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7 de maio de 2026

Agro Mato Grosso

Pelo 2º ano consecutivo, MT bate recorde com mais de 7 milhões de abates bovinos em 2025

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Pelo segundo ano consecutivo, a pecuária de Mato Grosso bateu novo recorde ao registrar mais de sete milhões de abate de bovinos em 2025, o que representa uma alta de 1,44% quando comparado com 2024. É o que mostra o Relatório Anual de Abates do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

O que impulsionou esse resultado foi o aumento no abate de fêmeas e a oferta de animais, que permaneceu elevada. O estado possui um dos maiores rebanhos do Brasil com 31,6 milhões de animais.

Além disso, o estado alcançou, pela primeira vez, a marca de 700 mil cabeças abatidas em um único mês, em outubro de 2025, segundo o Imea. Isso ocorreu em razão do aumento do abate de animais em confinamento.

“Esse desempenho consolida 2025 como mais um ano histórico para a pecuária matogrossense”, disse o Imea, no relatório.

Em 2024, a pecuária já havia registrado um marco histórico com 7,36 milhões de cabeças enviadas para as indústrias.

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Já 2025 foi um ano marcado por recordes mensais. Esse resultado foi verificado em praticamente todos os períodos, quando comparados aos mesmos meses de anos anteriores, conforme o relatório.

Um dos fatores que impulsionou esse resultado foi a participação de fêmeas nos abates. No acumulado de 2025, o volume de fêmeas abatidas superou em 4,30% o registrado em 2024, ano que havia estabelecido o maior patamar histórico até então, segundo o Imea.

“Esse comportamento decorreu, principalmente, do aumento dos abates de novilhas terminadas, um nicho que vem ganhando relevância e se consolidando no estado”, explicou o relatório.

Para a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), as regiões que lideraram esse desempenho foram Centro-Sul e Sudeste, enquanto o Oeste manteve a maior fatia em volume.

Regiões de MT divididas pelo número de abate de bovinos em 2025 — Foto: Imea

Regiões de MT divididas pelo número de abate de bovinos em 2025 — Foto: Imea

Outro detalhe que chama atenção foi a mudança no perfil do rebanho, de acordo com a Famato.

“Animais com até 24 meses atingiram 43% do total, o maior patamar da série, somando 3,23 milhões de cabeças. O avanço reflete margens melhores e adoção de terminação intensiva nas regiões líderes”, disse.

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Agro Mato Grosso

Operação destrói 23 bunkers usados em garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé

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Uma operação da Polícia Federal destruiu 23 bunkers usados para esconder equipamentos de garimpo ilegal no Garimpo do Cururu, na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso. Segundo as equipes, as estruturas eram utilizadas para armazenar máquinas e manter a atividade ilegal na região. Os maiores bunkers encontrados tinham cerca de cinco metros de comprimento, dois metros de largura e 1,80 metro de altura. Já as estruturas menores mediam aproximadamente dois metros por um metro, com a mesma altura.

Nos vídeos divulgados pela operação, é possível ver a estrutura dos bunkers e os materiais encontrados no local, como alimentos, freezers, motosserras e equipamentos usados no garimpo ilegal (veja vídeo acima). Segundo as equipes, os espaços não tinham ventilação nem sinal de comunicação, como internet.

De acordo com os agentes, as estruturas eram usadas para esconder equipamentos e permitir a permanência prolongada de garimpeiros na região, o que indica planejamento prévio da atividade ilegal.

As equipes também apreenderam um gerador de grande porte avaliado em cerca de R$ 100 mil. Segundo avaliação inicial de técnicos, o gerador tinha capacidade para abastecer cerca de 100 barracos. Em uso combinado, poderia atender aproximadamente 50 barracos, além de freezers e guinchos usados na extração de ouro.

A operação reúne agentes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional de Segurança Pública, Exército, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), com coordenação da Casa Civil. Ao longo de um mês, também foram retirados mais de 90 mil litros de diesel de circulação e apreendidos ou destruídos 190 geradores, 441 motores de garimpo e 971 quilos de explosivos.

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A ação faz parte de uma força-tarefa do governo federal que atua no território para combater o garimpo ilegal. Segundo o governo, as ações continuam sem prazo para terminar e devem seguir até garantir a segurança e o uso do território pelo povo Nambikwaraformado por cerca de 201 indígenas.

Histórico de exploração

 

Facção entra em garimpo ilegal, que não para de avançar sobre terra indígena em Mato Grosso

Facção entra em garimpo ilegal, que não para de avançar sobre terra indígena em Mato Grosso

Terra Indígena Sararé se tornou o território com o maior número de alertas de garimpo ilegal no Brasil, com 1.814 registros, segundo monitoramento do Ibama. O levantamento aponta ainda que 93% das terras indígenas mato-grossenses estão sob pressão da mineração. Os dados foram divulgados pela Operação Amazônia Nativa (Opan), nesta quarta-feira (22).

Segundo a Opan, das 74 áreas registradas na base geográfica da Funai, 69 possuem processos minerários em seu entorno imediato, considerando um raio de até 10 quilômetros.

De acordo com o levantamento, o número de processos minerários em Mato Grosso saltou de 5.926, em 2018, para 13.627, em 2025um crescimento de quase 130%. Ao todo, esses processos abrangem cerca de 22.539.135,89 hectares. Considerando que o estado possui aproximadamente 90.320.699 hectares (903.207 km²), a área já sob incidência minerária corresponde a 24,9% do território, uma extensão comparável à área do Reino Unido.

A maior concentração ocorre na fase de Autorização de Pesquisa, que representa 29% do total, com 3.918 processos distribuídos em aproximadamente 9.308.819,47 hectares.

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Além dos danos ambientais, o levantamento registra o aumento da violência na região, com a presença de facções criminosas e relatos de tiros, ameaças de morte e ataques a aldeias. Segundo o boletim, o cenário expõe a comunidade a risco de danos irreparáveis, caracterizando uma violência estrutural e sistemática.

Pressão no entorno de Terras indígenas

Terra Indígena Sararé, o território ocupa a quarta posição entre as TIs com maior número de requerimentos minerários próximos, somando 72 processos ativos. O principal minério de interesse nessas solicitações é o ouro, presente em 58 processos, que, juntos, abrangem cerca de 143.383,9 hectares.

Em primeiro lugar está a Terra Indígena Vale do Guaporé, que concentra a maior área sob influência de processos minerários em seu entorno, com aproximadamente 237.061,77 hectares. Na sequência aparece a Terra Indígena Escondido, com 195.355,32 hectares, seguida pela Terra Indígena Piripkura, de povos indígenas isolados, com 157.620,48 hectares.

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Agro Mato Grosso

Soja sustentável rende R$ 6 milhões em bônus em MT

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Certificação internacional da soja evidencia o cumprimento rigoroso de 108 critérios ambientais, sociais e trabalhistas

Produtores rurais ligados à Associação Clube Amigos da Terra (CAT Sorriso) vão receber aproximadamente R$6 milhões em bônus pela comercialização de créditos de soja sustentável, referentes à safra 2024/2025. Mais do que a bonificação financeira, a certificação internacional da Round Table on Responsible Soy (RTRS) atesta que a produção segue critérios ambientais, sociais e econômicos rigorosos.

Para obter o selo, os produtores precisam cumprir 108 exigências, que incluem respeito à legislação ambiental, preservação de áreas sensíveis, condições adequadas de trabalho, relacionamento com a comunidade, uso responsável de insumos e rastreabilidade total da produção.

Cada tonelada de soja certificada gera um crédito, comercializado globalmente por meio da plataforma da RTRS e adquirido por empresas interessadas em cadeias sustentáveis. Na safra 2024/2025, os associados ao CAT Sorriso produziram 686 mil toneladas de soja responsável, com créditos vendidos para empresas da Holanda e da Argentina.

De acordo com a coordenadora do CAT Sorriso, Cristina Delicato, o diferencial está no acesso a mercados mais exigentes. “Essa bonificação vem diretamente do mercado. O produtor certificado acessa compradores que valorizam a soja responsável e pagam um prêmio adicional pela produção certificada”, explica.

Bônus vira investimento em qualidade de vida no campo

Parte significativa dos recursos obtidos com a certificação é revertida em melhorias nas propriedades rurais, especialmente voltadas ao bem-estar dos trabalhadores. É o caso das Fazendas São José, em Sorriso, e Buriti, em Peixoto de Azevedo.

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A produtora rural Geisa Carvalho Riedi (na foto) afirma que o bônus da última safra já tem destino definido. “Vamos investir em melhorias no alojamento, na cantina, uniformes novos e em aquisições que beneficiem os colaboradores”, disse.

Com certificação desde 2022, a produtora rural avalia positivamente o processo. “A certificação gera confiança, do colaborador ao comprador. Para os funcionários, representa a certeza de um ambiente de trabalho seguro e alinhado à legislação”, destaca. Ela também ressalta ganhos na gestão. “As certificações elevam nosso nível de responsabilidade e refletem em uma organização mais eficiente”, afirma.

Número de fazendas certificadas cresce quase seis vezes em 10 anos

Em uma década, o número de propriedades certificadas pelo selo RTRS vinculadas ao CAT Sorriso saltou de 9 para 53. O crescimento é resultado de um trabalho contínuo de suporte técnico e gestão.

A gestora de Certificação do CAT, Júlia Ferreira, explica que a atuação inclui consultoria, organização documental, apoio na comercialização dos créditos e gestão na plataforma internacional. “Auxiliamos os produtores a comprovarem todas as boas práticas adotadas nas fazendas, além de atender aos demais critérios exigidos”, afirma.

O acompanhamento é permanente. Durante a safra, as equipes mantêm registros detalhados de todas as atividades. “A rotina da fazenda é dinâmica e exige anotação de tudo que é feito, desde o monitoramento de pragas, doenças, ervas daninhas, aplicações, a ficha é bem extensa”, completa.

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Agricultura regenerativa avança entre os associados

As 53 fazendas certificadas adotam práticas de agricultura regenerativa, voltadas à melhoria da saúde do solo, maior retenção de água, redução da erosão e uso eficiente de insumos.

A presidente do CAT Sorriso, Márcia Becker Paiva, destaca o compromisso do grupo. “Nossos associados mostram que é possível produzir em diferentes escalas, desde pequenas, médias ou grandes, com respeito ao meio ambiente e às normas brasileiras”, afirma.

Além disso, os produtores avançam na agricultura de baixo carbono, com a adoção de  práticas como o plantio direto e de sistemas agroflorestais. “Essas práticas contribuem diretamente para a mitigação das mudanças climáticas, pois solos bem manejados sequestram mais carbono e tornam os sistemas produtivos mais resilientes”, ressalta Cristina Delicato.

A expectativa da associação é ampliar o número de produtores engajados. “Queremos crescer cada vez mais, reunindo produtores que compartilham desse mesmo compromisso com a sustentabilidade”, conclui.

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Bicudo-preto-da-soja preocupa produtores de MT

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O bicudo-preto-da-soja (Rhyssomatus subtilis) avançou para o centro da Argentina nas últimas safras. A praga permaneceu concentrada por duas décadas no noroeste argentino. Agora, registros do Instituto Nacional de Tecnología Agropecuaria (INTA) e do Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa) indicam presença em áreas sojeiras de Córdoba e Santa Fe. Especialistas relacionam a expansão ao movimento de máquinas e veículos entre regiões produtivas.

A presença do inseto teve primeiro registro na Argentina na safra 2005/2006, em Santiago del Estero. Depois, o avanço ocorreu de forma lenta no noroeste argentino (NOA), com registros em Tucumán, Catamarca e Salta. Entre 2022 e 2025, houve expansão para novas áreas produtivas do nordeste de Santiago del Estero. Em janeiro de 2026, a praga apareceu no sudeste da província. No Chaco, o registro ocorreu no departamento Almirante Brown.

Alerta maior

O alerta maior veio no fim da safra 2024/2025, com detecção no centro-norte de Córdoba. Na safra 2025/2026, técnicos do INTA confirmaram presença nos departamentos Río Primero, Santa María e Río Segundo. Também houve confirmação em Ceres, na província de Santa Fe.

Segundo María Guillermina Socías, do INTA Salta, o salto geográfico não segue padrão natural de dispersão. A hipótese técnica aponta associação com o deslocamento de maquinários e veículos.

O inseto tem um ciclo anual e acompanha a soja durante o desenvolvimento da cultura. Os adultos atacam brotos novos e podem reduzir o crescimento das plantas. As larvas causam o principal dano, pois se alimentam dos grãos dentro das vagens. As perfurações também favorecem a entrada de água e patógenos.

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O manejo exige prevenção. Os especialistas recomendam rotação com gramíneas e outras espécies não hospedeiras. A prática deve abranger áreas afetadas e lavouras vizinhas. Também recomendam limpeza rigorosa de máquinas e veículos antes do deslocamento entre zonas produtivas. O monitoramento deve começar cedo, com inspeção de vagens, picadas, perfurações, larvas e danos nos grãos.

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