Sustentabilidade
Controle químico da cigarrinha-do-milho – MAIS SOJA

Considerada uma das principais se não a principal praga da atualidade do milho, a cigarrinha-do-milho, espécies Dalbulus maidis e Leptodelphax maculigera, é vetor dos microrganismos causadores dos enfezamentos do milho, responsáveis por reduzir expressivamente a produtividade da cultura. De acordo com Sabato; Barros; Oliveira (2016), os danos em decorrência dos enfezamentos na cultura do milho podem ser superiores a 70%, resultando entre outros sintomas, na redução do tamanho das espigas, impactando diretamente a produtividade da lavoura.
Figura 1. Danos por enfezamentos em espiga de milho.
Ainda que estratégias integradas de manejo possam ser utilizadas para reduzir a disseminação dos enfezamentos, o controle químico dos vetores (cigarrinhas) é o método mais eficaz e utilizado comercialmente para o manejo dos enfezamentos em lavouras comerciais. No entanto, como a praga apresenta um curto ciclo de vida, a reinfestação das áreas de cultivo é comum durante o período crítico, tonando necessária a reaplicação dos inseticidas para um controle mais efetivo.
O ciclo de ovo a adulto tem duração entre 15 dias a 27 dias, dependendo da temperatura e umidade do ambiente. Os adultos apresentam longevidade de 51 dias a 77 dias e cada fêmea pode ovipositar de 400 a 600 ovos (Ávila et al., 2022). O curto ciclo de vida da praga atrelado a sua elevada prolificidade, dificulta o controle efetivo da cigarrinha-do-milho durante o período crítico de ocorrência na cultura (figura 2).
Figura 2. Período Crítico de controle da cigarrinha-do-milho.
Diferentemente de outras pragas, ainda não há nível de ação pré-estabelecido para o controle da cigarrinha-do-milho, uma vez que a capacidade da praga em transmitir os enfezamentos está relacionada a presença de cigarrinhas infectadas com os molicutes transmissores dos enfezamentos, e não com a densidade populacional da praga. Com isso em vista, e considerando os danos devastadores ocasionados pelos enfezamentos, a presença da cigarrinha-do-milho durante a fase crítica de ocorrência no milho, já justifica o controle químico da praga.
Monitoramento e controle químico
Visando o máximo de eficiência no controle da cigarrinha-do-milho, além do posicionamento correto dos inseticidas durante o momento crítico à ocorrência da praga, é fundamental dar preferência por inseticidas com maior eficiência no controle da cigarrinha. Para tanto, é necessário adotar um monitoramento frequente das áreas de cultivo visando identificar a presença da cigarrinha-do-milho no início da infestação e conhecer a suscetibilidade da praga a inseticidas.
O monitoramento da cigarrinha-do-milho é realizado, especialmente durante a fase crítica (VE – V5), com o uso de armadilhas adesivas que capturam os insetos alados e com a identificação visual dos insetos. Essas armadilhas devem ser instaladas ainda antes da semeadura e permanecer ativas durante todo o período crítico da cultura. A recomendação é posicioná-las a cerca de 50 metros da borda da lavoura e a uma altura de 20 a 30 centímetros acima do dossel do milho (figura 3). As cartelas adesivas devem ser substituídas semanalmente ou, preferencialmente, a cada três dias (Coleagro).
Figura 3. Armadilha adesiva (Yellow Trap) utilizada para o monitoramento da cigarrinha-do-milho.

Definida a necessidade de realizar uma intervenção química para o controle da cigarrinha-do-milho, é importante atentar para a escolha do inseticida, dando preferência por inseticidas com maior nível de controle, respeitando o intervalo entre aplicações de 5 a 7 dias. Conforme observado por Machado et al. (2024), há diferença de suscetibilidade da cigarrinha-do-milho a inseticidas, sendo que, a maioria das populações da cigarrinha apresentam alta suscetibilidade ao metomil, carbosulfan e acefato, e suscetibilidade reduzida à bifentrina, acetamiprido e imidacloprido.
Sobretudo, para uma manejo eficiente e eficaz da cigarrinha-do-milho, é fundamental rotacionar inseticidas no programa de controlo, visando reduzir a seleção de indivíduos resistentes, conservando assim a eficiência dos inseticidas disponíveis no mercado. Como alternativa para isso, pode-se utilizar inseticidas que atuam de forma distinta no organismo da cigarrinha, mas que ainda assim proporcionam bons resultados de controle, como o Fiera®.
O Fiera® é um inseticida fisiológico (Buprofezina), seletivo e regulador de crescimento de insetos, que atua principalmente no controle de ninfas da cigarrinha-do-milho. Resultados de pesquisa tem demonstrado efeito significativo da Buprofezina no controle das cigarrinhas, além da influência da molécula na fertilidade da praga, reduzindo a quantidade e a viabilidade dos ovos depositados (Sipcam Nichino, s. d.).
Figura 5. Fórmula estrutural da Buprofezina.

Logo, para um controle químico eficiente e para uma manejo da resistência sustentável, é fundamental adotar um programa diversificado de controle, com inseticidas de diferentes mecanismo de ação, dando preferencia para moléculas com maior performance no controle da cigarrinha-do-milho. Sobretudo, além do controle químico, é essencial adotar estratégias integradas (figura 6) que reduzam a incidência da cigarrinha-do-milho, diminuindo a pressão sobre o controle químico.
Figura 6. Conjunto de boas práticas para o manejo da cigarrinha-do-milho e dos enfezamentos.
Referências:
ÁVILA, C. J. et al. DESAFIOS AO MANEJO DE ENFEZAMENTOS E VIROSES NA CULTURA DO MILHO. Embrapa Agropecuária Oeste, Documentos, n. 149, 2022. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1152076/1/DOC-149-2022-ONLINE-1.pdf >, acesso em: 18/07/2025.
COLEAGRO. ARMADILHA PARA CIGARRINHA-DO-MILHO. COLEagro: Monitoramento de insetos agrícolas. Disponível em: < https://www.coleagro.com.br/armadilha-para-cigarrinha-do-milho/ >, acesso em: 18/07/2025.
GOV.BR. CÓDIGO MONOGRÁFICO NOME B29 BUPROFEZINA. GOV.BR, s. d. Disponível em: < https://www.gov.br/anvisa/pt-br/setorregulado/regularizacao/agrotoxicos/monografias/monografias-autorizadas/b/4193json-file-1 >, acesso em: 18/07/2025.
MACHADO, E. P. IS INSECTICIDE RESISTANCE A FACTOR CONTRIBUTINGTO THE INCREASING PROBLEMS WITH Dalbulus maidis (Hemiptera: Cicadellidae) IN BRAZIL? Society of Chemical Industry, 2024. Disponível em: < https://scijournals.onlinelibrary.wiley.com/doi/epdf/10.1002/ps.8237?domain=author&token=EFNPXSEM4KUXHHESVXEG >, acesso em: 18/07/2025.
SABATO, E. O. et al. RECOMENDAÇÕES PARA O MANEJO DE DOENÇAS DO MILHO DISSEMINADAS POR INSETOS-VETORES. Embrapa, circular técnica, 205. Sete Lagoas – MG, 2014. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/121416/1/circ-205.pdf >, acesso em: 18/07/2025.
SABATO, E. O.; BARROS, A. C. S.; OLIVEIRA, I. R. CENÁRIO E MANEJO DE DOENÇAS DISSEMINADAS PELAS CIGARRINHAS NO MILHO. Embrapa Milho e Sorgo, Cartilha, 2016. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1059085/1/Cenariomanejo1.pdf >, acesso em: 18/07/2025.
SIPCAM NICHINO. INOVAÇÃO NO CONTROLE DA CIGARRINHA-DO-MILHO: NOVO INSETICIDA DEMONSTRA ALTA EFICÁCIA. Sipcam Nichino Brasil, s.d. Disponível em: < https://www.sipcamnichino.com.br/post/inova%C3%A7%C3%A3o-no-controle-da-cigarrinha-do-milho-novo-inseticida-demonstra-alta-efic%C3%A1cia >, acesso em: 18/07/2025.

Sustentabilidade
Cálcio: o nutriente que pode estar limitando sua lavoura – MAIS SOJA

Embora a calagem seja uma prática de manejo voltada principalmente a correção da acidez e pH do solo, o calcário é uma das principais fontes de Cálcio para o sistema de produção. Ainda que varie em função da cultivar e expectativa de produtividade, em média são requeridos cerca de 22 kg de Cálcio por tonelada de grãos de soja produzida (Oliveira Junior et al., 2020), o que torna o Cálcio um dos macronutrientes mais demandados pela soja, atrás apenas do Nitrogênio, Fósforo e Potássio.
Embora menos frequente, a deficiência de Cálcio pode ocorrer na cultura da soja e comprometer seu desempenho. Assim como para os demais nutrientes, o desequilíbrio nutricional causado pela limitação de Cálcio reduz o potencial produtivo, mesmo quando os demais nutrientes estão disponíveis em níveis adequados na solução do solo.
Os sintomas são observados principalmente nos pontos de crescimento e folhas jovens, além de causar distúrbios fisiológicos na planta. Folhas primárias que emergem sob condições de deficiência de Ca geralmente apresentam aspecto ercarquilhado (Borkert et al., 1994), podendo inclusive comprometer o desenvolvimento da planta, afetando a população da lavoura (figura 2).
Figura 1. Sintomas de deficiência de Cálcio em soja.
Figura 2. Deficiência de Cálcio em soja.

Considerando que o número de plantas por área é um dos principais componentes da produtividade da soja, o adequado equilíbrio nutricional do solo, levando em conta as exigências da cultura, os teores de cálcio e as expectativas de rendimento. é fundamental tanto para minimizar os efeitos da deficiência desse nutriente quanto para garantir o bom estabelecimento do estande de plantas.
Vale destacar que embora estudos demonstrem que a adubação foliar com Cálcio possa surtir efeito positivo sobre o desenvolvimento da planta e produtividade da cultura, esse benefício é limitado, uma vez que o Cálcio é considerado um nutriente imóvel na planta, o que limita sua capacidade de ser translocado. Nesse contexto, o ajuste dos níveis de Cálcio via adubação do solo é uma das principais e mais eficiente estratégias para suprir a demanda desse nutriente, sendo a calagem, a forma mais usual e econômica de realizar essa adubação.
Além disso, a disponibilidade do Cálcio na solução do solo esta condicionado ao seu pH, sendo que o intervalo de pH do solo de 5,5 a 6,5 proporciona os maiores níveis de Calcio disponíveis para as plantas. Coincidentemente, esse é o pH recomendado para culturas de sequeiro como a soja, uma vez que também concentra a maior disponibilidade da maioria dos macro e micronutrientes requeridos pela cultura.
Sobretudo, quando se optar pela adubação de Cálcio via calagem, vale lembrar que o calcário demanda um período de reação no solo para que ocorram as devidas correções do pH. Tecnicamente, recomenda-se que a calagem seja realizada ao menos três meses (90 dias) antes do plantio (Fráguas, 2005). Esse tempo garante a correção do pH e o adequado aumento dos níveis de Cálcio no solo, contudo, pode variar de acordo com as características físico-químicas do corretivo.
Logo, ainda que muitas vezes não seja o foco da calagem, o ajuste dos níveis de Cálcio do solo é determinante para o sucesso do cultivo, impactando o estabelecimento das plantas, crescimento e desenvolvimento da cultura.
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Referências:
BORKERT, C. M. et al. SEJA O DOUTOR DA SUA SOJA. Potafos, Arquivo Agronômico, n. 5, 1994. Disponível em: < https://www.npct.com.br/npctweb/npct.nsf/article/BRS-3140/$File/Seja%20Soja.pdf >, acesso em: 19/03/2026.
FRÁGUAS, J. C. PREPARO DO SOLO, CALAGEM E ADUBAÇÃO. Embrapa, 2005. Disponível em: < https://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Uva/UvasRusticasParaProcessamento/calagem.htm >, acesso em: 19/03/2026.
OLIVEIRA JUNIOR, A. et al. FERTILIDADE DO SOLO E EVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL DA SOJA. Embrapa Soja, Tecnologias de produção de soja, Sistemas de Produção, n. 17, cap. 7, 2020. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/223209/1/SP-17-2020-online-1.pdf >, acesso em: 19/03/2026.
SANTOS, M. S.; CONSONNI, A. C. GUIA ILUSTRADO DE DEFICIÊNCIAS NUTRICIONAIS DA SOJA. Metrics, 2024. Disponível em: < https://conteudo.maissoja.com.br/guia-ilustrado-de-deficiencias-nutricionais >, acesso em: 19/03/2026.
VIECELLI, C. A. GUIA DE DEFICIÊNIAS NUTRICIONAIS EM PLANTAS. PUCPR Câmpus Toledo; Grupo Marista; ASSOESTE, 2017. Disponível em: < https://archivum.grupomarista.org.br/pergamumweb/vinculos//00005e/00005e1f.pdf >, acesso em: 19/03/2026.

Sustentabilidade
Soja/RS: Soja no RS entra na fase final com queda de produtividade e impacto do clima – MAIS SOJA

A cultura da soja apresentou avanço significativo de fases, aproximando do final do ciclo. Predominam as fases de enchimento de grãos (50%) e de maturação (37%), além da colheita (5%), que avançou e se estendeu para diferentes regiões administrativas.
As condições climáticas do período, caracterizadas por precipitações irregulares e mal distribuídas, associadas às temperaturas elevadas, continuam determinando forte variabilidade no desempenho das lavouras.
De forma geral, as lavouras implantadas no início da janela de semeadura se encontram em maturação fisiológica ou em colheita. Já as áreas semeadas mais tardiamente ainda estão em enchimento de grãos, dependendo de condições hídricas adequadas para definição do rendimento. O estresse térmico e hídrico durante o período reprodutivo acelerou a senescência foliar e antecipou o ciclo em parte das áreas, reduzindo o potencial produtivo. A heterogeneidade entre lavouras, mesmo em localidades próximas, permanece elevada, refletindo diferenças de época de semeadura, regime hídrico e condições de manejo.
Em relação à sanidade das lavouras, segue a intensificação dos manejos fitossanitários, com destaque para o controle de ferrugem-asiática e de pragas associadas à fase de enchimento de grãos.
A estimativa atual da Emater/RS-Ascar indica produtividade média de 2.871 kg/ha, o que representa redução de 9,7% em relação à estimativa realizada no início da safra, refletindo os efeitos da irregularidade hídrica. A área cultivada está estimada em de 6.624.988 hectares.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, a colheita teve início, especialmente em Manoel Viana, nas lavouras precoces semeadas em outubro. As produtividades iniciais variam entre 3.000 kg/ha nas áreas de sequeiro, em localidades beneficiadas pelas chuvas, e 3.600 kg/ha nas áreas irrigadas. Os produtores já realizam dessecação, visando uniformizar a maturação de áreas implantadas na mesma época.
Em Uruguaiana, aproximadamente 85% dos 3.000 hectares são irrigados, e a produtividade está estimada em 3.180 kg/ha, influenciada por altas temperaturas na fase reprodutiva e por limitações pontuais no uso de água. Em áreas de sequeiro, a estimativa é de cerca de 2.000 kg/ha, indicando forte impacto da restrição de umidade. Em Itacurubi, as perdas atingem até 50% do potencial produtivo, havendo registros de perda total em áreas semeadas em outubro.
Na Campanha, há lavouras em maturação em Dom Pedrito (15%), Caçapava do Sul (10%) e Hulha Negra (4%), e o início da colheita está previsto para a última semana de março. Em Dom Pedrito, cerca de 25% dos 165.000 hectares estão cultivados em áreas de várzea, mantendo potencial produtivo superior, o que contribui para elevar a média municipal.
Na de Caxias do Sul, nos Campos de Cima da Serra, as chuvas do período, apesar de irregulares, amenizaram parcialmente as perdas nas lavouras tardias. Em Muitos Capões, áreas precoces estão sendo colhidas com rendimentos entre 1.800 e 2.400 kg/ha. As condições das lavouras tardias estão melhores, e a produtividade estimada está próxima de 3.000 kg/ha, ainda inferior à expectativa inicial de 4.200 kg/ha.
Na de Erechim, as lavouras estão em fase de formação de legumes, enchimento de grãos e início de maturação. O abortamento de flores, associado ao excesso de calor, tem levado produtores a reavaliar o potencial produtivo. Segue a intensificação do monitoramento e controle da ferrugem-asiática com base em sistemas de detecção regional. A colheita deverá iniciar nos próximos dias nas áreas mais precoces.
Na de Frederico Westphalen, 5% estão em desenvolvimento vegetativo, 5% em floração, 45% em enchimento de grãos, 40% em maturação e 5% colhidos. As produtividades obtidas apresentam redução de 15% em relação às projetadas.
Na de Ijuí, a cultura evolui rapidamente para a maturação, e mais de 30% da área alcançou essa fase; cerca de 3% foram colhidos. A má distribuição de chuvas e o calor têm antecipado o ciclo, reduzindo o potencial produtivo. Em Santa Bárbara do Sul, onde houve manutenção da umidade do solo, as lavouras apresentam elevado potencial produtivo. As lavouras em maturação apresentam folhas com coloração verde-amarelada, indicando boa sanidade. O desenvolvimento das áreas de segundo cultivo está apropriado, mas o porte está inferior ao ideal. Nas lavouras tardias, os manejos foram direcionados ao controle de tripes, ácaros, percevejos e doenças.
Na de Passo Fundo, 35% estão em fase de formação de vagens, 40% em maturação fisiológica, 10% maduros para colheita e 5% já colhidos. As lavouras precoces apresentam redução de produtividade em torno de 30% em função do estresse hídrico. Observou-se aumento da necessidade hídrica, e diversas áreas estão entrando em déficit.
Na de Pelotas, o desenvolvimento das lavouras está normal e em recuperação, que foi favorecida pela continuidade das chuvas. A distribuição das fases indica 1% em desenvolvimento vegetativo, 19% em floração, 74% em enchimento de grãos e 6% em maturação. Embora muitas lavouras já tenham definido seu potencial produtivo, parte das perdas não será revertida. O avanço da maturação permitirá o encaminhamento gradual das áreas para a colheita nas próximas semanas.
Na de Santa Maria, a área cultivada está estimada em 1.035.576 hectares e a produtividade média em 2.843 kg/ha, representando redução de 7,1% em relação à expectativa inicial de 3.059 kg/ha. A colheita avançou para 5% da área. Em lavouras em floração e enchimento de grãos, seguem as aplicações de fungicidas e inseticidas, com atenção à incidência de ferrugem-asiática.
Na de Santa Rosa, 5% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 12% em floração, 57% em enchimento de grãos e 25% em maturação. Cerca de 1% foi colhido com produtividade entre 1.500 e 3.000 kg/ha. As condições climáticas continuam limitando o enchimento de grãos, e as perdas de produtividade podem alcançar 40%. Áreas implantadas após o milho, no final de janeiro, iniciaram a floração, mas o potencial produtivo está reduzido devido ao estresse inicial.
Em Garruchos, as lavouras implantadas no início de novembro apresentam sinais de final de ciclo. Já as áreas de dezembro ainda estão em enchimento de grãos, e houve formação de legumes no terço superior do dossel após chuvas recentes, o que pode resultar tanto em aumento de rendimento em cultivares de ciclo longo quanto em desuniformidade de maturação em materiais de ciclo curto.
Na de Soledade, o regime de chuvas esparsas manteve os níveis de umidade do solo adequados para parte das lavouras, que avançam seu ciclo. A distribuição das fases indica 2% em desenvolvimento vegetativo, 5% em floração, 43% em enchimento de grãos, 40% em maturação fisiológica, 7% em maturação de colheita e 3% colhidos. As áreas colhidas apresentam produtividades variadas, inferiores à média projetada, em muitos casos, devido às limitações de manejo de solo, que intensificaram os efeitos da estiagem. Seguem intensos os manejos fitossanitários, com aplicações de fungicidas para ferrugem-asiática e doenças de final de ciclo, frequentemente realizadas em horários de menor temperatura. Também são realizadas aplicações de inseticidas para controle de tripes, ácaros, lagartas (em baixa incidência) e percevejos direcionados as lavouras em formação de grãos.
Comercialização (saca de 60 quilos)
A cotação média da soja passou de R$ 119,69 para R$ 119,57, reduzindo 0,10% em relação à semana anterior, conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar.
Fonte: Emater
Sustentabilidade
Nano no tamanho. Gigante na cobertura: conheça Galil® nano, inseticida lançamento da ADAMA – MAIS SOJA

Nova formulação com partículas em escala nano amplia a cobertura foliar, potencializa o efeito de choque e reforça a eficiência no manejo de percevejos em soja e milho
A ADAMA apresenta ao mercado brasileiro Galil® nano, desenvolvido no Brasil para elevar o padrão de controle de percevejos na soja e da cigarrinha-do-milho. O novo produto utiliza partículas em escala nano.
“Para se ter ideia, uma partícula nano pode ser até mil vezes menor do que uma partícula de uma formulação convencional. Esse tamanho muito reduzido traz benefícios como a maior velocidade de absorção pela planta, trazendo um efeito mais rápido, ou maior contaminação do inseto, como é o caso de Galil nano®”, explica Raphael Malandrino, gerente de Inseticidas da ADAMA. Na prática, a tecnologia nano entrega maior cobertura na superfície da folha e, por consequência, um efeito de choque mais rápido e perceptível no manejo de pragas, especialmente do percevejo-marrom e do percevejo-barriga-verde, contribuindo para reduzir perdas e preservar o potencial produtivo das lavouras, mesmo em cenários de difícil controle.
“O maior desafio no manejo do percevejo não é aplicar o inseticida, mas garantir que a praga entre em contato com o princípio ativo e só Galil® nano traz uma cobertura com alta eficácia de controle”, explica Malandrino. “Sendo assim, a nanotecnologia muda o jogo ao aumentar a biodisponibilidade do ativo e intensificar o contato tarsal, entregando um controle mais eficiente e seguro.”
Desenvolvido no Brasil, benefícios para os agricultores
Galil® nano foi desenvolvido integralmente no centro de Pesquisa e Desenvolvimento da ADAMA em Londrina (PR) e testado por várias safras, em diferentes regiões produtoras de soja e milho do País, sempre com resultados consistentes. O produto conta com formulação alinhada ao padrão de qualidade ADAMA, que favorece a estabilidade e a eficiência da aplicação em condições climáticas distintas.
Outro diferencial está na versatilidade da solução, que se consolida como uma ferramenta estratégica para produtores de soja e milho devido à sua alta eficácia para o controle das espécies que podem maiores danos, como o percevejo-marrom (Euschistus heros) e o percevejo-barriga-verde (Diceraeus spp.) Para regiões de produção de sementes, o percevejo pode causar danos ainda mais críticos e o controle desses insetos deve ser ainda mais rigoroso. Galil® nano é uma ferramenta que contribui para elevar o padrão de qualidade das sementes, ao minimizar danos provocados pela alimentação dessas pragas.
Posicionamento estratégico e visão de futuro
O lançamento de Galil® nano sinaliza um novo momento da ADAMA em tecnologias de formulação. Trata-se do primeiro produto de uma plataforma de Nanotecnologia que já está sendo expandida para outros segmentos e outras culturas. Com o produto, que estará disponível comercialmente para os produtores brasileiros a partir da safra 2026/2027, a ADAMA reforça sua estratégia de Inovação de Valor, entregando ao agricultor uma ferramenta altamente eficaz, acessível e alinhada às práticas de manejo integrado de pragas (MIP), em um cenário de escassez de novos ingredientes ativos no mercado.
Sobre a ADAMA
A ADAMA Ltda. é uma empresa global líder em proteção de cultivos, oferecendo soluções inovadoras para agricultores no combate a plantas daninhas, insetos e doenças. A companhia possui um dos portfólios mais amplos e diversificados de ingredientes ativos do setor, apoiado por capacidades avançadas de Pesquisa & Desenvolvimento, fabricação e formulação.
Com presença em mais de 100 países, a ADAMA combina escala global com forte foco local, desenvolvendo produtos de alta qualidade e soluções customizadas, orientadas pelas necessidades reais dos agricultores e de seus parceiros comerciais.
Para mais informações, visite nosso site www.adama.com e nossos canais no Facebook, LinkedIn, Instagram e Youtube.
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