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16 de setembro de 2026

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Programa em Minas Gerais incentiva plantas de cobertura para recuperar solos do café

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Foto: Carlos Alberto Meira/Embrapa

A Emater-MG, em parceria com o segmento exportador cafeeiro, tem ampliado o programa Construindo Solos Saudáveis, iniciativa que incentiva o uso de plantas de cobertura nas entrelinhas do café para melhorar a fertilidade do solo, reduzir a erosão e aumentar a produtividade das lavouras.

O projeto também atende à demanda do mercado internacional por práticas de agricultura regenerativa.

Em entrevista ao Planeta Campo, o coordenador estadual de Cafeicultura da Emater-MG, Bernardino Cangussu, a proposta surgiu da necessidade de recuperar áreas que, ao longo de décadas de manejo mecanizado, apresentaram compactação e menor infiltração de água.

“O café é uma cultura centenária em Minas Gerais e muitas lavouras foram trabalhadas por anos com pouco uso de plantas nas entrelinhas. Isso acabou comprometendo a infiltração de água e o desenvolvimento das raízes”, explica.

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Como funcionam as plantas de cobertura

A estratégia adotada foi o plantio consorciado de plantas de cobertura — também chamadas de plantas de serviço — entre as linhas de café, prática já utilizada em outras culturas agrícolas.

“Nós chegamos a plantar até 13 espécies diferentes na entrelinha. Cada uma tem um sistema radicular diferente, capaz de buscar nutrientes em profundidades distintas”, afirma Cangussu.

Entre as espécies utilizadas estão braquiária, trigo-mourisco, girassol e nabo forrageiro. Segundo o coordenador, as raízes dessas plantas ajudam a descompactar o solo e a criar canais que facilitam a infiltração de água.

“As raízes criam canais no solo quando se decompõem, favorecendo a infiltração e a atividade biológica. A parte aérea forma uma camada de proteção que reduz a temperatura e a erosão”, diz.

Após a roçada, a palhada permanece sobre o solo, contribuindo para a manutenção da umidade e o aumento da matéria orgânica. Mediçōes realizadas nas áreas demonstrativas indicam que a cobertura vegetal pode reduzir a temperatura do solo em mais de dez graus, além de proteger mudas jovens contra a incidência direta do sol.

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Outro efeito observado é o aumento da biodiversidade nas lavouras, com atração de insetos benéficos ao cultivo do café.

Crescimento das unidades e apoio dos exportadores

O programa começou em 2021 com cerca de 50 unidades demonstrativas em regiões cafeeiras de Minas Gerais. Atualmente, já alcança aproximadamente mil unidades.

“Iniciamos com testes em diferentes regiões para entender o comportamento da tecnologia. Depois dos dias de campo, os próprios produtores passaram a procurar a Emater para implantar em suas propriedades”, afirma Cangussu.

A expansão também foi impulsionada pelo interesse do setor exportador. Segundo o coordenador, traders e entidades ligadas ao comércio internacional passaram a investir nas unidades demonstrativas, alinhados à demanda global por produção sustentável.

“Existe uma procura mundial por café produzido com práticas regenerativas. Os exportadores querem um produto mais sustentável para atender seus clientes no exterior”, diz.

Além dos ganhos agronômicos, a adoção dessas práticas pode facilitar o acesso dos produtores a certificações ambientais, cada vez mais exigidas pelo mercado internacional.

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“Produtores e exportadores interessados podem procurar a Emater. Já estamos com unidades instaladas e a intenção é dar continuidade ao programa nos próximos anos”, conclui.

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É nesta quinta! A Abertura Nacional do Plantio da Soja 26/27 vem aí; saiba como assistir ao vivo

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Imagem gerada por IA

Está chegando a hora! É amanhã, 17 de setembro, que acontece a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27. A partir das 9h, pelo horário de Brasília, você poderá acompanhar ao vivo pelo Canal Rural e pelo YouTube tudo o que acontece na Fazenda Horizontina, em Ipiranga do Norte (MT).

Ao longo da programação, os participantes vão acompanhar debates sobre os principais assuntos que devem movimentar o setor durante o novo ciclo. Entre os destaques está a discussão sobre a verticalização da soja na produção de alimentos e energia.

Além de marcar oficialmente a largada da safra 2026/27, a Abertura Nacional terá um significado especial neste ano. O evento também dará início às comemorações dos 15 anos do Projeto Soja Brasil, iniciativa que acompanha de perto as transformações, os desafios e os avanços da produção de soja no país.

Falta pouco! Amanhã, acompanhe a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27 pelo Canal Rural e pelo YouTube.

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Leilão de compra de arroz da Conab adquire apenas 5% do ofertado

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Foto: Paulo Lanzetta

O primeiro leilão de compra de arroz para formação de estoques públicos realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quarta-feira (16) não obteve o sucesso esperado.

A expectativa do governo era adquirir até 127,3 mil toneladas do cereal a granel da safra 2025/26, classe longo-fino em casca, Tipo 1, a fim de mitigar os possíveis impactos associados ao fenômeno climático El Niño e, assim, assegurar o abastecimento no país.

No entanto, o pregão eletrônico realizado pelo Sistema de Comercialização Eletrônica da entidade (Siscoe), resultou na compra de apenas 4,05 mil toneladas, ou 5,1% do total ofertado.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Evandro Oliveira, o leilão ocorreu em um momento inoportuno, sem qualquer pedido de ajuda por parte dos produtores, e ofereceu preços pouco atrativos, até mesmo abaixo das referências do mercado físico, dependendo da região.

De acordo com ele, já se esperava baixa adesão diante dos preços máximos oferecidos pelo leilão, entre R$ 80 a R$ 82 reais por saca, valores semelhantes aos praticados hoje no mercado físico. “Então, os preços não foram suficientemente atrativos para movimentar volumes significativos nesse leilão”, pontuou.

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No Rio Grande do Sul, nas praças de produção e comercialização de Pelotas e ainda no litoral, o arroz está sendo negociado na faixa de R$ 80,00 a R$ 85,00 por saca, chegando a R$ 90 no porto.

“Logo, os valores oferecidos pelo leilão ficaram bem abaixo do necessário para atrair uma demanda significativa, o que explica o fracasso da operação”, salientou o analista.

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Conab fará leilões para comprar até 224 mil toneladas de milho

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Duas operações de compra de milho em grãos preveem a aquisição de até 224 mil toneladas para formação de estoques públicos. Os leilões eletrônicos serão realizados na sexta-feira (18) e na segunda-feira (21), às 9h, com recebimento do produto em unidades armazenadoras de oito unidades da Federação. A medida também prevê oferta posterior por meio do Programa de Vendas em Balcão (ProVB).

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o volume de até 224 mil toneladas corresponde ao total das duas operações. O segundo leilão ofertará apenas os lotes que não forem negociados no primeiro certame, sem que a compra total ultrapasse esse limite.

A operação da sexta-feira (18), referente ao Aviso nº 64/2026, será exclusiva para a agricultura familiar. Poderão participar produtores rurais familiares, cooperativas de produtores rurais familiares e associações da agricultura familiar com Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ou Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP) válida.

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Já o leilão da segunda-feira (21), Aviso nº 65/2026, será em ampla concorrência. O certame admite a participação de produtores rurais, cooperativas e comerciantes, desde que atendam às exigências de cadastramento, habilitação jurídica e regularidade fiscal previstas no aviso.

O milho será recebido em unidades armazenadoras localizadas na Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. As operações serão realizadas pela Conab no Sistema de Comercialização Eletrônica da Companhia (Siscoe), em Brasília.

Os participantes precisam estar cadastrados na bolsa por meio da qual apresentarão propostas e em situação regular no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf), no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin) e no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes (Sican).

O produto deverá seguir os padrões de classificação estabelecidos nos avisos e vir acompanhado de certificado emitido por entidade credenciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O preço máximo de compra será divulgado com pelo menos dois dias úteis de antecedência. Os arrematantes deverão apresentar garantia de 5% do valor da operação e organizar o cronograma de entrega com a unidade regional responsável pelo recebimento.

Após a aprovação do milho entregue, o pagamento aos fornecedores deverá ocorrer em até dez dias úteis. Caso todo o volume seja negociado na operação exclusiva para a agricultura familiar, não haverá lotes remanescentes para a disputa em ampla concorrência.

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Fonte: gov.br

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