Connect with us
19 de junho de 2026

Sustentabilidade

Análise mensal do mercado do algodão – MAIS SOJA

Published

on


O ano de 2025 foi desafiador para o setor brasileiro de algodão. A combinação entre produção histórica, consumo ainda enfraquecido e pressão externa sobre as cotações levou a um ciclo prolongado de queda dos preços domésticos. Em contrapartida, o avanço das exportações foi decisivo para o escoamento do excedente e para a manutenção do protagonismo do Brasil no cenário internacional.

Depois de operar em um intervalo relativamente estreito no ano anterior, em 2025, o Indicador do algodão em pluma CEPEA/ESALQ (pagamento em 8 dias) acumulou baixa de 16,89%, encerrando a R$ 3,4862/libra-peso no dia 30 de dezembro. A paridade de exportação recuou em magnitude semelhante no comparativo entre 30 de dezembro de 2024 e 30 de dezembro de 2025 (-16,9%). Esse movimento refletiu a desvalorização de 11,2% do dólar frente ao Real, cotado a R$ 5,488 no dia 30, além da baixa de 6,05% do Índice Cotlook A, para US$ 0,7450/lp no mesmo período. No mercado futuro, o primeiro vencimento da Bolsa de Nova York (ICE Futures) caiu 6% em 2025.

Nos primeiros cinco meses do ano, os preços domésticos do algodão estiveram predominantemente em alta. Em maio, a cotação atingiu o pico anual e a maior média mensal real desde março de 2024 (IGP-DI de nov/25). A sustentação veio da postura firme dos vendedores durante a entressafra, da valorização dos contratos na Bolsa de Nova York e do avanço do Índice Cotlook A. Produtores capitalizados, amparados por receitas de outras commodities ou focados no cumprimento de contratos a termo, limitaram a oferta no mercado spot.

A partir de junho, contudo, os valores da pluma passaram a recuar com maior intensidade, pressionados pelas quedas externas e do dólar, além da intensificação das vendas de estoques remanescentes da safra 2023/24 e da aproximação do volume recorde de 2024/25. A necessidade de “fazer caixa”, aliada ao elevado nível de estoques, reforçou o viés baixista ao longo do segundo semestre.

Diante desse cenário, compradores passaram a atuar de forma mais cautelosa, priorizando aquisições pontuais, em um contexto de consumo contido de manufaturados e de bom nível de abastecimento industrial por meio de contratos a termo. Os atrasos na colheita e no beneficiamento da nova safra levaram muitos agentes a priorizarem o cumprimento desses contratos, firmados a preços mais atrativos do que os vigentes no spot.

O excesso de oferta, a demanda doméstica e internacional moderada, a instabilidade geopolítica e um câmbio menos favorável limitaram a recuperação dos preços no Brasil. A partir de outubro, o mercado interno passou a operar abaixo da paridade de exportação, situação que não se observava desde o final de 2024. A liquidez permaneceu reduzida no spot, com negociações concentradas quase exclusivamente nos contratos a termo. Em novembro, mesmo com a aproximação do recesso de fim de ano e a demanda restrita por manufaturados, em um ambiente de consumo têxtil global ainda enfraquecido, os embarques permaneceram intensos. Os preços médios, porém, acumularam quedas mensais consecutivas desde o pico de maio, caindo para o menor patamar real desde setembro de 2009. Nesse contexto, agentes intensificaram novas programações tanto para o início de 2026 quanto para os lotes da próxima temporada, reforçando a relevância do mercado a termo como principal estratégia de gestão comercial do setor.

EXPORTAÇÃO – As exportações brasileiras de algodão em pluma atingiram volume recorde na temporada 2024/25. Entre agosto/24 e julho/25, o Brasil embarcou 2,835 milhões de toneladas, 6% a mais que na safra anterior (2,68 milhões de toneladas), segundo dados da Secex. No ano civil, de janeiro a dezembro, foram 3,026 milhões de toneladas, 9,1% acima ao total de 2024 (2,774 milhões) e um recorde. Os principais destinos foram China (17%), Bangladesh (16%), Paquistão (16%), Turquia (14%), Vietnã (14%), Índia (8%) e Indonésia (6%). Em dólar, o preço médio de exportação em 2025 foi de US$ 0,7379/lp, 12,5% menor que o de 2024. Entre setembro/23 e março/25, as cotações externas superaram continuamente os valores do spot nacional; em abril/25, houve inversão, com o mercado interno voltando a operar em desvantagem frente à exportação a partir de setembro/25.

SAFRA BRASILEIRA 2024/25 – A área semeada na safra 2024/25 avançou 7,27% em relação à temporada anterior, totalizando 2,09 milhões de hectares, segundo a Conab. A produtividade média foi estimada em 1.954 kg/ha, 3,46% acima do recorde anterior. Assim, a produção atingiu 4,076 milhões de toneladas de pluma, alta de 10,13% frente à safra 2023/24. A disponibilidade interna (estoque inicial, produção e importações) cresceu 10,36%, totalizando 6,47 milhões de toneladas em 2024/25. O consumo doméstico foi estimado em 725 mil toneladas (+4,32%), gerando um excedente interno de 5,75 milhões de toneladas. As exportações foram projetadas em 2,94 milhões de toneladas (+6,08%) e os estoques de passagem, em 2,81 milhões de toneladas em dezembro/25, 17,05% superiores aos de dezembro/24.

OFERTA E DEMANDA MUNDIAL – Com aumentos expressivos na produção da China, do Brasil e dos Estados Unidos, a oferta global foi estimada em 25,97 milhões de toneladas em 2024/25, a maior desde 2017/18 e 6% acima da temporada anterior, segundo o USDA. O consumo mundial cresceu em ritmo menor, 3%, para 25,9 milhões de toneladas, elevando a relação estoque/consumo para 62,7%. As importações globais foram estimadas em 9,37 milhões de toneladas (-2,3%) e as exportações, em 9,23 milhões (-4,4%). Em sentido oposto, os embarques brasileiros cresceram 5,8%, alcançando 2,835 milhões de toneladas, o equivalente a 31% do comércio mundial, superando em 9,4% os dos Estados Unidos.

Fonte: Cepea



 

FONTE

Autor:AGROMENSAIS DEZEMBRO/2025

Site: CEPEA

Continue Reading

Sustentabilidade

Semeadura do trigo avança no RS em ritmo heterogêneo devido ao clima – MAIS SOJA

Published

on


A semeadura de trigo prossegue no Estado de forma heterogênea devido às condições meteorológicas ocorridas no período. Nas regiões onde choveu, foi possível a retomada da semeadura. Contudo, onde as chuvas foram mais frequentes, a operação foi realizada apenas em curtas janelas de tempo firme. Nas lavouras com boa disponibilidade hídrica e temperaturas propícias, o estabelecimento e o desenvolvimento das plantas estão adequados.

Já onde o tempo ficou predominantemente estável, o excesso de umidade no solo, somado à alta nebulosidade e à elevada umidade do ar, limitou o progresso das máquinas de plantio.

A estimativa de área a ser cultivada na Safra 2026 está em levantamento pela Emater/RS-Ascar. Na safra anterior, o Rio Grande do Sul cultivou 1.166.163 hectares de trigo, com produtividade média de 2.968 kg/ha e produção total de 3.458.083 toneladas, conforme dados do IBGE.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, em São Borja, aproximadamente 9 mil hectares foram implantados, e há perspectiva de aceleração da semeadura nos próximos dias em função do restabelecimento da umidade do solo e da proximidade do encerramento da janela considerada ideal para o cultivo.

Na de Caxias do Sul, a semeadura evolui lentamente, chegando a aproximadamente 5% da área prevista para a safra, concentrada nos municípios de menor altitude. Na de Frederico Westphalen, a semeadura alcança 90% do previsto para a safra. As atividades de manejo se concentram no controle de plantas daninhas, por meio da aplicação de herbicidas pré e pós-emergentes. Nas áreas semeadas mais cedo, iniciou a adubação nitrogenada em cobertura.

Na de Ijuí, a emergência e o estabelecimento inicial da cultura estão apropriados, com uniformidade de germinação e bom vigor das plantas. Na de Passo Fundo, a semeadura do trigo avança na região. As lavouras se encontram nas fases de germinação e em início do desenvolvimento vegetativo, com adequado estabelecimento inicial.

Na de Santa Maria, em Tupanciretã, que concentra a maior área destinada à cultura na região, a semeadura atingiu 50% do previsto para a safra. Na de Santa Rosa, a semeadura está em 57%, favorecida pelas propícias condições de umidade do solo, que proporcionaram boa germinação e estabelecimento inicial das plantas.

De modo geral, as lavouras apresentam condição satisfatória, embora o desenvolvimento vegetativo inicial esteja abaixo do esperado devido à baixa incidência de radiação solar, fator que reduz a evapotranspiração e limita a absorção de nutrientes pelo sistema radicular.

Observa-se ainda a adoção de menor nível tecnológico nesta safra, caracterizada pela redução dos investimentos em adubação de base e cobertura como uma estratégia de diminuição de custos e mitigação de riscos. Essas áreas poderão ser utilizadas tanto para a produção de grãos quanto para cobertura do solo, conforme a evolução das condições climáticas. Há registros pontuais de ocorrência de corós, exigindo monitoramento e adoção de medidas de controle. Na de Soledade, as lavouras implantadas apresentam boa evolução e adequado estabelecimento inicial.

Comercialização (saca de 60 quilos)

Ovalor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 1,58%, passando de R$ 66,88 para R$ 67,94.

Fonte: Emater/RS



 

Continue Reading

Sustentabilidade

Safras & Mercado estima queda de 27% na produção de trigo da Argentina em 2026/27 – MAIS SOJA

Published

on


A Safras & Mercado estima que a Argentina produzirá 21,87 milhões de toneladas de trigo na safra 2026/27. Caso se consolide, será uma redução de 27% em relação ao ciclo anterior.

A produtividade média é projetada em 3,6 toneladas por hectare, queda de 20% frente ao ano anterior. A oferta total deverá alcançar 31,2 milhões de toneladas, com estoques finais estimados em 9,8 milhões de toneladas.

A área total a ser semeada é estimada em 6,2 milhões de hectares, recuo de 4% em comparação com a safra 2025/26.

A maior produção é esperada na província de Buenos Aires, com 10,6 milhões de toneladas, seguida por Córdoba, com 3,5 milhões de toneladas, Santa Fé, com 3,3 milhões de toneladas, e Entre Ríos, com 2,1 milhões de toneladas.

As informações são da Safras News LatAm.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

Continue Reading

Sustentabilidade

Calagem do solo e custos: o perigo das soluções “mágicas” – MAIS SOJA

Published

on


O agricultor vive um momento bastante desafiador. O mercado apresenta um conjunto de situações que tornam difíceis as tomadas de decisão – como elevação dos custos e dos insumos.

Nesse cenário, surgem soluções “mágicas” ou que prometem milagres no cultivo. Em contraponto, profissionais pregam a adoção de técnicas consagradas de calagem do solo, com produtos já comprovados cientificamente.

Essa postagem tem o objetivo de proteger o patrimônio do agricultor, trazendo-o de volta para a ciência do solo de forma prática. Fique conosco até o final e saiba mais!

. 5 pontos para o agricultor ficar de olho

1. A armadilha: o “barato que sai caro”

Precisamos desmistificar as promessas de calcários em outros formatos que não sejam pó. Sim, há produtos diferenciados, em outros formatos. Porém, não se trata de calcários, dentro do que é preconizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Também surgem fórmulas “superconcentradas”, que prometem substituir calcário. As mensagens enchem os olhos, com a promessa de reduzir custos na aplicação e no frete.

Lembre-se: o calcário agrícola é vendido acompanhado de documentação que apresenta suas características, como a granulometria, por exemplo. A autorização do MAPA também é citada nessa documentação e pode ser checada no site do ministério.

2. A matemática do solo gera neutralização real

A correção da acidez é uma reação química que depende de quantidade, ou seja, massa. Para neutralizar o alumínio tóxico e elevar o pH de um hectare de área plantada ou pastagem, o solo precisa de volume real de Cálcio e Magnésio.

O Cálcio é essencial para os tecidos da planta. Já o Magnésio surge na clorofila e garante a energia da lavoura.

3. O tripé da calagem tradicional

O calcário traz vários benefícios, mas há 3 principais: fornecimento de Cálcio e Magnésio, melhoria do ambiente para as raízes da planta e aumento da eficiência dos fertilizantes, como os conhecidos NPK.

4. Alerta: prejuízo duplo à vista!

O agricultor não perde apenas o dinheiro investido quando se socorre do produto “milagreiro”, mas perde também o potencial produtivo da safra inteira porque o solo continuará ácido.

E, em algum momento, esse desequilíbrio trará prejuízos.

5. “Mas o que devo ficar de olho nos produtos que corrigem a acidez do solo?”

A orientação é seguir um “passo a passo” que ajuda a identificar eventuais falhas. Exigir o PRNT e o registro no Mapa é uma ação necessária. Fazer a análise do solo é fundamental.

Em resumo

A aplicação de calcário permanece como a prática mais segura, barata e eficiente para o bolso do produtor.

Em momentos de custos altos, a melhor estratégia é errar menos.

Proteger o seu solo com o calcário e a orientação técnica correta é a única garantia de que todo esforço se transformará em sacas colhidas no final da temporada.

Esse vídeo do pesquisador Heitor Cantarella, do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), aborda medidas simples que podem ser adotadas.

Fonte: Abracal

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT