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3 de julho de 2026

Sustentabilidade

Adoção de boas práticas reduzem custos de produção da soja paranaense – MAIS SOJA

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O monitoramento contínuo de lavouras comerciais de soja no Paraná, realizado há 12 safras, pela Embrapa Soja, pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), e diversos parceiros, tem mantido resultados expressivos de produtividade, reduzido o número de aplicações de agrotóxicos e o custo de produção da oleaginosa.

Durante o Show Rural Coopavel, a ser realizado de 9 a 13 de fevereiro, em Cascavel (PR), os visitantes poderão conhecer como a adoção de boas práticas agrícolas, especialmente o Manejo Integrado de Pragas (MIP) e Manejo Integrado de Doenças (MID) e a coinoculação de sementes, têm se mostrado estratégias eficientes e economicamente viáveis. A adoção das três tecnologias promovem um incremento médio de rentabilidade anual de 8 saca/ha (1,5 saca/ha no MIP, 1,6 saca/ha no MID e 5,04 saca/ha na coinoculação).

A partir de uma ampla rede de pesquisa e extensão rural, vêm sendo conduzidas Unidades de Referência Tecnológica (URTs), implantadas em lavouras comerciais, no âmbito do Programa Estadual Grãos Sustentáveis. “Nessas áreas, técnicos do IDR Paraná acompanham o desenvolvimento das culturas e orientam intervenções com base em critérios técnicos, permitindo comparar os resultados dessas áreas, com áreas de produtores não assistidos (UNAs)”, explica o pesquisador André Prando, da Embrapa Soja.

MIP- Soja – Para o extensionista do IDR-Paraná, Edivan Possamai, coordenador do Programa Grãos Sustentáveis, um dos principais destaques está na redução do uso de inseticidas. Segundo ele, nas últimas quatro safras, as áreas não assistidas pelo Programa mantiveram uma média de três aplicações por ciclo, enquanto nas URTs esse número caiu para cerca de uma aplicação. “A redução representa economia direta para o produtor e benefícios ambientais significativos, sem prejuízo à produtividade”, explica.

Na safra 2024/2025, foram monitoradas 119 URTs de Manejo Integrado de Pragas da Soja (MIP-Soja) em 84 municípios paranaenses. Desse total, 90,8% das áreas utilizaram cultivares Bt e 9,2% não Bt. A área média cultivada foi de 43,4 hectares, com produtividade média de 60,7 sacas por hectare. “Comparando as 12 safras de acompanhamento do MIP-Soja, a tendência de redução no número de aplicações de inseticidas se mantém, reforçando a eficácia da abordagem técnica”, destaca Prando. A publicação Resultados do manejo integrado de pragas da soja na safra 2024/2025 no Paraná traz informações detalhadas sobre o Programa

MID-Soja – Além do controle de pragas, o Manejo Integrado de Doenças da Soja (MID-Soja) também apresentou resultados relevantes, especialmente no enfrentamento da ferrugem-asiática. Na safra 2024/2025, foram conduzidas 120 URTs no Paraná, com instalação de coletores de esporos em 110 delas. As informações das demais unidades foram subsidiadas por coletores próximos. Ao todo, a rede estadual contou com 179 pontos de monitoramento, incluindo áreas de parceiros como universidades e estações de pesquisa.

O monitoramento identificou a presença do fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem da soja, em 158 coletores, o equivalente a 88,3% da rede. “Esses dados foram fundamentais para orientar o momento correto de aplicação de fungicidas”, destaca a pesquisadora Claudine Seixas, da Embrapa Soja.  Além da ferrugem-asiática, doenças como oídio, mancha-alvo, antracnose, mofo-branco e doenças de final de ciclo também foram acompanhadas a campo. “Os números mostram que, nas áreas onde o MID-Soja foi adotado, houve redução média de 33% no número de aplicações de fungicidas”, diz Claudine.

Segundo a pesquisadora, enquanto nas UNAs foram registradas, em média, 3,3 aplicações, nas URTs o número caiu para 2,2 aplicações. “Para o controle da ferrugem-asiática, especificamente, foram feitas 2,7 aplicações nas UNAs e 1,8 nas URTs. Apesar dessa diferença, não houve diferença significativa na produtividade entre as URTs e as UNAs”, destaca.

Os resultados reforçam a premissa central do MID-Soja: o monitoramento contínuo do fungo causador da ferrugem, da ocorrência de outras doenças, do ambiente e do desenvolvimento da cultura é mais eficiente do que a aplicação calendarizada de agrotóxicos. “Essa prática evita aplicações desnecessárias ou tardias, reduz riscos agronômicos e permite decisões mais assertivas, especialmente em áreas semeadas no final do calendário agrícola. A Circular Técnica Monitoramento de Phakopsora pachyrhizi na safra 2024/2025 para tomada de decisão do controle da ferrugem-asiática da soja

Bioinsumos em soja – Com relação à adoção da inoculação/coinoculação com as bactérias fixadoras de nitrogênio Bradyrhizobium e as bactérias promotoras de crescimento Azospirillum, os dados também surpreendem.  De acordo com Possamai, foi realizado levantamento na safra 2024/2025, em 22 URTs, instaladas em lavouras comerciais de 17 municípios, de diferentes regiões do Paraná.

Segundo o IDR-Paraná e a Embrapa Soja, a produtividade média de grãos nas áreas coinoculadas foi de 3.916 kg/ha, enquanto nas áreas não inoculadas, foi de 3.615 kg/ha. A produtividade média nas URTs com a coinoculação, na safra 2024/2025, foi superior à média paranaense, de 3.663 kg/ha e à média nacional, de 3.561 kg/ha, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento. Na média estadual, 64% dos produtores paranaenses consultados afirmaram ter utilizado inoculante na cultura da soja na safra 2024/2025.  A publicação Coinoculação da soja com Bradyrhizobium e Azospirillum na safra 2024/2025 no Paraná  apresenta a consolidação pelo décimo ano de dados obtidos junto às lavouras paranaenses.

Fonte: Embrapa



 

FONTE

Autor:Lebna Landgraf (MTb 2903 – PR) Embrapa Soja

Site: Embrapa

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Sustentabilidade

Risco de neve e transbordamentos marcam o início de julho; confira a previsão do tempo

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Imagem gerado por IA para o Canal Rural

A frente fria continua em atuação na região Sul nesta sexta-feira (3), mantendo o alerta para temporais em importantes áreas produtoras de soja no norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A previsão indica chuvas volumosas, rajadas intensas de vento e possibilidade de queda de granizo.

O maior risco está concentrado no noroeste e norte do Rio Grande do Sul, onde o acumulado de chuva pode provocar transbordamentos de rios. A tendência é de que as precipitações comecem a perder força na metade sul do estado a partir deste sábado (4).

Enquanto isso, as regiões Sudeste e Centro-Oeste seguem sob influência de uma massa de ar seco, mantendo o tempo firme, quente e com baixa umidade. O frio deve avançar para o Sudeste ao longo do fim de semana, mas sem previsão de geadas.

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No Sul, as temperaturas permanecem baixas. Nesta sexta-feira (3), os termômetros podem se aproximar de 0°C em áreas de baixada do Rio Grande do Sul. A nebulosidade reduz o potencial para geadas mais amplas, embora o frio continue intenso.

A massa de ar polar segue influenciando a região Sul e mantém condições favoráveis para geadas, principalmente nas áreas mais elevadas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Também há possibilidade de neve nas serras gaúcha e catarinense.

No restante do país, a chuva permanece concentrada principalmente em Roraima. Segundo a previsão, as maiores mudanças no padrão das precipitações devem ocorrer apenas na segunda quinzena de julho.

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Sustentabilidade

Farsul alerta produtores sobre novas diretrizes no Crédito Rural – MAIS SOJA

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A Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) emitiu, por meio de sua Assessoria Jurídica, nesta quarta-feira (01/07/2026), um alerta aos produtores rurais referente à entrada em vigor da Resolução CMN n° 5.314, de 25 de junho de 2026. A normativa altera dispositivos do Manual de Crédito Rural (MCR), especificamente no que se refere às regras para a prorrogação, ou alongamento, das operações de crédito.

O que muda na prática? Com a nova redação do item 2-6-4 do MCR, as instituições financeiras passam a ter autorização, por sua conveniência e decisão, para prorrogar operações de crédito mantendo os encargos financeiros originalmente pactuados. Para que o pedido seja analisado, o mutuário deve comprovar a dificuldade temporária de pagamento, que pode ser motivada por:

  • Dificuldades na comercialização dos produtos;
  • Frustração de safras por fatores adversos;
  • Ocorrências prejudiciais ao desenvolvimento das explorações;
  • Problemas no fluxo de caixa causados pelo impacto acumulado de perdas em safras anteriores devido a eventos climáticos.

Nesses casos, cabe à própria instituição financeira atestar a necessidade da prorrogação e verificar a capacidade de pagamento do produtor.

Orientações da Assessoria Jurídica Embora a alteração amplie a margem de decisão dos bancos na análise dos pedidos administrativos, a Assessoria Jurídica da Farsul destaca pontos cruciais para a classe produtora:

  1. Aplicação: O entendimento da federação é de que a mudança se aplica apenas a contratos firmados a partir desta data, 01/07/2026.
  2. Direito do Produtor: A Farsul reforça que permanecem vigentes os princípios constitucionais e as leis do crédito rural. Segundo o entendimento dos tribunais, caso o produtor comprove os requisitos necessários, o alongamento da dívida é um direito garantido, e não uma mera liberalidade do banco.
  3. Formalização: O produtor deve protocolar o pedido de prorrogação junto à instituição financeira, instruindo-o com documentos que comprovem a incapacidade temporária de pagamento – como laudos técnicos agronômicos – preferencialmente antes do vencimento da parcela ou da operação.

A Farsul ressalta que a medida surge em um cenário de preocupação do setor, marcado por perdas climáticas sucessivas, aumento do endividamento e desafios no acesso ao crédito. A entidade segue à disposição dos produtores para orientações adicionais.

Confira a Nota Técnica na íntegra, clicando aqui.

Fonte: Farsul



 

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Sustentabilidade

Algodão recua em NY com vendas fracas dos EUA e pressão técnica – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais baixos nesta quinta-feira.

O mercado foi pressionado pelo desempenho das vendas semanais americanas e por fatores técnicos. As vendas líquidas norte-americanas de algodão (upland), referentes à temporada 2025/26, iniciada em 10 de agosto, ficaram em 49.000 fardos na semana encerrada em 25 de junho. O maior importador foi o Vietnã, com 23.200 fardos.

Para a temporada 2026/27, foram mais 44.100 toneladas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam a 77,12 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 0,72 centavo, ou de 0,9%. Março/2027 fechou a 78,52 centavos, queda de 0,67 centavo, ou de 0,8%.

Fonte: Agência Safras



FONTE

Autor:Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News

Site: Agência Safras

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