Connect with us
4 de maio de 2026

Sustentabilidade

Novembro consolida preços de soja, mas clima preocupa produtores: safra corre risco?

Published

on

Novembro chegou ao fim com preços ligeiramente melhores para a soja no Brasil, mas a comercialização continua limitada. Segundo a consultoria Safras & Mercado, apesar da valorização dos contratos futuros na Bolsa de Chicago, os produtores brasileiros negociam apenas o necessário, na expectativa de preços mais altos e acompanhando de perto a evolução das lavouras.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Preços de soja

Entre a abertura e o fechamento do mês, a saca de 60 quilos teve variações discretas: em Passo Fundo (RS), passou de R$ 134,00 para R$ 136,00; em Cascavel (PR), subiu de R$ 134,00 para R$ 135,00; em Rondonópolis (MT), recuou de R$ 125,50 para R$ 124,00; e no Porto de Paranaguá, referência nacional, avançou de R$ 140,00 para R$ 142,00.

Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em janeiro registraram alta de 1,46% no mês, encerrando a sessão de 26 de novembro a US$ 11,31 ½ por bushel. O movimento refletiu a retomada das compras chinesas de soja dos Estados Unidos, embora em ritmo mais lento do que o esperado após o acordo comercial entre Washington e Pequim.

Além de monitorar a demanda chinesa, os agentes acompanharam a evolução da safra brasileira, que enfrentou atrasos no plantio em algumas regiões do centro-norte devido à falta de chuvas. Apesar de possíveis impactos pontuais na produtividade, o clima não deve impedir que o Brasil colha a maior safra de sua história.

O efeito positivo da valorização em Chicago sobre os preços domésticos foi limitado pela queda dos prêmios e pela desvalorização do dólar frente ao real, que recuou 0,53% em novembro, encerrando o mês próximo de R$ 5,35.

Safra 2025/26

A produção brasileira de soja na safra 2025/26 está estimada em 178,76 milhões de toneladas, alta de 4% sobre a temporada anterior (171,84 milhões de toneladas), segundo levantamento da Safras & Mercado. A estimativa anterior, divulgada em 5 de setembro, apontava 180,92 milhões de toneladas.

Advertisement

O aumento da área plantada deve ser de 1,4%, atingindo 48,31 milhões de hectares, ante 47,64 milhões na safra 2024/25. A produtividade média prevista subiu de 3.625 para 3.719 quilos por hectare.

Os ajustes na produção concentram-se principalmente no Centro-Norte do país (MATOPIBA), devido a chuvas irregulares, atraso do plantio e menor potencial produtivo em algumas regiões. “Fatores como replantio podem compensar parcialmente esses efeitos. Isso não significa uma safra perdida, apenas um potencial menor em alguns estados”, explica Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado.

“De maneira geral, a expectativa é de uma safra recorde em 2026, com produção estimada em torno de 178,7 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo da estimativa de setembro (180,9 milhões), mas ainda muito robusta”, conclui Silveira.

Advertisement
Continue Reading
Advertisement

Sustentabilidade

SOJA/CEPEA: Com demanda aquecida, valor do grão segue firme

Published

on

Mesmo diante da safra recorde, estimada em 180 milhões de toneladas, os preços da soja seguem firmes no Brasil. A sustentação vem das aquecidas demandas interna e externa, e também do avanço das cotações dos derivados.

Segundo o Cepea, no mercado internacional, o conflito no Oriente Médio e a consequente valorização do petróleo reforçam o movimento de alta no Brasil, à medida que esse cenário eleva a atratividade do biodiesel e, consequentemente, a demanda por óleo de soja, principal matéria-prima do biocombustível.

No campo, a colheita alcançou 92,1% da área, segundo a Conab, embora persistam diferenças regionais relevantes. No Sul, os trabalhos seguem mais lentos: Santa Catarina atingiu 71% e o Rio Grande do Sul, 65%, ambos abaixo do registrado no mesmo período do ano passado. No Matopiba, o ritmo permanece heterogêneo. Tocantins praticamente concluiu a atividade, com 98% da área já colhida, enquanto Maranhão (65%) e Bahia (90%) apresentam atraso em relação à safra anterior.

No Piauí, os trabalhos alcançam 96%, desempenho próximo ao do mesmo período de 2025. Na Argentina, chuvas pontuais nas principais regiões interrompem temporariamente a colheita e mantêm o ritmo irregular. Nos Estados Unidos, a recente chuva no Meio-Oeste trouxe alívio climático, mas limitou temporariamente as atividades de campo. Ainda assim, a semeadura atingiu 23% da área projetada para a safra 2026/27 até 26 de abril, superando o ano passado e a média dos últimos cinco anos.

Fonte: Cepea

Advertisement


 

Continue Reading

Sustentabilidade

Colheita de soja no Rio Grande do Sul atinge 79% da área, e milho chega a 92%

Published

on


A colheita da safra de verão no Rio Grande do Sul perdeu ritmo na semana passada devido ao excesso de umidade e à frequência de precipitações. Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater/RS-Ascar), divulgada nesta segunda-feira (4), a soja foi colhida em 79% da área semeada de 6.624.988 hectares, enquanto o milho alcançou 92% dos 803.019 hectares cultivados.

No caso da soja, a Emater/RS-Ascar informou que 20% das áreas restantes estão em maturação e 1% ainda em enchimento de grãos. Nas lavouras tardias, a entidade registrou aumento na presença de percevejos e de doenças como a ferrugem-asiática.

A produtividade média estadual da oleaginosa está estimada em 2.871 quilos por hectare. O órgão ressalta, no entanto, que há variações regionais expressivas, com perdas superiores a 50% em áreas afetadas anteriormente por restrição hídrica. No mercado, o preço médio da saca de 60 quilos recuou 1,68% e foi fixado em R$ 115,25.

  • Quer ficar por dentro da previsão do tempo e dos alertas meteorológicos? Acesse a página do tempo do Canal Rural e planeje-se!

Para o milho, o avanço semanal foi de 1 ponto porcentual. A Emater/RS-Ascar atribui a evolução mais lenta à priorização de outras culturas e às chuvas. A produtividade média projetada é de 7.424 quilos por hectare, favorecida pela recuperação hídrica em áreas de safrinha. A cotação da saca de 60 quilos permaneceu estável em R$ 58,19.

No milho para silagem, a colheita chegou a 89%, com rendimento médio de 37.840 quilos por hectare. Já o arroz entrou em fase final de retirada das lavouras, com 93% da área de 891.908 hectares colhida. Segundo a Emater/RS-Ascar, a umidade do solo e dos grãos reduziu a eficiência operacional das máquinas em pontos específicos. A produtividade estimada é de 8.744 quilos por hectare, e o preço médio da saca de 50 quilos subiu 0,26%, para R$ 60,93.

Advertisement

Os dados indicam que o ritmo da colheita no Estado segue condicionado às condições climáticas de curto prazo, especialmente nas áreas ainda remanescentes de soja e arroz, onde a umidade elevada pode continuar limitando a operação de campo e a qualidade final dos grãos.

O post Colheita de soja no Rio Grande do Sul atinge 79% da área, e milho chega a 92% apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Sustentabilidade

MILHO/CEPEA: Liquidez segue limitada; preços têm leves ajustes

Published

on

As negociações seguiram pontuais nas principais regiões de produção e comercialização de milho do Brasil, na semana passada. Pesquisadores do Cepea indicam que, enquanto compradores priorizaram a utilização dos estoques negociados antecipadamente e seguiram atentos à colheita da safra verão, vendedores, limitaram a oferta de lotes, preocupados com a irregularidade do clima no período. Neste contexto, segundo pesquisadores do Cepea, os preços registraram leves ajustes, prevalecendo as ofertas e as demandas regionais.

Entre as praças paulistas, leves valorizações foram observadas, sustentadas pela restrição de vendedores. Já no Sul e no Centro-Oeste, as quedas prevaleceram. De acordo com o Cepea, a pressão veio do avanço da colheita da safra de verão do cereal nos estados do Sul, dos elevados estoques de passagem e também da colheita robusta da soja no Centro-Oeste. Esse contexto faz com que produtores tenham maior interesse e necessidade em negociar o cereal, ainda que em patamares relativamente estáveis.

Fonte: Cepea



 

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT