Sustentabilidade
Análise mensal do mercado da soja – MAIS SOJA

O mercado de soja apresentou elevada volatilidade de preços ao longo de 2025, em um contexto de ampla oferta global, disputas comerciais entre China e Estados Unidos, mudanças na política de “retenciones” na Argentina e expansão da demanda em diversos países. As cotações médias foram as mais baixas dos últimos anos tanto no Brasil quanto no front externo.
Os Indicadores CEPEA/ESALQ – Paranaguá (PR) e CEPEA/ESALQ Paraná registraram em 2025 as menores médias anuais desde 2019, em termos reais (deflacionamento pelo IGP-DI de novembro/25), de R$ 135,66/saca e R$ 130,10/sc de 60 kg, respectivamente, recuos de 1,9% e de 2,9% frente às de 2024.
Na Bolsa de Chicago (CME Group), o contrato de primeiro vencimento da oleaginosa caiu 5,7% no comparativo anual, à média de US$ 10,38/bushel em 2025 (até 22/12), a menor desde 2020, em termos nominais.
No Brasil, apesar de o ano ter começado com o menor estoque de passagem em quatro safras, estimado em 7,2 milhões de toneladas, o avanço acelerado da colheita 2024/25 confirmou uma produção recorde de 171,48 milhões de toneladas. A quebra registrada no Rio Grande do Sul foi compensada pela elevada produtividade nos demais estados, o que ampliou a disponibilidade interna e a liquidez do mercado spot. Com esse desempenho, o País respondeu por cerca de 40% da produção mundial, estimada em 427,15 milhões de toneladas pelo USDA.
Argentina e Estados Unidos também tiveram uma recuperação expressiva na produção, alcançando os maiores volumes desde a safra 2021/22. Os EUA colheram 119,04 milhões de toneladas, crescimento de 5% em relação à temporada anterior, enquanto a Argentina produziu 51,1 milhões de toneladas, avanço de 6%. Outros países também atingiram recordes, como Índia, Rússia, Bolívia e União Europeia, reforçando o cenário de ampla oferta global.
Do lado da demanda, o desempenho também foi relevante. A China importou 108 milhões de toneladas, quantidade 3,5% menor que a da safra anterior, mas esse recuo foi compensado pela expansão das compras em outros destinos, como União Europeia, Japão, Taiwan, Tailândia, Egito, Vietnã, Coreia do Sul e Turquia. No total, o comércio mundial de soja atingiu 184,8 milhões de toneladas na safra 2024/25, alta de 3,9%, com o Brasil respondendo por 55,8% das exportações globais.
Os embarques brasileiros atingiram um novo recorde em 2025. “Segundo a Secex, em 2025, foram 108,18 milhões de toneladas de soja exportadas, superando em 9,48% o volume enviado em todo o ano de 2024. A China permaneceu como principal destino, com participação de 78,97%, enquanto a Argentina ampliou as importações do grão brasileiro em 73,5%, um movimento atípico e relevante ao longo do ano.”
ÓLEO DE SOJA – No mercado de óleo de soja, a pressão baixista do grão foi parcialmente mitigada pela forte demanda, sobretudo para biodiesel. O processamento mundial atingiu 358,19 milhões de toneladas e, no Brasil, 58 milhões de toneladas, ambos os volumes recordes. As exportações brasileiras de óleo somaram 1,24 milhão de toneladas em 2025 (de janeiro a novembro), ligeiramente acima do total de 2024.

O consumo doméstico de óleo alcançou 10,6 milhões de toneladas, impulsionado pela elevação da mistura obrigatória de biodiesel de B14 para B15, válida a partir de agosto. Nesse período, os preços do óleo de soja bruto e degomado superaram R$ 7.000/tonelada, com média anual de R$ 6.786,94/tonelada, alta real de 11,6% em relação a 2024 e a maior média desde 2022.
Esse cenário elevou, de forma inédita, a participação do óleo de soja na margem da indústria esmagadora. Em setembro, essa fatia superou 50%, e, na média de 2025, foi de 45,4%, enquanto o farelo representou 54,5%, frente a 37,8% e 62,2%, respectivamente, em 2024. Ainda assim, a margem média de esmagamento em 2025 foi de R$ 463,41/tonelada, a mais baixa desde 2020, o que reflete a menor contribuição do farelo.
FARELO DE SOJA – As cotações do farelo de soja recuaram para os patamares mais baixos em 14 anos, pressionadas pelo aumento da oferta decorrente do maior esmagamento e pelas mudanças nas retenciones argentinas, que ampliaram a competitividade do farelo daquele país no mercado internacional. Além disso, o avanço dos contratos do tipo “frame” reduziu a liquidez do spot doméstico.

Nas principais praças acompanhadas pelo Cepea, as médias anuais foram as menores desde 2011, com queda média real de 19,1% em relação a 2024. Ainda assim, a retração foi parcialmente compensada pelo consumo interno recorde, estimado pela Conab em 20 milhões de toneladas, e pelas exportações elevadas, que somaram 21,3 milhões de toneladas entre janeiro e novembro, ligeiramente acima do volume escoado no mesmo período de 2024.
Fonte: Cepea

Autor:AGROMENSAIS DEZEMBRO/2025
Site: CEPEA
Sustentabilidade
Trigo fecha em baixa em Chicago com dólar forte e perspectiva de ampla oferta global – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta quinta-feira (18) em baixa, pressionada pela valorização do dólar e pelas perspectivas de ampla oferta global. Ainda assim, o contrato julho acumulou ganho de 3,24% na semana.
O mercado foi pressionado pela valorização do dólar frente às principais moedas e pelas perspectivas de ampla oferta global de trigo. O índice do dólar atingiu o maior nível em um ano após a reunião de política monetária do Federal Reserve reforçar as expectativas de elevação dos juros nos Estados Unidos.
A valorização da moeda norte-americana reduziu a competitividade do trigo dos Estados Unidos no mercado internacional, tornando o cereal mais caro para os compradores externos. Também pesou sobre as cotações a expectativa de uma grande safra na Rússia, principal exportadora mundial de trigo.
Operadores também ajustaram posições antes do feriado de Juneteenth nos Estados Unidos, que manterá os mercados de Chicago fechados nesta sexta-feira (19). Além disso, a queda do petróleo contribuiu para o movimento negativo observado ao longo da sessão.
O cenário de ampla disponibilidade global continuou limitando o impacto positivo da demanda observada recentemente em licitações internacionais. A agência estatal de grãos da Argélia (OAIC) comprou mais de 800 mil toneladas de trigo de moagem em uma licitação internacional encerrada nesta quarta-feira (18), segundo traders europeus.
As vendas líquidas norte-americanas de trigo para a temporada comercial 2026/27, iniciada em 1º de junho, somaram 400.800 toneladas na semana encerrada em 11 de junho, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O principal destino foi o Japão, com 167.400 toneladas. Para a temporada 2027/28, foram registradas vendas adicionais de 26.900 toneladas. O volume ficou dentro da faixa esperada pelo mercado, de 300 mil a 650 mil toneladas considerando as duas temporadas.
Os contratos com entrega em julho fecharam cotados a US$ 6,05 3/4 por bushel, com baixa de 7,00 centavos de dólar, ou 1,14%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em setembro encerraram a US$ 6,14 por bushel, com queda de 7,25 centavos de dólar, ou 1,16%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana sem movimentações relevantes. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a ausência de negociações na Bolsa de Chicago impediu uma formação mais efetiva dos preços ao longo desta sexta-feira. Segundo ele, as cotações observadas foram basicamente nominais, servindo apenas como referência para os agentes do mercado.
Silveira destaca que não houve registro de negociações expressivas ou de grandes lotes ao longo do dia. “A semana fechou sem volumes importantes rodando”, resume.
Cotações de soja
- Passo Fundo (RS): manteve em R$ 127,00
- Santa Rosa (RS): manteve em R$ 128,00
- Cascavel (PR): manteve em R$ 121,50
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 113,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
- Rio Verde (GO): manteve em R$ 116,00
- Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,50
- Rio Grande (RS): manteve em R$ 134,00
Câmbio
No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com queda de 0,19%, cotado a R$ 5,1640 para venda e a R$ 5,1620 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,1325 e R$ 5,1685. Apesar da baixa desta sexta-feira, a divisa acumulou valorização de 2,08% na semana.2,08% na semana.
O post Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços apareceu primeiro em Canal Rural.
Sustentabilidade
Ceema/Unijuí: Mercado da soja opera entre a volatilidade externa e o avanço da safra americana – MAIS SOJA

Em Chicago, as cotações da soja, após despencarem a partir do dia 02/06, quando o bushel chegou a US$ 11,13 nos dias 09 e 12 (a mais baixa cotação desde o dia 09/02/26), ensaiaram uma recuperação nesta semana, com o bushel alcançando US$ 11,32 no dia 17/06, para o primeiro mês cotado. Já o fechamento desta quinta-feira (18) ficou em US$ 11,22/bushel, contra US$ 11,15 uma semana antes.
Além da possibilidade de um acordo de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio, o mercado esteve pressionado pelo clima positivo nos EUA, para a nova safra, e de olho nos juros daquele país. A manutenção do juro básico em 3,5% a 3,75% aa por lá leva muitos investidores, que esperavam um aumento nos mesmos, a buscarem comprar contratos de commodities, dentre eles o de soja, o que faz o bushel subir de valor.
Além disso, houve rumores de que a China estaria para comprar soja dos EUA, novamente. Lembrando, ainda, que no dia 30/06 teremos o relatório de área final semeada nos EUA, o que poderá definir a tendência das cotações para julho. Por outro lado, o plantio da soja nos EUA, até o dia 14/06, atingia a 95% da área prevista, contra 93% na média. Do total semeado, 88% das lavouras estavam germinadas. Soma-se a isso o fato de que a qualidade das lavouras melhorou na semana, com 66% das mesmas estando entre boas a excelentes, após recuarem para 65% na semana anterior. Outros 28% das lavouras estavam regulares e 6% ruins ou muito ruins.
Dito isso, na semana encerrada em 11 de junho, os EUA embarcaram 522.687 toneladas de soja, ficando dentro das expectativas do mercado. Em todo o atual ano comercial o volume embarcado totaliza 36,6 milhões de toneladas, ainda 20% a menos do que no mesmo período do ano anterior.
Já a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA informou que o esmagamento de soja no país, em maio, atingiu a 5,68 milhões de toneladas da oleaginosa, enquanto a projeção do mercado era de 5,77 milhões. Apesar de ficar abaixo do esperado, o volume é 8% maior do que no mesmo mês de 2025. Enquanto isso, os estoques de óleo de soja nos Estados Unidos estavam em 1,74 bilhão de libras, sendo 26% maiores do que um ano atrás.
Por sua vez, o acordo entre os EUA e o Irã para o término da guerra, que parece finalmente se consolidar, é positivo para os mercados e a economia mundial. Se ele for mantido, o mercado terá mais estabilidade a partir de agora, embora possa haver recuo nos valores da soja devido ao recuo nos preços do óleo de soja em Chicago, puxados pelo recuo nas cotações mundiais do petróleo. Tanto é verdade que o fechamento do óleo de soja, em Chicago, no dia 18/06, ficou em 69,69 centavos de dólar por librapeso, rompendo o piso dos 70,00 centavos pela primeira vez desde o dia 20 de abril passado. Todavia, por enquanto, a volatilidade do mercado não foi totalmente eliminada, pois há dúvidas quanto a eficácia do acordo.
Soma-se a isso as especulações climáticas sobre a safra dos EUA, pois as tendências indicariam, para julho, um clima um pouco mais seco nas regiões produtoras de soja daquele país. Enfim, no Brasil o mercado se mantém estável, com o câmbio girando entre R$ 5,05 e R$ 5,15 por dólar durante a semana. Assim, os preços, nas principais praças gaúchas, ficaram em R$ 114,00/saco, enquanto nas demais praças nacionais os mesmos giraram entre R$ 102,00 e R$ 114,00/saco.
Dito isso, a Conab, em seu boletim mensal de junho, trouxe a safra brasileira de 2025/26 para 180,2 milhões de toneladas, contra 171,5 milhões um ano antes. Isso representa um aumento de 5,1%. O Rio Grande do Sul, às voltas com nova estiagem, acabou colhendo 18,6 milhões de toneladas, contra 16,6 milhões no ano anterior, destacando que outras entidades gaúchas (Emater e iniciativa privada) avançam pouco mais de 13 milhões de toneladas colhidas no ano anterior. Segundo, ainda, a Conab, a produtividade média brasileira ficou em 61,9 sacos/hectare em 2025/26, enquanto a gaúcha atingiu a apenas 46,2 sacos.
Enfim, a exportação brasileira total de soja, em junho, está estimada em 15,3 milhões de toneladas segundo a Anec. Se confirmados, tais embarques cresceriam 1,5 milhão de toneladas em relação a junho do ano anterior.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

Agro Mato Grosso17 horas agoIpiranga do Norte (MT) sediará a Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27
Business16 horas agoA trajetória que transformou a Fazenda Dois Irmãos em referência no milho
Agro Mato Grosso17 horas agoAprosoja MT alerta para impactos da MP 1.343 sobre logística e competitividade
Agro Mato Grosso18 horas agoVÍDEO: centenas de araras com as cores do Brasil se ‘hospedam’ em hotel de MT
Featured15 horas agoÁguas Cuiabá inicia seleção de estagiários com benefícios e bolsa
Business16 horas agoDia de Campo em Barbosa Ferraz apresenta tecnologias para milho silagem
Sustentabilidade17 horas agoSoja/RS: Segundo Emater, colheita está tecnicamente encerrada no Estado – MAIS SOJA
Sustentabilidade21 horas agoSafras & Mercado estima queda de 27% na produção de trigo da Argentina em 2026/27 – MAIS SOJA















