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No Brasil, ganhos seguem pontuais e sojicultor ‘de olho’ na colheita: confira o fechamento de mercado de hoje

O mercado brasileiro de soja apresentou movimentações no porto ao longo do dia, com alguns preços oportunos motivados por demanda de curto prazo. De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, nesta quinta-feira (15), os negócios ocorreram de forma pontual, sem alteração estrutural no quadro do mercado.
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Segundo ele, a Bolsa de Chicago subiu na sessão, ficando próxima de 1% de alta, acompanhando os ganhos expressivos do óleo de soja. Por outro lado, os prêmios devolveram parte da alta observada no dia anterior, enquanto o dólar recuou moderadamente, o que acabou freando avanços no mercado físico.
Nesse contexto, Silveira destaca que o produtor segue focado no avanço da colheita e vem comercializando a safra nova de forma pontual, da mão para a boca, diante das cotações atuais. O spread entre as intenções de comprador e vendedor segue alto, o que mantém os negócios restritos e regionalizados.
Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 130,00 para R$ 131,00
- Santa Rosa (RS): subiu de R$ 131,00 para R$ 132,00
- Cascavel (PR): manteve em R$ 122,00
- Rondonópolis (MT): subiu de R$ 114,00 para R$ 115,00
- Dourados (MS): subiu de R$ 115,00 para R$ 116,00
- Rio Verde (GO): subiu de R$ 114,00 para R$ 115,00
- Paranaguá (PR): subiu de R$ 132,00 para R$ 133,00
- Rio Grande (RS): subiu de R$ 133,00 para R$ 134,00
Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O forte número para as exportações semanais americanas, com presença marcante da China como comprador, e o desempenho do óleo de soja sustentaram o mercado. Os dados de esmagamento em dezembro completaram o cenário positivo.
A forte alta dos contratos de óleo de soja está diretamente relacionada às novas sinalizações vindas de Washington sobre a política de biocombustíveis dos Estados Unidos, segundo o analista e consultor de Safras & Mercado, Gabriel Viana. Fontes indicam que o governo Trump deve finalizar as cotas de mistura obrigatória para 2026 até o início de março, reduzindo a incerteza regulatória que vinha pesando sobre o mercado nas últimas semanas.
As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2025/26, ficaram em 2.061.900 toneladas na semana encerrada em 8 de janeiro. A China liderou as compras, com 1.224.100 toneladas. Para a temporada 2026/27, foram mais 10.000 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 800 mil e 1,8 milhão toneladas, somando-se as duas temporadas.
A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (Nopa) informou que o esmagamento de soja atingiu 224,991 milhões de bushels em dezembro, ante 216,041 milhões no mês anterior. A expectativa do mercado era de 224,809 milhões.
Dados da Conab
No Brasil, a Conab projetou produção de 176,124 milhões de toneladas na safra 2025/26, alta de 2,7% ante 2024/25, quando foram colhidas 171,48 milhões de toneladas. Na estimativa anterior, a previsão era de 177,124 milhões.
Na Argentina, o plantio foi concluído em 16,4 milhões de hectares, com produção estimada em 47 milhões de toneladas. A Bolsa de Rosário aponta que o calor e a falta de água já deixam marcas nas lavouras, mas chuvas previstas para os próximos dias podem melhorar o quadro.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam a US$ 10,53 por bushel, alta de 10,50 centavos ou 1%. A posição maio terminou a US$ 10,64 1/4 por bushel, com ganho de 9,25 centavos ou 0,87%. No farelo, março caiu US$ 2,70 para US$ 289,20 por tonelada. No óleo, março avançou 1,99 centavo para 52,97 centavos de dólar.
Câmbio
O dólar comercial encerrou em queda de 0,62%, negociado a R$ 5,3670 para venda e R$ 5,3650 para compra, com mínima de R$ 5,3545 e máxima de R$ 5,4050 ao longo do dia.
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STF adia julgamento sobre compra de terras rurais por empresas com capital estrangeiro

O Supremo Tribunal Federal (STF) deu continuidade, nesta quinta-feira (19), ao julgamento de duas ações que discutem as regras para aquisição de terras rurais por empresas brasileiras controladas por capital estrangeiro. A análise, iniciada no dia anterior, foi suspensa após pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes, que solicitou mais tempo para avaliar o caso e indicou que deve devolvê-lo ao plenário na próxima semana.
A Corte formou maioria de 5 a 0 a favor da manutenção das restrições previstas na Lei nº 5.709/1971, que limita a compra de imóveis rurais por estrangeiros e empresas nacionais com controle externo. Votaram nesse sentido o relator original, Marco Aurélio, além dos ministros Gilmar Mendes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Nunes Marques.
Os ministros analisam duas ações. A ADPF 342, apresentada em 2015 pela Sociedade Rural Brasileira (SRB), questiona a constitucionalidade da lei, sob o argumento de que a norma impõe tratamento desigual a empresas brasileiras com capital estrangeiro, o que violaria princípios como livre iniciativa, direito de propriedade e desenvolvimento nacional.
Já a ACO 2.463 foi proposta pela União e pelo Incra, com o objetivo de anular um parecer da Corregedoria-Geral de Justiça de São Paulo que dispensava cartórios de cumprir as regras previstas na legislação para aquisição de terras por estrangeiros.
Nos votos já proferidos, prevalece o entendimento de que a lei é compatível com a Constituição e que a imposição de limites à compra de terras atende a interesses estratégicos, como a soberania nacional e o controle sobre recursos naturais. Apesar da maioria formada, o julgamento ainda não foi concluído e poderá ter novos desdobramentos após o retorno do processo ao plenário.
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Boi gordo sobe com oferta restrita e dificuldade nas escalas de abate

A dificuldade de composição das escalas de abate segue impactando o mercado do boi gordo no Brasil e sustentando a alta dos preços. O cenário é marcado por uma oferta ainda restrita de animais terminados no curto prazo, o que mantém o mercado firme ao longo de março.
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De acordo com a analista da Datagro, Beatriz Bianchi, as escalas chegaram a apresentar uma leve reação na última semana, mas voltaram a recuar nos últimos dias. O comportamento está diretamente ligado às condições climáticas. “As chuvas até a metade de março surpreenderam positivamente e contribuíram para uma maior retenção do gado no pasto, além de favorecer a capacidade de suporte das pastagens”, explica.
No mercado interno, o consumo de carne bovina ainda se mostra resiliente. No entanto, já há sinais de maior sensibilidade do consumidor diante dos preços elevados. Mesmo com a carcaça casada no atacado paulista em patamares altos, foram observados recuos recentes, refletindo a dificuldade de absorção de preços mais elevados. “Isso sugere uma maior sensibilidade do consumidor brasileiro a cotações muito altas da carne bovina, além da competitividade de proteínas concorrentes, como carne suína e de frango”, afirma a analista.
O mercado externo segue como um dos principais pilares de sustentação. As parciais de março indicam crescimento tanto no volume exportado quanto na valorização da tonelada embarcada. “O mercado externo tem sido extremamente importante para essa sustentação, com avanço no volume exportado e na valorização da tonelada”, conclui Beatriz Bianchi.
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Boi gordo sobe com oferta restrita e indústrias elevam preços no país

O mercado físico do boi gordo voltou a registrar negócios acima da média nacional nesta quinta-feira, impulsionado pela oferta restrita de animais terminados. As escalas de abate seguem encurtadas, entre cinco e sete dias úteis, o que tem levado as indústrias a aumentarem os preços pagos pela arroba em diversas regiões do país.
De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o cenário de curto prazo ainda exige atenção. Fatores externos, como a guerra no Oriente Médio, seguem no radar, assim como a evolução da demanda chinesa, principal destino da carne bovina brasileira, o que pode influenciar o fluxo de exportações ao longo do ano.
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Preços no Brasil
- São Paulo (SP): R$ 351,08 por arroba
- Goiás (GO): R$ 338,75 por arroba
- Minas Gerais (MG): R$ 340,29 por arroba
- Mato Grosso do Sul (MS): R$ 338,41 por arroba
- Mato Grosso (MT): R$ 343,38 por arroba
Atacado
No mercado atacadista, os preços apresentaram comportamento misto. A segunda quinzena do mês costuma ter consumo mais fraco, o que reduz o ritmo de reposição. Além disso, a carne bovina enfrenta maior concorrência de proteínas mais baratas, especialmente a carne de frango.
Entre os cortes, o quarto dianteiro foi cotado a R$ 20,60 por quilo, com alta de R$ 0,10. O quarto traseiro permaneceu em R$ 27,00 por quilo, enquanto a ponta de agulha recuou para R$ 18,90 por quilo, com queda de R$ 0,10.
Câmbio
No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em baixa de 0,49%, cotado a R$ 5,2171 para venda, após oscilar entre R$ 5,2021 e R$ 5,3136 ao longo da sessão.
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