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20 de junho de 2026

Sustentabilidade

Análise mensal do mercado do milho – MAIS SOJA

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Mesmo diante de uma oferta brasileira recorde de milho em 2025, os preços do cereal registraram recuperação em boa parte do ano, operando acima dos patamares de 2024. Considerando-se o agregado das três safras 2024/25, a produção brasileira atingiu 141 milhões de toneladas, volume 22% superior ao da safra anterior, impulsionado sobretudo pelo expressivo avanço da segunda safra, reflexo do aumento da produtividade nos principais estados produtores.

No cenário internacional, a oferta mundial de milho manteve-se praticamente estável entre as safras 2023/24 e 2024/25. As reduções de produção observadas em países como Rússia, Estados Unidos e Ucrânia foram compensadas por aumentos em outros, especialmente no Brasil, na China e na Índia.

No início de 2025, embora as previsões já indicassem uma produção nacional maior, o mercado doméstico foi fortemente influenciado pelo estoque de passagem historicamente reduzido, estimado em apenas 1,8 milhão de toneladas em janeiro/25. A esse fator somaram-se a demanda interna aquecida, os valores elevados pedidos pelos vendedores e as dificuldades logísticas, uma vez que, naquele período, a prioridade era o escoamento da soja. Esse conjunto de fatores sustentou e elevou os preços do milho no primeiro trimestre do ano.

Entre janeiro e março, a média do Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas – SP) foi de R$ 81,35 por saca de 60 kg, avanço de 13% em relação ao último trimestre de 2024 e expressiva alta de 28% em relação ao mesmo período de 2024.

Nos meses seguintes, as cotações passaram a recuar, pressionadas pela maior disponibilidade do cereal diante do avanço da colheita da safra de verão, que, segundo a Conab, totalizou 24,93 milhões de toneladas, aumento de 9% em relação a 2024. Além disso, o bom desenvolvimento da segunda safra, favorecido por condições climáticas adequadas, reforçou as expectativas de uma colheita volumosa na temporada 2024/25, intensificando a pressão sobre os preços domésticos.

Ainda assim, esse cenário não foi suficiente para provocar quedas mais intensas no primeiro semestre. A média do Indicador ESALQ/BM&FBovespa no período de janeiro a junho de 2025 foi de R$ 78,20 por saca, 28% superior ao do mesmo período de 2024, em termos nominais.

No início do segundo semestre, os preços seguiram em queda, influenciados pela retração da demanda, já que muitos consumidores aguardavam novas desvalorizações do cereal, fundamentados no avanço da colheita da segunda safra e nas estimativas indicando produção recorde no País. Outro fator relevante foi o desempenho das exportações: de fevereiro a julho de 2025, o Brasil embarcou 5,3 milhões de toneladas de milho, abaixo das 7 milhões de toneladas exportadas no mesmo período de 2024. Com exportações mais lentas e a colheita da segunda safra em andamento, vendedores passaram a demonstrar maior flexibilidade nas negociações.

A segunda safra respondeu por 113,27 milhões de toneladas, forte aumento de 26% em relação à temporada anterior, enquanto a terceira safra cresceu 15% e atingiu 2,8 milhões de toneladas em 2024/25. Somando-se a produção ao estoque inicial de 1,8 milhão de toneladas e às importações de 1,7 milhão de toneladas, a disponibilidade total da safra 2024/25 foi estimada em 144,67 milhões de toneladas. O consumo interno ficou em 90,56 milhões de toneladas, gerando um excedente de 54,11 milhões de toneladas, segundo dados da Conab.

A Conab projeta que, entre fevereiro/25 e janeiro/26, o Brasil exporte cerca de 40 milhões de toneladas de milho. Caso esse volume se confirme, juntamente com o consumo interno estimado, os estoques finais devem atingir 14 milhões de toneladas em janeiro/26, bem acima das 1,8 milhão de toneladas da temporada anterior.

Com estoques elevados e exportações enfraquecidas, especialmente entre julho e setembro, período de maior intensidade da colheita da segunda safra, os preços domésticos voltaram a ceder. Ainda assim, permaneceram superiores aos registrados no ano anterior, em termos nominais. A média do Indicador ESALQ/BM&FBovespa nesses três meses foi de R$ 64,09/sc, cerca de 7% acima do mesmo período de 2024. Na reta final do ano, a partir de outubro, produtores passaram a restringir a oferta no mercado spot, movimento que voltou a sustentar os preços domésticos até meados de dezembro, com agentes relatando dificuldades na recomposição de estoques. Com isso, a média em 2025 do Indicador ESALQ/BM&FBovespa registrou alta de 13% até o dia 30 de dezembro.

No cenário internacional, a produção mundial de milho na safra 2024/25 foi estimada pelo USDA em 1,23 bilhão de toneladas, estável em relação à safra anterior. Houve cortes de produção nos Estados Unidos (-3%), na Ucrânia (-17%) e na Rússia (-15%), enquanto o Brasil (+14%), a Índia (+12%) e a China (+2%) registraram aumentos. O consumo global foi estimado em 1,25 bilhão de toneladas, avanço de 2%, o que levou a uma redução de 7,5% nos estoques finais, projetados em 291,65 milhões de toneladas, com a relação estoque/consumo recuando para 23,3%. As transações internacionais foram estimadas em 191,24 milhões de toneladas, queda de 3% em relação à safra anterior. Nesse contexto, os preços internacionais do milho registraram alta ao longo da maior parte de 2025. O primeiro vencimento negociado na Bolsa de Chicago (CME Group) teve média anual de US$ 4,38/bushel (US$ 172/t), elevação de 3% em relação a 2024.

Fonte: Cepea



 

FONTE

Autor:AGROMENSAIS DEZEMBRO/2025

Site: CEPEA

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Sustentabilidade

Trigo fecha em baixa em Chicago com dólar forte e perspectiva de ampla oferta global – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta quinta-feira (18) em baixa, pressionada pela valorização do dólar e pelas perspectivas de ampla oferta global. Ainda assim, o contrato julho acumulou ganho de 3,24% na semana.

O mercado foi pressionado pela valorização do dólar frente às principais moedas e pelas perspectivas de ampla oferta global de trigo. O índice do dólar atingiu o maior nível em um ano após a reunião de política monetária do Federal Reserve reforçar as expectativas de elevação dos juros nos Estados Unidos.

A valorização da moeda norte-americana reduziu a competitividade do trigo dos Estados Unidos no mercado internacional, tornando o cereal mais caro para os compradores externos. Também pesou sobre as cotações a expectativa de uma grande safra na Rússia, principal exportadora mundial de trigo.

Operadores também ajustaram posições antes do feriado de Juneteenth nos Estados Unidos, que manterá os mercados de Chicago fechados nesta sexta-feira (19). Além disso, a queda do petróleo contribuiu para o movimento negativo observado ao longo da sessão.

O cenário de ampla disponibilidade global continuou limitando o impacto positivo da demanda observada recentemente em licitações internacionais. A agência estatal de grãos da Argélia (OAIC) comprou mais de 800 mil toneladas de trigo de moagem em uma licitação internacional encerrada nesta quarta-feira (18), segundo traders europeus.

As vendas líquidas norte-americanas de trigo para a temporada comercial 2026/27, iniciada em 1º de junho, somaram 400.800 toneladas na semana encerrada em 11 de junho, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O principal destino foi o Japão, com 167.400 toneladas. Para a temporada 2027/28, foram registradas vendas adicionais de 26.900 toneladas. O volume ficou dentro da faixa esperada pelo mercado, de 300 mil a 650 mil toneladas considerando as duas temporadas.

Os contratos com entrega em julho fecharam cotados a US$ 6,05 3/4 por bushel, com baixa de 7,00 centavos de dólar, ou 1,14%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em setembro encerraram a US$ 6,14 por bushel, com queda de 7,25 centavos de dólar, ou 1,16%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços

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Imagem de Александр Пономарев por Pixabay

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana sem movimentações relevantes. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a ausência de negociações na Bolsa de Chicago impediu uma formação mais efetiva dos preços ao longo desta sexta-feira. Segundo ele, as cotações observadas foram basicamente nominais, servindo apenas como referência para os agentes do mercado.

Silveira destaca que não houve registro de negociações expressivas ou de grandes lotes ao longo do dia. “A semana fechou sem volumes importantes rodando”, resume.

Cotações de soja

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 127,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 128,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 121,50
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 113,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 116,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,50
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 134,00

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com queda de 0,19%, cotado a R$ 5,1640 para venda e a R$ 5,1620 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,1325 e R$ 5,1685. Apesar da baixa desta sexta-feira, a divisa acumulou valorização de 2,08% na semana.2,08% na semana.

O post Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços apareceu primeiro em Canal Rural.

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Sustentabilidade

Ceema/Unijuí: Mercado da soja opera entre a volatilidade externa e o avanço da safra americana – MAIS SOJA

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Em Chicago, as cotações da soja, após despencarem a partir do dia 02/06, quando o bushel chegou a US$ 11,13 nos dias 09 e 12 (a mais baixa cotação desde o dia 09/02/26), ensaiaram uma recuperação nesta semana, com o bushel alcançando US$ 11,32 no dia 17/06, para o primeiro mês cotado. Já o fechamento desta quinta-feira (18) ficou em US$ 11,22/bushel, contra US$ 11,15 uma semana antes.

Além da possibilidade de um acordo de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio, o mercado esteve pressionado pelo clima positivo nos EUA, para a nova safra, e de olho nos juros daquele país. A manutenção do juro básico em 3,5% a 3,75% aa por lá leva muitos investidores, que esperavam um aumento nos mesmos, a buscarem comprar contratos de commodities, dentre eles o de soja, o que faz o bushel subir de valor.

Além disso, houve rumores de que a China estaria para comprar soja dos EUA, novamente. Lembrando, ainda, que no dia 30/06 teremos o relatório de área final semeada nos EUA, o que poderá definir a tendência das cotações para julho. Por outro lado, o plantio da soja nos EUA, até o dia 14/06, atingia a 95% da área prevista, contra 93% na média. Do total semeado, 88% das lavouras estavam germinadas. Soma-se a isso o fato de que a qualidade das lavouras melhorou na semana, com 66% das mesmas estando entre boas a excelentes, após recuarem para 65% na semana anterior. Outros 28% das lavouras estavam regulares e 6% ruins ou muito ruins.

Dito isso, na semana encerrada em 11 de junho, os EUA embarcaram 522.687 toneladas de soja, ficando dentro das expectativas do mercado. Em todo o atual ano comercial o volume embarcado totaliza 36,6 milhões de toneladas, ainda 20% a menos do que no mesmo período do ano anterior.

Já a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA informou que o esmagamento de soja no país, em maio, atingiu a 5,68 milhões de toneladas da oleaginosa, enquanto a projeção do mercado era de 5,77 milhões. Apesar de ficar abaixo do esperado, o volume é 8% maior do que no mesmo mês de 2025. Enquanto isso, os estoques de óleo de soja nos Estados Unidos estavam em 1,74 bilhão de libras, sendo 26% maiores do que um ano atrás.

Por sua vez, o acordo entre os EUA e o Irã para o término da guerra, que parece finalmente se consolidar, é positivo para os mercados e a economia mundial. Se ele for mantido, o mercado terá mais estabilidade a partir de agora, embora possa haver recuo nos valores da soja devido ao recuo nos preços do óleo de soja em Chicago, puxados pelo recuo nas cotações mundiais do petróleo. Tanto é verdade que o fechamento do óleo de soja, em Chicago, no dia 18/06, ficou em 69,69 centavos de dólar por librapeso, rompendo o piso dos 70,00 centavos pela primeira vez desde o dia 20 de abril passado. Todavia, por enquanto, a volatilidade do mercado não foi totalmente eliminada, pois há dúvidas quanto a eficácia do acordo.

Soma-se a isso as especulações climáticas sobre a safra dos EUA, pois as tendências indicariam, para julho, um clima um pouco mais seco nas regiões produtoras de soja daquele país. Enfim, no Brasil o mercado se mantém estável, com o câmbio girando entre R$ 5,05 e R$ 5,15 por dólar durante a semana. Assim, os preços, nas principais praças gaúchas, ficaram em R$ 114,00/saco, enquanto nas demais praças nacionais os mesmos giraram entre R$ 102,00 e R$ 114,00/saco.

Dito isso, a Conab, em seu boletim mensal de junho, trouxe a safra brasileira de 2025/26 para 180,2 milhões de toneladas, contra 171,5 milhões um ano antes. Isso representa um aumento de 5,1%. O Rio Grande do Sul, às voltas com nova estiagem, acabou colhendo 18,6 milhões de toneladas, contra 16,6 milhões no ano anterior, destacando que outras entidades gaúchas (Emater e iniciativa privada) avançam pouco mais de 13 milhões de toneladas colhidas no ano anterior. Segundo, ainda, a Conab, a produtividade média brasileira ficou em 61,9 sacos/hectare em 2025/26, enquanto a gaúcha atingiu a apenas 46,2 sacos.

Enfim, a exportação brasileira total de soja, em junho, está estimada em 15,3 milhões de toneladas segundo a Anec. Se confirmados, tais embarques cresceriam 1,5 milhão de toneladas em relação a junho do ano anterior.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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