquidez no segmento spot dos portos brasileiros permanece baixa. Ainda assim, os embarques registrados em fevereiro superam o volume observado no mesmo período do ano passado, reflexo de contratos fechados antecipadamente.
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Produção de oliveiras cresce e coloca Brasil entre os destaques na produção de azeite extravirgem

A produção de oliveiras cresce especialmente nas regiões Sul e Sudeste do Brasil e já posiciona o país entre os produtores de azeites extravirgens de alta qualidade. Em plena colheita, o setor vive o período mais decisivo do ano, quando a retirada das azeitonas e a extração imediata garantem aromas, frescor e compostos benéficos ao produto.
Nesse cenário, o parque Olivas de Gramado, na Serra Gaúcha, realiza a segunda edição do Festival do Azeite Nostra Oliva, que permite ao público acompanhar de perto o processo produtivo e vivenciar experiências sensoriais.
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Colheita e variedades
Segundo o azeitólogo, André Bertolucci, a área de olivais do parque soma 29 hectares, com expectativa de colheita de cerca de 30 toneladas de azeitonas ao longo de pouco mais de um mês.
A produção envolve seis variedades: arbequina, picual, frantoio, coroneiki, ascolana e manzanilla. Cada cultivar contribui para características específicas do azeite, como intensidade aromática, amargor, estabilidade e perfil sensorial.
A colheita depende das condições climáticas, já que períodos de chuva interrompem os trabalhos. “Serão em torno de 32 dias de colheitas. Se São Pedro ajudar, porque quando chove, temos que interromper a colheita nesses dias de chuva e depois reiniciar quando vem o sol novamente”, explica.
Processo prioriza qualidade
Segundo Bertolucci, o ponto de colheita é definido pela curva de maturação da fruta. No Brasil, produtores têm optado por colher a azeitona mais verde para obter azeites com maior concentração de antioxidantes e maior estabilidade.
A retirada é manual, algumas redes são posicionadas no solo e os galhos são “penteados” com ferramentas específicas para que as frutas caiam sem danos. Em seguida, as azeitonas são levadas rapidamente ao lagar, onde passam por limpeza, moagem e batimento até formar uma pasta homogênea.
O azeite é separado por centrifugação, filtrado e armazenado em tanques de inox com controle de oxigênio, permanecendo em decantação por cerca de 20 a 25 dias antes do envase.
Festival aproxima público da olivicultura
O Festival do Azeite Nostra Oliva inicia dia 28 de fevereiro e termina dia 22 de março, sempre aos finais de semana, e inclui atividades como colheita guiada, extração ao vivo, degustações harmonizadas e experiências imersivas.
“O Festival do Azeite Nostra Oliva chega na sua segunda edição. São oito datas disponibilizada para que os visitantes possam vir e conhecer todo o processo de colheita e extração do nosso multipremiado azeite de oliva extra virgem aqui do Olivas de Gramado”, conclui.
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São Paulo chega a R$ 56 milhões investidos em irrigação sustentável

Diante de períodos cada vez mais frequentes de escassez hídrica, a irrigação tornou-se estratégica para garantir a continuidade da produção agrícola, o uso racional da água e a segurança alimentar no campo paulista.
Nesse cenário, o governo de São Paulo lançou, em 2025, a linha de crédito Irriga+SP, que em apenas um ano, o programa já contabiliza mais de 8 mil hectares beneficiados, somando R$56 milhões em investimentos.
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Para o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho, a política de irrigação é uma agenda estratégica para garantir produção, renda e abastecimento.
“A irrigação deixou de ser apenas uma ferramenta de aumento de produtividade e passou a ser um instrumento de segurança alimentar. Em um cenário de mudanças climáticas e eventos extremos, investir em eficiência hídrica significa proteger a produção de alimentos, dar previsibilidade ao produtor e assegurar abastecimento para a população”, afirmou.
Sobre a linha de crédito
A linha de crédito oferece prazo de até 60 meses, com carência de até 18 meses, financiamento de até R$ 5 milhões por projeto e limite de até 1000 hectares de área produtiva. As taxas de juros são subsidiadas, variando entre 4,81% e 9,87% ao ano.
Os recursos podem ser utilizados na aquisição de sistemas modernos de irrigação, como gotejamento, aspersão, pivô central e carretel enrolador, além de soluções em energia fotovoltaica e armazenamento, tecnologias de agricultura de precisão, como drones e sensores, estufas climatizadas, projetos de captação e reuso de água, infraestrutura para transporte hídrico e treinamentos.
O desempenho do programa também é destacado pela Desenvolve SP, que atua na operacionalização do crédito. “Só em 2026, já foram mais de R$ 15 milhões em financiamentos para irrigação e agricultura de precisão, contribuindo para mitigar os efeitos da estiagem que atingiu o estado nos últimos anos”, destacou o diretor-presidente da Desenvolve SP, Ricardo Brito.
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Ministério orienta renegociação de dívidas do Pronaf para produtores de cebola

O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Agroecologia (SAF), divulgou um documento com orientações a instituições financeiras que operam o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).
O material trata da possibilidade de renegociação e prorrogação de parcelas de financiamentos para agricultores familiares dedicados à cultura da cebola em todo o país.
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A medida considera as dificuldades enfrentadas por produtores da cadeia da cebola, como oscilações de preços, entraves na comercialização e impactos temporários na renda das famílias.
A orientação está amparada nas regras do Manual de Crédito Rural (MCR), que prevê mecanismos de renegociação em casos de comprovada dificuldade temporária de pagamento.
Como funciona a renegociação
As instituições financeiras poderão conceder prorrogação de operações de custeio por até 36 meses; prorrogação de parcelas de investimento por até um ano após o término do contrato; ou a diluição do valor nas parcelas ainda a vencer.
A renegociação, porém, não é automática. O produtor deve solicitar o pedido diretamente à instituição financeira onde contratou o financiamento. O MDA recomenda que os pedidos sejam formalizados preferencialmente antes do vencimento das parcelas, evitando a configuração de inadimplência.
Quando a dificuldade atingir uma quantidade maior de agricultores em determinado município ou região, poderá ser utilizado laudo técnico coletivo, sem prejuízo da análise individual das operações.
Para que a operação seja analisada, é necessário:
- Comprovação da dificuldade temporária de pagamento;
- Documentação ou laudo técnico que evidencie a redução da renda e o impacto econômico;
- Avaliação da viabilidade econômica do empreendimento após a renegociação.
Programa
Além da possibilidade de renegociação, os produtores de cebola também podem contar com o Programa de Garantia de Preços da Agricultura Familiar (PGPAF), política pública que protege a renda da agricultura familiar assegurando bônus de desconto nas parcelas de financiamentos do Pronaf sempre que o preço de comercialização do produto estiver inferior ao preço de garantia definido pelo Governo Federal, com base nos custos de produção.
O desconto é aplicado automaticamente pela instituição financeira no momento do pagamento da parcela, desde que o agricultor esteja adimplente.
No caso da cebola, produto contemplado pelo programa, os agricultores familiares que optarem por realizar o pagamento de suas operações de financiamento no âmbito do Pronaf, em vez de solicitar a prorrogação, terão automaticamente um desconto no valor a ser pago.
O desconto, percentual determinado sobre o valor da operação e por Unidade da Federação, para o mês de fevereiro, é de 44,29% para o Paraná, 58,57% para o Rio Grande do Sul e de 46,43% para Santa Catarina, limitado a R$ 5 mil por beneficiário.
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