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18 de junho de 2026

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MT: colheita de soja começa com bom desempenho, mas alto custos seguem como gargalos

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Reprodução Canal Rural

Os acumulados de chuva desde o início de setembro somam cerca de 800 milímetros, criando um cenário climático bastante favorável ao desenvolvimento da soja. Apesar de pequenos veranicos registrados em novembro, o ciclo da cultura transcorreu sem grandes estresses hídricos em diversas regiões produtoras, o que permitiu o início da colheita ainda no fim de dezembro, a partir do dia 28, especialmente nas áreas com soja precoce.

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Em propriedades com solos de maior teor de argila, entre 55% e 60%, consideradas áreas de alto potencial produtivo, a média inicial tem superado as expectativas históricas. Produtores que costumam colher entre 75 e 78 sacas por hectare registram, neste início, médias em torno de 83 sacas em cerca de 700 hectares já colhidos. No entanto, a tendência é de redução da produtividade à medida que a colheita avance para áreas mais manchadas e talhões com menor qualidade de solo.

Nas áreas arenosas, com 10% a 20% de argila, a expectativa é de produtividade mais modesta, variando entre 60 e 65 sacas por hectare, dentro do padrão histórico. Já em áreas novas, também arenosas e ainda em fase de consolidação produtiva, os rendimentos podem ficar abaixo de 50 sacas. Com isso, a média final da fazenda dificilmente deve alcançar os patamares acima de 80 sacas por hectare, o que pressiona diretamente a margem líquida do produtor.

A colheita segue em ritmo acelerado, com previsão de conclusão em aproximadamente uma semana, desde que o clima colabore. De acordo com a reportagem, a estratégia é não interromper os trabalhos, garantindo a retirada da soja no ponto ideal, evitando perdas por grãos verdes ou deterioração, e assegurando o armazenamento adequado nos silos. A eficiência operacional, segundo os produtores, é determinante neste momento do ciclo.

Nesse contexto, o uso de tecnologia tem sido um aliado importante. Sistemas de telemetria permitem o monitoramento em tempo real do consumo de combustível, do desempenho das máquinas e da eficiência da colheita, possibilitando ajustes imediatos. Em um cenário de margens apertadas, o controle rigoroso de custos tornou-se indispensável, especialmente em propriedades com grande frota de máquinas.

A boa distribuição das chuvas ao longo do ciclo deixou as lavouras bem desenvolvidas, uniformes e com padrão visual positivo. Em algumas áreas, a soja precoce já alcança cerca de 97 dias, com expectativa de bons resultados nas primeiras 500 hectares colhidas. O restante das áreas deve entrar em colheita em 10 a 12 dias, permitindo a estratégia de colher a soja e, na sequência, implantar o algodão como segunda safra, aproveitando uma janela considerada favorável.

Outro fator que pesa é o aumento dos investimentos realizados em períodos de custos elevados, o que hoje exige um maior volume de sacas para pagamento dessas despesas. A combinação de custos altos e preços defasados do grão reforça a necessidade de planejamento financeiro, acompanhamento de mercado e travamento gradual de vendas para formação de uma média de preços mais equilibrada.

Em municípios vizinhos, como Sapezal, onde cerca de 360 mil hectares de soja foram cultivados nesta safra, as colheitadeiras também já entraram em campo. Por enquanto, o ritmo ainda é tímido e concentrado em grandes grupos produtores que destinam as áreas à implantação do algodão na segunda safra. Há lavouras plantadas desde setembro, passando por outubro e novembro, o que deve resultar em uma colheita mais intensa a partir da segunda quinzena de janeiro.

Com um longo caminho de colheita pela frente e a presença de áreas marginais que tendem a derrubar a média, o maior receio dos produtores segue sendo a rentabilidade. A orientação é de fazer contas, acompanhar de perto o custo de produção, monitorar o mercado e planejar as vendas de forma estratégica. Em um cenário desafiador, manter a eficiência e a saúde financeira tornou-se tão importante quanto colher bem.

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Capotamento deixa quatro feridos em avenida de Primavera do Leste

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Vítimas, entre elas uma criança de 8 anos, foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros e pelo Samu e encaminhadas à UPA do município

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) socorreu, na noite de quarta-feira (17.6), quatro vítimas de um capotamento registrado na Avenida São Paulo, no Distrito Industrial de Primavera do Leste (a 235 km de Cuiabá).

As equipes da 6ª Companhia Independente Bombeiro Militar (6ª CIBM) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas por volta das 18h50 para atender à ocorrência.

Ao chegarem ao local, os socorristas encontraram um veículo capotado no meio da avenida. As quatro vítimas, sendo uma criança de 8 anos, uma adolescente de 11, uma mulher de 31 anos e um homem de 29 anos, já estavam fora do automóvel.

A criança, do sexo feminino, apresentava fratura em um dos braços, corte em uma das pernas e hematomas na face. As outras três vítimas apresentavam somente escoriações pelo corpo.

As equipes realizaram os procedimentos de atendimento pré-hospitalar, com estabilização, imobilização e medicação das vítimas. Após os atendimentos, todos foram encaminhados à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município para avaliação médica adequada. Não há informações sobre as circunstâncias do acidente.

 

Com Assessoria

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Agro Mato Grosso

CTECNO Parecis transforma pesquisa em resultados e atrai visitantes

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Estação de pesquisa recebeu produtores, técnicos e empresas para apresentar estudos e soluções para o campo

Em apenas um mês, o Centro Tecnológico (CTECNO) Parecis recebeu 79 visitantes distribuídos em sete visitas técnicas realizadas na estação de pesquisa, localizada em Campo Novo do Parecis. A programação reuniu produtores rurais associados, consultores, gerentes de fazenda, coordenadores técnicos e representantes de empresas ligadas ao setor agrícola, fortalecendo a troca de conhecimento entre pesquisa e campo.

Entre os participantes estiveram produtores e profissionais da área técnica, que acompanharam de perto os experimentos desenvolvidos na estação e discutiram alternativas para aumentar a eficiência produtiva em diferentes ambientes de cultivo.

Segundo o coordenador de pesquisa do CTECNO Parecis, Rodrigo Hammerschmitt, as visitas permitiram que os participantes observassem diretamente o comportamento das culturas implantadas em solos de diferentes características, especialmente em áreas arenosas, que representam um dos principais desafios para a agricultura brasileira. “Foi um momento para produtores, técnicos e consultores observarem o campo e verificarem quais práticas realmente trazem resultados. Nosso objetivo é mostrar o que funciona em cada ambiente e como essas informações podem ser aplicadas dentro das propriedades para gerar maior retorno sobre o investimento”, destacou.

Durante as visitas, os participantes conheceram experimentos relacionados à rotação de culturas, uso de plantas de cobertura, manejo de fertilidade, posicionamento de híbridos de milho e estratégias de adubação nitrogenada. Também foram apresentados resultados históricos acumulados ao longo de aproximadamente dez anos de pesquisas conduzidas na estação.

Nas áreas experimentais, os visitantes puderam comparar o desempenho das culturas em solos arenosos, com menos de 15% de argila, e em solos de textura média, observando diferenças no desenvolvimento das plantas e nos resultados produtivos. As vitrines de híbridos de milho também permitiram avaliar o comportamento das diferentes genéticas em ambientes distintos e sob diferentes épocas de semeadura.

De acordo com Hammerschmitt, os estudos desenvolvidos no CTECNO Parecis buscam oferecer informações que auxiliem produtores e técnicos na tomada de decisões mais assertivas. “A busca por conhecimento é o principal objetivo dessas visitas. Os trabalhos realizados aqui ajudam a identificar quais manejos são mais eficientes, quais materiais apresentam melhor adaptação e quais estratégias permitem reduzir riscos e aumentar a rentabilidade das propriedades. Isso traz mais segurança para as decisões tomadas no campo”, explicou.

Um dos diferenciais da estação é o foco em pesquisas voltadas para solos arenosos, condição presente em grande parte das áreas agrícolas da região e que exige estratégias específicas de manejo. Os estudos envolvem desde o uso mais eficiente de fertilizantes e corretivos até a avaliação de plantas de cobertura e o posicionamento de cultivares de soja e híbridos de milho.

“No Brasil existem poucas estruturas de pesquisa trabalhando especificamente com esse tipo de ambiente. Os resultados gerados pelo CTECNO Parecis servem como um importante aliado para o produtor, ajudando a tornar essas áreas mais produtivas, econômicas e sustentáveis”, ressaltou o coordenador.

Além das visitas técnicas realizadas ao longo do ano, o CTECNO Parecis promove dois grandes eventos de campo. Em janeiro ocorre o Dia de Campo de Soja e, em abril, o Dia de Campo de Milho e Plantas de Cobertura. As informações geradas também são compartilhadas com os produtores por meio de rodadas técnicas realizadas nos núcleos da Aprosoja Mato Grosso em diversas regiões do estado. Além disso, todas as pesquisas desenvolvidas nos CTECNOs são divulgadas por meio de boletins e circulares técnicas, disponibilizados nos canais de comunicação da Aprosoja MT e do IAGRO. Esses conteúdos apresentam informações oriundas de experimentos de longa duração e de trabalhos pontuais relacionados ao comportamento genético das culturas da soja e do milho.

A estação de pesquisa permanece aberta para receber visitantes durante todo o ano. Produtores, técnicos e demais interessados podem agendar visitas para conhecer os experimentos em andamento e acompanhar de perto os trabalhos desenvolvidos pelo CTECNO Parecis.

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Agro Mato Grosso

Presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber assume presidência interina da Aprosoja Brasil

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Ele substitui Maurício Buffon, que concorrerá a deputado federal por Tocantins

O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Lucas Costa Beber, assumiu nesta terça-feira (16.06), em Brasília, a presidência interina da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), entidade na qual exerce a vice-presidência deste 2024.

Lucas Costa Beber substitui Mauricio Buffon, que se licenciou no dia 3 de junho para concorrer ao cargo de deputado federal pelo estado de Tocantins nas eleições deste ano. O mandato interino será exercido por um período de quatro meses.

De acordo com o presidente da Aprosoja MT, o seu compromisso será dar continuidade à atuação do presidente Maurício Buffon, que sempre foi marcada pela defesa dos interesses da maioria dos produtores do país.

“Assumo com muita responsabilidade a missão de substituir o Maurício nos próximos meses. Ele tem feito um excelente trabalho à frente da Aprosoja Brasil. Seguiremos firmes em pautas fundamentais para o setor, como o endividamento rural agrícola, a reforma tributária, a segurança jurídica, o enfrentamento a abusos contra os produtores, a exemplo da Moratória da Soja, das cobranças indevidas de royalties e de outros temas que impactam diretamente quem produz”, declarou.

Segundo Lucas Costa Beber, a Aprosoja Brasil continuará trabalhando pela valorização da imagem do setor, pelo reconhecimento da importância da agricultura perante a sociedade brasileira e pela defesa da nossa imagem no mercado internacional, mostrando a responsabilidade social, econômica e ambiental do produtor brasileiro.

“Todas as Aprosojas estaduais podem contar comigo, assim como todos os produtores. Estaremos sempre focados na defesa do interesse da maioria, com responsabilidade, diálogo e firmeza”, acrescentou.

Maurício Buffon avalia como positivo seu período como presidente da Aprosoja Brasil, iniciado em março de 2024 e que se encerra em março de 2027. Ele cita avanços importantes, como a aprovação da Lei dos Bioinsumos (Lei 15.070) e a Lei de Reciprocidade (Lei 15.122), mas aponta dificuldades na relação com o Poder Executivo.

“A Aprosoja é uma entidade que aponta soluções, mas há uma certa dificuldade quando o governo vê o agro como adversário. Tivemos avanços, como as leis de Bioinsumos e da Reciprocidade, que nasceram praticamente dentro da Aprosoja, mas podíamos ter alcançado mais se o governo olhasse com mais cuidado para o setor agrícola”, enfatizou.

É a segunda vez que um presidente da Aprosoja MT assume conjuntamente a presidência da Aprosoja Brasil. O primeiro a acumular as funções foi o produtor rural Rui Prado, entre 2007 e 2010.

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