Business
Como ficaram os preços de soja na véspera do relatório USDA?

O mercado brasileiro de soja operou totalmente travado nesta segunda-feira (8). De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, não houve indicações relevantes hoje, com preços recuando em várias regiões e compradores completamente de lado.
- Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱
Segundo ele, o mercado ficou parado à espera do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado nesta terça-feira (9). Silveira acrescenta que a bolsa caiu, o dólar mostrou volatilidade e os prêmios até subiram um pouco, mas sem grande impacto. “Na safra nova, não houve reportes de grandes negócios; se saiu algo, foi muito pontual”, disse.
Soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): caiu de R$ 140,00 para R$ 138,00
- Santa Rosa (RS): caiu de R$ 140,50 para R$ 139,00
- Cascavel (PR): manteve em R$ 136,00
- Rondonópolis (MT): caiu de R$ 123,00 para R$ 121,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 126,00
- Rio Verde (GO): manteve em R$ 130,00
- Paranaguá (PR): caiu de R$ 144,00 para R$ 143,00
- Rio Grande (RS): caiu de R$ 146,00 para R$ 143,00
Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta segunda-feira (8) na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). As dúvidas sobre o ritmo das compras chinesas de produto americano e a expectativa em torno dos números do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) amanhã e das taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed) na quarta pressionaram as cotações.
Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 132.000 toneladas de soja à China, a serem entregues na temporada 2025/26. As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2025/26, com início em 1º de setembro, ficaram em 510,6 mil toneladas na semana encerrada em 6 de novembro.
Para a temporada 2026/27, foram mais 3,6 mil toneladas. As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 1.018.127 toneladas na semana encerrada no dia 4 de dezembro, conforme relatório semanal.
A estatal chinesa Sinograin deve leiloar 512.500 toneladas de soja importada dia 11 de dezembro, sua primeira venda desse tipo em três meses. As importações de soja em grão pela China no mês de novembro somaram 8,11 milhões de toneladas, 13,4% superior ao mesmo mês de 2024, quando o número chegou a 7,15 milhões de toneladas.
As compras foram impulsionadas pelos embarques sul-americanos e pela retomada de compras dos Estados Unidos. No acumulado de 2025, as importações chinesas somaram 103,79 milhões de toneladas, avanço de 6,9% sobre igual período de 2024.
O que esperar do USDA?
O USDA deverá, no seu relatório de dezembro, indicar elevação na projeção para os estoques finais dos Estados Unidos em 2025/26. Os dados para oferta e demanda americana e mundial serão divulgados na terça, 9, às 14h.
Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para os estoques americanos em 2025/26 deverá ficar em 309 milhões de bushels, contra 290 milhões previstos em novembro, data do relatório mais recente.
Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2024/25 de 123,4 milhões de toneladas. Em novembro, o número ficou em 123,3 milhões. Segundo o mercado, a indicação do USDA para 2025/26 deverá ser de 122,8 milhões de toneladas, contra 122 milhões projetados em novembro.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 11,50 centavos de dólar, ou 1,04%, a US$ 10,93 3/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 11,05 3/4 por bushel, com retração de 10,25 centavos de dólar ou 0,91%.
Subprodutos
Nos subprodutos, a posição janeiro do farelo fechou com baixa de US$ 0,60 ou 0,19% a US$ 306,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a 51,18 centavos de dólar, com perda de 0,51 centavo ou 0,98%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,24%, sendo negociado a R$ 5,4205 para venda e a R$ 5,4185 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3867 e a máxima de R$ 5,4672.
Business
Biólogo transforma 1.200 colmeias em modelo de negócio sustentável

Em um cenário onde a apicultura paulista floresce com um crescimento de 22% em 2024, alcançando a marca de 6.772 toneladas de mel, histórias como a de Celso Ribeiro Cavalcanti de Souza explicam por que o setor se tornou estratégico para o desenvolvimento rural de São Paulo.
Proprietário da Estação do Mel, no município de Pindamonhangaba, em São Paulo, Souza é exemplo da união entre o conhecimento na prática e a alta tecnologia.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
A trajetória de Souza com as abelhas começou cedo, aos 10 anos, quando manejava uma pequena colmeia de abelhas sem ferrão no quintal de casa. Criado em uma região de forte vocação apícola, próxima ao Instituto Biológico (antigo Centro de Apicultura Tropical), ele transformou o interesse de infância em profissão.
Formou-se técnico em agropecuária pelo Colégio Agrícola de Jacareí e, mais tarde, graduou-se em Biologia e Farmácia. Durante 14 anos, ele atuou na Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), cuidando do plantel de seleção genética de abelhas rainhas.

“Eu trabalhei na prática como produtor e, simultaneamente, dentro do maior centro de pesquisa de abelhas africanizadas do mundo”, revela Souza. Enquanto contribuía para a ciência do estado, ele estruturava seus próprios apiários, chegando a manejar 1.200 colmeias com tecnologia de ponta.
Estação do Mel
Hoje, a Estação do Mel é um modelo de verticalização, localizada estrategicamente próxima ao eixo turístico de Santo Antônio do Pinhal e Campos do Jordão, a empresa não apenas produz mel, pólen e própolis, mas também aposta no turismo.
Visitantes podem vivenciar “um dia de apicultor”, participando de cafés da manhã temáticos e dias de campo. Mas Souza, foi além, ele desenvolveu linhas exclusivas de:
- Bebidas: vinho, cachaça e vinagre de mel;
- Cosméticos: shampoos, cremes e sabonetes à base de produtos da colmeia;
- Apiterapia: tratamentos de saúde que utilizam desde a ingestão de própolis até a inalação do ar da colmeia e massagens detox com mel.
Futuro sustentável
Dados do Instituto de Economia Agrícola e da Defesa Agropecuária (IEA) indicam a existência de mais de 235 mil colmeias de abelhas africanizadas (com ferrão) e 1.926 apiários, com produção anual de 5,15 mil toneladas. Já as abelhas nativas (sem ferrão) somam mais de 30 mil colmeias, distribuídas em mais de 3 mil meliponários.
Existem 240 mil colmeias de abelhas africanizadas e mais de 30 mil de abelhas nativas no estado. Como destaca a especialista ambiental da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) Carolina Matos, o setor gera emprego no campo enquanto preserva a biodiversidade por meio da polinização.
“São Paulo vem mostrando que é possível crescer com responsabilidade ambiental. O avanço da apicultura e da meliponicultura no estado gera emprego no campo, fortalece a economia local e, ao mesmo tempo, contribui diretamente para a conservação ambiental, por meio da polinização e da preservação da biodiversidade”, afirma.
O post Biólogo transforma 1.200 colmeias em modelo de negócio sustentável apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Avanço do amendoim brasileiro leva argentinos ao interior de SP

As exportações brasileiras de amendoim cresceram mais de 20% no ano passado e bateram recorde de faturamento na safra de 2025, segundo o Instituto de Economia Agrícola (IEA).
O avanço é sustentado principalmente por ganhos de produtividade no campo, impulsionados por tecnologia e mecanização.
Esse cenário tem colocado o Brasil em evidência no mercado internacional e também atraído produtores de outros países. Durante a semana, o estado de São Paulo recebeu a visita de 40 agricultores argentinos interessados em conhecer de perto o modelo produtivo brasileiro.
Tecnologia no campo impulsiona eficiência
Ao longo da programação, os visitantes acompanharam etapas da produção, com destaque para a colheita mecanizada. Segundo o diretor de operações das Indústrias Colombo, Neto Colombo, o uso de máquinas mais modernas tem sido determinante para os resultados.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
“Eles puderam ver no campo a operação de colheita com máquinas automotrizes, de alta eficiência, que já são mais utilizadas aqui no Brasil. São equipamentos que produzem mais com menos, o que também contribui para a sustentabilidade”, afirmou.
De acordo com ele, além de elevar a produtividade, a mecanização reduz perdas e melhora o desempenho operacional das lavouras.
Sustentabilidade ligada à produtividade
O Brasil produz atualmente mais de 1 milhão de toneladas de amendoim por ano e segue ampliando a produção sem abrir mão de práticas sustentáveis. Esse avanço, segundo especialistas do setor, está diretamente ligado à eficiência no manejo.
Colombo explica que operações mais eficientes reduzem o número de passadas das máquinas, diminuindo o consumo de combustível e o impacto ambiental.
“Quando você tem alta eficiência, você reduz perdas, aumenta a produção por hectare e dilui o impacto ambiental na produção total”, destacou.
Troca de experiências fortalece o setor
Mesmo entre os sete maiores produtores de amendoim do mundo, o Brasil mantém a estratégia de troca de experiências com países vizinhos, como a Argentina.
Segundo Colombo, apesar das diferenças regionais, os desafios no campo são semelhantes. Por isso, o intercâmbio técnico tende a beneficiar ambos os lados. Ele ressalta que o contato entre os produtores pode gerar parcerias de longo prazo e contribuir para o desenvolvimento da cadeia produtiva.
Espaço para novas tecnologias
Entre as oportunidades identificadas, está o avanço no uso de tecnologias de monitoramento e gestão no campo, especialmente na Argentina.
“O uso de telemetria e monitoramento de produtividade, integrado às decisões de manejo, pode tornar o produtor mais eficiente. Isso permite decisões mais assertivas, inclusive no uso de defensivos”, avaliou Colombo.
A expectativa é de que a troca de experiências acelere a adoção dessas ferramentas e contribua para ganhos de produtividade nas próximas safras.
O post Avanço do amendoim brasileiro leva argentinos ao interior de SP apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Silagem de milho: entenda as diferenças e saiba qual tipo escolher para a fazenda

No planejamento nutricional para 2026, a escolha da variedade de milho para silagem é uma decisão estratégica que pode determinar o lucro por arroba ou por litro de leite. Segundo o zootecnista Edson Poppi, essa escolha depende dos objetivos do produtor: se é necessário volume para alimentar o gado ou densidade energética para substituir o concentrado.
Com a safrinha em desenvolvimento, entender as categorias de silagem é fundamental para a gestão de estoque de alimentos na fazenda. A silagem clássica, amplamente utilizada no Brasil, aproveita todo o potencial da lavoura de milho. As opções de silagem não são consideradas “volumosos” tradicionais, mas sim métodos de processar o milho para substituir o milho seco moído (fubá) na dieta, aumentando a eficiência energética.
Confira:
Importância dos inoculantes na silagem
O uso de inoculantes específicos, como o Lactobacillus buchneri, é essencial, especialmente nas silagens de grão. Edson Poppi afirma que esses inoculantes aceleram a quebra da proteína que protege o amido e evitam o aquecimento do silo após a sua abertura, reduzindo perdas por fungos e leveduras.
O cuidado na escolha do milho é importante para o produtor que adquiriu milho seco ou não teve estrutura para colher o grão úmido no momento adequado.
Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.
Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.
O post Silagem de milho: entenda as diferenças e saiba qual tipo escolher para a fazenda apareceu primeiro em Canal Rural.
Business19 horas agoDo mar à terra: investimento do BNDES fortalece pesca artesanal e agricultura familiar em SP
Business7 horas agoPrêmio Brasil Artesanal 2026: veja prazos para cachaça, doce de leite e azeite
Sustentabilidade19 horas agoMercado de soja segue lento e com preços recuando no Brasil; Chicago e dólar caem – MAIS SOJA
Business6 horas agoRota do café transforma produtores em anfitriões e atrai turistas no ES; conheça 10 experiências
Sustentabilidade18 horas agoRetração vendedora e escoamento externo sustentam cotações do arroz – MAIS SOJA
Business18 horas agoCom queda na agricultura, CNA prevê recuo no faturamento do agro em 2026
Business21 horas agoSoja ganha fôlego no Brasil com alta do dólar e avanço nos negócios
Sustentabilidade20 horas agoMercado de trigo mantém preços firmes com liquidez limitada e cautela dos agentes – MAIS SOJA
















