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18 de junho de 2026

Sustentabilidade

Novembro consolida preços de soja, mas clima preocupa produtores: safra corre risco?

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Novembro chegou ao fim com preços ligeiramente melhores para a soja no Brasil, mas a comercialização continua limitada. Segundo a consultoria Safras & Mercado, apesar da valorização dos contratos futuros na Bolsa de Chicago, os produtores brasileiros negociam apenas o necessário, na expectativa de preços mais altos e acompanhando de perto a evolução das lavouras.

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Preços de soja

Entre a abertura e o fechamento do mês, a saca de 60 quilos teve variações discretas: em Passo Fundo (RS), passou de R$ 134,00 para R$ 136,00; em Cascavel (PR), subiu de R$ 134,00 para R$ 135,00; em Rondonópolis (MT), recuou de R$ 125,50 para R$ 124,00; e no Porto de Paranaguá, referência nacional, avançou de R$ 140,00 para R$ 142,00.

Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em janeiro registraram alta de 1,46% no mês, encerrando a sessão de 26 de novembro a US$ 11,31 ½ por bushel. O movimento refletiu a retomada das compras chinesas de soja dos Estados Unidos, embora em ritmo mais lento do que o esperado após o acordo comercial entre Washington e Pequim.

Além de monitorar a demanda chinesa, os agentes acompanharam a evolução da safra brasileira, que enfrentou atrasos no plantio em algumas regiões do centro-norte devido à falta de chuvas. Apesar de possíveis impactos pontuais na produtividade, o clima não deve impedir que o Brasil colha a maior safra de sua história.

O efeito positivo da valorização em Chicago sobre os preços domésticos foi limitado pela queda dos prêmios e pela desvalorização do dólar frente ao real, que recuou 0,53% em novembro, encerrando o mês próximo de R$ 5,35.

Safra 2025/26

A produção brasileira de soja na safra 2025/26 está estimada em 178,76 milhões de toneladas, alta de 4% sobre a temporada anterior (171,84 milhões de toneladas), segundo levantamento da Safras & Mercado. A estimativa anterior, divulgada em 5 de setembro, apontava 180,92 milhões de toneladas.

O aumento da área plantada deve ser de 1,4%, atingindo 48,31 milhões de hectares, ante 47,64 milhões na safra 2024/25. A produtividade média prevista subiu de 3.625 para 3.719 quilos por hectare.

Os ajustes na produção concentram-se principalmente no Centro-Norte do país (MATOPIBA), devido a chuvas irregulares, atraso do plantio e menor potencial produtivo em algumas regiões. “Fatores como replantio podem compensar parcialmente esses efeitos. Isso não significa uma safra perdida, apenas um potencial menor em alguns estados”, explica Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado.

“De maneira geral, a expectativa é de uma safra recorde em 2026, com produção estimada em torno de 178,7 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo da estimativa de setembro (180,9 milhões), mas ainda muito robusta”, conclui Silveira.

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Agro Mato Grosso

Syngenta automatiza testes de compatibilidade de caldas

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A Syngenta passou a usar o robô proprietário ATLAS, sigla em inglês para Application Technology Laboratory Automation System, em testes de compatibilidade de misturas em tanque. O sistema automatizado acelera a avaliação de produtos, reduz a subjetividade das análises e ajuda a reproduzir condições de uso em campo.

A tecnologia foi desenvolvida e refinada pela empresa. O objetivo consiste em gerar resultados mais consistentes e precisos antes da chegada dos produtos ao mercado. O robô processa de 500 a 600 combinações por mês. Segundo a Syngenta, esse volume poderia exigir até seis meses em avaliação manual.

O ATLAS executa todo o processo de compatibilidade. A rotina inclui preparo de amostras, registro de imagens das misturas e análise completa das amostras. A automação reduz variações associadas à avaliação manual. Os dados ajudam no desenvolvimento de produtos, no manejo responsável e nas recomendações técnicas.

O sistema também auxilia o suporte técnico após o lançamento de produtos. Em casos de dificuldades inesperadas em misturas em tanque, o ATLAS pode usar fontes de água ou adjuvantes fornecidos por clientes. Com isso, a empresa recria condições específicas de aplicação em ambiente controlado.

A plataforma avalia problemas ligados a sedimentação, entupimento de pontas, ordem de mistura e outros fatores. As análises ajudam a compreender o comportamento dentro do tanque de pulverização. Os resultados também alimentam uma base histórica de testes para orientar diagnósticos mais rápidos e baseados em dados.

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Sustentabilidade

Soja é o ‘combustível invisível’ do mundo, mas perda de renda do produtor na safra 26/27 preocupa, aponta Buffon

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Foto: Junner Schmidt

A soja brasileira se consolidou como uma das principais engrenagens da economia mundial e exerce um papel fundamental tanto na segurança alimentar quanto na segurança energética do planeta. A avaliação é de Mauricio Buffon, presidente licenciado da Aprosoja Brasil, durante o painel “O papel estratégico da soja na balança comercial global”, realizado no Fórum Internacional da Agropecuária (Fiap) 2026, em Campo Grande (MS).

Segundo Buffon, o Brasil cultiva cerca de 48 milhões de hectares de soja e construiu uma cadeia baseada na produção de proteínas e de biocombustíveis. Nos últimos 20 anos, o consumo mundial da oleaginosa cresceu impulsionado pelo aumento da população e pela maior demanda por energia.

“A soja é muito mais do que alimento. O mundo passou a demandar mais biocombustíveis e isso impulsionou toda a indústria no campo. Hoje, ela é a principal commodity do planeta e um pilar estratégico da segurança alimentar”, afirmou.

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Buffon destacou que o complexo soja movimenta cerca de US$ 300 bilhões e responde por aproximadamente US$ 176 bilhões em grãos, sendo um dos principais responsáveis pelo superávit da balança comercial brasileira.

Atualmente, cerca de 78% do farelo de soja é destinado à produção de ração animal, enquanto aproximadamente 19% do óleo é direcionado ao consumo humano e à fabricação de biodiesel. Do óleo produzido no Brasil, 60% segue para os biocombustíveis e os outros 40% permanecem na cadeia alimentar, principalmente no óleo de cozinha.

“A cada vez que ampliamos o uso dos biocombustíveis, aumentamos a sustentabilidade. Trata-se de um combustível altamente renovável e que ainda gera mais farelo de soja para a produção de alimentos”, ressaltou.

Ele lembrou ainda que o Brasil já utiliza uma mistura de 15% de biodiesel no diesel, tornando essa matriz uma importante alternativa para reduzir a dependência nacional do petróleo.

Soja como motor do mundo

Buffon classificou a soja como um “combustível invisível” para o mundo e destacou a evolução da produção brasileira nas últimas duas décadas. Há 20 anos, o país produzia cerca de 53 milhões de toneladas da oleaginosa. Atualmente, a produção gira em torno de 176 milhões de toneladas, consolidando o Brasil como maior exportador mundial da commodity.

Na última safra, a produção brasileira alcançou 177,8 milhões de toneladas, das quais 111 milhões foram destinadas às exportações. A indústria nacional também teve papel importante, com exportações de 24,6 milhões de toneladas de farelo e consumo interno de aproximadamente 22 milhões de toneladas.

“O mercado chinês é extremamente importante para o Brasil. Apesar dos grandes números da produção e das exportações, acreditamos que teremos um ano mais desafiador para o setor”, disse.

O outro lado da lavoura: os desafios do sojicultor

Buffon alertou que, apesar dos recordes de produção e embarques, a renda do produtor vem sendo pressionada nos últimos quatro anos. Segundo ele, a combinação entre queda dos preços, aumento dos custos, pandemia e conflitos geopolíticos reduziu as margens no campo.

O dirigente chamou atenção para a forte dependência brasileira de fertilizantes importados e afirmou que esse é um dos principais desafios para a sustentabilidade da agricultura nacional.

“Hoje, o produtor brasileiro perdeu poder de investimento nas propriedades e enfrenta dificuldades para manter sua competitividade. O desafio para a safra 2026/27 será reduzir custos. Com menos poder de negociação e menor capacidade de investimento, a tendência é que muitos produtores utilizem menos recursos na próxima temporada”, concluiu.o produtor e para a sustentabilidade econômica da atividade. Precisamos nos atentar a isso que ”, concluiu.

O Fiap 2026 é uma realização da BR IN Eventos e do Canal Rural, com correalização do Sistema Famasul. O evento conta com patrocínio da ApexBrasil, Sebrae, CNA/Senar e Friboi, apoio da Abiec, Governo de Mato Grosso do Sul, Massey Ferguson e CropLife, e tem a Azul como linha aérea oficial.

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Sustentabilidade

Milho sobe em Chicago com compras de fundos e preocupações climáticas na França – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com forte alta nos preços. O mercado foi sustentado por um movimento de compras por parte de fundos especuladores, aproveitando a queda recente nas cotações do cereal. Preocupações com uma onda de calor na França, o que pode afetar a produção de milho no país, também ajudou a sustentar os preços.

Os sinais de uma menor demanda para o cereal norte-americano voltado a produção de etanol e as condições de clima favoráveis às lavouras nos Estados Unidos limitaram o movimento de alta nos preços.

A produção de etanol de milho dos Estados Unidos recuou 0,54% na semana encerrada em 12 de junho, atingindo 1,102 milhão de barris diários (*), ante 1,108 milhão de barris na semana anterior (5), segundo dados da AIE (Administração de Informação de Energia).

Já os estoques de etanol dos Estados Unidos permaneceram em 24,5 milhões de barris. O país exportou ainda 126 mil barris de etanol nessa última semana, ante 155 mil, recuo de 18,70%. (*) Cada barril equivale a 159 litros.

Os contratos de milho com entrega em julho fecharam a US$ 4,21, com avanço de 7,25 centavos, ou 1,75% em relação ao fechamento anterior. A posição setembro fechou a sessão a US$ 4,29 1/2 por bushel, com avanço de 7,00 centavos, ou 1,65% em relação ao fechamento anterior.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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