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18 de maio de 2026

Sustentabilidade

Com genética própria, Advanta Seeds investe em novos cultivos para avançar no Brasil – MAIS SOJA

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A adoção de novos cultivos à safra principal vem ganhando força entre produtores brasileiros que buscam maior rentabilidade, diversificação produtiva e mais segurança para suas fazendas. Culturas como sorgo, canola, girassol e milho, cada vez mais valorizadas pela indústria e bem adaptadas às condições tropicais, ampliam oportunidades comerciais e reduzem riscos, especialmente diante da instabilidade climática e dos custos crescentes de produção.

Apostando justamente no potencial desses cultivos como protagonistas de um novo ciclo de competitividade no campo, a Advanta Seeds, empresa global de melhoramento genético, avança em uma nova estratégia para o Brasil. O projeto iniciado em 2022, está estruturado no fortalecimento de cultivos nos quais a companhia possui genética própria e reconhecimento internacional.

Sob a liderança do CEO Marcio Boralli, engenheiro agrônomo com mais de 20 anos de experiência no setor, a empresa consolida um reposicionamento baseado em inovação, demanda industrial crescente e adaptação às mudanças climáticas. “A nova estratégia da companhia aqui no Brasil, está sendo focada em cultivos que temos diferencial competitivo, com genética própria e fortalecendo o que sabemos fazer de melhor, que é melhoramento genético”, disse o executivo.

O principal eixo da estratégia é o sorgo, cultura em que a Advanta é líder global e que vem ganhando força no país devido ao avanço dos biocombustíveis, ao interesse das indústrias e à sua resiliência em condições de estresse hídrico. “Trabalhamos com cultivos que dialogam diretamente com o futuro do agro: menor pegada de carbono e alta eficiência. Isso nos permite avançar em outras regiões do Brasil em que a segunda safra ainda não é tão explorada, sendo mais uma opção para o agricultor ter mais rentabilidade”, afirma Boralli.

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A genética desenvolvida pela empresa tem o potencial de elevar o patamar produtivo nacional do sorgo, possibilitando a cultura a alcançar níveis antes considerados inviáveis. Híbridos mais precoces, como ciclo abaixo dos 110 dias, já são realidade e permitem ao produtor capturar melhores janelas climáticas, explorar novas regiões e obter produtividade que pode chegar a faixa de 9 toneladas por hectare, com um manejo eficiente. “Outros materiais do mercado demandam até 150 dias para ficarem prontos, diferentemente da nossa genética de ciclo rápido. Com essa tecnologia, estamos comprovando que é possível atingir patamares de produtividade elevadíssimos no sorgo, deixando de ser uma cultura marginal”, pontuou o CEO da Advanta.

Além de estabilidade produtiva, o sorgo vive um momento de transformação no mercado. A abertura para exportação à China e a entrada da cultura em projetos de etanol criam liquidez inédita no setor. “Liquidez muda tudo. O produtor passa a ter previsibilidade, pode fazer contrato futuro e calcula com clareza sua rentabilidade”, cita. Além disso, a ampliação da demanda por sorgo para etanol, seguindo o modelo já consolidado nos Estados Unidos, onde usinas operam com blends desses dois grãos, sorgo e milho, abre espaço para uma expansão expressiva da cultura no Cerrado, especialmente após o fechamento da janela ideal do milho”, destaca o CEO.

Expansão com a canola

Outro investimento estratégico da Advanta é a canola, cultura em expansão no Sul do país e com crescente relevância na cadeia de biocombustíveis. Pioneira no desenvolvimento do primeiro híbrido da cultura no mundo, atualmente a empresa possui um robusto programa de desenvolvimento de novos híbridos na Austrália.

No Brasil há mais de 15 anos iniciou os testes da cultura e também foi a primeira empresa a produzir sementes de canola em território nacional, reduzindo a dependência de importação e garantindo oferta no momento correto ao agricultor.  Paralelamente, conduz com a Embrapa um projeto de tropicalização para levar a canola ao Cerrado, passo que poderia transformar a cultura em alternativa de segunda safra em novas regiões. “A ideia é ampliar a produção brasileira garantindo qualidade, ofertando a semente no momento correto, quando o agricultor precisa”, disse o executivo.

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Ainda segundo Boralli, a partir da experiência no Brasil, a empresa também pretende ampliar mercados com a canola na América do Sul. “Apostamos muito nessa cultura que deve ter um crescimento expressivo nos próximos anos, também no Paraguai, Uruguai e Argentina, podendo ter um papel importante e grande driver dos biocombustíveis”, complementou.

Girassol e as novas fronteiras do Cerrado

Com apenas cerca de 60 mil hectares no Brasil, o girassol é visto pela Advanta como uma cultura com forte potencial de avanço, sobretudo, se compararmos a área plantada da Argentina, que atualmente passa de dois milhões de hectares. Altamente adaptado ao Cerrado e com excelente desempenho em estados como Goiás, Minas e Mato Grosso, o cultivo pode se tornar mais uma opção rentável de segunda safra.

Um fator que pode também acelerar o cultivo é a ampliação das discussões para seu uso em biocombustíveis. “O girassol, comprovadamente performa super bem em muitas regiões do Cerrado, ele já é adaptado. Com a possibilidade de uso para biocombustíveis, podemos ter uma expansão de área grande, pois a demanda será forte”, detalhou Boralli.

Milho: genética própria chega ao mercado brasileiro

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Após uma década adaptando sua genética tropical para as condições brasileiras, a Advanta coloca no mercado, pela primeira vez, híbridos de milho 100% próprios. Até então, a empresa atuava com materiais licenciados. “Somos uma empresa de genética, e agora o produtor brasileiro vai conhecer de fato o milho desenvolvido pela Advanta. É o início de um novo capítulo para nós nesse mercado altamente competitivo”, afirma Boralli.

Os primeiros híbridos desenvolvidos no país começaram a ser testados comercialmente na safrinha passada e serão lançados em breve. “O agricultor aprendeu a produzir bem e nós temos genética muito boa e adaptada. Vai ser a primeira vez que os produtores brasileiros vão poder testar a genética da Advanta para a cultura do milho. Estamos prontos para concorrer com os principais players do mercado, pois acreditamos no crescimento sustentável”, finaliza o CEO.

Sobre – A Advanta Seeds é uma empresa de sementes do grupo UPL, com mais de 60 anos de experiência em melhoramento genético em mais de 40 cultivos. Atua junto ao agricultor, entendendo suas necessidades e oferecendo soluções específicas para o máximo desenvolvimento produtivo da sua lavoura. A empresa concentra esforços em P&D desenvolvendo Programas de Melhoramento Genético específicos para regiões do Brasil. Além da Estação Experimental em Indianópolis/MG, esses programas são desenvolvidos e testados nas principais áreas produtoras do Brasil de forma integrada e complementar aos demais centros de melhoramentos globais da Advanta.

Fonte: Assessoria de Imprensa Advanta Seeds



 

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Sustentabilidade

Anúncio de acordo entre China e EUA impulsiona soja em Chicago; julho sobe 3% – MAIS SOJA

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Os contratos futuros da soja fecharam em forte alta nesta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O dia foi de ampla recuperação, reflexo do anúncio de acordo feito durante o final de semana pela Casa Branca, envolvendo a aquisição de produtos agrícolas americanos por parte da China.

A China se comprometeu a comprar pelo menos US$ 17 bilhões por ano em produtos agrícolas dos Estados Unidos entre 2026 e 2028, informou a Casa Branca neste domingo.Segundo o governo americano, o compromisso foi firmado durante as reuniões realizadas entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping na semana passada, em Pequim.

A Casa Branca destacou que esse valor não inclui os compromissos relacionados às compras de soja acertados anteriormente, em outubro de 2025. O anúncio ocorre após forte retração das exportações agrícolas americanas para a China provocada pela escalada tarifária entre os dois países no ano passado.

A Casa Branca informou ainda que a China trabalhará com reguladores americanos para suspender restrições sobre frigoríficos dos Estados Unidos e retomar importações de carne de aves provenientes de estados considerados livres de gripe aviária.

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O governo americano também confirmou a criação do Conselho EUA-China de Comércio e do Conselho EUA-China de Investimentos, já mencionados anteriormente por autoridades chinesas.

Segundo os dois governos, os novos organismos deverão tratar de questões relacionadas a acesso a mercados agrícolas e ampliação do comércio bilateral dentro de um modelo de redução tarifária recíproca.

Preços

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 36,00 centavos de dólar, ou 3,05%, a US$ 12,13 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 12,11 por bushel, com elevação de 34,50 centavos de dólar ou 2,93%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 0,20 ou 0,05% a US$ 334,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 75,63 centavos de dólar, com ganho de 1,75 centavo ou 2,36%.

Fonte: Agência Safras

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Sustentabilidade

Expectativa de compras chinesas impulsiona trigo em Chicago, que fecha com alta superior a 4% – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta segunda-feira (18) em forte alta, com ganhos superiores a 4%, impulsionada pelo acordo agrícola firmado entre Estados Unidos e China e pelas preocupações com a oferta norte-americana.

O mercado reagiu aos compromissos anunciados pela Casa Branca, segundo os quais a China deverá comprar ao menos US$ 17 bilhões por ano em produtos agrícolas norte-americanos entre 2026 e 2028. O movimento reforçou as expectativas de aumento da demanda chinesa por commodities agrícolas dos Estados Unidos e estimulou forte entrada de recursos nos mercados agrícolas.

Além disso, persistiram as preocupações com a oferta norte-americana diante da seca nas regiões produtoras das Planícies, que segue afetando o potencial produtivo das lavouras de trigo de inverno. Comentários internacionais indicaram que as chuvas previstas para esta semana devem chegar tarde demais para parte das áreas mais afetadas, podendo inclusive ampliar os danos às lavouras em estágio avançado de desenvolvimento.

O mercado também acompanhou a expectativa pelo relatório de andamento das lavouras do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), diante dos temores de nova deterioração nas condições do trigo de inverno norte-americano.

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No campo da demanda, as inspeções de exportação norte-americanas de trigo chegaram a 223.972 toneladas na semana encerrada em 14 de maio, conforme relatório do USDA. Na semana anterior, haviam atingido 511.703 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de 431.383 toneladas.

No acumulado do ano-safra, iniciado em 1º de junho de 2025, as inspeções somam 23.098.775 toneladas, contra 20.750.076 toneladas no mesmo período da temporada anterior.

Os contratos com entrega em julho fecharam cotados a US$ 6,64 1/2 por bushel, alta de 28,75 centavos de dólar, ou 4,52%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em setembro encerraram a US$ 6,77 3/4 por bushel, com avanço de 28,00 centavos de dólar, ou 4,30%.

Fonte: Agência Safras



 

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FONTE

Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Renegociação de dívidas terá mecanismo com FGI que pode alavancar até R$ 200 bilhões – MAIS SOJA

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Produtores de todo o país estão próximos de ter uma alternativa para repactuar as dívidas rurais acumuladas nos últimos anos. Uma emenda da vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), senadora Tereza Cristina (PP-MS), foi incluída no Projeto de Lei 5.122/2023 e pode alavancar até R$ 200 bilhões para essa finalidade.

A iniciativa autoriza o governo federal a ampliar sua participação no Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), com previsão de aporte adicional de até R$ 20 bilhões. Os recursos seriam usados exclusivamente como garantia para operações de renegociação de dívidas rurais. De acordo com a senadora, a medida pode disponibilizar ao menos R$ 70 bilhões para a prorrogação das dívidas, mas depende também da disposição do Executivo em apoiar os produtores.

“Esse fundo é o que vai deixar um legado para a agricultura, se ele for instituído. Mas o governo tem que entender que não basta criar o fundo: precisamos colocar recursos nele. Sabemos das dificuldades fiscais, do problema do crédito e das despesas primárias, mas R$ 20 bilhões neste fundo podem alavancar mais de R$ 70 bilhões, podendo chegar até R$ 200 bilhões”, destacou Tereza Cristina, nesta quarta-feira (13), durante sessão da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal.

O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), afirmou que o produtor rural enfrenta uma “tempestade perfeita” contra a produção agropecuária. Segundo ele, a articulação dos últimos dias tem sido voltada à construção de soluções efetivas para o endividamento no campo, como a apresentada por meio da emenda.

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“A gente entende que aqueles R$ 30 bilhões que aprovamos na Câmara não são suficientes nem para o início do trabalho. Hoje, a dívida dos produtores chega a R$ 150 bilhões. Precisamos buscar esse montante de recursos, e essa é a alternativa que estamos apresentando. Nosso compromisso é com o produtor rural. Por isso, estamos trabalhando para que essa solução do endividamento seja real e para que a gente consiga enfrentar as resistências dentro do governo”, comentou.

O PL 5.122/2023 tramita na CAE sob relatoria do senador Renan Calheiros (MDB-AL). O parlamentar destacou a participação dos membros da FPA na construção do texto e afirmou que a emenda da senadora Tereza Cristina foi incorporada ao relatório. A previsão é de que a votação ocorra na próxima terça-feira (19). A bancada também articula para que o projeto seja votado no Plenário do Senado na mesma semana.

“A senadora Tereza Cristina entende, e eu entendo igualmente, que a utilização do FGI como lastro para a renegociação das dívidas agrícolas resolveria de uma vez por todas esse problema no Brasil. Nós colocaríamos esses títulos no mercado, em um fundo privado, e isso serviria para renegociações daqui para frente”, disse Renan Calheiros ao tratar sobre a emenda do FGI.

Corrida contra o tempo

 A intenção da FPA é que toda a estrutura de renegociação prevista no projeto entre em vigor antes do anúncio do próximo Plano Safra. Por isso, o coordenador institucional da frente, deputado Alceu Moreira (MDB-RS), defendeu que os ajustes no relatório sejam feitos até a votação da próxima semana. Segundo ele, isso evitaria novas modificações quando o texto retornar à Câmara dos Deputados, facilitando uma aprovação rápida pelos deputados.

“O que estamos fazendo aqui hoje não é apenas um remédio para curar os males dos endividados por problemas climáticos. Estamos criando um novo sistema de financiamento para o Brasil”, ressaltou o parlamentar gaúcho.

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Além dos recursos que poderão ser operados com a garantia do FGI, a proposta cria uma linha emergencial específica para a prorrogação das dívidas, com montante de até R$ 30 bilhões provenientes do Fundo Social (FS). O relator também pretende incluir a possibilidade de o governo utilizar recursos do orçamento para criar outras linhas destinadas à renegociação. Integrantes do Executivo chegaram a mencionar a possibilidade de disponibilizar R$ 82 bilhões.

Na reunião da CAE desta quarta-feira, outros membros da bancada reforçaram apoio ao relatório-base apresentado pelo senador Renan Calheiros. O 2º vice-presidente da FPA, senador Jaime Bagattoli (PL-RO), destacou a abrangência nacional da proposta.

“Acredito que boa parte dos estados e municípios brasileiros vai se enquadrar nesses três quesitos necessários para fazer a regularização do endividamento que o PL 5.122/2023 traz”, disse.

Já o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) ressaltou a urgência da iniciativa para o Rio Grande do Sul. “Esse projeto é mais do que necessário para buscar uma solução para a difícil situação que o homem do campo vive, em particular no meu estado, o Rio Grande do Sul”, afirmou.

O coordenador da Comissão Trabalhista da FPA, deputado Afonso Hamm (PP-RS), relator da matéria na Câmara dos Deputados, também foi na mesma linha. “Estamos muito próximos de oferecer uma ferramenta de dignidade e respeito aos agricultores”, destacou.

Outros parlamentares também comentaram o momento enfrentado pelo produtor rural. “O agro brasileiro enfrenta uma das maiores crises financeiras dos últimos anos. O produtor rural foi atingido por juros altos, aumento do diesel, energia cara, dificuldade de acesso ao crédito e queda da rentabilidade”, apontou o senador Wilder Morais (PL-GO).

Já o coordenador da Comissão de Direito de Propriedade da FPA, deputado Evair de Melo (Republicanos-ES), afirmou que a medida terá efeito para além do setor agropecuário. “A agricultura é a céu aberto, o agricultor não tem contracheque. Esse projeto, embora passe pelo agro, vai impactar a vida de todos os brasileiros”, ressaltou.

Fonte: FPA


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FONTE
Advertisement

Autor:FPA

Site: FPA

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