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3 de agosto de 2026

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Soja: Relação entre EUA e China continuará como vetor do mercado em 2026

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Foto: Xinhua

O mercado internacional de soja deve passar por movimentações relevantes ao longo de 2026, e, nesse contexto, a relação comercial entre Estados Unidos e China continuará sendo o principal vetor para a formação de preços.

Os eventos ocorridos em 2025 reforçaram como tensões geopolíticas e comerciais são capazes de alterar rapidamente fluxos de comércio, decisões de plantio e estratégias de hedge ao redor do mundo.

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O cenário em 2025: tensões e rearranjo do comércio global

O ano de 2025 foi marcado por fortes tensões políticas e comerciais entre Estados Unidos e China. Logo no início do ano, conflitos diplomáticos e comerciais levaram o governo chinês a reduzir de forma significativa as compras de soja norte-americana, movimento que foi rapidamente refletido nos preços da Bolsa de Chicago (CBOT).

A reação do produtor americano foi direta: diante da menor demanda e da pressão negativa sobre os preços, houve uma redução expressiva da área plantada com soja, com migração para o milho. Como resultado, a produção de soja dos Estados Unidos recuou para algo próximo de 115,7 milhões de toneladas, enquanto a produção de milho alcançou níveis recordes, próximos de 430 milhões de toneladas.

Brasil como principal beneficiado do conflito

O Brasil foi amplamente beneficiado por esse rearranjo do comércio internacional. Com a China suspendendo as compras de soja americana a partir de maio de 2025, o país — que já era o principal fornecedor global da commodity — ganhou ainda mais protagonismo junto ao seu maior parceiro comercial.

Esse movimento resultou em uma forte valorização dos prêmios nos portos brasileiros, que em momentos de maior estresse chegaram a níveis próximos de +200 pontos no segundo semestre, ou cerca de US$ 2,00 por bushel. Esse cenário elevou significativamente as cotações no porto e tornou a soja brasileira bastante competitiva no mercado interno, mesmo diante de uma safra recorde, estimada em aproximadamente 171,7 milhões de toneladas.

O ambiente de prêmios firmes se estendeu ao longo do segundo semestre de 2025, enquanto o mercado aguardava algum tipo de acordo comercial entre Estados Unidos e China, o que só veio a ocorrer entre o final de outubro e o início de novembro.

O acordo EUA–China e a reação especulativa do mercado

Quando o acordo finalmente foi anunciado, o Brasil já havia ocupado grande parte da janela de exportação da safra americana. O efeito imediato foi uma forte reação especulativa na Bolsa de Chicago, uma vez que o acordo previa a compra, pela China, de até 12 milhões de toneladas de soja americana até o final de dezembro/25.

Esse movimento foi intensificado pela ausência de dados oficiais, devido ao shutdown do governo norte-americano, o que aumentou a incerteza e a volatilidade. A CBOT chegou a subir cerca de US$ 1,00 por bushel, levando os preços novamente para a região de US$ 11,50, trazendo certo fôlego temporário ao mercado.

No entanto, esse movimento não se sustentou. O Brasil continuava embarcando volumes elevados para a China, que, por sua vez, passou a enfrentar margens de esmagamento menos favoráveis, limitando a capacidade de absorção adicional de soja.

Reversão do movimento e expectativas para a safra 2026

Com o mercado percebendo que as vendas americanas seguiam fracas, a CBOT devolveu parte dos ganhos especulativos. Ao mesmo tempo, o Brasil já avançava no plantio da safra 2025/26, com expectativa de aumento de área e nova produção recorde em 2026.

Soma-se a isso uma Argentina com potencial para colher mais de 50 milhões de toneladas, o que reforça a perspectiva de oferta abundante na América do Sul.

Principais pontos de atenção para 2026

Para 2026, os principais fatores de atenção no mercado de soja brasileira estão diretamente ligados ao ritmo das exportações. Em 2025, o Brasil exportou aproximadamente 85,4 milhões de toneladas para a China, um volume cerca de 18% superior ao de 2024, o que sustentou prêmios elevados nos portos.

Contudo, o recente acordo entre Estados Unidos e China indica que o país asiático pode comprar cerca de 25 milhões de toneladas de soja americana por ano ao longo dos próximos três anos. Caso esse volume se concretize, há risco de redução da participação brasileira nas exportações, especialmente no segundo semestre.

Dado o potencial de uma nova safra recorde no Brasil, esse cenário pode resultar em um estoque de passagem elevado, principalmente se houver desaceleração das exportações. Nesse contexto, torna-se difícil sustentar prêmios firmes na segunda metade do ano, a menos que novos eventos geopolíticos ou climáticos voltem a pressionar a demanda pela soja brasileira.

Implicações para preços e estratégias do produtor

O Brasil ainda deve registrar exportações robustas, possivelmente acima de 100 milhões de toneladas, mas um crescimento adicional expressivo da demanda não é garantido. Esse ambiente representa risco direto para os preços recebidos pelo produtor, reforçando a importância de uma gestão eficiente da comercialização.

Nesse cenário, torna-se fundamental:

  • avaliar corretamente o custo de oportunidade, especialmente diante dos juros ainda elevados;
  • evitar o carregamento excessivo de soja por longos períodos, arcando com custos financeiros e logísticos;
  • utilizar instrumentos de hedge e travas de preço para proteção de margens.

Em um mercado cada vez mais volátil e dependente de fatores externos, a gestão de risco deixa de ser opcional e passa a ser um elemento central para a sustentabilidade econômica do produtor e dos agentes da cadeia.

Rafael SIlveira, analista de soja da Safras & Mercado

*Rafael Silveira é economista com pós-graduação em Finanças, Investimento e Banking pela PUC-RS. É especialista em mercados agrícolas na consultoria Safras & Mercado, com ênfase em estratégias de investimento e gestão de risco em commodities


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Obras avançam com tapa-buracos, drenagem e pavimentação em diferentes regiões de Cuiabá

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Equipes atuam em bairros da capital com recuperação da malha viária, intervenções na drenagem e melhorias para ampliar a segurança e a mobilidade urbana

 

 

A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras segue com um cronograma intenso de serviços em diferentes regiões da cidade, em um esforço contínuo para levar melhorias aos moradores e ampliar a mobilidade urbana. Neste sábado (1º de agosto), as equipes de tapa buraco estão em ação no Tropical Ville e na UFMT.

 

Na sexta-feira (31.07), as equipes de tapa buraco atuaram nos bairros Recanto dos Pássaros, Jardim Universitário, Jardim União e Tropical Ville, promovendo a recuperação da malha viária e garantindo mais segurança e conforto para motoristas e pedestres.

 

Na área de pavimentação, foi concluída, na quinta-feira (30.07), a execução da capa asfáltica na Rua Manoel da Silva Monteiro, em frente ao Colégio ECSA, no bairro Consil, proporcionando melhores condições de tráfego para a comunidade local. No local, foi executado um serviço de grande porte para solucionar um problema de drenagem, com a substituição do manilhamento em uma extensão de mais de 300 metros.

 

“A drenagem é um trabalho que quase ninguém vê, porque fica debaixo da pavimentação. Mas ela faz toda a diferença. Nessa rua, o assoreamento do solo, provocado por algumas manilhas quebradas, compromete o pavimento, que vai cedendo. Com o fluxo de estudantes no local, tivemos que fazer uma atuação emergencial para proporcionar a devida segurança viária”, explicou o secretário municipal de Infraestrutura e Obras, Reginaldo Teixeira.

 

Os serviços de drenagem também avançam em outros pontos da cidade, como Contorno Leste, Dr. Fábio II, Residencial Coxipó, Altos da Serra II e Jardim Universitário, onde está sendo executado um dreno profundo.

 

No bairro Três Poderes, as equipes realizam, simultaneamente, obras de drenagem e pavimentação.

 

Reginaldo ressaltou que a gestão mantém um planejamento contínuo para atender às demandas da população, investindo na manutenção e recuperação da malha viária e, na medida do possível, ampliando as ações de infraestrutura urbana.

 

Com Assessoria

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Mutirão produz 3 mil mudas para ampliar arborização e doações em Cuiabá

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Ação da Prefeitura reforça estoque de espécies nativas e frutíferas que serão utilizadas em plantios urbanos e distribuídas gratuitamente à população no próximo ano

 

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, realizou um mutirão de produção de mudas no viveiro municipal. A ação ocorreu na sexta feira (31).

A iniciativa resultou na produção de cerca de 3 mil mudas de espécies frutíferas e nativas, que irão abastecer o programa de doação à população e as ações de arborização da cidade no próximo ano.

Durante o mutirão, foram produzidas mudas de caju, ata, jacarandá e ipê amarelo. As sementes das espécies frutíferas são obtidas, em grande parte, por meio de doações da população, enquanto as nativas são coletadas por equipes da Prefeitura em diferentes pontos da cidade.

O diretor de Planejamento Ambiental da Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, Fábio Moura, destacou que a produção é contínua para garantir mudas disponíveis ao longo do ano.

“A produção não para. As mudas produzidas agora serão utilizadas no próximo ano, tanto nas doações quanto nos plantios realizados pelo município”, pontuou.

Segundo ele, o ipê amarelo está entre as espécies mais procuradas pela população, assim como mudas frutíferas, como limão e ata.

A moradora Marlene Moura Silva retirou mudas de limão e acerola para plantar no quintal da família.

“Queremos plantar árvores frutíferas para aproveitar o espaço e para que as crianças possam acompanhar o crescimento e conhecer melhor as frutas”, disse.

A iniciativa integra as ações da Prefeitura para ampliar a arborização urbana e incentivar o plantio de árvores em áreas públicas e particulares.

Com Assessoria

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Polícia Civil prende em Primavera do Leste condenado por roubo e sequestro de empresário na Bahia

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Homem estava foragido desde crime cometido em 2013 e foi localizado após investigação do Núcleo de Inteligência da Derf; pena restante supera oito anos em regime fechado

LOCALIZADO
*Polícia Civil prende em Primavera foragido por roubo e sequestro de empresário na Bahia*
_Preso foi localizado após investigações do Núcleo de Inteligência da Derf de Primavera do Leste_

A Polícia Civil prendeu, nessa sexta-feira (31.7), em Primavera do Leste, um homem, de 44 anos, que estava foragido da Justiça da Bahia por um roubo e sequestro cometido contra um empresário em 2013, em Ribeira do Pombal (BA).

O homem foi localizado por uma equipe da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Primavera do Leste no bairro Poncho Verde, após investigação do Núcleo de Inteligência, que localizou o endereço do procurado.

A equipe da Derf confirmou o endereço e, nessa sexta-feira, cumpriu o mandado de prisão definitiva decorrente de condenação transitada em julgado. O condenado tem pena restante a cumprir de oito anos, 10 meses e 20 dias, em regime fechado.O crime cometido por ele foi realizado por três homens armados, que roubaram um veículo, aparelhos celulares e outros pertences da vítima, que foi mantida sob cárcere privado por um período e depois libertada. Um dos comparsas do condenado preso em Primavera também foi detido nessa sexta-feira, em Carinhanha (BA).

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