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Plantio da safrinha de milho avança no Centro-Sul, mas segue atrás do ano passado

O plantio da segunda safra de milho 2026 no Centro-Sul do Brasil, conhecida como safrinha, atingiu 36,6% da área estimada de 15,671 milhões de hectares até a última sexta-feira (20), conforme levantamento da Safras & Mercado.
O ritmo atual está abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando os trabalhos alcançavam 54,1% da área, e também ligeiramente inferior à média dos últimos cinco anos, de 38%.
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Entre os estados do Centro-Sul, Mato Grosso lidera o avanço, com 54,9% dos 7,371 milhões de hectares já cultivados. No Paraná, o plantio atinge 37,9% da área prevista de 2,306 milhões de hectares.
Em Goiás, os trabalhos chegam a 16,1% dos 2,428 milhões de hectares estimados, enquanto em Mato Grosso do Sul o índice é de 15,6% sobre 2,256 milhões de hectares. São Paulo registra 12,5% dos 533 mil hectares projetados, e Minas Gerais apresenta avanço mais lento, com apenas 0,3% dos 777 mil hectares previstos.
Na região do Matopiba, o plantio soma 0,6% da área estimada de 1,346 milhão de hectares, também abaixo dos 6,3% observados no mesmo período da safrinha 2025. O Tocantins lidera na região, com 1,4% dos 372 mil hectares semeados. Bahia e Piauí registram 0,6% de avanço, em áreas de 190 mil e 216 mil hectares, respectivamente, enquanto o Maranhão atinge 0,2% dos 567 mil hectares projetados.
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Ager aprova redução nas tarifas de gás natural para GNC e setor industrial em MT

A Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (Ager-MT) aprovou a redução das tarifas de gás natural fornecido pela Companhia Mato-Grossense de Gás (MT Gás). A medida estabelece queda de 4,44% para o segmento de Gás Natural Comprimido (GNC) e de 3,55% para o segmento industrial, motivada pela diminuição no preço da molécula de gás adquirida pela concessionária.
As novas tarifas entram em vigor a partir do dia 1º de março de 2026 e devem beneficiar consumidores industriais e usuários de GNC em todo o Estado de Mato Grosso.
O relator do voto e presidente regulador da Agência, Luis Nespolo, explicou que a atualização tarifária não se aplica ao gás de cozinha (GLP) vendido em botijões ou a granel. A decisão vale exclusivamente para o gás natural canalizado destinado aos segmentos regulados no Estado, destacou.
“Acabamos de deliberar pela redução significativa do preço do gás para segmentos de usuários do gás natural. Esperamos que esta decisão reflita positivamente na cadeia de distribuição”, completou Nespolo.
Segundo o presidente regulador, a medida reforça o compromisso de repassar aos consumidores as variações de custo do insumo, sejam positivas ou negativas, contribuindo para a competitividade dos setores atendidos e para o desenvolvimento econômico estadual, em conformidade com o contrato de concessão e a regulação da Ager.
“Essa decisão da Diretoria Colegiada demonstra a evolução da maturidade das boas práticas regulatórias da Ager, que mitigou os riscos da variação cambial”, acrescentou o diretor regulador de Energia e Ferrovias da Agência, Wilber Norio Ohara.
A aprovação ocorreu durante a 3ª Sessão Regulatória da Diretoria Executiva Colegiada da Ager, realizada em 12 de fevereiro, com transmissão ao vivo pelo canal oficial da Agência. O voto do relator foi acompanhado de forma unânime pelos diretores. Confira aqui a íntegra da reunião.
Entenda como funciona o reajuste
Os preços do gás e do transporte variam periodicamente, mas essas mudanças não são repassadas imediatamente ao consumidor. Mensalmente, a Ager monitora a variação dos custos do gás canalizado.
Essas variações são registradas na chamada Conta Gráfica, mecanismo regulatório que acumula diferenças entre os preços faturados e os valores aplicados nas tarifas. A partir desse saldo, é calculado o Índice de Reajuste do Preço do Gás e do Transporte (IRPGT), que indica se haverá aumento ou redução tarifária.
O repasse segue as regras estabelecidas na Resolução Normativa nº 006/2023/AGER-MT, que define o mecanismo de recuperação das variações de custos nas tarifas do serviço de distribuição de gás canalizado em Mato Grosso.
Para acompanhar as variações das tarifas de gás canalizado em Mato Grosso, acesse o site da Ager-MT: www.ager.mt.gov.br/gas-natural-canalizado
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Agência de Tocantins busca modelo de Mato Grosso para organizar setor mineral

O modelo de organização da mineração implantado por Mato Grosso passou a atrair a atenção de outros estados. Nesta segunda-feira (23), a equipe da Agência de Mineração do Tocantins cumpriu agenda técnica na Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) para conhecer de forma detalhada a legislação estadual, os mecanismos de fiscalização, o sistema de cadastramento e os instrumentos criados para controle da produção mineral, entre eles a TRFM, a Taxa de Fiscalização de Recursos Minerais.
A programação em Cuiabá segue nesta terça-feira (24), com visita a uma mineradora em Poconé (100 km de Cuiabá) para acompanhamento prático da aplicação das normas.
O presidente da Agência de Mineração do Tocantins, Eduardo Moraes, explicou que a vinda da equipe técnica ao Estado faz parte de um movimento de estruturação do setor mineral tocantinense, que vive fase de expansão e busca aperfeiçoar seus mecanismos de gestão e fiscalização.
“Viemos a Cuiabá para discutir a cadeia produtiva da mineração, ouvir a Secretaria Adjunta de Mineração e entender como Mato Grosso estruturou esse modelo. Estamos com toda a equipe técnica, da fiscalização e do planejamento, porque o Estado foi pioneiro na implantação da taxa. Queremos aprender, trocar informações e sair daqui com um caminho bem definido para aplicar algo conectado à realidade do Tocantins”, afirmou.
Segundo Moraes, a mineração já representa um importante braço da economia do Tocantins, ao lado do agronegócio, com destaque para a exploração de ouro, cobre e pedras preciosas. Ele avalia que o crescimento do setor exige organização institucional e segurança jurídica para garantir arrecadação e geração de empregos de forma sustentável.
“A mineração cresce muito no Tocantins e tem forte impacto na geração de emprego, arrecadação e desenvolvimento regional. Por isso estamos estruturando a agência e buscando referências técnicas. Mato Grosso deu um passo importante e queremos entender como esse processo foi construído”, acrescentou.
O secretário adjunto de Mineração da Sedec, Paulo Leite, destacou que o interesse de outros estados no modelo local demonstra o avanço institucional promovido nos últimos anos, especialmente na gestão das outorgas federais e no controle da produção mineral dentro do território estadual.
“É gratificante perceber que avançamos em um prazo tão curto e já somos referência. Tivemos apoio total do secretário César Miranda e do governador Mauro Mendes e estruturamos um sistema moderno, com uso de tecnologia e inteligência artificial para gestão e fiscalização”, disse.
Leite explicou que, embora a outorga mineral seja competência da União, por meio da Agência Nacional de Mineração (ANM), cabe ao Estado acompanhar a execução dessas permissões e garantir que a produção declarada esteja de acordo com a realidade, especialmente no que diz respeito ao recolhimento da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM).
“A União concede a Permissão de Lavra Garimpeira, mas o Estado pode fiscalizar se os prazos estão sendo cumpridos e se a produção corresponde ao que é informado. Instituímos a taxa para garantir recursos destinados a laboratório, mapeamento geológico e fiscalização. É uma concepção moderna de gestão de processo”, afirmou.
Entre os projetos apresentados à comitiva está o convênio com o Serviço Geológico do Brasil, com duração prevista de dez anos, para realização de mapeamento geológico detalhado. A partir de abril, aeronaves especializadas iniciarão levantamentos aerogeofísicos no Estado para ampliar o conhecimento sobre o subsolo e atrair novos investimentos.
“Nenhum estado ou país avança no setor mineral sem informação geológica. Estamos investindo em conhecimento técnico para fortalecer o setor com transparência e planejamento. Temos potencial para crescer na mineração como crescemos no agronegócio, mas isso exige organização e visão estratégica”, concluiu o secretário adjunto.
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Fila de caminhões com soja atinge 7 km no porto de Miritituba (PA) e expõe gargalo logístico

Caminhões carregados com soja enfrentaram uma fila de aproximadamente 7 quilômetros para descarregar nos terminais de grãos no porto de Miritituba (PA), segundo informações da Aprosoja Pará nesta segunda-feira (23). O episódio ocorre em meio ao pico da colheita, período que intensifica o fluxo de cargas e pressiona a logística agrícola nacional.
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Localizado no município de Itaituba, o porto de Miritituba se consolidou como um dos principais corredores de escoamento da produção do Centro-Oeste via Arco Norte. No entanto, os gargalos estruturais voltaram a aparecer. Há trechos de terra no acesso, o que agrava a situação em períodos de chuva e aumenta o tempo de deslocamento. Em alguns casos, apenas para chegar ao porto, o trajeto pode levar até 10 dias.
O tema da infraestrutura permanece no centro das discussões. As obras de acesso à BR-163 acumulam atrasos, e a concessionária Via Brasil projeta a conclusão do acesso definitivo apenas para 2027. Medidas paliativas, como intervenções em pontos críticos e duplicações pontuais, ajudam a aliviar o tráfego em momentos específicos, mas não resolvem o problema estrutural.
Os impactos são diretos, principalmente nos custos. Em um cenário de produção recorde, o volume expressivo de soja amplia o desafio logístico. O resultado é perda de competitividade no mercado internacional, já que atrasos e custos mais altos reduzem as margens e encarecem o produto brasileiro.
O episódio reforça a necessidade de investimentos estruturais em rodovias, alternativas de transporte, como ferrovia e hidrovia, e melhor planejamento logístico para acompanhar o crescimento da produção agrícola nacional.
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