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4 de maio de 2026

Business

Dólar a R$ 5? Entenda os pontos de atenção para o agronegócio

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Foto: Pixabay

Depois de acumular uma queda de aproximadamente 10% em 2025, o dólar pode se desvalorizar ainda mais em 2026. Na avaliação de Carlos Cogo, consultor em agronegócios, o cenário atual deve ser visto com cautela pelos produtores rurais. Isso porque a oscilação abre espaço para impactos diretos nas margens de commodities como soja, milho, algodão e café.

“Como os produtores realizaram um baixo volume de vendas antecipadas a taxas de câmbio mais próximas de R$ 5,50, agora estão expostos a um dólar desvalorizado e terão suas margens de lucratividade reduzidas”, explica.

Apesar disso, o especialista aponta um ponto positivo em meio às incertezas relacionadas ao câmbio neste momento.

“Esse recuo do dólar reduz o custo final de grande parte dos insumos para a próxima temporada 2026/2027”, afirma. No Brasil, 85% dos fertilizantes e 70% dos defensivos são importados e, nesse contexto, teriam valores reduzidos com a desvalorização do dólar.

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Dólar pode ‘testar’ novas baixas

Na terça-feira (27), a moeda norte-americana fechou no menor patamar desde maio de 2024, e chegou a ser negociada abaixo de R$ 5,16 na manhã seguinte. Nas projeções do Banco Central, por meio do Boletim Focus, a expectativa é que o dólar encerre o ano em R$ 5,51.

Olhando para o curto prazo, porém, novas baixas não estão descartadas. “Não há, neste momento, nenhum gatilho capaz de mudar drasticamente essa dinâmica”, avalia Silvio Campos Neto, economista da Tendências Consultoria. Segundo ele, existe a possibilidade de que o câmbio chegue a R$ 5,10, podendo atingir até o patamar de R$ 5.

Entre os principais fatores para a queda do dólar, Campos cita ações e sinalizações por parte do governo dos Estados Unidos. Um desses “ruídos” é sobre a independência do Federal Reserve, o banco central norte-americano. Prevista para maio, a eleição vai escolher o sucessor de Jerome Powell, atual presidente da autarquia monetária e alvo constante de críticas de Donald Trump.

“Existem muitas dúvidas sobre o grau de pressão que o novo presidente pode sofrer, e tudo isso tem desencadeado o chamado movimento de sell America, ou seja, a venda de ativos norte-americanos”, diz o especialista.

Embora o atual cenário demande atenção, a desvalorização do dólar não é uma preocupação para o líder da maior economia do planeta. Questionado sobre o assunto por jornalistas esta semana, Trump disse que a moeda “está indo muito bem”.

Pontos de atenção para o agro

Em relação aos impactos do recuo do dólar no bolso do produtor, Campos reforça a análise feita por Carlos Cogo. Ele também ressalta a preocupação com as compras feitas quando a moeda estava mais valorizada.

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“Para quem não fez hedge ou algum tipo de proteção cambial, esse cenário segue como um ponto de risco e merece atenção”, diz o economista. Ele explica que, para os exportadores, o efeito é imediato e que é preciso haver um descasamento entre a compra de insumos.

Além de todas as questões envolvendo os Estados Unidos, Campos destaca que o cenário interno também preocupa, uma vez que o Banco Central tem mantido uma postura firme na condução da política monetária. Se por um lado o Focus indica uma queda da taxa básica de juros, a Selic, neste ano, encerrando o período a 12,25%, ainda existem dúvidas se os cortes devem começar em breve.

Na análise de Campos, contudo, os posicionamentos do Banco Central têm ajudado a fortalecer a moeda brasileira. “Resta observar se, no comunicado do Copom, haverá algum sinal de abertura de margem para queda em março”, finaliza.

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Feijão carioca sobe no fim de abril, mas média mensal fica abaixo de março

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Foto: Sebastião José de Araújo/Embrapa

O mercado de feijão carioca teve comportamentos distintos ao longo de abril, segundo dados do indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), divulgados nesta segunda-feira (4).

Na primeira quinzena, os preços recuaram com dificuldade de repasse ao varejo. Na segunda metade do mês, a menor oferta de lotes e a recomposição de estoques sustentaram alta nas principais praças.

Preços na última semana de abril

Entre quarta-feira (23) e terça-feira (29), o feijão carioca de notas 9 ou superior avançou 9,46% no Paraná, nas praças de Curitiba, Castro e Ponta Grossa.

Em Itapeva (SP), a alta foi de 8,87%, seguida por noroeste de Minas, com 7%, e Nordeste do Rio Grande do Sul, com 6,71%. Em Itapeva, a cotação chegou a R$ 395,43 por saca, o maior valor entre as regiões acompanhadas.

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No caso do feijão carioca de notas 8 e 8,50, a reação foi mais intensa em parte das praças. O Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba registrou valorização de 23,87% no mesmo intervalo. Também houve alta em Sorriso (MT), de 7,85%, em Curitiba (PR), de 7,35%, em Itapeva (SP), de 6,49%, e no noroeste de Minas, de 6,18%.

Apesar da recuperação no fim do mês, a média de abril do carioca de maior qualidade ficou 2,84% abaixo da de março. Ainda assim, permaneceu 25,8% acima de abril de 2025 e acumula alta de 43,9% em 2026. Para os padrões 8 e 8,50, a média mensal caiu 2,2% ante março, mas segue 34,8% acima da de um ano antes, com avanço de 40,1% no ano.

Cenário distinto para o feijão preto

No feijão preto tipo 1, o movimento foi diferente. A média de abril recuou 8,03% frente a março, pressionada pela maior oferta e pela proximidade da nova colheita.

Entre quarta-feira (23) e terça-feira (29), houve altas pontuais de 2,28% em Itapeva (SP), 1,91% na Metade Sul do Paraná e 1% no Oeste Catarinense. Em Curitiba (PR), porém, houve queda de 1,01%, com liquidez moderada.

Os dados do Cepea/CNA indicam que o mercado do feijão carioca encerrou abril mais ajustado, com disputa por lotes de melhor qualidade e migração de demanda para padrões intermediários. Já no feijão preto, a expectativa de entrada da nova safra e a maior disponibilidade mantêm o mercado pressionado no curto prazo. O levantamento divulgado não informa porta-voz nominal das instituições.

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Agro Mato Grosso

Veja; os diferenciais do trator M5 lançado pela Valtra na Agrishow 2026

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Confira os diferenciais do trator M5 lançado pela Valtra na Agrishow 2026

Segundo Afonso Pavan, coordenador de marca e produto, o modelo chega com novo chassi, três opções de potência e pacote focado em conforto, hidráulica e versatilidade para cana, grãos e pecuária.

Apresentado no estande da Valtra na Agrishow 2026, o M5 é o novo passo da marca no segmento que consagrou a linha BH. Em entrevista à CanaOnline, Afonso Pavan afirmou que o lançamento preserva a robustez histórica, mas evolui em projeto, ergonomia e capacidade hidráulica para operações intensivas, com atenção especial à cana-de-açúcar.

A série chega com três motorizações: 165 cv e 185 cv (quatro cilindros) e 205 cv (seis cilindros). O trator estreia chassi remodulado e frente mais robusta, inspirada na linguagem da série T, além de adotar padrões globais de identidade visual, com a identificação concentrada na plaqueta frontal. A proposta é ser um trator para diferentes operações, do transbordo na cana ao uso com implementos em grãos e pecuária.

No conforto, a cabine ficou mais ampla e teve ergonomia aprimorada, com comandos na coluna lateral. Um diferencial é a geladeira integrada, com acionamento próprio e desligamento automático ao apagar o trator. Na transmissão, o M5 mantém a robustez da família BH, mas busca mais suavidade: o câmbio é sincronizado e a troca entre faixas também pode ocorrer sob carga. Há ainda “steps” de marcha no botão (mais/menos), com atuação automática para reduzir marchas quando o esforço aumenta e retomar quando a carga alivia.

Voltado à realidade da cana, o M5 evolui em hidráulica, com mais capacidade de levante e maior vazão que o BH: segundo Pavan, são 205 litros, destaque na categoria. Para usinas, pode sair de fábrica com preparação de frenagem e freio auxiliar, aumentando a segurança com carretas e implementos. Na cabine, há opção de piloto automático e tomadas elétricas dedicadas, com proteção por fusíveis e relés. Lançado na Agrishow 2026, o M5 já está à venda na rede Valtra, com versões definidas para o mercado brasileiro.

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C/canaonline

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Com compradores retraídos, milho tem negociações limitadas

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O mercado do milho brasileiro segue com aquisições apenas pontuais nas principais regiões do país, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Pesquisadores ainda relatam que, compradores priorizam utilizar quantidades em estoque enquanto vendedores seguram parte das vendas, preocupados com a irregularidade do clima. Esses fatores tem travado as negociações.

    As cotações do cereal em maior parte tem tido ajustes leves, apesar de ocorrer variações conforme a região:
  • São Paulo: valorização sustentada pela restrição de vendedores
  • Sul e Centro-Oeste: quedas nos preços foram registradas, impactados pelo avanço de colheita no Sul e os trabalhos de campo voltados para a soja no Centro-Oeste.

Apesar desse cenário, há pressão por parte dos produtores para avançar com as vendas nas próximas semanas, diante do progresso da colheita em algumas regiões.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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