Connect with us
4 de agosto de 2026

Business

Como ficaram os preços de soja na véspera do relatório USDA?

Published

on

O mercado brasileiro de soja operou totalmente travado nesta segunda-feira (8). De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, não houve indicações relevantes hoje, com preços recuando em várias regiões e compradores completamente de lado.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Segundo ele, o mercado ficou parado à espera do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado nesta terça-feira (9). Silveira acrescenta que a bolsa caiu, o dólar mostrou volatilidade e os prêmios até subiram um pouco, mas sem grande impacto. “Na safra nova, não houve reportes de grandes negócios; se saiu algo, foi muito pontual”, disse.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 140,00 para R$ 138,00
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 140,50 para R$ 139,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 123,00 para R$ 121,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 126,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 130,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 144,00 para R$ 143,00
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 146,00 para R$ 143,00

Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta segunda-feira (8) na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). As dúvidas sobre o ritmo das compras chinesas de produto americano e a expectativa em torno dos números do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) amanhã e das taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed) na quarta pressionaram as cotações.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 132.000 toneladas de soja à China, a serem entregues na temporada 2025/26. As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2025/26, com início em 1º de setembro, ficaram em 510,6 mil toneladas na semana encerrada em 6 de novembro.

Para a temporada 2026/27, foram mais 3,6 mil toneladas. As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 1.018.127 toneladas na semana encerrada no dia 4 de dezembro, conforme relatório semanal.

A estatal chinesa Sinograin deve leiloar 512.500 toneladas de soja importada dia 11 de dezembro, sua primeira venda desse tipo em três meses. As importações de soja em grão pela China no mês de novembro somaram 8,11 milhões de toneladas, 13,4% superior ao mesmo mês de 2024, quando o número chegou a 7,15 milhões de toneladas.

As compras foram impulsionadas pelos embarques sul-americanos e pela retomada de compras dos Estados Unidos. No acumulado de 2025, as importações chinesas somaram 103,79 milhões de toneladas, avanço de 6,9% sobre igual período de 2024.

O que esperar do USDA?

O USDA deverá, no seu relatório de dezembro, indicar elevação na projeção para os estoques finais dos Estados Unidos em 2025/26. Os dados para oferta e demanda americana e mundial serão divulgados na terça, 9, às 14h.

Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para os estoques americanos em 2025/26 deverá ficar em 309 milhões de bushels, contra 290 milhões previstos em novembro, data do relatório mais recente.

Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2024/25 de 123,4 milhões de toneladas. Em novembro, o número ficou em 123,3 milhões. Segundo o mercado, a indicação do USDA para 2025/26 deverá ser de 122,8 milhões de toneladas, contra 122 milhões projetados em novembro.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 11,50 centavos de dólar, ou 1,04%, a US$ 10,93 3/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 11,05 3/4 por bushel, com retração de 10,25 centavos de dólar ou 0,91%.

Subprodutos

Nos subprodutos, a posição janeiro do farelo fechou com baixa de US$ 0,60 ou 0,19% a US$ 306,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a 51,18 centavos de dólar, com perda de 0,51 centavo ou 0,98%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,24%, sendo negociado a R$ 5,4205 para venda e a R$ 5,4185 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3867 e a máxima de R$ 5,4672.

Continue Reading

Business

Algodão bate recorde de produtividade, mas perde área e volume em Mato Grosso

Published

on


Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Mato Grosso deve colher mais algodão por hectare, mas não mais algodão no total. A estimativa do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada no Relatório de Oferta e Demanda de agosto, aponta rendimento médio de 315,33 arrobas por hectare em 2025/26, enquanto a área cultivada encolheu 11,11% e limita o volume produzido no estado.

A estimativa de produtividade de agosto representa avanço de 1,50% em relação ao número calculado em julho. O avanço supera, ainda que por uma margem estreita, o recorde anterior. Na temporada 2024/25, o rendimento médio chegou a 315,12 arrobas por hectare, até então o maior registrado pelo instituto.

O desempenho ocorre em uma temporada na qual o algodão ocupou 1,375 milhão de hectares. A redução foi definida ainda no planejamento da safra, em meio à combinação de custos elevados e preços considerados menos atrativos pelos produtores, especialmente para o algodão de primeira safra.

É justamente essa diferença entre rendimento e área que desenha o resultado do ciclo. Mesmo com o potencial produtivo elevado, a produção de algodão em caroço está estimada em 6,51 milhões de toneladas, 11,06% abaixo do volume da temporada anterior.

Clima coloca produtividade no topo da série

A principal explicação para o recorde na produtividade está no comportamento do clima durante o desenvolvimento das lavouras. As condições observadas ao longo da temporada favoreceram o desenvolvimento das plantas e permitiram que o potencial produtivo avançasse mesmo em uma safra marcada por uma área menor.

O dado de agosto também mostra uma mudança em relação ao cenário projetado no mês anterior. A produtividade passou de uma estimativa de 310,67 para 315,33 arrobas por hectare, reforçando a percepção de que as lavouras apresentam capacidade de entregar um rendimento elevado.

O número, porém, ainda é uma projeção. A colheita continua em andamento em Mato Grosso, e o avanço dos trabalhos de campo deve fornecer informações mais precisas sobre o rendimento efetivamente alcançado no campo.

Há ainda uma diferença importante entre produzir mais por hectare e preservar a qualidade do produto colhido. Nesse ponto, o Imea chama atenção para as chuvas registradas em meados de junho, que trouxeram uma preocupação específica para as lavouras que já tinham capulhos abertos.

A ocorrência de chuvas nesse estágio pode comprometer parte da qualidade da fibra. O impacto, contudo, ainda não pode ser dimensionado de forma definitiva, já que os trabalhos de campo não foram concluídos no estado.

A situação faz com que a produtividade recorde precise ser analisada junto a outro indicador: a qualidade do algodão que efetivamente chegará ao mercado. À medida que a colheita avançar, será possível identificar com maior precisão os efeitos das condições climáticas sobre a fibra.

Menos área muda cenário de oferta

A retração da área não foi resultado de uma perda de potencial agronômico da cultura, mas de uma decisão tomada em um ambiente de maior pressão sobre a rentabilidade. Com custos elevados e preços menos atrativos no momento do planejamento, produtores reduziram principalmente o espaço destinado ao algodão de primeira safra.

O efeito dessa escolha aparece agora nos números de produção. Mesmo que cada hectare entregue um rendimento recorde, há menos hectares em produção para formar o volume final da temporada.

A estimativa atual aponta ainda para 2,67 milhões de toneladas de pluma. Desse total, o Imea calcula que 76,3% deverão ser destinados ao mercado externo, o equivalente a 2,09 milhões de toneladas.

O mercado também entra na equação com estoques finais bastante comprometidos. Mais de 97% do volume projetado para esses estoques já está comercializado, cenário que reduz a disponibilidade de fibra para novas negociações ao longo da temporada.

Assim, a safra 2025/26 combina dois movimentos distintos: de um lado, Mato Grosso avança para o melhor rendimento por hectare de sua série histórica; de outro, a menor área cultivada reduz a produção total e restringe a oferta disponível. O resultado definitivo ainda dependerá do encerramento da colheita e da avaliação dos efeitos das chuvas sobre a qualidade da fibra.


Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

O post Algodão bate recorde de produtividade, mas perde área e volume em Mato Grosso apareceu primeiro em Canal Rural Mato Grosso.

Continue Reading

Business

Colheita do milho safrinha chega a 69,1% da área no Brasil, diz Conab

Published

on


A colheita do milho de segunda safra 2025/26 no Brasil atingiu 69,1% da área semeada até a última sexta-feira, informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em boletim semanal de progresso de safra. O avanço foi de 10,8 pontos porcentuais em relação à semana anterior. Mesmo assim, o ritmo segue abaixo do registrado no mesmo período da temporada passada e também da média dos últimos cinco anos.

Segundo a Conab, na mesma época da safra passada 75,2% da área já havia sido colhida, diferença de 6,1 pontos porcentuais. Em relação à média de cinco anos, de 74,5%, o atraso é de 5,4 pontos porcentuais.

Entre os principais estados produtores, Mato Grosso já colheu 95,7% da área, praticamente em linha com a média de cinco anos, de 95,6%. O Paraná avançou para 38%, Goiás para 58% e Mato Grosso do Sul para 37%. No Tocantins, a colheita alcançou 99%.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

No milho verão 2025/26, a retirada do grão do campo atingiu 99,3% da área, avanço de 0,3 ponto porcentual na semana. O índice está 0,5 ponto porcentual abaixo do mesmo período da safra passada, quando o porcentual era de 99,8%, e 0,2 ponto porcentual abaixo da média de cinco anos, de 99,5%. Maranhão, com 97%, e Piauí, com 96%, ainda concentram parte final dos trabalhos.

A colheita de algodão 2025/26 chegou a 28,4% da área plantada, avanço semanal de 11,9 pontos porcentuais. O ritmo está 1,3 ponto porcentual abaixo do visto um ano antes e 8,3 pontos porcentuais abaixo da média de cinco anos. Mato Grosso colheu 22,6% da área, Bahia 36%, Goiás 54%, Mato Grosso do Sul 64%, Maranhão 67% e Piauí 62%.

No trigo, a colheita da safra 2026 alcançou 2,5% da área semeada, com avanço de 0,7 ponto porcentual na semana. Goiás retirou o cereal de 55% da área e Minas Gerais de 16%. A semeadura do trigo chegou a 99,9% da área prevista. Santa Catarina marcou 97%, enquanto os demais estados acompanhados pela Conab já encerraram o plantio.

Os dados da Conab mostram avanço da colheita das principais culturas de inverno e segunda safra no país, com o milho safrinha mantendo a maior parte dos trabalhos concentrada em estados como Mato Grosso, Goiás, Paraná e Mato Grosso do Sul.

Fonte: Estadão Conteúdo

O post Colheita do milho safrinha chega a 69,1% da área no Brasil, diz Conab apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Imea ajusta área do milho e produção pode ultrapassar 57,3 milhões de toneladas

Published

on


Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Nova revisão de safra 2025/26 do milho em Mato Grosso realizada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) apontou que 7,43 milhões de hectares foram destinados para o grão. A extensão consolidada supera em 0,57% o total divulgado anteriormente e em 2,41% ao cultivado no ciclo passado. Com o ajuste, a perspectiva de produção passa de 57,393 milhões de toneladas.

O relatório de estimativa de safra que consolida a área do ciclo 2025/26 foi divulgado nesta segunda-feira (3). De acordo com o Instituto, o resultado foi viabilizado através de um mapeamento no qual foi utilizado “geoprocessamento e sensoriamento remoto, pautados na análise da série temporal de índices de vegetação”, o que possibilitou “identificar a assinatura espectral característica da cultura ao longo do seu ciclo fenológico, diferenciando o milho de outras coberturas do solo e garantindo maior precisão na área implantada no estado”.

O avanço da extensão em relação a temporada 2024/25, frisa o relatório, reflete o dinamismo e a viabilidade da produção de milho no estado, motivados pela demanda interna, em especial das usinas de etanol de milho.

Produção e produtividade crescem com ajuste de área

Com a consolidação da área plantada, a perspectiva de produtividade deve saltar de 128,64 para 128,67 sacas por hectare, um leve incremento de 0,02%.

Os números ainda não foram consolidados, uma vez que a colheita do milho em Mato Grosso ainda está em andamento, tendo alcançado no último dia 31 de julho 96,77% da área semeada. A expectativa do Imea, conforme destacado recentemente pelo Canal Rural Mato Grosso, é que a colheita encerre nos próximos 15 dias, a depender ainda da região Sudeste que se encontra com 85,61% da colheita realizada.

Com o ajuste na área e a atual projeção de rendimento médio, a produção deve crescer 0,59% frente ao projetado no mês anterior e 3,53% superior ao volume da safra 2024/25. 


Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

O post Imea ajusta área do milho e produção pode ultrapassar 57,3 milhões de toneladas apareceu primeiro em Canal Rural Mato Grosso.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT