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5 de novembro de 2026

Sustentabilidade

Qual o período mais sensível da soja ao mofo-branco? – MAIS SOJA

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O mofo-branco, causado pelo fungo Sclerotinia sclerotiorum é uma das principais doenças que acometem a soja, expressando seus sintomas especialmente no final do ciclo da cultura. Ainda que varie em função da suscetibilidade da cultivar e severidade da infecção, as perdas de produtividade em decorrência do mofo-branco podem chegar a 70%. O fungo está distribuído em praticamente todas as regiões do Brasil, presente em aproximadamente 28% das áreas de produção de soja  (Meyer et al., 2020).

A principais forma de distribuição da doença é por meio da dispersão dos escleródios, compreendidos como estruturas reprodutivas do fungo, que podem permanecer viáveis por longos períodos no solo (figura 1). Sob condições adequadas (alta umidade e temperaturas entre 10°C e 21°C) esses escleródios germinam, dando origem a novos fluxos do mofo-branco. Sementes infectadas e plantas hospedeiras estão entre as principais causas da sobrevivência do patógeno e dispersão dos escleródios.

Figura 1. Escleródios de Sclerotinia sclerotiorum sobre o solo logo após a colheita em uma área atacada pelo mofo branco.
Foto: Lobo Junior & Santos (2013)

A doença é considerada monocíclica, ou seja, apresenta apenas um ciclo durante o desenvolvimento da cultura, mesmo assim, o cultivo de espécies hospedeiras contribui para a manutenção da doença em áreas agrícolas. Além disso, é possível que haja a transmissão da doença por sementes infectadas, a transmissão por semente pode ocorrer tanto por meio do micélio dormente (interno) quanto de esclerócios misturados às sementes (Soares et al., 2023).

Dentre as principais medidas de controle do mofo-branco, destaca-se o tratamento de sementes de soja com fungicidas contato e benzimidazóis, o uso de sementes de qualidade, livres de escleródios, a rotação de culturas com espécies não hospedeiras e a aplicação de fungicidas durante o período crítico de ocorrência da doença, de forma estratégica e eficiente, empregando fungicidas de maior performance para o controle do mofo-branco.

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Período crítico

A fase mais vulnerável da soja ao mofo-branco vai do estádio da floração plena ao início da formação das vagens, nesse sentido, a aplicação de  fungicidas no início do florescimento e durante a floração é essencial para reduzir a severidade da doença em áreas infestadas (Soares, et al., 2023). Em áreas com histórico de ocorrência da doença, deve-se intensificar o manejo durante esse período. Em especial sob condições adequadas ao desenvolvimento do mofo branco (alta umidade e temperaturas amenas), deve-se, reduzir o intervalo entre aplicações para 7 a 10 dias, evitando reinfestações da doença. Alternativas de manejo como aumentar o volume de calda para cobertura do dossel inferior da planta também contribuem para um melhor controle do mofo-branco.

Figura 2. Sintomas típicos de mofo-branco em soja.
Foto: Maurício Meyer

Com relação a performance de fungicidas para o controle químico do mofo-branco, resultados dos ensaios cooperativos realizados pela Embrapa na safra 2024/2025 indicam que melhores níveis de controle forma observados com o uso de fluopiram (66%), seguido por fluazinam (54%), procimidona e picoxistrobina, ambos com 52% de controle (Mayer et al., 2025).

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Referências:

LOBO JUNIOR, M.; SANTOS, P. F. MANEJO DO MOFO BRANCO. Revista Cultivar, 2013. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/busca-de-publicacoes/-/publicacao/963194/manejo-do-mofo-branco >, acesso em: 07/01/2025.

MEYER, M. C. et al. EFICIÊNCIA DE FUNGICIDAS PARA CONTROLE DE MOFO-BRANCO (Sclerotinia sclerotiorum) EM SOJA, NA SAFRA 2019/2020: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS EXPERIMENTOS COOPERATIVOS. Embrapa, Circular Técnica, n. 165, 2020. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/217684/1/Circ-Tec-165.pdf >, acesso em: 07/01/2026.

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MEYER, M. C. et al. EFICIÊNCIA DE  FUNGICIDAS PARA CONTROLE DE MOFO-BRANCO (Sclerotinia sclerotiorum) EM SOJA, NA SAFRA 2024/2025: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS EXPERIMENTOS COOPERATIVOS. Embrapa Soja, Circular Técnica, n. 218, 2025. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1177007/1/Circ-Tec-218.pdf >, acesso em: 07/01/2026.

SOARES, R. M. et al. MANUAL DE IDENTIFICAÇÃO DE DOENÇAS DE SOJA. Embrapa, Documentos, n. 256, ed. 6, 2023. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/handle/doc/1158639 >, acesso em: 07/01/2026.

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Sustentabilidade

Plantio avança, mas falta chuva: Mato Grosso enfrenta o segundo início de safra mais seco em 27 anos – MAIS SOJA

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Mesmo com o avanço do plantio da soja em Mato Grosso, a safra 2026/27 enfrenta um problema que ainda não aparece nas projeções mais otimistas de produção: a falta de chuva. Levantamento elaborado pela EnsoAg/SmartCampo para a Aprosoja MT, com dados de satélite da NASA, mostra que o estado acumulou apenas 186 milímetros entre 1º de setembro e 27 de outubro, diante de uma média histórica de 276 milímetros. O volume é 33% inferior ao normal e representa o segundo início de safra mais seco da série de 27 anos, atrás apenas de 2024.

Nos 30 dias entre 28 de setembro e 27 de outubro, choveu, em média, 124 milímetros no estado, contra 189 milímetros esperados para o período, déficit de 34%. Em 66% do território mato-grossense, a precipitação ficou mais de 25% abaixo da média histórica. Dos 23 municípios avaliados, 22 registraram chuva inferior ao padrão do período.

“O plantio avançou, mas isso não significa que a safra esteja garantida. Estamos vendo lavouras sentindo a falta de umidade, inclusive áreas semeadas mais cedo que já entraram na fase reprodutiva. O mercado olha para o ritmo do plantio e projeta uma grande produção, mas a realidade no campo exige muito mais cautela”, alerta o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber.

O Oeste do estado, especialmente a região dos Parecis, concentra os maiores déficits. Nos últimos 30 dias avaliados, Campos de Júlio recebeu 89 milímetros, 56% abaixo da média, o menor volume da série histórica para esse intervalo. Brasnorte registrou 80 milímetros, queda de 54%; Comodoro, 88 milímetros, redução de 52%; e Sapezal, 90 milímetros, 47% abaixo do normal. Em Campo Novo do Parecis, a deficiência foi de 39%. No Médio-Norte, Lucas do Rio Verde registrou déficit de 44%, Sorriso de 35% e Nova Mutum de 33%.

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O problema não se resume ao volume acumulado. A irregularidade das precipitações e as temperaturas elevadas aumentam a preocupação com o estresse das plantas. O Índice de Severidade de Seca (ISSE), calculado pelo modelo de balanço hídrico da EnsoAg, chegou à média estadual de 0,60 na semana de 21 a 27 de outubro, o segundo maior resultado para essa semana na série histórica. Naquele intervalo, 52% da área do estado apresentou índice superior a 0,6, faixa classificada como moderadamente seca. No Oeste/Parecis, o índice semanal chegou a 0,65; no Sudeste, a 0,69; e no Centro-Sul, a 0,68.

“Quando falta água numa fase decisiva do desenvolvimento da soja, existe risco para o potencial produtivo. Ainda é cedo para medir perdas ou antecipar o tamanho de qualquer redução na safra. Mas também é cedo para tratar como certa uma supersafra. Não podemos confundir área plantada com produção colhida”, afirma Lucas.

As chuvas registradas entre 28 de outubro e 1º de novembro trouxeram algum alívio, mas não eliminaram o déficit: foram 28 milímetros, em média, no estado, volume ainda 22% abaixo do normal para esses cinco dias. No Oeste/Parecis e no Médio-Norte, a precipitação permaneceu mais de 25% abaixo do padrão histórico do intervalo.

Segundo a Aprosoja MT, equipes que percorreram áreas entre Gaúcha do Norte, Sorriso, o Médio-Norte e o Oeste do estado também encontraram lavouras sob condições de baixa umidade. A entidade chama atenção ainda para possíveis reflexos sobre o manejo, já que o clima seco pode dificultar o controle de plantas daninhas e pragas em determinadas condições de aplicação, ampliando a necessidade de monitoramento e o risco de custos adicionais.

“Mato Grosso é o maior produtor de soja do Brasil e tem peso decisivo na oferta nacional. Por isso, é preciso olhar com responsabilidade para o que está acontecendo aqui. O produtor está fazendo sua parte, mas a chuva não está acompanhando. Não estamos anunciando quebra de safra. Estamos alertando que o otimismo das estimativas ainda precisa ser confirmado dentro da lavoura”, concluiu o presidente da Aprosoja MT.

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Fonte: Aprosoja/MT



 

FONTE

Autor:Giovanna Fermam – Assessoria de Comunicação

Site: Aprosoja/MT

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Sustentabilidade

Algodão fecha em alta em NY com queda do dólar frente a outras moedas – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais altos nesta quarta-feira.

A desvalorização do dólar contra o real e outras moedas foi aspecto altista para a pluma. Os investidores se posicionaram para o relatório das exportações semanais norte-americanas de algodão, que será divulgado nesta quinta-feira, às 10h30 (horário de Brasília), pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam o dia a 78,11 centavos de dólar por libra-peso, alta de 1,07 centavo, ou de 1,4%. Março/2027 fechou a 81,96 centavos, ganho de 1,06 centavo, ou de 1,3%.

Fonte: Agência Safras

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FONTE

Autor:Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Milho tiguera exige monitoramento e controle para evitar perdas na soja e reduzir riscos para a segunda safra – MAIS SOJA

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O controle do milho tiguera é uma medida importante para proteger o potencial produtivo da soja e reduzir os riscos fitossanitários para a segunda safra de milho. Em Mato Grosso do Sul, onde o sistema de produção combina soja no verão e milho na sequência, as plantas voluntárias que emergem após a colheita podem representar um problema que exige atenção desde o início do ciclo da oleaginosa.

Conhecido também como milho guacho ou voluntário, o milho tiguera nasce de grãos e fragmentos de espigas que permanecem na área após a colheita. Quando emerge na lavoura de soja, passa a competir por recursos essenciais ao desenvolvimento da cultura, como água, nutrientes e radiação solar.

De acordo com o analista técnico da Aprosoja/MS, Lucas Santana, o manejo durante o desenvolvimento inicial da soja é fundamental para evitar essa competição e também contribuir para a quebra do ciclo da cigarrinha-do-milho.

“Na safra de soja 2026/2027, a incidência de milho tiguera nas lavouras de Mato Grosso do Sul varia de baixa a média em todo o Estado. Apesar desse cenário, o monitoramento e o controle das plantas voluntárias são fundamentais para evitar a competição com a soja e reduzir a permanência da cigarrinha-do-milho entre as safras.As populações da cigarrinha utilizam as plantas de milho tiguera como abrigo, fonte de alimento e local de oviposição. Se houver um inseto infectado se movimentando entre as plantas voluntárias de um mesmo grupo, os patógenos podem ser transmitidos a todas elas. As cigarrinhas sadias que se alimentam e fazem postura nessas plantas adquirem os patógenos, assim como as ninfas, o que gera, posteriormente, uma população adulta infectante”.

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Em plantas de milho infectadas, as perdas de produção podem ultrapassar 70%, especialmente quando a infecção acontece nos estádios iniciais de desenvolvimento.

Como essa praga completa seu ciclo exclusivamente em plantas de milho, a eliminação das plantas voluntárias presentes nas lavouras de soja torna-se uma medida crucial para reduzir a população da cigarrinha-do-milho, diminuindo o potencial de perdas e a necessidade de aplicações de inseticida para o manejo da praga.

Manejo da segunda safra começa agora

O controle do milho tiguera deve ser pensado de maneira integrada, desde a colheita do milho até o estabelecimento da soja. A regulagem e a manutenção das colhedoras são importantes para reduzir a perda de grãos e espigas que podem originar novas plantas voluntárias.

Na sequência, o monitoramento frequente permite identificar os diferentes fluxos de emergência e realizar o controle enquanto as plantas ainda estão pequenas.

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No manejo químico, é necessário considerar a tecnologia utilizada no híbrido de milho cultivado anteriormente, já que algumas biotecnologias conferem tolerância a herbicidas como glifosato e glufosinato de amônio.

 “A orientação técnica é que o produtor não espere a implantação da segunda safra para começar a se preocupar com o problema. As decisões tomadas agora, durante o desenvolvimento inicial da soja, ajudam a reduzir a competição na lavoura atual e a pressão da cigarrinha para o próximo cultivo de milho”, finaliza Lucas.

Acesse o boletim completo clicando aqui.

Fonte: Aprosoja/MS



FONTE
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Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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