Sustentabilidade
Chicago/CBOT: A soja fechou em alta com novas compras chinesas – MAIS SOJA

Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 26/11/2025
FECHAMENTOS DO DIA 26/11
O contrato de soja para janeiro fechou em alta de 0,60% ou $ 6,75 cents/bushel, a $1131,50. A cotação de março encerrou em alta de 0,53% ou $ 6,00 cents/bushel, a $1140,75. O contrato de farelo de soja para dezembro fechou em alta de 0,03% ou $ 0,1/ton curta, a $ 317,1. O contrato de óleo de soja para dezembrofechou em alta de 1,13% ou $ 0,57/libra-peso, a $ 50,87.
ANÁLISE DA ALTA
A soja negociada em Chicago fechou em alta nesta quarta-feira. As cotações da oleaginosa ganharam um impulso positivo antes do feriado americano com a notícia da Reuters que, foram 10 e 15 carregamentos de soja nesta terça-feira. “Isso ocorreu após uma ligação na segunda-feira entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, durante a qual Trump disse ter pressionado Xi a acelerar e aumentar as compras de produtos norte-americanos por Pequim.” Afirmou a reportagem da Reuters.
Com isso, a China teria comprido algo perto dos 35% do acordo de 12 milhões de toneladas, ante os 16% já confirmados pelo USDA. A expectativa é que o Departamento divulgue estas vendas na mini sessão de sexta-feira. Vale lembrar que, a soja americana esta cara em relação ao grão brasileiro e estas compras são todas para as estatais chinesas, não compradores privados que seguem buscando a soja no Brasil.
NOTÍCIAS IMPORTANTES
COBERTURA ANTES DO FERIADO (altista)
Na véspera do feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, a soja está sendo negociada em alta em Chicago. Os investidores estão acompanhando de perto as notícias sobre possíveis novas compras chinesas de soja americana, considerando a meta de negociar 12 milhões de toneladas até o final do ano.
NOVA COMPRA CHINESA (altista)
A Reuters informou hoje que compradores chineses adquiriram entre 10 e 15 carregamentos da oleaginosa ontem (25), entre 60.000 e 65.000 toneladas cada, após a ligação telefônica entre Trump e Xi Jinping na segunda-feira. Os embarques estão previstos para janeiro.
FALTAM AS CONFIRMAÇÕES (baixista)
O mercado agora aguarda a confirmação dessas transações pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que não constam nos relatórios diários de vendas preliminares de hoje. Até o momento, as transações confirmadas totalizam 1.939.000 toneladas de soja, o equivalente a 16,16% da meta estabelecida pela Casa Branca.
BRASIL-EXPORTAÇÕES MAIORES (altista para o Brasil, e baixista para CBOT)
Em sua revisão semanal de estimativas, a Associação Nacional de Exportadores de Cereais (ANEC) reduziu sua previsão para as exportações de soja em novembro de 4,71 milhões de toneladas para 4,40 milhões de toneladas, em comparação com 6,40 milhões de toneladas em outubro e 2,34 milhões de toneladas embarcadas no mesmo mês de 2024. Quanto às vendas de farelo de soja, a ANEC ajustou sua estimativa de 2,68 milhões de toneladas para 2,50 milhões de toneladas, mas manteve-a acima das 1,73 milhão de toneladas comercializadas em outubro e novembro de 2024.
ARGENTINA-ESMAGAMENTO MENOR (altista para CBOT e Brasil, baixista para Argentina)
O Ministério da Agricultura da Argentina informou que o esmagamento de soja em outubro foi de 4.036.171 toneladas, 2,48% a menos que as 4.138.804 toneladas em setembro e 2,66% a menos que as 4.146.668 toneladas no mesmo mês de 2024. Nos primeiros dez meses do ano, foram processadas 36.007.717 toneladas de soja, 2,67% a mais que as 35.072.050 toneladas processadas no mesmo período do ano anterior. Quanto aos estoques de soja mantidos pela indústria em 1º de novembro, a agência informou 2.798.823 toneladas, 10,11% a menos que as 3.113.577 toneladas registradas em 1º de outubro.
CHINA SUSPENDE SOJA DE 5 UNIDADES EXPORTADORES DO BRASIL
A China suspendeu a importação de uma carga de 69 mil toneladas de soja brasileira, após detectar a presença de trigo com pesticidas em meio aos grãos, dentro do porão do navio que transportava o lote até o país asiático, informou a Folha de S.Paulo. Foi determinada, ainda, a paralisação de compra de soja de cinco unidades brasileiras que atuam no país. Conforme informações obtidas pela Folha, estão suspensas, a partir desta quinta-feira, as exportações de duas plantas na Cargill localizadas em São Paulo, além de outras controladas pela Louis Dreyfus e a CHS Agronegócio, também em território paulista. Uma unidade da 3Tentos que foi suspensa fica no Rio Grande do Sul.
Como a sanção é direcionada a unidades específicas de cada empresa, outras plantas das companhias continuam aptas a exportar para a China, segundo o jornal. “São cinco estabelecimentos diante de 2 mil aprovados para exportação de soja para a China. O Brasil nunca esteve tão bem com a China. Mais de 100 milhões de toneladas de soja serão exportadas neste ano”, comentou o secretário de Comércio e Relações Internacionais do ministério, Luís Rua, conforme a reportagem.
A decisão tomada pela Administração-Geral de Aduanas da China e enviada ao Ministério da Agricultura do Brasil classifica o evento como uma “infração grave” às normas chinesas de segurança alimentar, o que justificou as medidas de contenção, segundo o jornal.
Fonte: T&F agroeconômica
Sustentabilidade
Chicago fecha em baixa no milho seguindo queda do petróleo e dólar forte – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com os preços mais baixos. O mercado foi pressionado pela forte queda do petróleo em Nova York, associada à redução das tensões entre os Estados Unidos e o Irã. A valorização do dólar frente a outras moedas complementou o quadro negativo.
Além disso, as chuvas recentes no oeste da Argentina melhoraram a umidade do solo, embora a Bolsa de Buenos Aires destaque que novas precipitações ainda serão necessárias nas próximas semanas para evitar perdas de rendimento. O quadro de demanda aquecida pelo produto dos Estados Unidos limitou uma maior queda.
As inspeções de exportação norte-americana de milho chegaram a 1.136.352 toneladas na semana encerrada no dia 29 de janeiro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Na semana anterior, haviam atingido 1.547.064 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de 1.260.984 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de setembro de 2025, as inspeções somam 32.611.083 toneladas, contra 21.761.284 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.
Os contratos de milho com entrega em março fecharam a US$ 4,25 3/4, com baixa de 2,50 centavos, ou 0,58%, em relação ao fechamento anterior. A posição maio fechou a sessão a US$ 4,33 1/2 por bushel, recuo de 2,25 centavos ou 0,51% em relação ao fechamento anterior.
Autor/Fonte: Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Safras News)
Sustentabilidade
O milho no Brasil: produção, usos e relevância cultural – MAIS SOJA

Omilho é um dos grãos mais estratégicos para a segurança alimentar global, destacando-se por
sua adaptabilidade ao cultivo em diferentes escalas — desde pequenas áreas familiares até grandes lavouras tecnificadas. No Brasil, mais de 1 milhão de produtores estão envolvidos com essa cultura, distribuídos por praticamente todos os municípios do país. A produção varia de sistemas de subsistência, com baixo uso de insumos, até operações de alta tecnologia voltadas à exportação.
Exportação
O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de milho, com uma produção estimada em 128
milhões de toneladas em 2025, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e da China. Um exemplo que evidencia essa relevância é o estado de Mato Grosso, que deverá colher cerca de 50 milhões de toneladas, volume equivalente a toda a produção da Argentina. No cenário internacional, o Brasil ocupa a segunda posição entre os maiores exportadores do grão, com cerca de 34 milhões de toneladas embarcadas.
Ao contrário da soja, cuja exportação se concentra fortemente na China, o milho brasileiro possui um perfil de e exportação diversificado. Entre os principais destinos estão Egito (África), Irã (Oriente Médio), Japão (Ásia) e Espanha (Europa), o que demonstra sua competitividade e versatilidade no mercado global.
Internamente, o milho apresenta uma ampla gama de usos, abrangendo consumo humano, alimentação animal e aplicações industriais. Aproximadamente 60% do milho consumido no Brasil é destinado à produção de ração animal, com destaque para o setor avícola, que utiliza cerca de 32% desse volume, e o setor de suínos, responsável por 15%. Um segmento em crescimento constante é o de alimentação pet, que já responde por cerca de 1,7% do consumo interno. O dado é relevante, considerando que o Brasil possui a segunda maior população de animais de estimação do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.
Etanol de milho
Outro setor que vem se destacando é o da produção de etanol a partir do milho. Em 2013, a
produção nacional era de apenas 30 mil metros cúbicos. Dez anos depois, esse volume ultrapassou 8 milhões de metros cúbicos, e a expectativa é de que dobre até 2030. Atualmente, existem 25 usinas de etanol de milho em operação no Brasil, distribuídas nos estados de Mato Grosso (11), Goiás (7), Mato Grosso do Sul (3), Alagoas (1), Maranhão (1), Paraná (1) e São Paulo (1). Um aspecto importante dessa cadeia é a produção de subprodutos, como o DDG (Distillers Dried Grains), um farelo proteico utilizado na alimentação animal.
DDG
Atualmente, o Brasil produz cerca de 5 milhões de toneladas de DDG, das quais aproximadamente 3 milhões são originadas no Mato Grosso. Embora a maior parte seja consumida internamente, a assinatura de um acordo em maio de 2025 permitiu a exportação de DDG para a China, abrindo novas oportunidades de mercado e reforçando a sustentabilidade econômica do setor de biocombustíveis.
A indústria também se beneficia da versatilidade do milho. Estima-se que mais de 500 produtos industriais utilizem o grão como matéria-prima. Entre os exemplos estão o ácido lático, o ácido cítrico e o sorbitol, amplamente utilizados nas indústrias farmacêutica e cosmética. O amido de milho é empregado na fabricação de papel, tecidos e alimentos, enquanto o ácido polilático (PLA), extraído do milho, é usado na produção de plásticos biodegradáveis. Além disso, compostos derivados do milho integram a formulação de pneus, contribuindo para aumentar o atrito com o solo.
Consumo
Apesar dessa diversidade de aplicações, o consumo direto de milho pela população brasileira ainda é relativamente baixo, representando apenas 3% do consumo interno total. O consumo per capita no Brasil é de cerca de 12 kg por habitante ao ano, enquanto na China o índice chega a 30 kg, nos Estados Unidos a 28 kg, na União Europeia a 42 kg, e no México a 63 kg por habitante ao ano.
Isso indica um amplo espaço para crescimento no consumo humano direto do cereal, especialmente considerando seus benefícios nutricionais. O milho é fonte de fibras, ajuda na regulação do intestino, contribui para o controle da glicemia e do colesterol, é energético e fortalece o sistema imunológico.
Valor cultural do grão
Além dos aspectos produtivos e industriais, o milho tem profundo valor cultural para a sociedade
brasileira. Cultivado nas Américas muito antes da chegada dos europeus, seu ancestral, o teosinto, foi domesticado há cerca de 9 mil anos no atual território do México. A planta espalhou-se pela América Central, chegou ao norte da América do Sul há cerca de 6 mil anos, e foi levada à Europa, África e Ásia após o início da colonização.
No Brasil, o milho tem papel central nas festas juninas, sendo a base de pratos típicos como pamonha, canjica, curau, bolo, pipoca, milho cozido e cuscuz, além de estar associado a danças, trajes e músicas tradicionais. A
festa, além de celebrar a colheita, reforça laços comunitários e preserva tradições que atravessam gerações.
O milho também está fortemente ligado à herança africana no Brasil. Durante o período colonial, era base da alimentação nas senzalas. A sabedoria culinária africana transformou o milho em alimento nutritivo e símbolo de resistência, por meio de pratos como mingaus, pamonhas, bolos e cuscuz, muitos dos quais permanecem vivos na culinária popular brasileira. Essa herança reforça o valor simbólico e histórico do milho como alimento de identidade nacional.
Agricultura familiar
Por fim, destaca-se o papel da agricultura familiar na produção de milho. Segundo o Censo Agropecuário do IBGE (2017), aproximadamente 70% dos produtores de milho no Brasil pertencem à agricultura familiar, cultivando uma área total de cerca de 3,2 milhões de hectares.
A produção nesses estabelecimentos é geralmente voltada ao autoconsumo, à alimentação animal e à comercialização local, especialmente na forma de milho verde. O milho, nesses contextos, é elemento essencial para a segurança alimentar e para a manutenção do sistema produtivo rural, sustentando criações de galinhas, suínos e bovinos, além de gerar renda nas pequenas feiras regionais.
Outra diferença observada entre as produções de larga escala e da agricultura familiar é a adoção da biotecnologia. Ainda que não haja nenhuma restrição para sua utilização na agricultura familiar, ainda há uma prevalência no uso de sementes crioulas. As tecnologias modernas aplicadas à genética do milho, como os eventos transgênicos, contribuem significativamente para o aumento da produtividade, a redução do uso de defensivos químicos e a maior resistência a pragas, doenças e estresses climáticos, como seca e calor.
Isso se traduz em maior eficiência no uso de recursos naturais e maior estabilidade na produção, especialmente em áreas de grande escala. Diante desse panorama, o milho se consolida como um produto estratégico não apenas pelo seu peso econômico, mas também por seu valor cultural, nutricional, social e ambiental, com papel
decisivo no fortalecimento da agricultura familiar e na construção da soberania alimentar no Brasil.
Artigo escrito pelo Diretor Técnico, Daniel Rosa.
Sustentabilidade
StoneX revisa para cima produção brasileira de grãos 25/26

A StoneX, empresa global de serviços financeiros, revisou para cima suas estimativas para a produção brasileira de grãos na safra 2025/26, com destaque para a soja. Segundo relatório divulgado nesta semana, a consultoria agora projeta a colheita da oleaginosa em 181,6 milhões de toneladas, avanço de 4 milhões de toneladas em relação à estimativa anterior.
• Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 
O crescimento da produção decorre de ajustes tanto na área cultivada, estimada em 48,7 milhões de hectares, quanto na produtividade média nacional, projetada em 3,73 toneladas por hectare. De acordo com a StoneX, o cenário segue favorável, mesmo com algumas regiões apresentando maior variabilidade ao longo do ciclo.
“Com a colheita avançando, as perspectivas seguem bastante positivas, apesar de algumas áreas apresentarem maior variabilidade, em função das irregularidades climáticas ocorridas ao longo do ciclo”, destaca a especialista de Inteligência de Mercado da StoneX, Ana Luiza Lodi.
Milho também tem revisão positiva
Para o milho de primeira safra, a consultoria também elevou suas projeções. A produção do ciclo 2025/26 pode alcançar 26,6 milhões de toneladas, alta de 2,3% frente à estimativa anterior e pouco mais de 1 milhão de toneladas acima do volume registrado na safra 2024/25.
A revisão foi motivada, principalmente, por ajustes positivos de produtividade em estados do Nordeste e no Paraná. No Sul do país, a expectativa é de rendimento médio elevado, podendo atingir 11,5 toneladas por hectare na safra paranaense. Já no milho verão, os estados do Norte e Nordeste seguem com ciclo mais tardio, mantendo o clima como ponto de atenção.
No caso do milho segunda safra, a revisão foi mais moderada. A produção estimada passou de 105,8 milhões para 106,3 milhões de toneladas. Houve aumento de área no Tocantins e no Pará, enquanto Maranhão e Piauí registraram redução, reflexo da cautela dos produtores em relação ao período ideal de plantio.
Oferta, demanda e estoques
No balanço de oferta e demanda, a StoneX manteve inalteradas as estimativas de consumo de soja para o ciclo 2025/26. Ainda assim, com o avanço da colheita, a expectativa é de que as compras chinesas da oleaginosa brasileira ganhem relevância nos próximos meses.
“O maior importador mundial cumpriu os termos iniciais do acordo com os Estados Unidos, mesmo com a soja norte-americana menos competitiva. A expectativa é que a China volte seu foco para o Brasil a partir de agora”, explica Ana Luiza.
Com isso, o aumento da produção de soja deve resultar em estoques finais mais elevados, já que não houve crescimento correspondente da demanda.
Em relação ao milho, as projeções de consumo também permaneceram inalteradas, mas o impacto do aumento da produção foi compensado pela redução dos estoques iniciais, reflexo do forte ritmo de exportações no ciclo anterior.
“Com o encerramento do ano-safra 2024/25 no final de janeiro, os embarques brasileiros de milho devem somar cerca de 42 milhões de toneladas, com dados oficiais previstos para divulgação no início de fevereiro”, conclui a especialista.
O post StoneX revisa para cima produção brasileira de grãos 25/26 apareceu primeiro em Canal Rural.
Business10 horas agoAvião de pequeno porte cai em lavoura de soja no DF; piloto se feriu
Agro Mato Grosso9 horas agoSoja em Lucas do Rio Verde: Preço cai abaixo de R$ 100 com avanço da colheita em MT
Sustentabilidade13 horas agoPreços da soja recuam com expectativa de safra recorde e real valorizado
Sustentabilidade10 horas agoMercado brasileiro de milho deve iniciar semana com negociações travadas – MAIS SOJA
Sustentabilidade14 horas agoSistema Farsul mantém negociações sobre royalties da soja – MAIS SOJA
Business11 horas agoCotação do milho atinge nível mais baixo desde outubro de 2025
Business11 horas agoAumento de áreas liberadas amplia extensão semeada de algodão e milho
Agro Mato Grosso11 horas agoChuvas intensas e ventos de até 100 km/h: MT entra em alerta de perigo para tempestades
















