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Cuiabá tem a 2ª menor alíquota fixa de IPTU e figura entre as mais competitivas do país

Cuiabá ocupa a segunda posição entre as capitais brasileiras que adotam a menor alíquota fixa predial de IPTU, com percentual de 0,40%, ficando atrás apenas de Rio Branco (0,25%). O modelo garante previsibilidade ao contribuinte, evita escaladas automáticas do imposto e mantém a cidade também entre as dez menores alíquotas iniciais do país, considerando todas as 27 capitais.
Além da alíquota reduzida, o município adota mecanismos de proteção e programas de desconto que ampliam o alívio tributário, mesmo diante da atualização da base de cálculo.
Ranking das capitais com alíquota fixa
Apenas seis das 27 capitais brasileiras adotam alíquota única, que não varia conforme a utilização ou valor venal do imóvel. Nesse grupo, Cuiabá aparece em segundo lugar no ranking nacional.
Ranking das capitais com alíquota predial fixa:
- Rio Branco – 0,25%
- Cuiabá – 0,40%
- Porto Velho – 0,50%
- Maceió – 1,00%
- Manaus – 1,00%
- Campo Grande – 1,00%
Nesse modelo, reformas, melhorias no imóvel ou valorização do bairro não alteram o percentual cobrado. O contribuinte paga a mesma alíquota, independentemente da faixa de valor do imóvel, o que protege principalmente famílias que investem na própria residência.
Comparação com todas as capitais coloca cuiabá no top 10
Ao ampliar a comparação para as 27 capitais brasileiras, considerando apenas a alíquota mínima praticada, Cuiabá figura na décima posição entre as menores taxas iniciais do país.
Essa comparação, no entanto, exige cautela. A maioria das capitais adota alíquotas progressivas, que começam em percentuais menores, mas aumentam significativamente conforme o valor venal do imóvel. Na prática, imóveis de médio e alto padrão nessas cidades acabam pagando alíquotas muito superiores às de Cuiabá.
Em Salvador, por exemplo, a alíquota varia de 0,10% a 1,5%, uma multiplicação de 15 vezes. Curitiba vai de 0,20% a 1,80%. Palmas varia de 0,30% a 2,0%. Teresina e Goiânia também apresentam variações superiores a seis vezes.
Nos grandes centros urbanos, a carga tributária inicial já parte de patamares mais elevados. O Rio de Janeiro cobra de 1,0% a 2,5%, São Paulo de 1,0% a 1,5% e Belo Horizonte de 0,6% a 1,6%.
Mesmo quando consideradas apenas as alíquotas mínimas, Cuiabá permanece no Top 10 nacional, com a vantagem de não aplicar progressividade, o que evita aumentos automáticos ao longo do tempo e previsibilidade.
Teto de reajuste amplia a proteção ao contribuinte
O Decreto nº 11.665/2025 estabelece que nenhum imóvel terá aumento superior a 20% no IPTU de 2026, em relação ao valor pago em 2025. Quando o cálculo técnico indicar reajuste maior, o sistema aplica automaticamente desconto para adequar o valor ao teto.
Parte dos imóveis terá reajustes inferiores ao limite, outros permanecerão estáveis e alguns poderão registrar redução, conforme características e localização.
Para manter o desconto do teto, o imposto deve ser quitado integralmente até 31 de dezembro de 2026. Em caso de inadimplência, o benefício é perdido. Os boletos serão emitidos exclusivamente em formato digital, com liberação prevista a partir de março.
Descontos adicionais podem reduzir significativamente o imposto
Além do teto, o contribuinte pode acumular outros benefícios.
No programa de incentivo à emissão de Nota Fiscal de Serviços (Nota Cuiabana), os créditos são calculados sobre o ISS efetivamente recolhido.
Os créditos podem abater até 30% do valor do IPTU, inclusive em imóvel que não esteja no nome do titular do CPF.
Já o IPTU Sustentável concede desconto direto no imposto para imóveis que adotam práticas ambientais. Cada medida comprovada garante redução de 2,5%, podendo chegar a até 25% de abatimento.
Atualização da base corrige defasagem histórica
A atualização da Planta Genérica de Valores encerra defasagem acumulada desde 2010, período em que Cuiabá passou por forte valorização imobiliária, expansão urbana e investimentos em infraestrutura, especialmente após a Copa do Mundo de 2014.
A revisão atende determinação do Tribunal de Contas do Estado, conforme a Resolução Normativa nº 31/2012, e foi construída por comissão técnica com participação da Procuradoria-Geral do Município, secretarias municipais e entidades representativas.
Agro Mato Grosso
Presidente do TCE anuncia ponto de controle para garantir piso da educação infantil

O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, alertou os prefeitos dos 142 municípios do estado sobre a obrigação de enquadrar os profissionais da educação infantil na carreira do magistério e pagar a eles o piso salarial nacional. Em reunião com representantes da educação de Tangará da Serra, nesta segunda-feira (3), o presidente anunciou o envio de ofício aos gestores, com orientações sobre o tema, que também será incluído como ponto de controle na análise das contas de governo.
O alerta considera o cumprimento da Lei Federal nº 15.326/2026, que garante o piso a quem exerce a docência na educação infantil, como auxiliares de desenvolvimento infantil (ADIs) e monitores, independentemente da denominação do cargo.
“Faço um apelo aos prefeitos: cumpram essa lei, enquadrem esses profissionais, que são concursados e já têm experiência na educação infantil. Uma das maiores preocupações de qualquer gestor tem que ser a educação. E mais: quando se trata da educação infantil, mais cuidado ainda. Estamos tratando de riqueza, de diamante, de ouro, que são nossas crianças de zero a cinco anos”, afirmou Sérgio Ricardo.
A reunião foi articulada após audiência pública realizada na Assembleia Legislativa sobre o tema. Na ocasião, foi destacado que, para o enquadramento, é preciso atuar na função docente, ter formação em magistério ou pedagogia e ter ingressado por concurso público.
De acordo com Sérgio Ricardo, cerca de 3 mil profissionais em Mato Grosso atendem a esses requisitos, mas até agora a medida só foi adotada pela Prefeitura de Cuiabá. “Lei é lei. Você não fica pensando: será que eu vou cumprir essa lei? Não, lei você cumpre”, disse. “Por isso vai ter um ponto de controle. Quero saber, na prestação de contas de todos os 142 municípios, o que fez com relação ao enquadramento”, acrescentou.
Ele reforçou que a alegação de falta de recursos não se sustenta, porque a legislação prevê complementação da União quando a despesa ultrapassa o mínimo constitucional de 25% da receita aplicada em educação, desde que o município comprove a indisponibilidade orçamentária. “Não dá para dizer que não tem dinheiro, que não tem orçamento para pagar”, afirmou.
Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Tangará da Serra, Willians Reis, a categoria procurou o Tribunal após sucessivos adiamentos por parte das prefeituras. “Essa lei está sendo postergada pelos municípios, cada hora uma desculpa diferente para a não aplicação.” Sobre o impacto na categoria, destacou que é uma remuneração maior para esse servidor ter uma boa qualidade de vida. “Para poder se qualificar para prestar o melhor trabalho para a população.”
O diretor da Federação dos Sindicatos dos Servidores Municipais de Mato Grosso, Daniel Ferreira Júnior, afirmou que os gestores alegam falta de sustentação jurídica para aplicar a norma e destacou que o enquadramento não altera cargo nem atribuições: “Eles vão continuar com a mesma função, o mesmo cargo, as mesmas atribuições, com a mesma responsabilidade, apenas alterando o salário. É um reconhecimento ao trabalho que eles vêm fazendo dentro da educação.”
Para o auxiliar de creche Michel Garcia, a lei corrige uma distorção antiga. “Nossa função é reconhecida agora com a lei federal como função docente, nos coloca na carreira do magistério, não troca cargo de ninguém, não atrapalha o professor que já está concursado”, afirmou. “Quero dizer aos pais: nós estamos todos os dias com os filhos de vocês, apaixonados pelo que fazemos.”
Ele defendeu ainda que a categoria participe da elaboração dos projetos de enquadramento nos municípios. “Nós somos da educação, não somos leigos, somos pessoas que podem contribuir e devemos participar das comissões de elaboração dos projetos.”
Foi o que também reforçou a professora Joelice Siqueira. “Uma professora não dá conta de 25 alunos em uma sala de aula, e nós temos os ADIs, que dão esse auxílio. Nada mais justo que eles receberem. Eles não querem ser professores, eles querem ser reconhecidos, porque estão na sala junto com a gente.”
Ofício aos municípios
O ofício circular será encaminhado aos prefeitos com base na Lei Federal nº 15.326/2026, sancionada em janeiro, que alterou a Lei do Piso (Lei nº 11.738/2008) e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996). O documento segue o modelo adotado pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, que já comunicou os municípios paulistas sobre a necessidade de observância da norma.
O texto orienta que sejam consideradas as atribuições efetivamente desempenhadas pelos profissionais, a formação exigida e a forma de ingresso no serviço público e não a denominação do cargo. “Prefeito, qualquer dúvida que você tiver, converse aqui com a gente. Manda um servidor seu, venha você aqui conversar. Falta só a comunicação”, concluiu Sérgio Ricardo.
Agro Mato Grosso
VÍDEO: capivara escapa de ataque de onça-pintada às margens de rio no Pantanal de MT

Ousado, conhecido por sobreviver aos incêndios de 2020, foi flagrado usando a técnica de caça que o tornou famoso, mas a presa escapou no último instante. O g1 também conversou com um especialista sobre o colar de monitoramento que ele ainda carrega no pescoço.
O macho de onça-pintada Ousado, um dos animais mais conhecidos do Pantanal mato-grossense, foi flagrado perdendo uma caçada após uma capivara escapar no último instante, no rio Três Irmãos, na região de Porto Jofre. O vídeo, publicado nas redes sociais no último sábado (1º), mostra a estratégia incomum usada pelo felino para tentar surpreender a presa (assista abaixo).
As imagens foram registradas pelo casal de guias de turismo Branco Arruda e Raquelle Saladin, enquanto acompanhavam uma família de turistas norte-americanos pela região.
No vídeo, Ousado nada silenciosamente em direção à margem do rio, onde a capivara está parada. Em determinado momento, ele mergulha para tentar surpreender o animal por baixo da água. Antes que o felino emerja, porém, a capivara parece perceber a aproximação e salta para dentro do rio, conseguindo escapar. Quando volta à superfície, Ousado observa a presa se afastando e parece desistir da investida. Toda a cena é acompanhada pelos turistas, que reagem a cada movimento dos animais.
Raquelle contou que o grupo percebeu a presença da capivara e decidiu manter distância para não interferir na caçada.
“O Ousado passou e ficamos acompanhando ele por um longo período. Quando a gente viu a capivara, já paramos para não atrapalhar ele, mas a capivara parece ter visto ele. Eu trabalho no Pantanal há 18 anos e ainda é indescritível a sensação de encontrar uma onça-pintada. Ainda me emociono e fico mais emocionada ao ver a alegria dos turistas”, afirmou.
Veja Video:
Segundo a guia, a, já conhecida, forma como Ousado tenta capturar as presas ainda chama atenção. “É um comportamento do Ousado mesmo. Ele caça dessa maneira, na aproximação. Ele mergulha para tentar agarrar a presa”.
De acordo com especialistas, esse tipo de abordagem é considerado incomum entre as onças-pintadas da região, tornando Ousado conhecido justamente por essa técnica de caça.
Outro detalhe que chamou atenção dos turistas é o colar que o animal ainda carrega no pescoço. Ousado é a única onça conhecida da região que continua usando o equipamento.
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Ousado passou a usar um colar de monitoramento após se recuperar dos ferimentos causados durante o maior incêndio do Pantanal de MT — Foto: Marcelo Tchebes
Por que Ousado ainda usa um colar?
O felino se tornou símbolo da recuperação do Pantanal depois de ser resgatado em 2020 com queimaduras de terceiro grau nas patas e problemas respiratórios provocados pela intensa fumaça dos incêndios que devastaram o bioma.
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Ousado teve as quatro patas queimadas durante o incêndio no Pantanal em 2020 — Foto: Corpo de Bombeiros
Após meses de tratamento, ele voltou à natureza usando um GPS-colar para que pesquisadores acompanhassem sua recuperação e adaptação ao ambiente no período pós-incêndio.
Ao g1, o coordenador do Programa de Conservação da ONG Panthera, Fernando Tortato, explicou que o equipamento deveria ter se desprendido automaticamente ao fim do período de monitoramento, mas houve uma falha no mecanismo.
“O colar enviou uma localização por hora durante cerca de 14 meses, permitindo entender como o Ousado utilizava a paisagem e como se deslocava pelo Pantanal após os incêndios. O equipamento possuía um dispositivo de soltura automática programado para cair sozinho, mas, infelizmente, esse mecanismo apresentou falha e o colar permaneceu no animal”, explicou.
Segundo Tortato, desde então o acompanhamento passou a ser feito por armadilhas fotográficas, observações em campo e registros enviados por pesquisadores, guias e turistas.
Ele destaca que, até o momento, não há qualquer indício de que o colar esteja prejudicando a saúde ou o comportamento da onça.
“O Ousado está desempenhando as funções normais que uma onça desempenha. Está caçando, nadando e se deslocando dentro do território esperado. O colar não representa risco para a vida do animal nem interfere nas atividades de rotina”.
Retirar o equipamento traria mais riscos
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Onça ‘Ousado’ bebendo água — Foto: Ailton Lara
Apesar dos questionamentos frequentes sobre a retirada do colar, a equipe técnica afirma que capturar novamente Ousado seria mais perigoso do que mantê-lo com o equipamento.
Segundo Tortato, a captura exigiria anestesiar um animal de vida livre em áreas próximas aos rios, aumentando o risco de acidentes, como quedas em locais alagados e até afogamento. Além disso, os métodos de captura não permitem escolher qual onça será capturada primeiro, o que poderia expor outros animais aos mesmos procedimentos.
“O Ousado já é um animal idoso, com mais de 13 anos. Como o colar não provoca ferimentos nem interfere na vida dele, a decisão técnica, tomada em conjunto por várias instituições e especialistas, é não realizar uma captura apenas para remover o equipamento”, afirmou.
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Várzea Grande compra câmaras frias para recuperar centro de distribuição após incêndio

Contratação emergencial prevê aquisição definitiva dos equipamentos para garantir o armazenamento seguro dos alimentos e manter o abastecimento da merenda escolar
A Prefeitura de Várzea Grande deu mais um passo para restabelecer a estrutura do Centro de Distribuição de Alimentos da Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL). Foi publicada no Diário Oficial de Contas, na última quinta-feira (30), a Dispensa de Licitação – Contratação Emergencial nº 54/2026, que autoriza a aquisição e a instalação de duas câmaras frias industriais destinadas ao armazenamento de alimentos da merenda escolar.
A contratação tem como fundamento a Lei Federal nº 14.133/2021, o Decreto Municipal nº 4.773/2023 e o Decreto Municipal nº 49, de 18 de junho de 2026, que disciplinam as contratações emergenciais pela Administração Pública.
A medida foi necessária após o incêndio ocorrido em junho deste ano destruir completamente as câmaras frias que atendiam o Centro de Distribuição da SMECEL. Desde então, a Secretaria reorganizou toda a logística de armazenamento dos gêneros alimentícios para garantir que nenhuma unidade escolar deixasse de receber a merenda, mesmo diante das limitações da estrutura provisória.
O contrato contempla a aquisição definitiva de duas câmaras frias industriais — uma destinada ao resfriamento e outra ao congelamento de alimentos — incluindo fornecimento, transporte, montagem, instalação, interligações, regulagens, testes operacionais, treinamento dos servidores indicados pela Administração e garantia integral dos equipamentos. Após a conclusão da instalação, toda a estrutura passará a integrar o patrimônio do Município.
A secretária municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, Maria Fernanda Figueiredo, destaca que a contratação foi motivada pela necessidade de assegurar um serviço essencial à população.
“Com o incêndio, perdemos toda a estrutura de armazenamento refrigerado da Secretaria. Desde então, conseguimos manter o abastecimento das escolas por meio de uma força-tarefa e de soluções provisórias, mas essa situação não poderia se prolongar. A aquisição das novas câmaras frias era uma medida extremamente urgente para garantir a segurança no armazenamento dos alimentos e evitar qualquer risco de desabastecimento da merenda escolar.”
A gestora ressalta ainda que o contrato não se refere à locação dos equipamentos, mas sim à compra definitiva da estrutura.
“É importante destacar que não estamos alugando câmaras frias. O contrato prevê a aquisição dos equipamentos, que passarão a fazer parte do patrimônio público. O investimento contempla toda a estrutura necessária para que as câmaras sejam entregues prontas para funcionamento, incluindo instalação, testes e treinamento da equipe.”
Segundo a secretária, embora o processo seja emergencial, ele segue rigorosamente a legislação vigente. A modalidade foi adotada porque um procedimento licitatório convencional demandaria um prazo incompatível com a necessidade imediata da rede municipal.
“Uma contratação pelo rito comum levaria vários meses entre a tramitação do processo e a execução do serviço. Diante da perda total da estrutura, não era possível esperar esse tempo. A legislação prevê a contratação emergencial justamente para situações excepcionais como essa, permitindo uma resposta rápida sem comprometer a continuidade de um serviço essencial.”
Desde o incêndio, a equipe da SMECEL tem adotado medidas para manter o funcionamento da distribuição de alimentos às escolas da rede municipal. Com a implantação das novas câmaras frias, a Secretaria restabelecerá sua capacidade de armazenamento, garantindo mais segurança, eficiência logística e melhores condições para o atendimento de milhares de estudantes que recebem diariamente a alimentação escolar.
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