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Sustentabilidade

Soja/RS: Estima-se que 42% das lavouras estejam em fase vegetativa, 46% em floração e 12% em enchimento de grãos – MAIS SOJA

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A semeadura permanece em 98% da área prevista, mas deve ser concluída nos próximos dias, a partir da reposição de umidade nos solos. Em termos fenológicos, estima-se que 42% das lavouras estejam em fase vegetativa, 46% em floração e 12% em enchimento de grãos.

As condições climáticas de elevada amplitude térmica (mínimas inferiores a 10 °C e máximas próximas a 40 °C), predomínio de tempo seco, alta radiação solar e ventos frequentes intensificaram a demanda evaporativa e a perda de umidade do solo.

As raras precipitações foram isoladas e ocorreram de forma irregular e em baixos volumes, insuficientes para recompor, de maneira ampla, o armazenamento hídrico no perfil. Algumas lavouras em floração e em início de enchimento de grãos (estádios de maior exigência hídrica) apresentam sinais fisiológicos de estresse em solos mais rasos ou arenosos, com potencial reflexo sobre a fixação de vagens, caso a restrição hídrica persista. De modo geral, o potencial produtivo da safra permanece elevado. Porém, depende da regularização das chuvas para se manter e para assegurar adequada formação e enchimento de grãos.

Em relação ao aspecto fitossanitário, o tempo quente e seco tem restringido a evolução de doenças foliares. Contudo, ainda são necessárias aplicações preventivas para ferrugem asiática, especialmente nas áreas em estádio reprodutivo. Observa-se incremento pontual de insetos-praga, como percevejos, tripes e ácaros, o que exige monitoramento e intervenções conforme níveis de ação. O controle de plantas daninhas está, em grande parte, em fase final, com boa eficiência de herbicidas residuais, sobretudo para espécies de folhas largas. Para a Safra 2025/2026 no Rio Grande do Sul, a projeção da Emater/RS-Ascar indica o cultivo de 6.742.236 hectares e produtividade média de 3.180 kg/ha.

Fonte: Emater RS

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, as lavouras apresentam bom potencial produtivo, com parcelas em floração e início de enchimento de grãos sob crescente estresse hídrico, devido à má distribuição das chuvas nos primeiros Informativo Conjuntural. Porto Alegre, n. 1904, p. 6, 29 jan. 2026. decêndios de janeiro e às temperaturas elevadas. Em áreas de solos arenosos e menor investimento em fertilidade, como em Maçambará, há sintomas mais acentuados de déficit hídrico, como murcha e queda de folhas do terço inferior. Parte das lavouras implantadas após a colheita de milho demandou irrigação para garantir a germinação.

Na região da Campanha, predomina a fase de desenvolvimento vegetativo, com bom desempenho, apesar da ausência de precipitações em duas semanas. O fechamento das entrelinhas contribuiu para reduzir a temperatura do solo e a perda de umidade. O manejo de plantas daninhas está sendo intensificado para minimizar a competição hídrica, e ocorre boa resposta de herbicidas residuais sobre folhas largas. Há relatos pontuais de deriva de herbicidas em Hulha Negra, associada a aplicações sob condições ambientais inadequadas.

Na de Caxias do Sul, as lavouras apresentam elevado vigor e expectativa de rendimento. Os cultivos estão entre estádios vegetativos e enchimento de grãos. É realizado manejo de pragas e doenças, com monitoramento constante e aplicações preventivas.

Na de Erechim, cerca de 65% da área está em floração e enchimento de grãos, e as demais em fase vegetativa. As lavouras em enchimento de grãos implantadas em solos rasos já evidenciam sinais iniciais de estresse hídrico. O manejo tem priorizado a prevenção da ferrugem-asiática e o controle de plantas daninhas nas áreas implantadas após a cultura de trigo.

Na de Frederico Westphalen, aproximadamente 25% dos cultivos estão em
desenvolvimento vegetativo, 60% em floração e 15% em enchimento de grãos. O estado geral está ideal, com sanidade preservada. São efetuadas aplicações preventivas de fungicidas, e a janela de controle de plantas daninhas está praticamente encerrada.

Na de Ijuí, as lavouras apresentam bom desenvolvimento foliar e sanidade. Estão 57% em floração, 41% em fase vegetativa e 2% em formação de grãos. O período mais quente e seco favoreceu o aumento de ácaros e tripes, exigindo intervenções específicas, além da manutenção dos programas de controle de doenças.

Na de Passo Fundo, cerca de 20% das lavouras estão em estádio vegetativo e 80% em floração e formação de vagens. As condições de umidade ainda estão favoráveis em perfis de solos mais profundos, mas a manutenção do potencial produtivo depende da ocorrência de novas precipitações.

Na de Pelotas, a semeadura está praticamente concluída, restando apenas áreas pontuais. Estão 68% dos cultivos em desenvolvimento vegetativo, 28% em floração e 4% em enchimento de grãos. Em alguns municípios, observa-se início de murcha em períodos de maior radiação, indicando redução da disponibilidade hídrica superficial.

Na de Santa Maria, a implantação está praticamente encerrada, e parte das áreas remanescentes condicionada à retomada de umidade no solo. Aproximadamente 34% das lavouras estão em floração e 10% em enchimento de grãos, estádios sensíveis à restrição hídrica. Já há registros localizados de comprometimento do potencial produtivo.

Na de Santa Rosa, o plantio alcança 96% do previsto. As lavouras em desenvolvimento vegetativo representam 54% da área; em floração 42%; e em enchimento de grãos 6%. Nos cultivos em floração, especialmente de maior porte, o estresse hídrico tem se manifestado por perda de turgidez e alteração do posicionamento foliar durante os períodos de maior insolação.

Na de Soledade, as condições de temperatura, radiação e umidade do solo ainda proporcionam o crescimento adequado, com fechamento de entrelinhas e início da fase reprodutiva (50% em floração e 15% em enchimento de grãos). O foco dos manejos está no controle fitossanitário, com intensificação de fungicidas para ferrugem-asiática, antracnose e
míldio, além do monitoramento de percevejos e vaquinhas, pragas de importância na formação e enchimento de grãos.

Comercialização (saca de 60 quilos)
O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 1,56 %, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 123,14 para R$ 121,22.

Fonte: Emater/RS 

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Soja: preços recuam e negócios estão escassos em início de ano pouco promissor; o que esperar?

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Foto: Freepik

O início de 2026 tem sido marcado por um cenário pouco animador para o mercado brasileiro de soja. Ao longo de janeiro, o ritmo de negócios permaneceu lento, reflexo direto da combinação entre preços em queda e a postura cautelosa adotada por compradores e vendedores. A comercialização avançou de forma tímida, em um ambiente de baixa liquidez.

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Os dois principais formadores das cotações domésticas caminharam em direções opostas no período. Enquanto os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) acumularam ganhos, o dólar apresentou forte desvalorização frente a outras moedas, incluindo o real, reduzindo a competitividade dos preços internos.

Diante desse quadro, os produtores brasileiros têm priorizado os trabalhos no campo. Até o momento, não há registros de problemas climáticos relevantes, e a colheita avança dentro do esperado. As produtividades confirmam o bom potencial das lavouras, reforçando a expectativa de uma safra recorde, que deverá superar 179 milhões de toneladas.

Os preços ficaram da seguinte forma:

  • Passo Fundo (RS): a saca de 60 quilos abriu o ano a R$ 138,00 e recuou para R$ 124,00 no final de janeiro
  • Cascavel (PR): o preço caiu ao longo do mês e encerrou janeiro cotado a R$ 116,00
  • Rondonópolis (MT): a cotação fechou o mês a R$ 107,00, refletindo a pressão do mercado
  • Porto de Paranaguá (PR): a saca foi negociada a R$ 127,00, acompanhando a retração dos preços internos

Soja em Chicago inicia o ano em recuperação

Apesar do cenário doméstico adverso, o mercado internacional apresentou sinais de recuperação. Os contratos com vencimento em maio avançaram ao longo de janeiro na CBOT, sustentados principalmente por expectativas de uma reaproximação comercial entre China e Estados Unidos, o que poderia abrir espaço para novos compromissos envolvendo a soja norte-americana. A desvalorização do dólar também contribuiu para tornar os produtos agrícolas dos Estados Unidos mais competitivos no mercado global.

No fim do mês, a falta de chuvas na Argentina ofereceu suporte adicional às cotações. Ainda assim, a perspectiva predominante segue sendo de ampla oferta mundial. A entrada da safra brasileira no mercado e a expectativa de produção cheia na Argentina mantêm o viés de cautela, com a demanda chinesa já direcionando suas compras para a América do Sul.

Câmbio

O câmbio, por sua vez, seguiu trajetória oposta à de Chicago e exerceu influência decisiva sobre os preços internos. O dólar comercial acumulou queda expressiva frente ao real ao longo do mês, ampliando a pressão sobre as cotações da soja no Brasil.

As incertezas geradas por declarações contraditórias do presidente americano Donald Trump, envolvendo tarifas, o comando do banco central e questões geopolíticas, aumentaram a aversão ao risco nos mercados internacionais. Com isso, houve saída de recursos dos Estados Unidos e maior fluxo de capital para países emergentes, movimento que reforçou a desvalorização do dólar e impactou diretamente a formação de preços da soja no mercado brasileiro.

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Qual a contribuição do fungicida para a produtividade do milho? – MAIS SOJA

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Incluindo doenças de origem fúngica, bacteriana e viral, diversas patologias podem acometer a cultura do milho, depreciando a qualidade dos grãos produzido e reduzindo o potencial produtivo da lavoura. Do início do desenvolvimento até a fase final do ciclo da cultura, o milho está sujeito a interferência de fatores bióticos e abióticos os quais podem acentuar os danos ocasionados pelas doenças, ou favorecer o desenvolvimento de determinados patógenos.

Nesse contexto, o adequado manejo fitossanitário da cultura é determinante para a obtenção de altas produtividades, especialmente em lavouras de alto teto produtivo. Ainda que boas práticas agronômicas possam ser adotadas no sistema de produção, em função da elevada pressão de patógenos ao longo do ciclo do milho, o emprego de fungicidas químicos torna-se indispensável para a manutenção do potencial produtivo da cultura.

Mesmo que o emprego de fungicidas no milho não seja uma prática tradicional em comparação a soja, o elevado potencial das doenças em causar perdas de produtividade e qualidade da produção, tem tornado essencial o emprego desses defensivos ao longo do desenvolvimento do milho. Pesquisas demonstram que o emprego de fungicidas no milho é crucial para reduzir a incidência de doenças de origem fúngica como a mancha-branca.

Além disso, é consenso que o adequado posicionamento de fungicidas na cultura do milho contribui para o aumento do rendimento da lavoura. Conforme observado por Custódio et al. (2020), o uso de fungicidas em milho pode resultar em incrementos de produtividade variando entre de 5% a 32% dependendo do híbrido, local de cultivo e severidade das doenças.

A influência do uso de fungicidas na produtividade do milho também foi observada por Faria; Pereira; Ferraz (2022). Os autores observaram que, as maiores produtividades foram observadas com o uso dos fungicidas em V6 + VT (duas aplicações), demonstrando que, o número de aplicações de fungicidas também interfere na produtividade do milho.

Sobretudo, Faria; Pereira; Ferraz (2022)  constataram que o tratamento contendo apenas uma aplicação de fungicidas (V6), também apresenta produtividade superior a testemunha, enfatizando a contribuição dos fungicidas para o aumento da produtividade do milho.

Conforme destacado por Silva (2015), a probabilidade de ganho de produtividade do milho em função do uso dos fungicidas é superior a 80%, o que confirma que a aplicação e fungicidas químicos no milho favorece positivamente o aumento da produtividade da lavoura. Em outras palavras, há uma chance de pelo menos 80% de se obter maiores produtividades ao se utilizar fungicidas no milho.

Avaliando o efeito do número de aplicações de fungicidas na produtividade do milho, Faria; Pereira; Ferraz (2022) constataram que uma aplicação de fungicidas no milho pode resultar em incrementos de produtividade de até 4,4%, enquanto que, ao realizar duas aplicações de fungicidas na cultura, o ganho de produtividade pode ser de até 12,7% em relação a testemunha (sem fungicidas).

Tabela 1. Produtividade média de grãos – PG (kg ha-1) de dois híbridos de milho sem a aplicação fungicida, com uma aplicação no estádio V6 e com duas aplicações (V6+ Pré-Pendoamento), na cidade de Inconfidentes-MG, no ano agrícola de 2020/2021.
Médias seguidas de letras distintas minúsculas na coluna diferem entre si pelo teste de Scott-Knott (P <0,05).
Fonte: Faria; Pereira; Ferraz (2022).

Ainda que maiores estudos necessitem ser realizados a fim de verificar e corroborar a influência do número de aplicações de fungicidas no rendimento do milho, especialmente se tratando de híbridos modernos, fica evidente a necessidade da inserção de fungicidas no programa fitossanitário do milho para a obtenção de altas produtividades. Além disso, um melhor controle de doenças no milho pode inclusive contribuir para uma melhor qualidade dos grãos e/ou sementes produzidas, possibilitando um maior retorno econômico e sustentabilidade do sistema de produção.



Referências:

CUSTÓDIO, A. A. P. et al. EFICIÊNCIA DE FUNGICIDS NO CONTROLE MÚLTIPLO DE DOENÇAS FOLIARES DO MILHO: SEGUNDA SAFRA 2020. Idr-Paraná, 2020. Disponível em: < https://www.idrparana.pr.gov.br/sites/iapar/arquivos_restritos/files/documento/2021-01/bt97_-_idr-parana_-_29-01-2021_0.pdf >, acesso em: 30/01/2026.

FARIA, J. E.; PEREIRA, J. L. A. R.; FERRAZ, M. A. J. AVALIAÇÃO DA PRODUTIVIDADE DO MILHO EM FUNÇÃO DAS ÉPOCAS DE APLICAÇÃO DE FUNGICIDAS. Josif, 2022. Disponível em: < https://www.google.com/search?q=AVALIA%C3%87%C3%83O+DA+PRODUTIVIDADE+DO+MILHO+EM+FUN%C3%87%C3%83O+DAS+%C3%89POCAS+DE+APLICA%C3%87%C3%83O+DE+FUNGICIDA&rlz=1C1JZAP_pt-BRBR1091BR1091&oq=AVALIA%C3%87%C3%83O+DA+PRODUTIVIDADE+DO+MILHO+EM+FUN%C3%87%C3%83O+DAS+%C3%89POCAS+DE+APLICA%C3%87%C3%83O+DE+FUNGICIDA&gs_lcrp=EgZjaHJvbWUyBggAEEUYOTIGCAEQRRg80gEHMjMxajBqN6gCCLACAQ&sourceid=chrome&ie=UTF-8 >, acesso em: 30/01/2026.

SILVA, A. L. METANÁLISE DO GANHO EM PRODUTIVIDADE COM APLICAÇÃO DE FUNGICIDAS FOLIARES EM MILHO NO BRASIL. Dissertação de Mestrado, Universidade Estadual de Londrina, 2015. Disponível em: < https://repositorio.uel.br/srv-c0003-s01/api/core/bitstreams/92e465c5-de56-48ca-bfe1-f4ad35b02ace/content >, acesso em: 30/01/2026.

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Sustentabilidade

Saiba como os preços de soja ficaram na última sexta-feira do mês

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Foto: Wenderson Araujo-Trilux/CNA

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com baixo volume de negócios, refletindo a postura defensiva dos produtores diante das cotações atuais. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, a tendência é de maior comercialização ao longo do avanço da colheita, especialmente pela necessidade de geração de caixa para honrar compromissos financeiros.

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De acordo com Silveira, o ambiente foi marcado por oscilações entre estabilidade e leve pressão negativa, influenciado pela queda em Chicago e pela valorização do dólar, enquanto os prêmios tiveram pouca variação. O frete segue como fator determinante na formação dos preços, sobretudo no Mato Grosso, onde os custos logísticos aumentaram de forma significativa nas últimas semanas, pressionando o basis regional.

O analista destaca ainda que os preços de exportação permanecem fracos ao longo da curva, o que abre algum espaço para ofertas da indústria, embora ainda insuficientes para estimular volumes mais relevantes. No balanço geral, a semana foi de volatilidade no câmbio e na CBOT, mas com comercialização lenta no mercado interno.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 124,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 125,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 116,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 107,00 pra R$ 106,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 111,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 109,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 127,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 127,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta sexta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), pressionados pelo avanço da colheita da maior safra da história do Brasil, pela alta do dólar, pela queda do petróleo e pelo retorno das chuvas na Argentina. Na semana, a desvalorização foi de 0,33%, enquanto, no acumulado do mês, o contrato março ainda registra alta de 1,89%.

O cenário de ampla oferta sul-americana reforçou a expectativa de que a demanda chinesa volte a se concentrar no produto do Brasil e da Argentina. A recuperação do dólar reduziu a competitividade da soja norte-americana, enquanto o petróleo puxou um movimento de vendas generalizado nas commodities.

No campo político, um acordo entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e os democratas no Senado afastou o risco de paralisação parcial do governo, garantindo recursos para a maior parte da máquina pública até 30 de setembro e prorrogando temporariamente o financiamento do Departamento de Segurança Interna.

Contratos futuros de soja

O contrato março da soja encerrou o dia cotado a US$ 10,64 1/4 por bushel, com queda de 0,74%, enquanto a posição maio fechou a US$ 10,77 por bushel, recuo de 0,8%. Entre os subprodutos, o farelo caiu 0,81%, a US$ 293,60 por tonelada, e o óleo recuou 0,96%, para 53,51 centavos de dólar.

Câmbio

O dólar comercial fechou em alta de 0,99%, cotado a R$ 5,2460 para venda, após oscilar entre R$ 5,1961 e R$ 5,2796 ao longo do dia. Apesar da valorização diária, a moeda acumula queda de 0,77% na semana e de 4,41% no mês.

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