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Sustentabilidade

Prognóstico climático para os meses de dezembro, janeiro e fevereiro no Brasil – MAIS SOJA

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ANÁLISE CLIMÁTICA DE NOVEMBRO

Em novembro de 2025, os maiores acumulados de chuva ocorreram no centro norte da Região Norte, parte norte de Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, no centro-sul de Mato Grosso do Sul, na porção central de Minas Gerais, sul de São Paulo e Paraná, com totais superiores a 150 mm, favorecendo a manutenção da umidade do solo nessas áreas. Por outro lado, a maior parte da Região Nordeste registrou volumes inferiores a 40 mm. O cenário foi especialmente crítico no leste do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e extremo norte de Sergipe, onde os totais ficaram abaixo de 10 mm, reduzindo os níveis de umidade do solo.

Na Região Norte, os maiores volumes de chuva concentraram-se no Amazonas, centro-oeste do Acre, norte de Rondônia, sul do Pará e no Tocantins, com totais superiores a 150 mm. Volumes entre 50 mm e 120 mm foram observados no restante da região, exceto em áreas pontuais do Baixo Amazonas e do nordeste do Pará, onde os acumulados ficaram abaixo de 40 mm, reduzindo a umidade do solo nessas áreas.

Na Região Nordeste, os maiores acumulados de chuva concentraram-se no oeste da Bahia e no centro-sul do Maranhão e do Piauí, com totais superiores a 90 mm, favorecendo a recuperação parcial da umidade do solo nessas áreas. Por outro lado, o norte do Maranhão e do Piauí, bem como o Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e o centro-norte de Sergipe, registraram precipitações inferiores a 30 mm, resultando em redução da umidade do solo.

Na Região Centro-Oeste, novembro foi marcado pela retomada da regularidade das chuvas, com volumes superiores a 120 mm na maior parte da região, contribuindo para a elevação dos níveis de umidade do solo. Esse cenário favoreceu a recuperação da umidade do solo em grande parte da região, favorecendo o avanço do plantio da soja, do milho primeira safra e o desenvolvimento do feijão.

Na Região Sudeste, o volume mensal de chuva foi superior a 90 mm em grande parte da região, favorecendo a recuperação da umidade do solo. Por outro lado, em áreas pontuais do norte de Minas Gerais e do Triângulo Mineiro, os acumulados foram insuficientes para elevar os níveis de armazenamento hídrico no solo.

Em grande parte da Região Sul, os volumes de chuva foram superiores a 90 mm, com os maiores acumulados acima de 150 mm, concentrados no Paraná e no litoral nordeste de Santa Catarina. De modo geral, esses volumes garantiram níveis satisfatórios de armazenamento de água no solo, favorecendo o manejo e o desenvolvimento das lavouras.

Em novembro, as temperaturas máximas foram acima de 32 °C nas Regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, oeste e norte da Região Sudeste. Em áreas da costa da Região Sudeste e da Região Sul, os valores permaneceram abaixo de 30 °C. Quanto às temperaturas mínimas, os valores superaram os 22 °C na maior parte da Região Norte, interior do Nordeste e Região Centro-Oeste. No sul de Minas Gerais, centro-oeste de São Paulo, Rio de Janeiro e Região Sul, as temperaturas foram inferiores a 18 °C.

1.2. CONDIÇÕES OCEÂNICAS RECENTES E TENDÊNCIA

Na figura abaixo, observa-se a anomalia da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) entre os dias 1º e 15 de novembro de 2025. Nesse período, registraramse valores entre -1 ° C e -2 °C ao longo da faixa longitudinal, compreendida entre 110°W e 170°W, indicando a área de maior resfriamento das águas. Ao analisar especificamente as anomalias médias diárias de TSM na região do Niño 3.4 (delimitada entre 170°W e 120°W), verificaram-se valores variando entre -1 °C e -0,8 °C durante novembro. Esse comportamento indica um resfriamento significativo da região, persistindo a condição inicial de fenômeno La Niña no Pacífico Equatorial, caracterizado por desvios de TSM inferiores a -0,5 °C.

A análise do modelo de previsão do Enos (El Niño – Oscilação Sul), realizada pelo Instituto Internacional de Pesquisa em Clima (IRI), indica condições de La Niña durante o trimestre dezembro, janeiro e fevereiro de 2025/26, com probabilidade de 53%, e transição para condições de neutralidade no próximo trimestre, janeiro, fevereiro e março de 2026, com probabilidade de 63%.

PROGNÓSTICO CLIMÁTICO PARA O BRASIL – PERÍODO DEZEMBRO DE 2025, JANEIRO E FEVEREIRO DE 2026

As previsões climáticas para os próximos três meses, de acordo com o modelo do Inmet, são apresentadas na figura abaixo. O modelo indica a ocorrência de chuvas acima da média na porção central e norte da Região Norte, sul das Regiões Centro-Oeste e Sudeste. Nas demais localidades, são previstas chuvas abaixo da média, especialmente no norte das Regiões Centro-Oeste e Sudeste, além de áreas do centro-sul da Região Sul e da Região Nordeste.

Analisando separadamente cada região do país, a previsão indica chuvas acima da média em Roraima, Amapá, noroeste do Pará, centro-leste do Amazonas e leste de Rondônia, elevando os níveis de umidade do solo. No sudoeste do Amazonas, oeste do Acre, sudeste do Pará e Tocantins, são previstas chuvas abaixo da média.

Na Região Nordeste, a previsão indica chuvas próximas e ligeiramente acima da média no centro-norte da região e chuvas abaixo da média no oeste do Maranhão, sul do Piauí e áreas pontuais da costa leste, mas principalmente na Bahia, o que pode reduzir os níveis de umidade do solo nos próximos meses.

Nas Regiões Centro-Oeste e Sudeste, as chuvas devem se concentrar no centro-oeste de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, sul de Goiás, São Paulo e costa do Rio de Janeiro. Já em grande parte de Minas Gerais, Espírito Santo, nordeste de Mato Grosso, centro-norte de Goiás e Distrito Federal, o modelo do Inmet indica volumes próximos e abaixo da média. No geral, o cenário aponta elevação dos níveis de umidade do solo ao longo dos próximos meses, porém algumas áreas do norte de Minas Gerais, Espírito Santo e oeste de Mato Grosso do Sul, podem sofrer redução de umidade no final do trimestre.

Na Região Sul, são previstas chuvas abaixo da média no sudoeste do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. As chuvas próximas ou acima da média devem ocorrer em grande parte do Paraná. No geral, os níveis de umidade do solo não deverão sofrer grande redução nos próximos meses, exceto na região centro-sul do Rio Grande do Sul, onde o armazenamento poderá ser mais baixo.

Quanto às temperaturas, essas devem permanecer próximas e acima da média histórica em grande parte do país, com temperaturas acima de 25 °C, nas Regiões Norte, Nordeste e parte da Região Centro-Oeste. Temperaturas acima de 28 °C são previstas para o norte de Roraima e norte da Região Nordeste, no sudoeste de Mato Grosso e noroeste de Mato Grosso do Sul. Em áreas pontuais das Regiões Sudeste e Sul, as temperaturas podem ser mais amenas, com valores menores que 22 °C.

Mais detalhes sobre prognóstico e monitoramento climático podem ser vistos na opção CLIMA do menu principal do site do Inmet (https://portal. inmet.gov.br).

Confira o Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos/Safra 2025/26 3° Levantamento completo, clicando aqui!

Fonte: Conab



 

FONTE

Autor:Boletim da Safra de Grãos

Site: CONAB

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Soja tem leves altas, mas mercado segue travado no Brasil; saiba os preços

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Foto: Daniel Popov/Canal Rural

O mercado brasileiro de soja registrou mais um dia de negócios pontuais e pouca liquidez, com preços entre estáveis e levemente mais altos. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário segue sem direção firme, mesmo diante de oscilações externas.

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De acordo com o analista, houve leve alta em Chicago Board of Trade e volatilidade no câmbio, em um dia marcado por decisão de juros no Brasil, mas sem força suficiente para destravar o mercado.

A indústria chegou a atuar mais no doméstico, porém os produtores seguem cautelosos e pedindo preços mais altos, o que mantém o ritmo lento. “É um mercado da mão para a boca, com oportunidades pontuais”, resume.

Saiba os preços de soja no Brasil:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 122,00 para R$ 123,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 123,00 para R$ 124,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 117,00 para R$ 118,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 106,00 para R$ 107,00
  • Dourados (MS): preço estável em R$ 110,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 107,00 para R$ 109,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja encerraram a quarta-feira em leve alta na Chicago Board of Trade, em um movimento de recuperação técnica após a forte queda registrada na sessão anterior. O avanço do petróleo sustentou os preços do óleo de soja, contribuindo para a reação do grão ao longo do dia.

No cenário internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou o adiamento de sua viagem a Pequim, onde se reuniria com o líder chinês Xi Jinping. A decisão ocorre em meio à escalada da guerra com o Irã e adia as tentativas de reduzir tensões entre as duas maiores economias do mundo.

O adiamento também posterga um possível acordo comercial entre Estados Unidos e China, que poderia incluir a ampliação das compras de soja americana. Na sessão anterior, essa expectativa levou os contratos a atingirem o limite diário de baixa.

Contratos futuros de soja

Na CBOT, os contratos com vencimento em maio fecharam a US$ 11,61 3/4 por bushel, com alta de 4,75 centavos (+0,41%). Já a posição julho avançou 5,25 centavos (+0,44%), encerrando a US$ 11,76 1/2 por bushel.

Entre os subprodutos, o farelo de soja (maio) subiu US$ 10,00 (+3,20%), para US$ 321,70 por tonelada. Já o óleo de soja recuou 0,66%, fechando a 65,53 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,72%, cotado a R$ 5,24. Ao longo da sessão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,18 e a máxima de R$ 5,24.

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Capim-amargoso: Manejo no rebrote é estratégia para aumentar a eficiência no controle – MAIS SOJA

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O capim-amargoso (Digitaria insularis) é considerada atualmente uma das principais a mais complexas plantas daninhas que infestam culturas anuais como soja e milho. Além de apresentar elevada habilidade competitiva, populações de capim-amargoso apresentam resistência aos principais herbicidas utilizados no manejo das plantas daninhas de folha estreita, como glifosato (inibidora da EPSPs), Fenoxaprop e Haloxyfop (Inibidores da ACCase) e resistência múltipla a ambos os herbicidas (Heap, 2024HRAC-BR, s.d.).

Tendo em vista a dificuldade em controlar essa planta daninha na pós-emergência das culturas agrícolas, é comum observar falhas de manejo que resultam na persistência de populações do capim-amargoso ao final do ciclo das culturas de verão, o que atrelado ao elevado fluxo de emergência dessa espécie sob condições adequadas, resulta em elevadas infestações na pós-colheita.

Considerando que, durante a colheita, ocorre o corte das plantas remanescentes de capim-amargoso, que posteriormente rebrotam, o manejo outonal na pós-colheita torna-se uma estratégia fundamental para reduzir suas populações. Nesse período, as plantas encontram-se debilitadas, direcionando energia ao rebrote, o que favorece maior eficiência do controle químico.

De acordo com Grigolli (2017) e Gaspar et al. (2019), o controle químico do capim-amargoso é mais eficiente quando realizado no estádio de rebrote, em comparação a plantas adultas (perenizadas). Até os 21 dias após a aplicação, o nível de controle em plantas rebrotadas é superior ao observado em plantas já perenizadas.

Ao avaliar a influência da altura de roçada no controle do capim-amargoso perenizado, Raimond et al. (2019) verificaram que a aplicação da mistura de herbicidas (clethodim + glyphosate) imediatamente após o corte, eleva os níveis de controle em até 4,8%. Além disso, quanto menor a altura de roçada, maior é a eficiência do controle quando associada ao manejo químico.

Resultados similares foram observados por Grigolli (2017), que demonstrou o aumento da eficiência do controle químico do capim-amargoso ao realizar a aplicação dos herbicidas após manejo da roçada das plantas entouceiradas, mais especificamente, no início das brotações (figura 1). Nesse contexto, tanto a roçada quanto a colheita, ao promoverem o corte das plantas, favorecem o controle do capim-amargoso durante o rebrote, configurando-se como estratégias importantes no manejo dessa planta daninha.

Figura 1. Eficiência de controle de capim-amargoso com roçada mecânica aos 28 dias após a aplicação dos tratamentos. Maracaju, MS, 2017.
Barras seguidas da mesma cor são estatisticamente iguais pelo teste de Scott-Knott (p<0,05). Fonte: Grigolli (2017)

Vale destacar que, além dos herbicidas avaliados nos estudos supracitados, o uso de herbicidas pré-emergentes e a aplicação sequencial na pré-semeadura da cultura sucessora (safrinha) têm contribuído para maior eficiência no controle do capim-amargoso. Esse efeito é ainda mais evidente com o uso de herbicidas inibidores da Protox e da glutamina sintetase, especialmente quando posicionados no estádio de rebrote da planta daninha.



Referências:

GASPAR, S. L. L. et al. CONTROLE DO CAPIM AMARGOSO EM DIFERENTES MANEJOS E ASSOCIAÇÕES DE AGROQUÍMICOS. Revista Cultivando o Saber, v. 12, p. 280 – 291, 2019. Disponível em: < https://www.fag.edu.br/upload/revista/cultivando_o_saber/5dbc4989c30d7.pdf >, acesso em: 18/03/2026.

GRIGOLLI, J. F. J. MANEJO E CONTROLE DE PLANTAS DANINHAS NA CULTURA DA SOJA. Fundação MS, Tecnologia e Produção: Soja 2016/2017, 2017. Disponível em: < https://www.fundacaoms.org.br/wp-content/uploads/2021/02/Tecnologia-e-Producao-Soja-20162017.pdf >, acesso em: 18/03/2026.

HEAP. I. THE INTERNATIONAL HERBICIDE-RESISTANT WEED DATABASE, 2024. Disponível em: < https://weedscience.org/Pages/Species.aspx >, acesso em: 18/03/2026.

HRAC-BR. RESISTÊNCIA: PLANTAS DANINHAS III. Comitê de Ação a Resistência aos Herbicidas, s. d. Disponível em: < https://www.hrac-br.org/_files/ugd/48f515_18aa1de86830499d9d8b3827af2121f4.pdf?index=true >, acesso em: 18/03/2026.

RAIMONDI, R. T. et al. ALTURA DE ROÇADA AFETA O CONTROLE DE CAPIM-AMARGOSO PERENIZADO. Cultura Agronômica, 2019. Disponível em: < https://ojs.unesp.br/index.php/rculturaagronomica/article/view/2446-8355.2019v28n3p254-267 >, acesso em: 18/03/2026.

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Veranicos reduzem produtividade da soja no PI, mas colheita avança para 25%, diz Aprosoja

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Foto: Pedro Silvestre

A colheita de soja no estado Piauí avançou nos últimos dias e já alcança 25% da área estimada em 1,148 milhão de hectares, segundo levantamento da Associação dos Produtores de Soja do Piauí (Aprosoja PI). A expectativa é que a área cultivada registre avanço de 4,6% em relação à temporada anterior, refletindo o quadro de chuvas mais amenas no estado.

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O diretor-executivo da Aprosoja PI, Rafael Maschio, explica que os veranicos ocorridos em novembro e em janeiro comprometeram a produtividade média das lavouras, que inicialmente variava entre 3.420 e 3.480 quilos por hectare. Já a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta rendimento final um pouco maior, de 3.554 quilos por hectare.

Segundo Maschio, o curto prazo deve apresentar chuvas mais esparsas, especialmente no sul do estado, o que pode impactar o ritmo da colheita. Ainda assim, a Conab projeta produção total de 4,081 milhões de toneladas para a safra 2025/26, representando uma alta de 8% em relação às 3,777 milhões de toneladas da safra anterior.

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