Business
Brasileiros conseguem produzir alimentos na Antártica sob frio de até -60 °C

Pesquisadores brasileiros conseguiram produzir alimentos frescos em um dos ambientes mais extremos do planeta, a Antártica. A iniciativa inédita integra o Programa Antártico Brasileiro (Proantar) e pode transformar a rotina alimentar de cientistas que passam longos períodos no continente gelado.
Com sensação térmica que pode chegar a -60 °C, a Antártica não oferece nenhuma condição natural para o cultivo de alimentos. Mesmo assim, a equipe instalou uma estufa de alta tecnologia, desenvolvida no Brasil, capaz de produzir microverdes como mostarda, agrião, brócolis e rabanete.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
A estrutura foi desenvolvida no Brasil e permite o controle preciso de temperatura, umidade e luminosidade, criando um ambiente totalmente isolado do exterior.
Segundo o diretor de pesquisa, desenvolvimento e inovação da Ambipar, Gabriel Estevam, a estrutura é compacta, feita com chapas de alumínio e revestida com isolante térmico biodegradável à base de mamona, tecnologia nacional que não utiliza derivados de petróleo.
“Aqui eu tenho a caixa de comando. Sem ter que acessar lá, eu consigo controlar os parâmetros de temperatura, umidade, a luminosidade do luz ultravioleta” explica Estevam.
Além da tecnologia embarcada, o projeto precisou atender a regras ambientais rigorosas. Sem solo disponível e sem possibilidade de descarte de resíduos no continente, todo o substrato utilizado no cultivo foi produzido a partir do lixo gerado pela própria equipe, como borra de café, pó de chá, papel e caixas de ovos.
Segundo Estevam, o experimento demonstra o potencial de sistemas autossuficientes de produção de alimentos para missões de longa duração, não apenas na Antártica, mas também em outros ambientes controlados e isolados, ampliando as possibilidades de permanência de cientistas em ambientes que possuem condições extremas.
O post Brasileiros conseguem produzir alimentos na Antártica sob frio de até -60 °C apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Comissão do Senado aprova redução de tributos que incidem sobre o calcário

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou na quarta-feira (18) a redução de tributos incidentes sobre o calcário para uso agrícola. A intenção é incentivar a extração nacional e diminuir a dependência externa de fertilizantes.
Agora, o texto segue para a Comissão de Meio Ambiente (CMA) da casa.
O PL 3.591/2019, do senador Luis Carlos Heinze (PP-RS), reduz de 1% para 0,2% a alíquota da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) incidente sobre o calcário para uso agrícola. Para isso, altera a Lei 8.001, de 1990, que define os percentuais de distribuição CFEM.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
Segundo Heinze, o Plano Nacional de Mineração projeta aumento expressivo no consumo do agromineral, chegando a 94,1 milhões de toneladas até o fim da década, o que exige estímulos à produção interna.
“Quanto mais calcário nós usarmos (o que nós temos em qualquer canto do Brasil), vai diminuir a quantidade de fertilizantes caros que o Brasil importa”, defendeu. Na avaliação dele, essa é uma forma de reduzir a importação, além de potencializar os minerais em solo brasileiro.
No parecer favorável à proposta, o senador Chico Rodrigues (PSB-RR) afirmou que a falta de planejamento, a insuficiência de estoques e os efeitos da guerra na Ucrânia provocaram impactos imediatos na produção agropecuária brasileira. Segundo o senador, o país importa entre 60% e 85% dos fertilizantes que consome.
“A redução da alíquota da Compensação Financeira pela Exploração Mineral incidente sobre o calcário para uso agrícola vai fomentar a produção no Brasil, gerar emprego e contribuir com o barateamento do custo de produção agrícola, merecendo, portanto, ser aprovada pelo Senado”, recomendou Rodrigues.
Alíquota
O senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), presidente da comissão, ressaltou que o calcário é essencial para a agricultura no Brasil, já que os solos são ácidos e precisam ser corrigidos antes da adubação. Para ele, o ideal seria zerar a alíquota.
“A agricultura está sempre pagando. Em países lá fora, principalmente na Europa, se o governo não aportar subsídio, subsídio, subsídio, não há produção”, argumentou Marinho.
Além disso, o senador Jaime Bagattoli (PL-RO) lembrou que, além do custo dos tributos, há o custo do frete, que chega a custar quatro vezes o valor do mineral, dependendo da região.
O post Comissão do Senado aprova redução de tributos que incidem sobre o calcário apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
STF adia julgamento sobre compra de terras rurais por empresas com capital estrangeiro

O Supremo Tribunal Federal (STF) deu continuidade, nesta quinta-feira (19), ao julgamento de duas ações que discutem as regras para aquisição de terras rurais por empresas brasileiras controladas por capital estrangeiro. A análise, iniciada no dia anterior, foi suspensa após pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes, que solicitou mais tempo para avaliar o caso e indicou que deve devolvê-lo ao plenário na próxima semana.
A Corte formou maioria de 5 a 0 a favor da manutenção das restrições previstas na Lei nº 5.709/1971, que limita a compra de imóveis rurais por estrangeiros e empresas nacionais com controle externo. Votaram nesse sentido o relator original, Marco Aurélio, além dos ministros Gilmar Mendes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Nunes Marques.
Os ministros analisam duas ações. A ADPF 342, apresentada em 2015 pela Sociedade Rural Brasileira (SRB), questiona a constitucionalidade da lei, sob o argumento de que a norma impõe tratamento desigual a empresas brasileiras com capital estrangeiro, o que violaria princípios como livre iniciativa, direito de propriedade e desenvolvimento nacional.
Já a ACO 2.463 foi proposta pela União e pelo Incra, com o objetivo de anular um parecer da Corregedoria-Geral de Justiça de São Paulo que dispensava cartórios de cumprir as regras previstas na legislação para aquisição de terras por estrangeiros.
Nos votos já proferidos, prevalece o entendimento de que a lei é compatível com a Constituição e que a imposição de limites à compra de terras atende a interesses estratégicos, como a soberania nacional e o controle sobre recursos naturais. Apesar da maioria formada, o julgamento ainda não foi concluído e poderá ter novos desdobramentos após o retorno do processo ao plenário.
O post STF adia julgamento sobre compra de terras rurais por empresas com capital estrangeiro apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Boi gordo sobe com oferta restrita e dificuldade nas escalas de abate

A dificuldade de composição das escalas de abate segue impactando o mercado do boi gordo no Brasil e sustentando a alta dos preços. O cenário é marcado por uma oferta ainda restrita de animais terminados no curto prazo, o que mantém o mercado firme ao longo de março.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
De acordo com a analista da Datagro, Beatriz Bianchi, as escalas chegaram a apresentar uma leve reação na última semana, mas voltaram a recuar nos últimos dias. O comportamento está diretamente ligado às condições climáticas. “As chuvas até a metade de março surpreenderam positivamente e contribuíram para uma maior retenção do gado no pasto, além de favorecer a capacidade de suporte das pastagens”, explica.
No mercado interno, o consumo de carne bovina ainda se mostra resiliente. No entanto, já há sinais de maior sensibilidade do consumidor diante dos preços elevados. Mesmo com a carcaça casada no atacado paulista em patamares altos, foram observados recuos recentes, refletindo a dificuldade de absorção de preços mais elevados. “Isso sugere uma maior sensibilidade do consumidor brasileiro a cotações muito altas da carne bovina, além da competitividade de proteínas concorrentes, como carne suína e de frango”, afirma a analista.
O mercado externo segue como um dos principais pilares de sustentação. As parciais de março indicam crescimento tanto no volume exportado quanto na valorização da tonelada embarcada. “O mercado externo tem sido extremamente importante para essa sustentação, com avanço no volume exportado e na valorização da tonelada”, conclui Beatriz Bianchi.
O post Boi gordo sobe com oferta restrita e dificuldade nas escalas de abate apareceu primeiro em Canal Rural.
Sustentabilidade17 horas agoSupermercado do mundo: Paraná expande produção agropecuária entre 2018 e 2025 – MAIS SOJA
Featured20 horas agoVeja o calendário de pagamento e restituição do Imposto de Renda 2026
Sustentabilidade9 horas agoCálcio: o nutriente que pode estar limitando sua lavoura – MAIS SOJA
Sustentabilidade19 horas agoRelação entre a radiação solar e a produtividade – MAIS SOJA
Sustentabilidade17 horas agoAbiove eleva previsão de processamento de soja e Brasil pode bater novo recorde em 2026
Business14 horas agoExportações de café solúvel do Brasil crescem e atingem melhor resultado em cinco anos
Business12 horas ago‘Vai chegar ao consumidor’, diz produtor de café sobre alta do diesel e dos fertilizantes
Sustentabilidade16 horas agoMercado brasileiro de milho deve permanecer comedido nesta quinta-feira – MAIS SOJA















