Sustentabilidade
Entendendo o potássio: do solo à produtividade da soja – MAIS SOJA

O potássio (K) é o nutriente catiônico mais abundante nas plantas, ele não é parte estrutural da planta, mas atua como ativado enzimático, regular osmótico e participa na mobilidade dos fotoassimilados. Porém, deficiências de este nutriente afetam a taxa fotossintética como resultado de uma condutância estomática reduzida, também, pode ocorrer o enrugamento e deformação dos grãos, abertura de legumes, desuniformidade de maturação e o típico amarelamento como sintoma visual da deficiência de K. Este nutriente é absorvido em altas taxas no início do ciclo, excedendo 3,6 kg ha-1 dia-1 no final da fase vegetativa, no pleno florescimento (R2) 48% da demanda de K é absorbida e após R5 a sua taxa de absorção é reduzida (Figura 1).
Figura 1. Marcha de acúmulo e redistribuição de potássio de uma lavoura de soja com produtividade de 6,3 t ha-1.
O potássio pode ser encontrado em formas ou frações distintas no solo, as quais são classificadas conforme o grau de associação com a fase sólida: solúvel (0,1 a 0,2%), trocável (1 a 2%), não trocável (1 a 10%) e estrutural (90 a 98%) (Barber, 1984; Havlin et al., 2017; Bell et al., 2021). Ao realizar a adubação potássica, eleva-se prontamente o teor de K, e isso altera o equilíbrio do nutrientes entre as fases sólida e líquida, favorecendo a absorção pela planta e, também, a ocupação dos sítios de troca catiônica através de mecanismos de absorção e/ou dessorção no solo.
Analisando a dinâmica do potássio no perfil do solo, com dados de 20 lavouras em 10 estados brasileiros na safra 2024/2025, se sugere um papel importante do K na determinação da produtividade. Solos com maior produtividade (médio de 6,5 t ha-1) exibem concentrações de potássio consistentemente mais elevadas em todas as profundidades investigadas (0 – 150cm) quando comparados com àqueles de média produtividade (média de 4,1 t ha-1). A tendência geral de diminuição do potássio com a profundidade é observada em ambos os grupos (Figura 2).
Figura 2. Distribuição da concentração de potássio (mg dm-3) ao longo do perfil do solo, para lavouras de alta produtividade (média de 6,5 t ha-1) e média produtividade (média de 4,1 t ha-1). Dados referentes a 20 lavouras de 10 estados do Brasil.


Referências:
WINCK, J.E.M et al. Ecofisiologia da soja visando altas produtividades. 3era Edição, 2025.

Sustentabilidade
Risco de neve e transbordamentos marcam o início de julho; confira a previsão do tempo

A frente fria continua em atuação na região Sul nesta sexta-feira (3), mantendo o alerta para temporais em importantes áreas produtoras de soja no norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A previsão indica chuvas volumosas, rajadas intensas de vento e possibilidade de queda de granizo.
O maior risco está concentrado no noroeste e norte do Rio Grande do Sul, onde o acumulado de chuva pode provocar transbordamentos de rios. A tendência é de que as precipitações comecem a perder força na metade sul do estado a partir deste sábado (4).
Enquanto isso, as regiões Sudeste e Centro-Oeste seguem sob influência de uma massa de ar seco, mantendo o tempo firme, quente e com baixa umidade. O frio deve avançar para o Sudeste ao longo do fim de semana, mas sem previsão de geadas.
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No Sul, as temperaturas permanecem baixas. Nesta sexta-feira (3), os termômetros podem se aproximar de 0°C em áreas de baixada do Rio Grande do Sul. A nebulosidade reduz o potencial para geadas mais amplas, embora o frio continue intenso.
A massa de ar polar segue influenciando a região Sul e mantém condições favoráveis para geadas, principalmente nas áreas mais elevadas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Também há possibilidade de neve nas serras gaúcha e catarinense.
No restante do país, a chuva permanece concentrada principalmente em Roraima. Segundo a previsão, as maiores mudanças no padrão das precipitações devem ocorrer apenas na segunda quinzena de julho.
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Sustentabilidade
Farsul alerta produtores sobre novas diretrizes no Crédito Rural – MAIS SOJA

A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) emitiu, por meio de sua Assessoria Jurídica, nesta quarta-feira (01/07/2026), um alerta aos produtores rurais referente à entrada em vigor da Resolução CMN n° 5.314, de 25 de junho de 2026. A normativa altera dispositivos do Manual de Crédito Rural (MCR), especificamente no que se refere às regras para a prorrogação, ou alongamento, das operações de crédito.
O que muda na prática? Com a nova redação do item 2-6-4 do MCR, as instituições financeiras passam a ter autorização, por sua conveniência e decisão, para prorrogar operações de crédito mantendo os encargos financeiros originalmente pactuados. Para que o pedido seja analisado, o mutuário deve comprovar a dificuldade temporária de pagamento, que pode ser motivada por:
- Dificuldades na comercialização dos produtos;
- Frustração de safras por fatores adversos;
- Ocorrências prejudiciais ao desenvolvimento das explorações;
- Problemas no fluxo de caixa causados pelo impacto acumulado de perdas em safras anteriores devido a eventos climáticos.
Nesses casos, cabe à própria instituição financeira atestar a necessidade da prorrogação e verificar a capacidade de pagamento do produtor.
Orientações da Assessoria Jurídica Embora a alteração amplie a margem de decisão dos bancos na análise dos pedidos administrativos, a Assessoria Jurídica da Farsul destaca pontos cruciais para a classe produtora:
- Aplicação: O entendimento da federação é de que a mudança se aplica apenas a contratos firmados a partir desta data, 01/07/2026.
- Direito do Produtor: A Farsul reforça que permanecem vigentes os princípios constitucionais e as leis do crédito rural. Segundo o entendimento dos tribunais, caso o produtor comprove os requisitos necessários, o alongamento da dívida é um direito garantido, e não uma mera liberalidade do banco.
- Formalização: O produtor deve protocolar o pedido de prorrogação junto à instituição financeira, instruindo-o com documentos que comprovem a incapacidade temporária de pagamento – como laudos técnicos agronômicos – preferencialmente antes do vencimento da parcela ou da operação.
A Farsul ressalta que a medida surge em um cenário de preocupação do setor, marcado por perdas climáticas sucessivas, aumento do endividamento e desafios no acesso ao crédito. A entidade segue à disposição dos produtores para orientações adicionais.
Confira a Nota Técnica na íntegra, clicando aqui.
Fonte: Farsul
Sustentabilidade
Algodão recua em NY com vendas fracas dos EUA e pressão técnica – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais baixos nesta quinta-feira.
O mercado foi pressionado pelo desempenho das vendas semanais americanas e por fatores técnicos. As vendas líquidas norte-americanas de algodão (upland), referentes à temporada 2025/26, iniciada em 10 de agosto, ficaram em 49.000 fardos na semana encerrada em 25 de junho. O maior importador foi o Vietnã, com 23.200 fardos.
Para a temporada 2026/27, foram mais 44.100 toneladas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam a 77,12 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 0,72 centavo, ou de 0,9%. Março/2027 fechou a 78,52 centavos, queda de 0,67 centavo, ou de 0,8%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News
Site: Agência Safras
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