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Brasil deve produzir 4,9 milhões de toneladas de DDG/DDGS na safra 25/26 e ampliar exportações

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Foto: Inpasa/Reprodução

O Brasil deve produzir cerca de 4,9 milhões de toneladas de DDG (Grãos Secos de Destilaria) e DDGS (Grãos Secos de Destilarias com Solúveis) na safra 2025/2026 (período que vai de abril de 2025 a março de 2026) e a cada dia vem ampliando sua presença no mercado externo desses coprodutos do etanol de milho. Em 2025, o país exportou aproximadamente 879 mil toneladas, e o embarque de DDGS realizado pela Inpasa, no último dia 14 de fevereiro, para a China de marca o início efetivo dos envios brasileiros ao mercado chinês, aberto oficialmente no ano passado.

A abertura do mercado chinês em maio de 2025 ampliou as perspectivas para as exportações brasileiras de DDG e DDGS, que vêm ganhando espaço no comércio internacional à medida que a produção nacional cresce e novos destinos são habilitados, conforme a diretora de Relações Internacionais e Comunicação da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), Andréa Veríssimo.

“As exportações brasileiras de DDG/DDGS já ocorrem de forma regular desde 2020, porém a partir de 2022 passaram a ter um crescimento sustentado. Em 2025, o Brasil exportou cerca de 879 mil toneladas desses produtos, alcançando mais de 25 mercados internacionais”, afirma. Segundo ela, o envio anunciado pela Inpasa marca o primeiro embarque brasileiro de DDGS para o mercado chinês.

Hoje, os principais destinos do DDG e DDGS brasileiros são Turquia, Vietnã, Nova Zelândia, Espanha e Indonésia, além de mercados como Egito e Arábia Saudita. A diversificação dos compradores demonstra o avanço da inserção internacional do produto brasileiro, com presença crescente na Ásia, Europa, Oriente Médio e Oceania.

Apesar do avanço das exportações, o mercado interno ainda absorve a maior parte da produção, impulsionado pelo crescimento da pecuária e da indústria de nutrição animal. “O principal mercado consumidor de DDG e DDGS segue sendo o mercado brasileiro, acompanhando o crescimento da pecuária e da indústria de alimentação animal, enquanto as exportações vêm ganhando espaço de forma gradual, à medida que novos mercados são abertos e a oferta nacional se expande”, explica ao Canal Rural Mato Grosso.

Inpasa
Foto: Inpasa

Nova rota com a China e avanço da Inpasa

Em janeiro de 2026, a Inpasa tornou-se a primeira produtora brasileira habilitada a exportar o ingrediente para o mercado chinês. O primeiro embarque brasileiro de DDGS para a China representa um marco na consolidação das exportações. A carga de aproximadamente 62 mil toneladas partiu do Porto de Imbituba, em Santa Catarina, inaugurando uma nova rota comercial para o ingrediente proteico utilizado na nutrição animal.

Com produção anual de cerca de 3,3 milhões de toneladas de DDGS, a Inpasa é a maior exportadora brasileira do produto e opera com escala global. O ingrediente possui de 32% de proteína e alta digestibilidade. É utilizado na alimentação de múltiplas espécies, incluindo bovinos, aves, suínos, equinos, peixes e pets.

“A habilitação para exportar DDGS ao mercado chinês reflete a confiança construída a partir de um rigoroso processo técnico, de qualidade e rastreabilidade. A China é um dos mercados mais exigentes do mundo, e estar presente nesse destino demonstra a capacidade da Inpasa de operar em escala global, com padrão consistente e total aderência aos requisitos internacionais”, afirma Renato Zicardi, diretor de Trading Internacional da empresa.

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Foto: Leandro Balbino/Canal Rural Mato Grosso

Produção em alta e protagonismo de Mato Grosso

A produção brasileira de DDG e DDGS vem crescendo de forma consistente, acompanhando a expansão do etanol de milho. “Considerando a safra 2024/25 (período que vai de abril de 2024 a março de 2025), o volume consolidado de produção no Brasil ficou próximo de 4,11 milhões de toneladas”, relata Andréa à reportagem do Canal Rural Mato Grosso.

Mato Grosso lidera esse movimento, com produção de aproximadamente 2,7 milhões de toneladas na safra anterior. O volume esperado na atual temporada é próximo de 2,8 milhões de toneladas.

No comércio exterior, o estado também concentra os maiores volumes exportados. “Em 2025, o Mato Grosso exportou cerca de 758 mil toneladas de DDG/DDGS, cerca de 86% do volume exportado pelo Brasil, o que reforça o papel estratégico do estado tanto no abastecimento do mercado interno quanto na expansão das exportações”.

Expansão do etanol de milho impulsiona crescimento

O avanço da produção de DDG e DDGS está diretamente ligado à expansão das biorrefinarias de etanol de milho no país. Atualmente, o Brasil possui 27 unidades em operação, além de 16 com autorização de construção e outras 14 em estudo de viabilização. Mato Grosso concentra a maior parte desse parque industrial, com 13 plantas em operação, seis com autorização para construção e seis projetos em fase de estudo para construção.

As perspectivas seguem positivas, com espaço para crescimento tanto no mercado interno quanto externo para o DDG e DDGS. “A Unem enxerga excelentes perspectivas para o setor, tanto no Brasil quanto para outros mercados. Embora a produção e a oferta estejam em expansão, o produto ainda é pouco conhecido em estados mais distantes das regiões produtoras, e o nível de inclusão na dieta de algumas espécies animais permanece abaixo do seu potencial, indicando espaço relevante para crescimento e maior disseminação do uso”.

Sem projeções oficiais consolidadas para 2026, o setor aposta na ampliação da capacidade industrial e na abertura de novos mercados para fortalecer a presença brasileira no comércio global desses coprodutos.


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Produção de oliveiras cresce e coloca Brasil entre os destaques na produção de azeite extravirgem

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Foto: Pixabay,

A produção de oliveiras cresce especialmente nas regiões Sul e Sudeste do Brasil e já posiciona o país entre os produtores de azeites extravirgens de alta qualidade. Em plena colheita, o setor vive o período mais decisivo do ano, quando a retirada das azeitonas e a extração imediata garantem aromas, frescor e compostos benéficos ao produto.

Nesse cenário, o parque Olivas de Gramado, na Serra Gaúcha, realiza a segunda edição do Festival do Azeite Nostra Oliva, que permite ao público acompanhar de perto o processo produtivo e vivenciar experiências sensoriais.

Colheita e variedades

Segundo o azeitólogo, André Bertolucci, a área de olivais do parque soma 29 hectares, com expectativa de colheita de cerca de 30 toneladas de azeitonas ao longo de pouco mais de um mês.

A produção envolve seis variedades: arbequina, picual, frantoio, coroneiki, ascolana e manzanilla. Cada cultivar contribui para características específicas do azeite, como intensidade aromática, amargor, estabilidade e perfil sensorial.

A colheita depende das condições climáticas, já que períodos de chuva interrompem os trabalhos. “Serão em torno de 32 dias de colheitas. Se São Pedro ajudar, porque quando chove, temos que interromper a colheita nesses dias de chuva e depois reiniciar quando vem o sol novamente”, explica.

Processo prioriza qualidade

Segundo Bertolucci, o ponto de colheita é definido pela curva de maturação da fruta. No Brasil, produtores têm optado por colher a azeitona mais verde para obter azeites com maior concentração de antioxidantes e maior estabilidade.

A retirada é manual, algumas redes são posicionadas no solo e os galhos são “penteados” com ferramentas específicas para que as frutas caiam sem danos. Em seguida, as azeitonas são levadas rapidamente ao lagar, onde passam por limpeza, moagem e batimento até formar uma pasta homogênea.

O azeite é separado por centrifugação, filtrado e armazenado em tanques de inox com controle de oxigênio, permanecendo em decantação por cerca de 20 a 25 dias antes do envase.

Festival aproxima público da olivicultura

O Festival do Azeite Nostra Oliva inicia dia 28 de fevereiro e termina dia 22 de março, sempre aos finais de semana, e inclui atividades como colheita guiada, extração ao vivo, degustações harmonizadas e experiências imersivas.

“O Festival do Azeite Nostra Oliva chega na sua segunda edição. São oito datas disponibilizada para que os visitantes possam vir e conhecer todo o processo de colheita e extração do nosso multipremiado azeite de oliva extra virgem aqui do Olivas de Gramado”, conclui.

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São Paulo chega a R$ 56 milhões investidos em irrigação sustentável

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Foto: Pixabay

Diante de períodos cada vez mais frequentes de escassez hídrica, a irrigação tornou-se estratégica para garantir a continuidade da produção agrícola, o uso racional da água e a segurança alimentar no campo paulista.

Nesse cenário, o governo de São Paulo lançou, em 2025, a linha de crédito Irriga+SP, que em apenas um ano, o programa já contabiliza mais de 8 mil hectares beneficiados, somando R$56 milhões em investimentos.

Para o secretário de Agricultura e Abastecimento, Geraldo Melo Filho, a política de irrigação é uma agenda estratégica para garantir produção, renda e abastecimento.

“A irrigação deixou de ser apenas uma ferramenta de aumento de produtividade e passou a ser um instrumento de segurança alimentar. Em um cenário de mudanças climáticas e eventos extremos, investir em eficiência hídrica significa proteger a produção de alimentos, dar previsibilidade ao produtor e assegurar abastecimento para a população”, afirmou.

Sobre a linha de crédito

A linha de crédito oferece prazo de até 60 meses, com carência de até 18 meses, financiamento de até R$ 5 milhões por projeto e limite de até 1000 hectares de área produtiva. As taxas de juros são subsidiadas, variando entre 4,81% e 9,87% ao ano.

Os recursos podem ser utilizados na aquisição de sistemas modernos de irrigação, como gotejamento, aspersão, pivô central e carretel enrolador, além de soluções em energia fotovoltaica e armazenamento, tecnologias de agricultura de precisão, como drones e sensores, estufas climatizadas, projetos de captação e reuso de água, infraestrutura para transporte hídrico e treinamentos.

O desempenho do programa também é destacado pela Desenvolve SP, que atua na operacionalização do crédito. “Só em 2026, já foram mais de R$ 15 milhões em financiamentos para irrigação e agricultura de precisão, contribuindo para mitigar os efeitos da estiagem que atingiu o estado nos últimos anos”, destacou o diretor-presidente da Desenvolve SP, Ricardo Brito.

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Ministério orienta renegociação de dívidas do Pronaf para produtores de cebola

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Foto: Paula Rodrigues/Embrapa

O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Agroecologia (SAF), divulgou um documento com orientações a instituições financeiras que operam o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

O material trata da possibilidade de renegociação e prorrogação de parcelas de financiamentos para agricultores familiares dedicados à cultura da cebola em todo o país.

A medida considera as dificuldades enfrentadas por produtores da cadeia da cebola, como oscilações de preços, entraves na comercialização e impactos temporários na renda das famílias.

A orientação está amparada nas regras do Manual de Crédito Rural (MCR), que prevê mecanismos de renegociação em casos de comprovada dificuldade temporária de pagamento.

Como funciona a renegociação

As instituições financeiras poderão conceder prorrogação de operações de custeio por até 36 meses; prorrogação de parcelas de investimento por até um ano após o término do contrato; ou a diluição do valor nas parcelas ainda a vencer.

A renegociação, porém, não é automática. O produtor deve solicitar o pedido diretamente à instituição financeira onde contratou o financiamento. O MDA recomenda que os pedidos sejam formalizados preferencialmente antes do vencimento das parcelas, evitando a configuração de inadimplência.

Quando a dificuldade atingir uma quantidade maior de agricultores em determinado município ou região, poderá ser utilizado laudo técnico coletivo, sem prejuízo da análise individual das operações.

Para que a operação seja analisada, é necessário:

  • Comprovação da dificuldade temporária de pagamento;
  • Documentação ou laudo técnico que evidencie a redução da renda e o impacto econômico;
  • Avaliação da viabilidade econômica do empreendimento após a renegociação.

Programa

Além da possibilidade de renegociação, os produtores de cebola também podem contar com o Programa de Garantia de Preços da Agricultura Familiar (PGPAF), política pública que protege a renda da agricultura familiar assegurando bônus de desconto nas parcelas de financiamentos do Pronaf sempre que o preço de comercialização do produto estiver inferior ao preço de garantia definido pelo Governo Federal, com base nos custos de produção.

O desconto é aplicado automaticamente pela instituição financeira no momento do pagamento da parcela, desde que o agricultor esteja adimplente. 

No caso da cebola, produto contemplado pelo programa, os agricultores familiares que optarem por realizar o pagamento de suas operações de financiamento no âmbito do Pronaf, em vez de solicitar a prorrogação, terão automaticamente um desconto no valor a ser pago.

O desconto, percentual determinado sobre o valor da operação e por Unidade da Federação, para o mês de fevereiro, é de 44,29% para o Paraná, 58,57% para o Rio Grande do Sul e de 46,43% para Santa Catarina, limitado a R$ 5 mil por beneficiário.

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