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Sustentabilidade

Análise mensal do mercado do arroz – MAIS SOJA

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O mercado de arroz no Brasil enfrentou desafios consideráveis em 2025, com a combinação de uma supersafra nacional, aumento da oferta global e demandas interna e externa enfraquecidas. Esses fatores resultaram em queda acentuada nos preços do arroz em casca, que registraram os patamares mais baixos desde 2011. A alta disponibilidade do produto, aliada à retração da demanda doméstica e internacional, bem como às dificuldades na comercialização do arroz beneficiado, resultou em liquidez extremamente baixa durante quase todo o ano. No setor industrial, a ociosidade foi significativa, enquanto os produtores no campo enfrentaram sérios problemas de descapitalização, tornando-se cada vez mais dependentes de vendas pontuais.

A temporada 2024/25 foi diretamente influenciada pelo cenário de preços recordes observados no ano anterior, que garantiram uma das maiores rentabilidades já registradas para os produtores. Este contexto estimulou a expansão moderada da área plantada e o aumento nos investimentos nas lavouras. Com o clima favorável desde o início da semeadura, a produtividade nas principais regiões produtoras do País apresentou forte recuperação.

A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) estimou a produção de arroz para a safra 2024/25 em 12,76 milhões de toneladas, aumento de 20,62% em relação à safra anterior (2023/24). As importações foram projetadas em 1,4 milhão de toneladas, ligeira redução de 1,51% em relação ao ano passado, enquanto o consumo foi estimado em 11 milhões de toneladas, com crescimento de 4,29%. As exportações foram previstas em 1,6 milhão de toneladas, aumento de 17,46% em relação ao ciclo anterior. Contudo, o excedente de oferta elevou os estoques finais para 2 milhões de toneladas, um aumento impressionante de 313,5%, consolidando um cenário de ampla disponibilidade no mercado e reforçando as expectativas baixistas para 2025.

QUEDA NOS PREÇOS – Os preços do arroz continuaram a cair ao longo do ano. O Indicador CEPEA/IRGA-RS (58% de grãos inteiros, pagamento à vista) registrou quedas sucessivas, refletindo as dificuldades das indústrias para escoar o arroz beneficiado, bem como o desinteresse do varejo em realizar compras adicionais, em função da resistência do consumidor e da queda nos preços nos elos a montante da cadeia produtiva. A média anual do Indicador em 2025 foi de R$ 71,84/sc de 50 kg, queda de 36,44% em relação à média de R$ 113,03/sc registrada em 2024. Em termos reais, corrigidos pelo IGP-DI, os preços caíram ao menor nível desde junho de 2011, marcando o patamar mais baixo em 14 anos.

O preço do arroz beneficiado também seguiu a tendência de queda. De janeiro a novembro de 2025, a média foi de R$ 135,04/sc de 30 kg, redução de 15,6% em relação a 2024, refletindo a lentidão nas vendas no atacado e no varejo.

LIQUIDEZ E DINÂMICA DO MERCADO – A liquidez foi limitada desde o início de 2025, mas se reduziu ainda mais durante o período de semeadura da safra 2025/26. Muitos produtores optaram por se afastar das negociações para se concentrar nas atividades agrícolas, ofertando apenas volumes pontuais para cobrir despesas imediatas. A demanda também foi baixa, com as indústrias comprando apenas quantidades reduzidas devido à dificuldade de repassar os custos do arroz beneficiado ao mercado. As medidas anunciadas pela Conab, como AGF, PEP e Pepro, geraram expectativas temporárias de recuperação, mas não conseguiram reverter a queda dos preços.

COMÉRCIO EXTERIOR – O comércio exterior de arroz também desacelerou ao longo de 2025. De janeiro a dezembro, foram exportadas 1,41 milhão de toneladas de arroz em equivalente casca, 6% a menos que em 2024. As importações caíram 19% em igual comparativo, somando 1,3 milhão de toneladas no ano anterior. Assim, as vendas externas superaram as compras em 2025, refletindo o enfraquecimento da demanda externa, devido à queda das cotações globais, o que tornou o arroz brasileiro menos competitivo.

MERCADO INTERNACIONAL – Globalmente, o mercado de arroz também passou por um cenário de oferta excessiva. A produção mundial de arroz na safra 2024/25 foi estimada em 541,27 milhões de toneladas, aumento de 3,3% em relação ao ciclo anterior. O consumo mundial cresceu 1,2% para 531,14 milhões de toneladas. Como resultado, os estoques globais aumentaram 5,6%, chegando a 190,33 milhões de toneladas, pressionando ainda mais as cotações internacionais. O índice global de preços de arroz, calculado pela FAO, caiu para 96,9 pontos em novembro de 2025, o menor nível desde abril de 2017, com retração anual de 19,72% em relação a novembro de 2024. No Mercosul, os preços também caíram significativamente em 2025: na Argentina, a queda foi de 38,69%; no Uruguai, de 31,49%; e no Brasil, de 31,35%.

Fonte: Cepea



 

FONTE

Autor:AGROMENSAIS DEZEMBRO/2025

Site: CEPEA

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Sustentabilidade

Soja impulsiona processamento recorde de oleaginosas na Argentina em 2025

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Foto: Jefferson Aleffe/Marca Comunicação

A agroindústria da Argentina encerrou o ano de 2025 com um marco histórico, processando um volume recorde de 47,6 milhões de toneladas de oleaginosas. Segundo relatório divulgado pela Bolsa de Comércio de Rosário (BCR), o desempenho foi impulsionado pela boa oferta de soja e girassol, resultando na menor capacidade ociosa do setor industrial desde 2011.

O mercado de milho vive um momento de forte dinamismo. A comercialização e a fixação de preços para a safra nova 2025/26 dispararam, motivadas pela competitividade do cereal argentino no mercado internacional.

De acordo com a BCR, o preço FOB do milho argentino posiciona-se como “o mais competitivo adiante”, o que tem tracionado a demanda no mercado local.

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Em contrapartida, o cenário para a soja mostra-se diferente. As vendas antecipadas da oleaginosa estão estagnadas, mesmo diante de preços futuros que atingiram máximas recentes.

A entidade aponta que a depreciação do dólar tem dado suporte às cotações das commodities, mas isso ainda não foi suficiente para destravar a comercialização da soja no ritmo esperado.

O relatório também destaca que o Índice Composto Coincidente de Atividade Econômica da Argentina (ICA-ARG) apresentou uma leve alta de 0,01% em dezembro, sinalizando estabilidade na atividade econômica do país.

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Sustentabilidade

Mercado brasileiro de milho deve iniciar semana com negociações travadas – MAIS SOJA

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 O mercado brasileiro de milho deve iniciar a semana com negociações travadas, tendo em vista que os principais formadores de preço operam em direções opostas. Além disso, o avanço da oferta da safra de verão pressiona os preços. A Bolsa de Chicago opera em queda, enquanto o dólar sobe frente ao real.

O mercado brasileiro de milho apresentou preços de estáveis a mais baixos nesta quarta-feira. Segundo Safras & Mercado, a oferta com a colheita da safra de verão pesa sobre as cotações. A necessidade de caixa dos produtores e de espaço nos armazéns para a chegada da safra de soja pesa sobre os preços do milho.

No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 67,00/70,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 67,00/69,00 a saca.

No Paraná, a cotação ficou em R$ 61,00/63,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 63,00/65,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 67,00/68,00 a saca.

No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 64,00/65,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 61,00/63,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 56,00/60,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 52,00/56,00 a saca em Rondonópolis.

CHICAGO

* Os contratos com entrega em março de 2026 estão cotados a US$ 4,26 1/2 por bushel, baixa de 1,75 centavo de dólar, ou 0,40%, em relação ao fechamento anterior.

* O mercado estende perdas, acompanhando a queda acentuada do petróleo em Nova York, com recuo superior a 5%, em um movimento associado à redução das tensões entre Estados Unidos e Irã. No fim de semana, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que segue em diálogo com representantes do governo iraniano.

* Na Argentina, as chuvas registradas nas principais áreas agrícolas do oeste do país melhoraram a umidade do solo. Mesmo assim, segundo a Bolsa de Buenos Aires, as lavouras de milho ainda dependem de novas precipitações nas próximas semanas para evitar perdas de rendimento.

* Sexta-feira (30), os contratos de milho com entrega em março fecharam a US$ 4,28 1/4, com baixa de 2,50 centavos, ou 0,58%, em relação ao fechamento anterior. A posição maio fechou a sessão a US$ 4,35 3/4 por bushel, perda de 3,25 centavos de dólar, ou 0,74%, em relação ao fechamento anterior.

CÂMBIO

* O dólar comercial opera com alta de 0,29%, cotado a R$ 5,2617. O Dollar Index registra valorização de 0,39% a 97,37 pontos.

INDICADORES FINANCEIROS

* As principais bolsas na Europa operam com índices firmes. Paris, + 0,47%. Frankfurt, +0,71%. Londres, + 0,63%.

* As principais bolsas da Ásia fecharam com preços baixos. Xangai, -2,48%. Japão, -1,25%.

* O petróleo opera com baixa. Março do WTI em NY: US$ 61,77 o barril (-5,27%).

AGENDA

– Inspeções de exportação semanal dos EUA – USDA, 13h.

– Estimativa de safra de soja, milho e algodão do MT – Imea, 16h.

– Dados de esmagamento de soja dos EUA em janeiro – USDA, 17h.

– Uso de milho na produção de etanol dos EUA – USDA, 17h.

—-Terça-feira (3/02)

– EUA: A processadora de amido ADM publica seus resultados trimestrais.

– EUA: A pesquisadora em agro Corteva publica seus resultados trimestrais.

– EUA: A gigante alimentícia PepsiCo publica seus resultados trimestrais.

– O BC divulga, às 8h, a ata da última reunião do Copom.

– O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga, às 9h, a Produção Industrial Mensal (PIM) referente a dezembro.

– Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral, na parte da manhã.

—–Quarta-feira (4/02)

– O conglomerado de alimentos holandês Bunge publica seus resultados trimestrais.

– Eurozona: A leitura preliminar do índice de preços ao consumidor de janeiro será publicada às 7h pelo Eurostat.

– Eurozona: A leitura do índice de preços ao produtor de dezembro será publicada às 7h pelo Eurostat.

– EUA: A posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada será publicada às 12h30 pela EIA.

—–Quinta-feira (5/02)

– A petrolífera britânica Shell publica seus resultados trimestrais.

– Reino Unido: A decisão de política monetária será publicada às 9h pelo BOE.

– Eurozona: A decisão de política monetária será publicada às 10h15 pelo BCE.

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 10h30.

– Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, na parte da tarde.

– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.

– O Ministério do Desenvolvimento, da Indústria, do Comércio e Serviços divulga, às 15h, os dados consolidados de janeiro, seguidos por coletiva de imprensa.

– Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.

—–Sexta-feira (6/02)

– Alemanha: A produção industrial de dezembro será publicada às 4h pelo Destatis.

– Alemanha: O saldo da balança comercial de dezembro será publicado às 4h pelo Destatis.

– A FGV divulga, às 8h, o IGP-DI referente a janeiro.

– EUA: O número de empregos criados ou perdidos pela economia (payroll) e a taxa de desemprego de janeiro será publicado às 10h30 pelo Departamento do Trabalho.

– Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA, 16h.

Autor/Fonte: Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News

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Sustentabilidade

Preços da soja recuam com expectativa de safra recorde e real valorizado

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Divulgação CNA

Os preços da soja em grão encerraram o mês de janeiro em queda no mercado brasileiro. Segundo pesquisadores do Cepea, o enfraquecimento das cotações está ligado às expectativas de uma oferta recorde no Brasil, à demanda doméstica limitada e à valorização do real frente ao dólar.

De acordo com o centro de pesquisas, o movimento cambial reduziu a competitividade da soja brasileira no mercado internacional. Com o real mais valorizado, parte dos compradores externos passou a priorizar a soja norte-americana, afastando demandantes do produto brasileiro.

Colheita avança, mas falta de umidade preocupa produtores do Sul

No campo, as atividades de colheita da soja avançam de forma gradual em diferentes regiões do país. No entanto, colaboradores consultados pelo Cepea indicam que os níveis de umidade do solo seguem abaixo do ideal em áreas do Sul do Brasil, principalmente em lavouras semeadas mais tardiamente.

Essa condição mantém os produtores em estado de alerta, diante do risco de impacto sobre o desenvolvimento das lavouras. As previsões climáticas apontam para chuvas mais abrangentes nos próximos dias, o que pode contribuir para a melhora do balanço hídrico e trazer alívio às áreas afetadas.

Mato Grosso lidera colheita da soja no país

Dados da Conab mostram que a colheita da soja alcançou 6,6% da área nacional até o dia 24 de janeiro. O percentual supera os 3,2% registrados no mesmo período da safra passada.

Mato Grosso segue à frente nos trabalhos de campo, com 19,7% da área colhida até a data, avanço expressivo em relação aos 3,6% observados no mesmo intervalo do ciclo anterior.

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