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‘Inaceitável’, diz Sociedade Rural Brasileira sobre invasão de terminal da Cargill

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Imagens das câmeras de segurança do terminal da Cargill, em Santarém (PA), flagraram a ação dos indígenas

A Sociedade Rural Brasileira (SRB) emitiu nota nesta segunda-feira (23) em que critica a invasão do terminal da Cargill, no Porto de Santarém (PA), ocorrida na última sexta-feira (20).

“A entidade entende que o Estado Democrático de Direito garante a liberdade dos brasileiros para manifestações, mas considera inaceitável a invasão de propriedades privadas, com depredação e intimidação dos funcionários da empresa”, afirma trecho do documento.

A SRB também defendeu a adoção de medidas por parte das autoridades. “Levando em conta os relatos sobre atos de violência, que envolvem não apenas as instalações do terminal, mas também a interceptação de embarcações, paralisando as atividades na região, a SRB defende ação imediata por parte dos poderes Executivo e Judiciário.”

A entidade ainda pediu a retomada das operações. “A SRB considera urgente a normalização das atividades produtivas e do funcionamento do terminal, assim como a responsabilização dos envolvidos em eventuais crimes ocorridos durante os protestos.”

Invasão em terminal no Pará e na sede em São Paulo

No último sábado, a Cargill informou que foi alvo de duas ações violentas na noite de sexta-feira (20). Os episódios atingiram o escritório da empresa, em São Paulo (SP), e o terminal portuário de Santarém (PA).

Na capital paulista, um grupo vandalizou a fachada do prédio onde funciona a sede da companhia.

Horas depois, o terminal de Santarém foi invadido por manifestantes. A unidade já estava com a portaria de caminhões bloqueada há cerca de 30 dias por grupos indígenas.

Operações interrompidas

Segundo a empresa, o plano de emergência foi acionado imediatamente. Funcionários que estavam no terminal buscaram abrigo em área fechada até que pudessem ser evacuados com segurança.

Até o momento, o terminal segue ocupado, com indícios de depredação. As operações estão integralmente interrompidas.

A companhia afirma que respeita o direito à manifestação, mas ressalta que não tem ingerência sobre a pauta apresentada pelos manifestantes. A Cargill informa ainda que já obteve decisão judicial para desocupação da área e mantém contato com as autoridades para que a medida seja cumprida de forma segura e ordeira.

O que dizem os indígenas

Na última quarta-feira (18), o Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região determinou que o acesso ao complexo portuário de Santarém, operado pela Cargill, deveria ser reestabelecido em até 48 horas.

Por meio das redes sociais, a liderança indígena Olisil Oliveira disse que a decisão da justiça é uma “forma de repressão” e que não houve a tentativa de diálogo. Ele também classifica os atos em Santarém como pacíficos.

Segundo Oliveira, os manifestantes só deixarão o local após a revogação do Decreto nº 12.600, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em agosto de 2025. O decreto inclui trechos dos rios Tapajós, Madeira e Tocantins na Amazônia no Programa Nacional de Desestatização (PND), permitindo concessões privadas para dragagem e exploração de hidrovias.

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Produção de oliveiras cresce e coloca Brasil entre os destaques na produção de azeite extravirgem

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Foto: Pixabay,

A produção de oliveiras cresce especialmente nas regiões Sul e Sudeste do Brasil e já posiciona o país entre os produtores de azeites extravirgens de alta qualidade. Em plena colheita, o setor vive o período mais decisivo do ano, quando a retirada das azeitonas e a extração imediata garantem aromas, frescor e compostos benéficos ao produto.

Nesse cenário, o parque Olivas de Gramado, na Serra Gaúcha, realiza a segunda edição do Festival do Azeite Nostra Oliva, que permite ao público acompanhar de perto o processo produtivo e vivenciar experiências sensoriais.

Colheita e variedades

Segundo o azeitólogo, André Bertolucci, a área de olivais do parque soma 29 hectares, com expectativa de colheita de cerca de 30 toneladas de azeitonas ao longo de pouco mais de um mês.

A produção envolve seis variedades: arbequina, picual, frantoio, coroneiki, ascolana e manzanilla. Cada cultivar contribui para características específicas do azeite, como intensidade aromática, amargor, estabilidade e perfil sensorial.

A colheita depende das condições climáticas, já que períodos de chuva interrompem os trabalhos. “Serão em torno de 32 dias de colheitas. Se São Pedro ajudar, porque quando chove, temos que interromper a colheita nesses dias de chuva e depois reiniciar quando vem o sol novamente”, explica.

Processo prioriza qualidade

Segundo Bertolucci, o ponto de colheita é definido pela curva de maturação da fruta. No Brasil, produtores têm optado por colher a azeitona mais verde para obter azeites com maior concentração de antioxidantes e maior estabilidade.

A retirada é manual, algumas redes são posicionadas no solo e os galhos são “penteados” com ferramentas específicas para que as frutas caiam sem danos. Em seguida, as azeitonas são levadas rapidamente ao lagar, onde passam por limpeza, moagem e batimento até formar uma pasta homogênea.

O azeite é separado por centrifugação, filtrado e armazenado em tanques de inox com controle de oxigênio, permanecendo em decantação por cerca de 20 a 25 dias antes do envase.

Festival aproxima público da olivicultura

O Festival do Azeite Nostra Oliva inicia dia 28 de fevereiro e termina dia 22 de março, sempre aos finais de semana, e inclui atividades como colheita guiada, extração ao vivo, degustações harmonizadas e experiências imersivas.

“O Festival do Azeite Nostra Oliva chega na sua segunda edição. São oito datas disponibilizada para que os visitantes possam vir e conhecer todo o processo de colheita e extração do nosso multipremiado azeite de oliva extra virgem aqui do Olivas de Gramado”, conclui.

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São Paulo chega a R$ 56 milhões investidos em irrigação sustentável

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Foto: Pixabay

Diante de períodos cada vez mais frequentes de escassez hídrica, a irrigação tornou-se estratégica para garantir a continuidade da produção agrícola, o uso racional da água e a segurança alimentar no campo paulista.

Nesse cenário, o governo de São Paulo lançou, em 2025, a linha de crédito Irriga+SP, que em apenas um ano, o programa já contabiliza mais de 8 mil hectares beneficiados, somando R$56 milhões em investimentos.

Para o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho, a política de irrigação é uma agenda estratégica para garantir produção, renda e abastecimento.

“A irrigação deixou de ser apenas uma ferramenta de aumento de produtividade e passou a ser um instrumento de segurança alimentar. Em um cenário de mudanças climáticas e eventos extremos, investir em eficiência hídrica significa proteger a produção de alimentos, dar previsibilidade ao produtor e assegurar abastecimento para a população”, afirmou.

Sobre a linha de crédito

A linha de crédito oferece prazo de até 60 meses, com carência de até 18 meses, financiamento de até R$ 5 milhões por projeto e limite de até 1000 hectares de área produtiva. As taxas de juros são subsidiadas, variando entre 4,81% e 9,87% ao ano.

Os recursos podem ser utilizados na aquisição de sistemas modernos de irrigação, como gotejamento, aspersão, pivô central e carretel enrolador, além de soluções em energia fotovoltaica e armazenamento, tecnologias de agricultura de precisão, como drones e sensores, estufas climatizadas, projetos de captação e reuso de água, infraestrutura para transporte hídrico e treinamentos.

O desempenho do programa também é destacado pela Desenvolve SP, que atua na operacionalização do crédito. “Só em 2026, já foram mais de R$ 15 milhões em financiamentos para irrigação e agricultura de precisão, contribuindo para mitigar os efeitos da estiagem que atingiu o estado nos últimos anos”, destacou o diretor-presidente da Desenvolve SP, Ricardo Brito.

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Ministério orienta renegociação de dívidas do Pronaf para produtores de cebola

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Foto: Paula Rodrigues/Embrapa

O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Agroecologia (SAF), divulgou um documento com orientações a instituições financeiras que operam o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

O material trata da possibilidade de renegociação e prorrogação de parcelas de financiamentos para agricultores familiares dedicados à cultura da cebola em todo o país.

A medida considera as dificuldades enfrentadas por produtores da cadeia da cebola, como oscilações de preços, entraves na comercialização e impactos temporários na renda das famílias.

A orientação está amparada nas regras do Manual de Crédito Rural (MCR), que prevê mecanismos de renegociação em casos de comprovada dificuldade temporária de pagamento.

Como funciona a renegociação

As instituições financeiras poderão conceder prorrogação de operações de custeio por até 36 meses; prorrogação de parcelas de investimento por até um ano após o término do contrato; ou a diluição do valor nas parcelas ainda a vencer.

A renegociação, porém, não é automática. O produtor deve solicitar o pedido diretamente à instituição financeira onde contratou o financiamento. O MDA recomenda que os pedidos sejam formalizados preferencialmente antes do vencimento das parcelas, evitando a configuração de inadimplência.

Quando a dificuldade atingir uma quantidade maior de agricultores em determinado município ou região, poderá ser utilizado laudo técnico coletivo, sem prejuízo da análise individual das operações.

Para que a operação seja analisada, é necessário:

  • Comprovação da dificuldade temporária de pagamento;
  • Documentação ou laudo técnico que evidencie a redução da renda e o impacto econômico;
  • Avaliação da viabilidade econômica do empreendimento após a renegociação.

Programa

Além da possibilidade de renegociação, os produtores de cebola também podem contar com o Programa de Garantia de Preços da Agricultura Familiar (PGPAF), política pública que protege a renda da agricultura familiar assegurando bônus de desconto nas parcelas de financiamentos do Pronaf sempre que o preço de comercialização do produto estiver inferior ao preço de garantia definido pelo Governo Federal, com base nos custos de produção.

O desconto é aplicado automaticamente pela instituição financeira no momento do pagamento da parcela, desde que o agricultor esteja adimplente. 

No caso da cebola, produto contemplado pelo programa, os agricultores familiares que optarem por realizar o pagamento de suas operações de financiamento no âmbito do Pronaf, em vez de solicitar a prorrogação, terão automaticamente um desconto no valor a ser pago.

O desconto, percentual determinado sobre o valor da operação e por Unidade da Federação, para o mês de fevereiro, é de 44,29% para o Paraná, 58,57% para o Rio Grande do Sul e de 46,43% para Santa Catarina, limitado a R$ 5 mil por beneficiário.

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