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Azeite, doce de leite e cachaça: CNA segue com inscrições para prêmio até abril

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) abriu as inscrições para o Prêmio Brasil Artesanal (PBA) 2026, voltado a produtores de azeite, doce de leite e cachaça de alambique. O prêmio tem como objetivo estimular a qualificação da produção, aperfeiçoar processos produtivos, agregar valor aos produtos e ampliar a visibilidade de pequenos e médios produtores no país.
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Segundo a assessora técnica da CNA, Fernanda Silva, a expectativa é de ampla adesão nesta edição. “O programa já realizou 14 edições, reforçando a credibilidade da premiação e os resultados positivos junto aos participantes”, afirma.
Azeite de oliva
O concurso é promovido em parceria com a Epamig, Embrapa, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e o Sebrae Nacional. As inscrições vão até 30 de abril, com envio das amostras até 15 de maio. Os produtores podem participar com um produto por categoria, em diferentes modalidades. A avaliação inclui júri técnico, análise da história do produto, júri popular e etapa final de premiação.
Doce de leite
O concurso é realizado em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e o Sebrae Nacional, destinado a produtores com produção anual de até 300 toneladas. As inscrições vão até 31 de março, com envio das amostras até 17 de abril. Cada participante pode inscrever um produto por categoria: doce de leite pastoso ou doce de leite em barra. A avaliação envolve júri técnico, análise da história do produto, júri popular e premiação.
Cachaça de alambique
Voltado a produtores com produção anual de até 20 mil litros, o concurso é realizado em parceria com o Sebrae Nacional. As inscrições seguem até 31 de março, com envio das amostras até 17 de abril. As categorias são cachaça branca e cachaça amarela, e a avaliação inclui análise técnica, júri popular, histórias dos produtos e premiação.
Em todas as categorias, os cinco primeiros colocados recebem certificado, premiação em dinheiro e divulgação nos canais digitais e redes da CNA, fortalecendo a visibilidade e o reconhecimento de seus produtos no mercado nacional.
Saiba mais no site da CNA.
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Novo ministro da Agricultura define crédito e inovação tecnológica como prioridades

André de Paula assumiu nesta quarta-feira (1º) o Ministério da Agricultura e Pecuária. Em discurso durante a cerimônia de transmissão de cargo, o novo ministro deixou claro quais serão os principais eixos de sua gestão. Entre eles, o fortalecimento de políticas estruturantes como o Plano Safra, o Programa de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), o Funcafé e o Seguro Rural.
“Assumo o ministério com o compromisso de continuidade das políticas públicas, da governança e da visão estratégica que estruturam o setor e garantem previsibilidade e confiança no Brasil”, afirmou.
Outro ponto central é a incorporação de tecnologia no campo. André de Paula destacou que inovação, automação e inteligência artificial já fazem parte da realidade do agro e devem ganhar ainda mais espaço nos próximos anos.
“O uso estratégico da tecnologia será cada vez mais decisivo para o futuro do setor”, disse.
A defesa agropecuária também aparece como prioridade. Segundo o ministro, o sistema sanitário brasileiro continuará sendo tratado como um ativo estratégico para manter a competitividade internacional.
Embrapa e sustentabilidade entram no radar
O fortalecimento da Embrapa foi citado como peça-chave para sustentar o avanço tecnológico no campo. A proposta é ampliar a base técnica da instituição e alinhar a pesquisa às demandas do setor produtivo.
Além disso, o ministro destacou a necessidade de manter a produção com foco em qualidade, segurança alimentar e sustentabilidade, reforçando a posição do Brasil como fornecedor global de alimentos.
Ao encerrar o discurso, André de Paula reconheceu o trabalho do antecessor e indicou que a base construída será mantida.
“Seguiremos avançando sobre uma estrutura sólida, técnica e estratégica que projeta o Brasil para o futuro”, afirmou.
Balanço da gestão
Durante a cerimônia, Carlos Fávaro apresentou um balanço de sua gestão, com destaque para a abertura de 555 novos mercados internacionais nos últimos três anos.
O período também foi marcado pela ampliação do crédito rural, que somou R$ 1,547 trilhão por meio dos Planos Safra, além de iniciativas voltadas à recuperação de áreas degradadas e à modernização do setor.
Fávaro deixou o ministério para concorrer à reeleição como senador pelo estado de Mato Grosso nas eleições de outubro.
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Produtores buscam alternativas aos insumos importados e investem em sustentabilidade

Com o aumento no custo dos insumos agrícolas e a forte dependência de produtos importados, produtores rurais têm buscado alternativas para manter a rentabilidade no campo.
Entre as principais estratégias está a adoção da agricultura regenerativa e de modelos biossustentáveis, que prometem reduzir custos, preservar o meio ambiente e garantir produtividade.
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Na cidade de Chapecó, em Santa Catarina, a família Geller aposta na diversificação de culturas e no uso de práticas sustentáveis após enfrentar queda na produtividade com o sistema convencional.
A propriedade conta com cerca de 20 estufas de cultivo protegido e produção a céu aberto, só de morango, são aproximadamente 10 mil pés em sistema semi-hidropônico. Já nas hortaliças, a produção semanal de alface e rúcula varia entre 5 mil e 8 mil pés, além de outras culturas como couve, repolho e temperos.
Há 18 anos atuando na olericultura, a família decidiu investir em um modelo baseado na agricultura biossustentável. A mudança veio da necessidade de reduzir custos e buscar alternativas menos agressivas à saúde e ao solo.
“Com uma parceria entre faculdade e empresas privadas, estamos tentando buscar algo que seja menos impactante, primeiramente, para nós mesmos, para a saúde e para o bolso”, explica o produtor rural, Lucas Miotto Gheller.
A solução que está em fase de implantação na propriedade prioriza o uso de recursos biológicos com redução de insumos químicos e foco na saúde do solo.
“Nós trabalhamos exatamente o equilíbrio, 14 nutrientes adicionados para equilibrar esse solo. E o principal ácidos úmicos e fúlvicos. Você trabalha uma fórmula de nutrientes mais complemento, o famoso enchimento, um solo extremamente duro, com baixa absorção de água, seco e muito salino”, destaca Wanderlei Enderle.
“Se colocar isso aqui na boca, você vai achar que se colocou um grão de de cloreto de sódio, de sal, mas de verdade é cloreta de potássio e algum afloramento até de fósforo, fosfatos”, completa.
Aplicação
Em outra propriedade acompanhada por pesquisadores, o uso de fertilizantes produzidos dentro da própria fazenda apresentou desempenho superior ao sistema convencional. No cultivo de milho, a média de produtividade em quatro anos chegou a 163 sacas por hectare com manejo biológico, frente a 143 sacas no modelo tradicional.
Além da redução de custos, a produção dentro da fazenda diminui a dependência de insumos externos e aumenta a eficiência econômica. Segundo especialistas, esse é um dos pilares da agricultura regenerativa, que pode ser adotada de forma total ou combinada com o uso de insumos químicos.
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Brasil deve importar maior volume de trigo da história na safra 26/27

A dependência do Brail pelo trigo importado deve aumentar no ciclo 2026/27. O atual cenário indica compras próximas a 8 milhões de toneladas, o maior volume da história, refletindo a redução da área plantada, margens apertadas e a limitação da produção nacional.
As projeções do setor indicam que a produção brasileira do cereal ficará próxima a 8 milhões de toneladas em 2025/26, frente a uma demanda de 14,8 milhões. Para 2026/27, a estimativa é de queda para cerca de 7,2 milhões.
O tema será destaque do Painel do Trigo Nacional, que abre o Moatrigo no dia 13 de abril, na Fiep, em Curitiba, no Paraná.
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O debate contará com a participação do analista de trigo da Safras & Mercado Elcio Bento, do presidente da Abitrigo, Daniel Kümmel, do diretor de Trading e Originação da Bunge para a América do Sul, Eduardo Bulgarelli.
O evento também contará com a leitura do balanço global de trigo, que, embora aponte estoques elevados, apresenta forte concentração em poucos países exportadores. O documento mostra que, ao mesmo tempo, diversas regiões importadoras seguem deficitárias, tornando a fluidez do comércio internacional um fator-chave para a formação de preços.
Outro ponto relevante a ser considerado nas discussões é o cenário de curto prazo, marcado pela entressafra no hemisfério norte, que reduz a oferta imediata e aumenta a sensibilidade do mercado a fatores como clima, geopolítica e movimentação de fundos.Para o Brasil, essa dinâmica reforça o peso das importações, com destaque para a Argentina, principal fornecedora, embora problemas de qualidade na safra recente possam limitar seu aproveitamento e exigir maior atenção da indústria.
O painel também deve abordar a competitividade das principais origens exportadoras, como Rússia, Estados Unidos e Argentina, além de fatores que influenciam o custo da farinha no Brasil, como energia, custos de produção e desafios logísticos ao longo da cadeia.
Serviço
O que: Moatrigo
Quando: Dia 13 de abril
Onde: Centro de Eventos Fiep (Av. Com. Franco, 1341 – Jardim Botânico, Curitiba-PR)
Inscrições aqui
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