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5 de maio de 2026

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Ritmo das compras chinesas de soja dos EUA passa a ditar preços em Chicago e frustra o mercado

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Foto: Vinicius Ramos/Canal Rural BA

O mercado mundial de soja tem sido guiado, nas últimas semanas, pelo ritmo das compras chinesas de soja norte-americana. Segundo a consultoria Safras & Mercado, desde o anúncio do acordo entre Pequim e Washington, esse fator passou a ser o principal direcionador dos preços futuros na Bolsa de Chicago, com reflexos diretos também na comercialização doméstica.

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Levantamento da Safras & Mercado indica que a China comprou cerca de 4,8 milhões de toneladas de soja em grão dos Estados Unidos desde o fechamento do acordo, no fim de outubro. Considerando vendas para destinos não revelados, tradicionalmente atribuídas ao país asiático, o volume pode chegar a aproximadamente 5,6 milhões de toneladas. Os dados foram compilados a partir dos registros oficiais diários do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

As informações contradizem reportagem recente da agência Bloomberg, que citava fontes próximas às negociações e apontava que a China teria garantido ao menos 7 milhões de toneladas do produto americano. Mesmo no cenário mais otimista, segundo a Safras, os volumes negociados ficariam bem abaixo do acordo anunciado, que previa a compra de até 12 milhões de toneladas, com prazo posteriormente estendido até fevereiro.

Para o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os números divulgados não condizem com os dados oficiais. Segundo ele, caso as vendas realmente estivessem nesse patamar mais elevado, o comportamento do mercado seria diferente. “Se esse volume tivesse sido efetivado, os preços não estariam recuando da forma como estão”, avalia.

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A expectativa em torno do acordo havia impulsionado as cotações da soja em Chicago a partir da segunda quinzena de outubro, com valorização expressiva do contrato janeiro. No entanto, com a frustração do mercado em relação ao ritmo efetivo das compras chinesas, teve início um movimento de correção, levando os preços de volta a patamares próximos aos observados antes da forte alta registrada no período.

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Nova estrutura da Delegacia da Mulher em VG foca no acolhimento de vítimas

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Com equipes qualificadas 24 horas por dia, unidade passa a funcionar em endereço estratégico no bairro Centro Norte

O Governo de Mato Grosso instala nesta quarta-feira (6.5), às 20h, o plantão 24 horas na Delegacia de Defesa da Mulher e Vulneráveis, em Várzea Grande, para atender vítimas de violência doméstica e familiar.

Participam da instalação o governador Otaviano Pivetta, os secretários estaduais Mauro Carvalho (Casa Civil) e coronel PM Susane Tamanho (Segurança Pública), a delegada-geral da Polícia Civil, Daniel Maidel, e a chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência contra Mulher, delegada Mariel Antonini.

Para o plantão 24 horas, a Delegacia da Mulher vai funcionar em um novo endereço, localizado na Avenida Senador Filinto Müller, nº 2225, no bairro Centro Norte.

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A nova estrutura contará com equipes qualificadas, compostas por delegados, escrivães e investigadores capacitados para realizar o atendimento de forma humanizada, em um espaço amplo, com salas apropriadas para o acolhimento das vítimas.

SERVIÇO
Instalação do plantão 24 horas da Delegacia da Mulher e Vulneráveis de Várzea Grande
Data e hora: quarta-feira (6.5), 20h
Local: Delegacia de Defesa da Mulher e Vulneráveis de Várzea Grande – Avenida Senador Filinto Müller, nº 2225, Centro Norte, Várzea Grande.

 

Com Assessoria

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Delegação chinesa mira carne bovina sustentável e novos negócios em Mato Grosso

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Uma missão internacional liderada pela Câmara de Comércio da China para Importação e Exportação de Alimentos, Produtos Nativos e Subprodutos Animais (CFNA) está em Mato Grosso até 6 de maio com foco direto na carne bovina, sustentabilidade e ampliação da relação comercial com o país asiático. A China é destino de metade da produção de grãos e proteína animal de Mato Grosso.

O primeiro compromisso foi realizado nesta segunda-feira (4), no Palácio Paiaguás, em Cuiabá, em reunião com o governador Otaviano Pivetta, secretários de Estado e representantes do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), que intermediou e é anfitriã da comitiva. A delegação reúne técnicos da CFNA e cerca de 20 empresários asiáticos que atuam na importação, logística e distribuição de proteína animal no mercado chinês.

A visita tem caráter técnico e estratégico. Mato Grosso foi escolhido como vitrine de um dos temas que hoje mais pesam na abertura e manutenção de mercado: a capacidade de produzir com sustentabilidade comprovada e rastreabilidade completa, da origem do animal até o destino.

A delegação veio ao Estado para avaliar, in loco, como funciona o modelo de carne sustentável e como esse sistema pode atender às novas exigências do mercado chinês, cada vez mais atento a critérios ambientais, sanitários e de transparência na cadeia produtiva.

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“A visita ao Brasil está diretamente ligada ao avanço da carne com sustentabilidade. Mato Grosso já é reconhecido como uma das regiões mais avançadas do país nesse tema, e viemos entender como esse modelo funciona na prática, desde a fazenda até a chegada do produto ao mercado chinês”, afirmou a vice-presidente da CFNA, Yu Lu.

Além da carne bovina, a missão também observa a capacidade produtiva do Estado em outras commodities e avalia oportunidades de diversificação da pauta exportadora. O movimento acompanha uma estratégia mais ampla da China de garantir segurança alimentar com múltiplos fornecedores e cadeias mais previsíveis.

“A gente não está olhando apenas para a carne bovina. Mato Grosso tem força também em soja, milho e outros produtos, e isso amplia o interesse da China na região”, completou Yu Lu.

Cota para exportação

Outro ponto tratado na reunião foi a cota de exportação de carne para a China, que já apresenta alto nível de utilização nos primeiros meses do ano e gera preocupação entre produtores brasileiros. A cota do Brasil é de embarque de 1,106 milhão de toneladas de carne bovina por ano. De janeiro a março, o país já usou 46% da cota. Apenas Mato Grosso exportou para a China no ano passado 978,4 mil toneladas.

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Apesar disso, a avaliação da delegação chinesa é de continuidade nas compras, com possibilidade de ajustes futuros no modelo. Yu Lu explicou que existe um mecanismo de controle de volume, mas também há espaço para estudos e ajustes que permitam ampliar esse mercado ao longo dos próximos anos.

Do lado do Governo de Mato Grosso, o discurso foi de reposicionamento estratégico. O Estado quer consolidar uma imagem de fornecedor confiável em um mercado cada vez mais exigente.

“Mato Grosso não quer ser apenas um grande produtor. Queremos ser reconhecidos pela qualidade, pela sustentabilidade e pela rastreabilidade da nossa produção. É isso que garante acesso a mercado e competitividade no longo prazo”, afirmou o governador Otaviano Pivetta.

A leitura do Governo é de que essa agenda representa uma mudança de patamar na relação comercial com a China, especialmente pela presença direta da CFNA, que atua como elo entre o governo chinês e o setor produtivo e tem influência sobre regras de acesso ao mercado.

“Essa agenda mostra que Mato Grosso está sendo observado não só pelo volume que produz, mas pela forma como produz. A rastreabilidade e as boas práticas comerciais são diferenciais que colocam o estado em outro nível nas negociações internacionais”, afirmou a secretária de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman.

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A estratégia também passa por agregar valor à produção local e ampliar a participação do estado em etapas mais qualificadas da cadeia, incluindo industrialização e atração de investimentos estrangeiros.

“Mato Grosso já é essencial para a segurança alimentar chinesa porque entrega escala, regularidade e segurança. O próximo passo é avançar em valor agregado, industrialização e integração dessa cadeia com o mercado chinês”, destacou o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho.

Ganho para cadeia produtiva

Entre os avanços discutidos, está a possibilidade de ampliar a pauta exportadora com a inclusão de miúdos bovinos (fígado, rins, língua, coração, dentre outros), que ainda não fazem parte da cota padrão chinesa, hoje concentrada na carcaça bovina. A medida pode representar ganho imediato de valor para a cadeia produtiva.

A agenda da missão segue nos próximos dias com visitas técnicas a frigoríficos e associações do setor, nesta terça-feira (5), além de um workshop técnico no dia 6 de maio, organizado com o Imac, para aprofundar discussões sobre sustentabilidade, rastreabilidade e oportunidades comerciais.

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PM apreende 33 tabletes de pasta base escondidos em fundo falso e caminhonete em VG

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Suspeito de 41 anos foi preso em flagrante após denúncias levarem policiais do GAP a depósito de entorpecentes

Policiais militares do 4º Batalhão apreenderam 33 tabletes de pasta base de cocaína, na manhã desta segunda-feira (4.5), em Várzea Grande. As drogas foram encontradas em uma residência que servia como depósito de entorpecentes. Um homem, de 41 anos, foi preso em flagrante por tráfico ilícito de drogas.

O suspeito foi localizado pela equipe do Grupo de Apoio (GAP) do 4º BPM, que recebeu denúncias sobre um homem que estaria realizando a entrega de drogas em uma caminhonete S10 branca. Segundo as informações, o suspeito estava se deslocando pelo bairro Jardim Maringá.

Os militares seguiram em diligências, encontraram o veículo conduzido pelo homem e realizaram a abordagem. Dentro do carro, foram encontrados três tabletes de pasta base de cocaína escondidos no banco do passageiro.

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Em seguida, os policiais seguiram até a residência do suspeito, no bairro Tancredo Neves, em Cuiabá. No local, novas buscas foram feitas, e a PM localizou mais 30 tabletes da mesma droga em um compartimento oculto, no piso da área externa do imóvel.

O homem foi detido e conduzido para a Central de Flagrantes de Várzea Grande, com todo o entorpecente apreendido, para o registro da ocorrência e demais providências.

Com Assessoria 

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