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24 de junho de 2026

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O empresário que salvou a Buritirama e redesenhou o mapa da mineração brasileira

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A história recente da mineração no Brasil não pode ser contada sem mencionar João Araújo. Não como coadjuvante, não como herdeiro e não apenas como executivo técnico — mas como protagonista de uma das viradas empresariais mais impressionantes da última década. Em um setor dominado por gigantes e atravessado por crises cíclicas, João José Oliveira Araújo construiu uma trajetória singular: saiu de um ambiente de instabilidade financeira, ruptura familiar e pressão de credores para erguer um dos grupos minerais mais estratégicos do país, redefinindo o papel do manganês na indústria brasileira e projetando o Grupo Buritipar para o cenário global.

O colapso que quase matou a Buritirama

Quando João Araújo assumiu responsabilidades executivas mais amplas na Mineração Buritirama, o cenário era crítico. A empresa carregava um passivo superior a R$ 350 milhões, contratos frágeis e uma governança marcada por disputas internas. O Brasil enfrentava instabilidade política e o mercado global de commodities estava em retração.

Para muitos observadores, a Buritirama parecia destinada à liquidação ou à venda fragmentada de ativos. Foi nesse momento que João Araújo revelou sua principal marca: transformar caos em estratégia.

Ainda como diretor financeiro, João José Oliveira Araújo atuou nos bastidores para evitar o colapso total. Enquanto bancos hesitavam e Silvio Tini de Araújo buscava soluções apressadas para estancar prejuízos, João Araújo estruturava uma engenharia financeira precisa: recuperou créditos internacionais considerados de difícil liquidez, renegociou contratos e conseguiu fechar o exercício com caixa positivo — um resultado pequeno em números, mas decisivo politicamente e financeiramente.

Ali, já não se tratava apenas de gestão. Tratava-se de sobrevivência empresarial planejada.

A aposta pessoal que mudou tudo

A virada, contudo, exigiu mais do que habilidade técnica — exigiu coragem pessoal extrema.

Sem patrimônio relevante, João Araújo assumiu dívidas para comprar uma participação na empresa, tornando-se corresponsável por dezenas de milhões de reais em passivos. Muitos viram a decisão como temerária. Outros, como imprudente.

O tempo provou o contrário.

Ao assumir riscos que ninguém queria assumir, João José Oliveira Araújo demonstrou convicção rara em um ambiente empresarial avesso a apostas de longo prazo. Essa decisão marcaria toda sua carreira.

Entre 2015 e 2018, sob sua liderança, a Buritirama passou por uma transformação profunda. O faturamento saltou de R$ 80 milhões para centenas de milhões de reais, impulsionado por eficiência operacional, foco em qualidade e uma estratégia clara: transformar a Buritirama na referência nacional em manganês de alto teor.

Enquanto concorrentes dispersavam esforços em múltiplos minerais, Araújo apostou na especialização — e venceu.

A revolução do manganês

A Mina de Buritirama, no Pará, consolidou-se como a maior mina de manganês a céu aberto da América Latina, com capacidade superior a 2,5 milhões de toneladas anuais. Sob a condução de João Araújo, a empresa passou a responder por cerca de 70% das exportações brasileiras de manganês, tornando-se padrão de qualidade para mercados exigentes como China e Europa.

Isso não foi acaso — foi estratégia deliberada, executada com disciplina e visão industrial de longo prazo.
Enquanto a Vale concentrava esforços em minério de ferro, João José Oliveira Araújo percebeu que o manganês era uma oportunidade negligenciada. O resultado foi simples e poderoso: a Buritirama deixou de ser periférica e tornou-se protagonista do setor.
A ruptura com Silvio Tini
O crescimento empresarial, porém, aprofundou tensões familiares.
No fim de 2018, Silvio Tini de Araújo decidiu vender seus 90% da companhia e sugeriu que o próprio filho seguisse outro caminho. O que poderia ter sido um fim tornou-se um ponto de inflexão histórico.
João Araújo não recuou — comprou a empresa da própria família.

O negócio totalizou cerca de R$ 500 milhões, somando pagamento direto e assunção de dívidas. Enquanto Silvio Tini optava por judicializar disputas e questionar decisões passadas, João José Oliveira Araújo concentrava energia em crescimento, profissionalização e expansão.

O contraste ficou claro:

• Silvio Tini de Araújo → conflito, litígio, ruptura e desgaste reputacional.
• João Araújo → construção, investimento, governança e expansão.

Não se trata de personalizar o debate — mas de reconhecer trajetórias opostas.

O nascimento do Grupo Buritipar

A criação do Grupo Buritipar foi o passo seguinte dessa visão estratégica.
João Araújo entendeu que depender de uma única commodity era arriscado e estruturou uma holding diversificada, conectando mineração, metalurgia, logística e agronegócio.

A entrada na Paranapanema (cobre) revelou sofisticação estratégica: enquanto mineradoras sofrem em ciclos de baixa, indústrias transformadoras mantêm margens mais estáveis. Paralelamente, o investimento em potássio buscou reduzir a dependência do Brasil de fertilizantes importados.

A logística tornou-se outro pilar central. Sob a orientação de João José Oliveira Araújo, o Grupo Buritipar integrou portos, áreas de transbordo e frota própria, otimizando rotas Norte–Sul e eliminando gargalos históricos do transporte brasileiro.

O resultado: menos custo, mais eficiência e maior resiliência financeira.

China, Minmetals e independência estratégica

O capítulo mais ousado veio com a China.

Em 2021, João Araújo firmou contrato com a estatal chinesa Minmetals, envolvendo cerca de US$ 400 milhões em pré-pagamentos para fornecimento de manganês por 10 anos.

O objetivo era claro: reduzir dependência de intermediários, fortalecer o caixa e garantir autonomia estratégica da Buritirama.

Embora disputas judiciais tenham interrompido parcialmente a execução, o movimento mostrou algo crucial: João José Oliveira Araújo joga no tabuleiro global — e não apenas brasileiro.

Inteligência Artificial, McLaren e visão internacional

Paralelamente à mineração, João Araújo ampliou sua atuação internacional ao integrar o conselho da Salus Optima, empresa europeia de inteligência artificial parceira da McLaren.
Essa experiência reforçou sua visão sobre governança, uso de dados, eficiência e inovação tecnológica, princípios que passaram a orientar decisões dentro do Grupo Buritipar.

Enquanto muitos mineradores ainda pensam no século XX, João José Oliveira Araújo opera com lógica do século XXI.

A batalha no STJ e o legado em construção

Hoje, João Araújo trava batalhas no Superior Tribunal de Justiça (STJ) que podem definir o futuro da empresa que salvou. Mas, independentemente do desfecho jurídico, sua marca já está consolidada:

Ele transformou uma mineradora à beira do colapso em uma potência global do manganês.

Enquanto Silvio Tini de Araújo permanece preso a disputas e questionamentos sobre controle patrimonial, João Araújo segue projetando o futuro — como líder, estrategista e empresário de alcance internacional.

O que essa história realmente significa

A trajetória de João José Oliveira Araújo é, acima de tudo, uma história de ruptura criativa:

• Ruptura com modelos familiares ultrapassados.
• Ruptura com dependência de traders estrangeiros.
• Ruptura com a ideia de que o manganês era secundário.

Sob sua liderança, a Buritirama e o Grupo Buritipar tornaram-se símbolos de eficiência, estratégia e ambição empresarial moderna.

Se há uma lição nessa história, ela é clara:

Em ambientes de alta complexidade, liderança não se herda — se constrói.

E João Araújo construiu a sua com coragem, cálculo e visão.

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Brasil goleia Escócia por 3 a 0 e garante classificação antecipada na Copa do Mundo

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Com dois gols de Vinicius Jr. e um de Matheus Cunha, Seleção domina a partida em Miami, mantém a liderança do Grupo C e celebra o retorno de Neymar após lesão

 

Brasil goleia Escócia por 3 a 0 e garante classificação antecipada na Copa do Mund

 

A Seleção Brasileira venceu a Escócia por 3 a 0 nesta quarta-feira, no Hard Rock Stadium, em Miami, e confirmou de forma antecipada sua classificação para a próxima fase da Copa do Mundo. Com dois gols de Vinicius Jr. e um de Matheus Cunha, a equipe comandada por Dorival Júnior manteve a liderança do Grupo C.

 

O Brasil dominou completamente o primeiro tempo. Logo nos minutos iniciais, Vinicius Jr. aproveitou um erro da defesa escocesa para abrir o placar. Antes do intervalo, o atacante voltou a balançar as redes, desta vez de cabeça, ampliando a vantagem brasileira.

 

Sem conseguir reagir, a Escócia teve dificuldades para sair do campo de defesa e sofreu com a velocidade e a qualidade ofensiva da equipe brasileira.

 

Na etapa final, o ritmo da partida diminuiu, mas o controle seguiu com a Seleção. Matheus Cunha marcou o terceiro gol e fechou a goleada. Outro destaque foi o retorno de Neymar Jr., que entrou no segundo tempo para ganhar minutos após se recuperar de lesão.

 

A torcida brasileira presente em Miami fez festa nas arquibancadas e comemorou não apenas a vitória, mas também a classificação antecipada da equipe.

 

Com o resultado, o Brasil chega embalado para os próximos compromissos do torneio, aumentando a confiança dos torcedores que sonham com a conquista do hexacampeonato mundial.

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Pivetta pede aval da ALMT para empréstimo de R$ 1,5 bilhão focado em 60 mil casas populares

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Projeto de lei foi entregue nesta quarta-feira (24). Recursos da Caixa também vão garantir obras de infraestrutura e repasses para a atenção básica de saúde

O governador Otaviano Pivetta entregou na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, nesta quarta-feira (24.6), um projeto de lei que autoriza o Governo do Estado a contratar financiamento, junto à Caixa Econômica Federal, para garantir a continuidade dos investimentos em infraestrutura e viabilizar a construção de mais 60 mil casas populares pelo programa SER Família Habitação.

A proposta também prevê que os recursos sejam destinados à atenção básica de saúde nos municípios. Com isso, o Governo pretende reorganizar a aplicação de recursos atualmente vinculados ao Fethab, ampliando a capacidade de investimento no programa habitacional.

“Estamos trazendo um projeto que autoriza o Estado, se a Assembleia aprovar, a captar R$ 1,5 bilhão da Caixa Econômica Federal para substituir recursos que deixarão de existir ao final do ano e garantir a continuidade dos investimentos. Dessa forma, poderemos avançar na construção das 60 mil casas que já anunciamos para os mato-grossenses que ainda não têm moradia própria”, afirmou o governador.

De acordo com ele, a operação foi estruturada para assegurar que o Estado mantenha o ritmo de investimentos em infraestrutura, incluindo obras de asfaltamento e construção de rodovias e pontes, ao mesmo tempo em que avança na política habitacional.

“O empréstimo é justamente para que não pare o programa de infraestrutura de Mato Grosso, que inclui a construção de mil quilômetros de rodovias por ano e centenas de pontes. Ao mesmo tempo, queremos garantir os recursos necessários para executar o programa habitacional que os municípios têm apontado como uma das principais demandas da população”, destacou.

O governador ressaltou ainda que Mato Grosso mantém capacidade fiscal e condições de contratar a operação de crédito em termos de mercado, com base na solidez das contas públicas do Estado.

Tramitação na Assembleia

Ao receber o projeto, o presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi, afirmou que a proposta terá tramitação prioritária na Casa devido à relevância dos investimentos previstos.

“É um projeto muito importante para Mato Grosso. Ele demonstra a boa saúde financeira do Estado, já que somente quem possui capacidade de pagamento consegue acessar financiamentos com condições favoráveis. O objetivo é avançar numa área extremamente sensível, que é a habitação”, afirmou.

Russi destacou que a construção de 60 mil moradias atende uma demanda histórica da população e pode ampliar o impacto social das políticas públicas em andamento no Estado.

“A habitação é uma das maiores cobranças que recebemos diariamente. O governo está focado nessa política pública e acredito que teremos condições até mesmo de superar essa meta, diante do volume de empreendimentos que vêm sendo lançados em todas as regiões do Estado”, disse.

Ainda segundo o presidente da AL, o projeto será analisado pelos deputados nos próximos dias.

O secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, também acompanhou a agenda na Assembleia Legislativa.

Com Assessoria 

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Motorista acusado de matar empresário na MT-251 vai a júri popular nesta quinta

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Julgamento será aberto ao público e pode definir a condenação do réu por homicídio com dolo eventual

Cinco anos após o acidente que matou o empresário e motociclista Célio Marcos de Oliveira, o motorista Deocimar Silva da Guia será julgado pelo Tribunal do Júri nesta quinta-feira (25), às 9h, na Capital. O julgamento será aberto ao público e marcará mais um capítulo da busca por justiça da família da vítima, morta em um grave acidente registrado em abril de 2021, na MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães.

Deocimar responde por homicídio com dolo eventual, quando o autor assume o risco de provocar a morte. Em decisão anterior, a Justiça entendeu haver indícios de que o acusado dirigia embriagado, em alta velocidade e invadiu a pista contrária antes de atingir frontalmente a motocicleta conduzida por Célio. O réu também responde por embriaguez ao volante, omissão de socorro e fuga do local do acidente.

Às vésperas do julgamento, a defesa tentou obter um habeas corpus preventivo junto ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso. O pedido tinha como objetivo impedir uma eventual prisão imediata em caso de condenação pelo Conselho de Sentença. No entanto, o recurso foi negado pela Corte, que não identificou fundamentos para a concessão da medida.

A advogada Carla Rachel Fonseca da Silva, que atuou na assistência à acusação durante toda a fase de instrução processual até a pronúncia do réu, destaca que o júri representa um momento aguardado há anos pelos familiares. Segundo ela, após acompanhar o caso por quase quatro anos, a expectativa da família é que a sociedade possa analisar os fatos e que a Justiça seja feita. A atuação no Tribunal do Júri será acompanhada pela filha da vítima, a advogada Francielly Maria de Campos Oliveira, na condição de assistente de acusação.

O caso ganhou repercussão pela atuação da família de Célio, especialmente de Francielly, que participou ativamente da busca por provas, localização de testemunhas e acompanhamento do processo desde o início. Agora, ela também atuará como advogada assistente de acusação durante o Tribunal do Júri, auxiliando na representação dos interesses da família ao lado do Ministério Público.

“Desde o início, a família lutou para que a morte do Célio fosse analisada com a gravidade que o caso exige. Foram anos de espera, de dor e de busca por respostas. Agora esperamos que o Tribunal do Júri dê uma resposta à altura da perda sofrida”, acrescentou a dra.Carla.

O julgamento está marcado para começar às 9h desta quinta-feira (25) e será realizado de forma aberta ao público. Ao final da sessão, os jurados decidirão se Deocimar Silva da Guia é culpado ou inocente pelas acusações apresentadas pelo Ministério Público e pela assistência de acusação.

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