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18 de maio de 2026

Sustentabilidade

Garantir precisão e rendimento na safra depende da manutenção de implementos – MAIS SOJA

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Para muitos produtores, o momento de semear determina parte significativa do sucesso da safra, mas o que antecede esse instante, em termos de preparo de equipamentos, muitas vezes é negligenciado. Por exemplo, segundo a FertiSystem, empresa brasileira referência em tecnologias para dosagem e aplicação de fertilizantes e sementes, a manutenção pré-plantio do dosador não é um luxo: é fator crítico para evitar paradas de máquina, falhas na distribuição e perdas no rendimento final.

Isso porque, a agricultura moderna exige cada vez mais eficiência e precisão, e isso passa não só pelo solo, semente ou fertilizante, mas também pelo estado dos equipamentos que fazem as aplicações nas lavouras. Conforme explica Fábio Leone, promotor técnico especializado da FertiSystem, o cuidado deve começar antes. “Durante a semeadura para que o produtor não tenha nenhuma intercorrência, não precise parar em questão de tempo, por conta de algum eventual acidente ou problema que venha acontecer com os dosadores”, cita.

De fato, a literatura técnica confirma que a manutenção e regulagem de implementos agrícolas podem reduzir custos e elevar produtividade, realizar manutenção rotineira permite eliminar cerca de 25% dos custos com reparos. Um dos principais desafios na utilização de dosadores de fertilizantes é garantir que o produto seja distribuído uniformemente, nas quantidades certas, e no momento ideal. Para isso, o equipamento deve estar em boas condições.

Com base nas orientações do especialista da empresa, o agricultor pode seguir um checklist de manutenção pré-plantio:

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  • Limpeza completa do dosador logo após o término do plantio anterior, ou durante o intervalo de uso;
  • Verificação de rolamentos, engrenagens, correntes e componentes de acionamento;
  • Inspeção dos sensores de distribuição (adubo/semente) e calibragem correta do mecanismo de dosagem;
  • Verificação do sem-fim: amplitude, desgaste e compatibilidade com a dose desejada;
  • Lubrificação correta: quantidade de graxa, adequação dos lubrificantes conforme peças, atenção especial aos componentes plásticos que não toleram graxa ou óleo indevidos;
  • Nivelamento da plantadeira, profundidade dos discos de deposição e regularidade da máquina no conjunto (se for pneumática ou mecânica);
  • Uso do aplicativo indicado pela empresa para aferir a regulagem correta

Manutenção durante e após o uso

Mesmo durante o plantio, o estado do equipamento deve ser monitorado para não gerar sérios problemas de bloqueio ou má distribuição. Segundo o especialista, “se a plantadeira ficar parada por mais de três dias, é preciso retirar esse fertilizante dela para que ele não venha a cimentar e crie uma camada onde possa interromper o processo de distribuição ou até mesmo danificar o produto”, explica Leone.

Após o plantio, o cuidado continua: o contato prolongado entre fertilizante e partes metálicas pode levar à oxidação e desgaste prematuro. A recomendação é fazer a limpeza imediata e evitar lubrificantes indevidos nos componentes plásticos.

Tipos de dosagem

A escolha da dosagem também influencia diretamente no tipo de manutenção exigida. Não existe um dosador universal, ou seja, cada cultura e volume de aplicação pedem um ajuste específico. A dosagem de fertilizante, caso este seja de até 200 quilos por hectare ou acima disso, determina o modelo de sem-fim, e a regulagem adequada do sistema. Como explica o especialista da FertiSystem, “para alcançar a regulagem ideal existe um modelo específico para cada dose”.

Quanto mais sofisticado for o sistema de dosagem, maior será a necessidade de calibração e monitoramento. A automação e o uso de sensores agregam valor e precisão ao processo, mas só entregam o desempenho esperado quando o equipamento está limpo, calibrado e devidamente preparado antes do plantio.

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Impactos de negligenciar

Quando a manutenção não é feita adequadamente, os riscos se multiplicam: interrupções no plantio, distribuição irregular de fertilizante, maiores custos com insumos e menor rendimento das culturas. No cenário brasileiro, onde a adoção do plantio direto (PD) e da agricultura de precisão vem crescendo, esses cuidados são ainda mais relevantes, destaca Leone.

Para produtores, técnicos e operadores de máquinas, a mensagem do profissional da FertiSystem é clara, “não há precisão sem manutenção”. O equipamento pode ter o melhor sensor, a última tecnologia de dosagem, mas se não estiver devidamente limpo, calibrado e “preparado” antes do plantio, o risco de falha existe. Investir em limpeza, inspeção e regulagem pré-plantio pode significar a diferença entre uma safra com bom rendimento e uma que ficou aquém das expectativas tanto em volume quanto em lucratividade.

Fonte: Assessoria de Imprensa FertiSystem



 

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Sustentabilidade

Anúncio de acordo entre China e EUA impulsiona soja em Chicago; julho sobe 3% – MAIS SOJA

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Os contratos futuros da soja fecharam em forte alta nesta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O dia foi de ampla recuperação, reflexo do anúncio de acordo feito durante o final de semana pela Casa Branca, envolvendo a aquisição de produtos agrícolas americanos por parte da China.

A China se comprometeu a comprar pelo menos US$ 17 bilhões por ano em produtos agrícolas dos Estados Unidos entre 2026 e 2028, informou a Casa Branca neste domingo.Segundo o governo americano, o compromisso foi firmado durante as reuniões realizadas entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping na semana passada, em Pequim.

A Casa Branca destacou que esse valor não inclui os compromissos relacionados às compras de soja acertados anteriormente, em outubro de 2025. O anúncio ocorre após forte retração das exportações agrícolas americanas para a China provocada pela escalada tarifária entre os dois países no ano passado.

A Casa Branca informou ainda que a China trabalhará com reguladores americanos para suspender restrições sobre frigoríficos dos Estados Unidos e retomar importações de carne de aves provenientes de estados considerados livres de gripe aviária.

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O governo americano também confirmou a criação do Conselho EUA-China de Comércio e do Conselho EUA-China de Investimentos, já mencionados anteriormente por autoridades chinesas.

Segundo os dois governos, os novos organismos deverão tratar de questões relacionadas a acesso a mercados agrícolas e ampliação do comércio bilateral dentro de um modelo de redução tarifária recíproca.

Preços

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 36,00 centavos de dólar, ou 3,05%, a US$ 12,13 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 12,11 por bushel, com elevação de 34,50 centavos de dólar ou 2,93%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 0,20 ou 0,05% a US$ 334,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 75,63 centavos de dólar, com ganho de 1,75 centavo ou 2,36%.

Fonte: Agência Safras

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Sustentabilidade

Expectativa de compras chinesas impulsiona trigo em Chicago, que fecha com alta superior a 4% – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta segunda-feira (18) em forte alta, com ganhos superiores a 4%, impulsionada pelo acordo agrícola firmado entre Estados Unidos e China e pelas preocupações com a oferta norte-americana.

O mercado reagiu aos compromissos anunciados pela Casa Branca, segundo os quais a China deverá comprar ao menos US$ 17 bilhões por ano em produtos agrícolas norte-americanos entre 2026 e 2028. O movimento reforçou as expectativas de aumento da demanda chinesa por commodities agrícolas dos Estados Unidos e estimulou forte entrada de recursos nos mercados agrícolas.

Além disso, persistiram as preocupações com a oferta norte-americana diante da seca nas regiões produtoras das Planícies, que segue afetando o potencial produtivo das lavouras de trigo de inverno. Comentários internacionais indicaram que as chuvas previstas para esta semana devem chegar tarde demais para parte das áreas mais afetadas, podendo inclusive ampliar os danos às lavouras em estágio avançado de desenvolvimento.

O mercado também acompanhou a expectativa pelo relatório de andamento das lavouras do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), diante dos temores de nova deterioração nas condições do trigo de inverno norte-americano.

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No campo da demanda, as inspeções de exportação norte-americanas de trigo chegaram a 223.972 toneladas na semana encerrada em 14 de maio, conforme relatório do USDA. Na semana anterior, haviam atingido 511.703 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de 431.383 toneladas.

No acumulado do ano-safra, iniciado em 1º de junho de 2025, as inspeções somam 23.098.775 toneladas, contra 20.750.076 toneladas no mesmo período da temporada anterior.

Os contratos com entrega em julho fecharam cotados a US$ 6,64 1/2 por bushel, alta de 28,75 centavos de dólar, ou 4,52%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em setembro encerraram a US$ 6,77 3/4 por bushel, com avanço de 28,00 centavos de dólar, ou 4,30%.

Fonte: Agência Safras



 

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FONTE

Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Renegociação de dívidas terá mecanismo com FGI que pode alavancar até R$ 200 bilhões – MAIS SOJA

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Produtores de todo o país estão próximos de ter uma alternativa para repactuar as dívidas rurais acumuladas nos últimos anos. Uma emenda da vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), senadora Tereza Cristina (PP-MS), foi incluída no Projeto de Lei 5.122/2023 e pode alavancar até R$ 200 bilhões para essa finalidade.

A iniciativa autoriza o governo federal a ampliar sua participação no Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), com previsão de aporte adicional de até R$ 20 bilhões. Os recursos seriam usados exclusivamente como garantia para operações de renegociação de dívidas rurais. De acordo com a senadora, a medida pode disponibilizar ao menos R$ 70 bilhões para a prorrogação das dívidas, mas depende também da disposição do Executivo em apoiar os produtores.

“Esse fundo é o que vai deixar um legado para a agricultura, se ele for instituído. Mas o governo tem que entender que não basta criar o fundo: precisamos colocar recursos nele. Sabemos das dificuldades fiscais, do problema do crédito e das despesas primárias, mas R$ 20 bilhões neste fundo podem alavancar mais de R$ 70 bilhões, podendo chegar até R$ 200 bilhões”, destacou Tereza Cristina, nesta quarta-feira (13), durante sessão da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal.

O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), afirmou que o produtor rural enfrenta uma “tempestade perfeita” contra a produção agropecuária. Segundo ele, a articulação dos últimos dias tem sido voltada à construção de soluções efetivas para o endividamento no campo, como a apresentada por meio da emenda.

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“A gente entende que aqueles R$ 30 bilhões que aprovamos na Câmara não são suficientes nem para o início do trabalho. Hoje, a dívida dos produtores chega a R$ 150 bilhões. Precisamos buscar esse montante de recursos, e essa é a alternativa que estamos apresentando. Nosso compromisso é com o produtor rural. Por isso, estamos trabalhando para que essa solução do endividamento seja real e para que a gente consiga enfrentar as resistências dentro do governo”, comentou.

O PL 5.122/2023 tramita na CAE sob relatoria do senador Renan Calheiros (MDB-AL). O parlamentar destacou a participação dos membros da FPA na construção do texto e afirmou que a emenda da senadora Tereza Cristina foi incorporada ao relatório. A previsão é de que a votação ocorra na próxima terça-feira (19). A bancada também articula para que o projeto seja votado no Plenário do Senado na mesma semana.

“A senadora Tereza Cristina entende, e eu entendo igualmente, que a utilização do FGI como lastro para a renegociação das dívidas agrícolas resolveria de uma vez por todas esse problema no Brasil. Nós colocaríamos esses títulos no mercado, em um fundo privado, e isso serviria para renegociações daqui para frente”, disse Renan Calheiros ao tratar sobre a emenda do FGI.

Corrida contra o tempo

 A intenção da FPA é que toda a estrutura de renegociação prevista no projeto entre em vigor antes do anúncio do próximo Plano Safra. Por isso, o coordenador institucional da frente, deputado Alceu Moreira (MDB-RS), defendeu que os ajustes no relatório sejam feitos até a votação da próxima semana. Segundo ele, isso evitaria novas modificações quando o texto retornar à Câmara dos Deputados, facilitando uma aprovação rápida pelos deputados.

“O que estamos fazendo aqui hoje não é apenas um remédio para curar os males dos endividados por problemas climáticos. Estamos criando um novo sistema de financiamento para o Brasil”, ressaltou o parlamentar gaúcho.

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Além dos recursos que poderão ser operados com a garantia do FGI, a proposta cria uma linha emergencial específica para a prorrogação das dívidas, com montante de até R$ 30 bilhões provenientes do Fundo Social (FS). O relator também pretende incluir a possibilidade de o governo utilizar recursos do orçamento para criar outras linhas destinadas à renegociação. Integrantes do Executivo chegaram a mencionar a possibilidade de disponibilizar R$ 82 bilhões.

Na reunião da CAE desta quarta-feira, outros membros da bancada reforçaram apoio ao relatório-base apresentado pelo senador Renan Calheiros. O 2º vice-presidente da FPA, senador Jaime Bagattoli (PL-RO), destacou a abrangência nacional da proposta.

“Acredito que boa parte dos estados e municípios brasileiros vai se enquadrar nesses três quesitos necessários para fazer a regularização do endividamento que o PL 5.122/2023 traz”, disse.

Já o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) ressaltou a urgência da iniciativa para o Rio Grande do Sul. “Esse projeto é mais do que necessário para buscar uma solução para a difícil situação que o homem do campo vive, em particular no meu estado, o Rio Grande do Sul”, afirmou.

O coordenador da Comissão Trabalhista da FPA, deputado Afonso Hamm (PP-RS), relator da matéria na Câmara dos Deputados, também foi na mesma linha. “Estamos muito próximos de oferecer uma ferramenta de dignidade e respeito aos agricultores”, destacou.

Outros parlamentares também comentaram o momento enfrentado pelo produtor rural. “O agro brasileiro enfrenta uma das maiores crises financeiras dos últimos anos. O produtor rural foi atingido por juros altos, aumento do diesel, energia cara, dificuldade de acesso ao crédito e queda da rentabilidade”, apontou o senador Wilder Morais (PL-GO).

Já o coordenador da Comissão de Direito de Propriedade da FPA, deputado Evair de Melo (Republicanos-ES), afirmou que a medida terá efeito para além do setor agropecuário. “A agricultura é a céu aberto, o agricultor não tem contracheque. Esse projeto, embora passe pelo agro, vai impactar a vida de todos os brasileiros”, ressaltou.

Fonte: FPA


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FONTE
Advertisement

Autor:FPA

Site: FPA

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