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Trecho não pavimentado da BR-174 é motivo de revolta em MT

O trecho não pavimentado da BR-174, entre Juína (MT) e Vilhena (RO), tem provocado revolta em quem depende da rodovia para trabalhar e se deslocar. São cerca de 230 quilômetros, sendo que a maior parte ainda não é asfaltada.
Buracos, pedras soltas e atoleiros fazem parte da rotina de caminhoneiros e moradores da região Noroeste de Mato Grosso. No período chuvoso, os pontos mais críticos se transformam em lama, aumentando o risco de acidentes e os prejuízos.
Com 30 anos passando pelo trecho, o caminhoneiro Valcir Voltolini afirma que a estrada “estava precisando de uma maquinazinha aqui para dar uma patroladinha” e resume: “Muito buraco”. Segundo ele, estrada ruim significa gasto constante, porque “judia” do caminhão. “Um pneu desse assim custa R$ 2,5 mil. Depende o pneu”, relata ao Patrulheiro Agro. Ao falar dos riscos, alerta: “Passar em cima dessas pedras aí se não desviar vai dar problema”.
O policial penal Isaque Nunes reforça que a cobrança por melhorias é antiga. “Há anos que a gente vem cobrando para que se busque uma solução. A condição é essa aí precária desse jeito”. Ele ainda frisa que “vidas já foram ceifadas aqui”.

Prejuízos e risco constante
Durante o período de chuvas, trechos com grande concentração de terra, pedras e buracos se transformam em atoleiros. A situação aumenta o tempo de viagem e deixa motoristas sem estrutura de apoio ao longo do percurso.
O caminhoneiro Leandro Alcântara afirma que a estrada “está cada dia pior” e que o consumo de diesel cresce porque é preciso reduzir a velocidade. Ele relata desgaste frequente de peças e pneus e destaca o risco enfrentado diariamente. “Você entra em uma estrada dessa daqui e você não sabe o que vai ter pela frente”, diz. Sem borracharia no trajeto, quando há quebra, “você tem se virar, esperando socorro”. Para ele, enquanto a chuva é inevitável, “a buraqueira o homem pode resolver”.
No transporte de carga viva, a situação é ainda mais delicada. Paulo Sérgio Alves Martins conta à reportagem do Canal Rural Mato Grosso que ficou atolado por horas aguardando ajuda porque “a estrada estava muito ruim”. Conforme ele, o gado se movimenta e exige atenção redobrada. “Se beiradear tomba”, pontua, explicando que o correto é manter o caminhão no meio da pista e, se necessário, parar para evitar prejuízo maior. Em alguns casos, afirma, “às vezes fica sem comer porque não tem recurso e não tem como tomar banho”.
Município cobra solução
Juína, no Noroeste de Mato Grosso, consolida-se como um dos polos econômicos promissores do estado, com base na pecuária, no setor madeireiro, na mineração e na agricultura em sistema de integração.
O prefeito Paulo Augusto Veronese afirma que a prefeitura tem atuado dentro das possibilidades para minimizar os impactos, mesmo a rodovia sendo de responsabilidade federal. “A gente não consegue dar essa manutenção nessa rodovia porque é hoje de responsabilidade do DNIT”, declara ao Canal Rural Mato Grosso.
De acordo com ele, há situações em que o município precisa intervir para evitar transtornos maiores. “Tem algumas situações em que a prefeitura tem que ir lá puxar os caminhões dos morros”, relata. Em determinados momentos, acrescenta que é necessário “levar algum cascalho para conseguir tirar esses caminhões, tampar os buracos que nós temos ali naqueles momentos”.
Veronese ressalta que o município já mantém cerca de 3 mil quilômetros de estradas rurais e que a BR-174 é essencial para Distritos que precisam percorrer “uns 30 a 35 quilômetros na BR para ir até o Distrito”. Ele destaca ainda que “nós temos ambulância que percorre esse percurso” e que, com o início do período escolar, “o maior desafio nosso é o transporte rural por conta do momento chuvoso”.
Apesar da colaboração de produtores com máquinas, o prefeito avalia que “não é suficiente” e reforça que “cada um está ajudando um pouco”, mas que ainda é necessária uma solução mais ampla para garantir segurança e trafegabilidade ao longo da BR-174.
A reportagem do Canal Rural Mato Grosso entrou em contato com o DNIT e com a empresa responsável pelas obras na BR-174, na região de Juína. No entanto, até o fechamento desta edição, não houve retorno.
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Conab inicia processo de transformação institucional para ampliar atividades

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aprovou nesta semana a sua autodeclaração como Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT).
A medida representa a primeira etapa de um processo institucional que visa ampliar a capacidade da entidade de transformar conhecimento em soluções reais para o abastecimento e para a gestão de estoques públicos.
Além disso, a pretenção também é a de aumentar a logística agrícola, a inteligência agropecuária do país e a formulação e operacionalização de políticas públicas agrárias.
Caracterização aprovada em lei
Prevista na Lei nº 10.973/2004 e regulamentada pelo Decreto nº 9.283/2018, a caracterização como ICT contempla órgãos públicos que executam atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), incluindo estudos técnicos, produção de conhecimento científico e desenvolvimento de soluções voltadas a produtos, serviços e processos.
O enquadramento institucional está alinhado às atribuições já previstas no Estatuto Social da Conab, que incluem o desenvolvimento de pesquisas sobre agropecuária nacional, estudos de oferta e demanda e ações de intercâmbio com universidades, centros de pesquisa e organismos internacionais ligados ao setor de abastecimento.
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De acordo com comunicado da Companhia, nesta nova fase, além de fortalecer instrumentos relacionados a projetos de PD&I, a instituição também passa a se lançar em um ecossistema de inovação robusto que possibilita parcerias e trocas com universidades, institutos federais e centros de pesquisa de excelência, acesso a editais e linhas de financiamento nacionais e internacionais – como Finep, CNPq, Capes, Embrapii – e fundos setoriais destinados a projetos estratégicos de inovação.
O objetivo é trazer mais agilidade administrativa e segurança jurídica na celebração de instrumentos de cooperação técnica, como é o caso da consagração de Termos de Execução Descentralizada (TEDs), Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) e demais instrumentos.
Agora, a próxima etapa prevê a consolidação da Política de Inovação da Conab, prevista
para julho deste ano. Em seguida, a instituição deverá avançar na criação do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT), estrutura voltada à gestão de projetos e instrumentos de PD&I, com previsão de implementação até o fim de 2026.
Com essa última etapa, a Conab afirma que já será possível a submissão de projetos, captação de recursos e a execução das ações de PD&I junto a fundações credenciadas pela estatal.
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Mapa destina 1,5 mil pacotes de café apreendidos para compostagem no Paraná

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) concluiu, nesta terça-feira (12), a destinação final de cerca de 1.500 pacotes de café apreendidos no Paraná. O material, considerado irregular após fiscalização oficial, foi encaminhado para compostagem em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), no Campus Botânico, em Curitiba. A medida integrou o processo de descarte controlado para impedir o retorno do produto à cadeia de consumo.
O lote era de café torrado e moído da marca “Made in Brazil” e havia sido adquirido pela UFPR para consumo interno. A comercialização foi suspensa após inspeção do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal no Paraná (Sipov/PR), que identificou impurezas e matérias estranhas acima dos limites permitidos pela legislação.
Após a apreensão, o produto permaneceu armazenado até a definição da destinação ambientalmente adequada. Segundo o Mapa, o café foi incorporado a leiras de compostagem com aparas de grama, folhas secas, esterco bovino e água. As embalagens foram separadas e encaminhadas para reciclagem.
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De acordo com o ministério, o composto orgânico gerado poderá ser utilizado em atividades de manejo e recuperação de solo realizadas pela própria universidade. A operação foi acompanhada por auditores fiscais federais agropecuários.
O caso ocorre em um contexto de reforço da fiscalização sobre a cadeia do café no estado. Até o momento, o Mapa informa ter realizado 194 coletas oficiais de amostras no Paraná. Nos casos de não conformidade, as medidas adotadas incluem autuações, multas, apreensões e auditorias em estabelecimentos torrefadores e embaladores.
Recentemente, mais de 21 toneladas de café irregular também foram apreendidas em compras públicas realizadas em Curitiba, segundo o ministério. Não foram divulgados, no material oficial, os detalhes sobre o volume total de lotes fiscalizados no estado nem a proporção de amostras reprovadas.
A destinação por compostagem atende ao objetivo de retirar definitivamente o produto irregular do mercado e dar tratamento técnico ao material apreendido. Para o setor, a continuidade das coletas e auditorias tende a manter o foco sobre a conformidade dos produtos de origem vegetal comercializados no Paraná.
Fonte: gov.br
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Assembleia de Minas homenageia Embrapa Milho e Sorgo pelos 50 anos de atuação

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) homenageou, na manhã desta sexta-feira (15), a Embrapa Milho e Sorgo pelos 50 anos de atuação da unidade. A sessão solene foi solicitada pelo presidente da Casa, deputado estadual Tadeu Leite (MDB), e conduzida por seu representante na cerimônia, o deputado Antônio Carlos Arantes (PL). O encontro reuniu manifestações sobre a contribuição técnica da instituição para a agricultura brasileira.
Durante a cerimônia, a atuação da Embrapa Milho e Sorgo foi relacionada ao desenvolvimento de soluções voltadas à produção agropecuária. Segundo Vinícius Guimarães, chefe-geral da unidade, ao longo de cinco décadas a instituição desenvolveu cultivares de milho, sorgo e milheto, além de avançar em bioinsumos e em sistemas integrados de produção.
Guimarães afirmou que a evolução da agricultura brasileira passa pela atuação conjunta de instituições de pesquisa, assistência técnica e ensino. Ele citou a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e universidades entre os agentes envolvidos nesse processo.
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O chefe-geral também destacou o papel dos profissionais da empresa no desenvolvimento de tecnologias para o setor. Segundo ele, o reconhecimento feito pela ALMG se estende aos funcionários que atuaram na construção de soluções para o agro brasileiro ao longo desses 50 anos.
Na avaliação do deputado Antônio Carlos Arantes, a Embrapa tem função estratégica na transformação da agricultura, com reflexos sobre a qualidade de vida dos produtores. A homenagem reforça institucionalmente a relevância da pesquisa agropecuária para ganhos de produtividade e para a adoção de sistemas de produção com base técnica.
Para os próximos anos, segundo Vinícius Guimarães, o desafio da unidade é ampliar a produção com maior sustentabilidade. Não foram apresentados, na cerimônia, novos dados quantitativos sobre projetos, investimentos ou metas futuras da Embrapa Milho e Sorgo.
Fonte: embrapa.br
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