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20 de junho de 2026

Sustentabilidade

Garantir precisão e rendimento na safra depende da manutenção de implementos – MAIS SOJA

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Para muitos produtores, o momento de semear determina parte significativa do sucesso da safra, mas o que antecede esse instante, em termos de preparo de equipamentos, muitas vezes é negligenciado. Por exemplo, segundo a FertiSystem, empresa brasileira referência em tecnologias para dosagem e aplicação de fertilizantes e sementes, a manutenção pré-plantio do dosador não é um luxo: é fator crítico para evitar paradas de máquina, falhas na distribuição e perdas no rendimento final.

Isso porque, a agricultura moderna exige cada vez mais eficiência e precisão, e isso passa não só pelo solo, semente ou fertilizante, mas também pelo estado dos equipamentos que fazem as aplicações nas lavouras. Conforme explica Fábio Leone, promotor técnico especializado da FertiSystem, o cuidado deve começar antes. “Durante a semeadura para que o produtor não tenha nenhuma intercorrência, não precise parar em questão de tempo, por conta de algum eventual acidente ou problema que venha acontecer com os dosadores”, cita.

De fato, a literatura técnica confirma que a manutenção e regulagem de implementos agrícolas podem reduzir custos e elevar produtividade, realizar manutenção rotineira permite eliminar cerca de 25% dos custos com reparos. Um dos principais desafios na utilização de dosadores de fertilizantes é garantir que o produto seja distribuído uniformemente, nas quantidades certas, e no momento ideal. Para isso, o equipamento deve estar em boas condições.

Com base nas orientações do especialista da empresa, o agricultor pode seguir um checklist de manutenção pré-plantio:

  • Limpeza completa do dosador logo após o término do plantio anterior, ou durante o intervalo de uso;
  • Verificação de rolamentos, engrenagens, correntes e componentes de acionamento;
  • Inspeção dos sensores de distribuição (adubo/semente) e calibragem correta do mecanismo de dosagem;
  • Verificação do sem-fim: amplitude, desgaste e compatibilidade com a dose desejada;
  • Lubrificação correta: quantidade de graxa, adequação dos lubrificantes conforme peças, atenção especial aos componentes plásticos que não toleram graxa ou óleo indevidos;
  • Nivelamento da plantadeira, profundidade dos discos de deposição e regularidade da máquina no conjunto (se for pneumática ou mecânica);
  • Uso do aplicativo indicado pela empresa para aferir a regulagem correta

Manutenção durante e após o uso

Mesmo durante o plantio, o estado do equipamento deve ser monitorado para não gerar sérios problemas de bloqueio ou má distribuição. Segundo o especialista, “se a plantadeira ficar parada por mais de três dias, é preciso retirar esse fertilizante dela para que ele não venha a cimentar e crie uma camada onde possa interromper o processo de distribuição ou até mesmo danificar o produto”, explica Leone.

Após o plantio, o cuidado continua: o contato prolongado entre fertilizante e partes metálicas pode levar à oxidação e desgaste prematuro. A recomendação é fazer a limpeza imediata e evitar lubrificantes indevidos nos componentes plásticos.

Tipos de dosagem

A escolha da dosagem também influencia diretamente no tipo de manutenção exigida. Não existe um dosador universal, ou seja, cada cultura e volume de aplicação pedem um ajuste específico. A dosagem de fertilizante, caso este seja de até 200 quilos por hectare ou acima disso, determina o modelo de sem-fim, e a regulagem adequada do sistema. Como explica o especialista da FertiSystem, “para alcançar a regulagem ideal existe um modelo específico para cada dose”.

Quanto mais sofisticado for o sistema de dosagem, maior será a necessidade de calibração e monitoramento. A automação e o uso de sensores agregam valor e precisão ao processo, mas só entregam o desempenho esperado quando o equipamento está limpo, calibrado e devidamente preparado antes do plantio.

Impactos de negligenciar

Quando a manutenção não é feita adequadamente, os riscos se multiplicam: interrupções no plantio, distribuição irregular de fertilizante, maiores custos com insumos e menor rendimento das culturas. No cenário brasileiro, onde a adoção do plantio direto (PD) e da agricultura de precisão vem crescendo, esses cuidados são ainda mais relevantes, destaca Leone.

Para produtores, técnicos e operadores de máquinas, a mensagem do profissional da FertiSystem é clara, “não há precisão sem manutenção”. O equipamento pode ter o melhor sensor, a última tecnologia de dosagem, mas se não estiver devidamente limpo, calibrado e “preparado” antes do plantio, o risco de falha existe. Investir em limpeza, inspeção e regulagem pré-plantio pode significar a diferença entre uma safra com bom rendimento e uma que ficou aquém das expectativas tanto em volume quanto em lucratividade.

Fonte: Assessoria de Imprensa FertiSystem



 

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Sustentabilidade

Trigo fecha em baixa em Chicago com dólar forte e perspectiva de ampla oferta global – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta quinta-feira (18) em baixa, pressionada pela valorização do dólar e pelas perspectivas de ampla oferta global. Ainda assim, o contrato julho acumulou ganho de 3,24% na semana.

O mercado foi pressionado pela valorização do dólar frente às principais moedas e pelas perspectivas de ampla oferta global de trigo. O índice do dólar atingiu o maior nível em um ano após a reunião de política monetária do Federal Reserve reforçar as expectativas de elevação dos juros nos Estados Unidos.

A valorização da moeda norte-americana reduziu a competitividade do trigo dos Estados Unidos no mercado internacional, tornando o cereal mais caro para os compradores externos. Também pesou sobre as cotações a expectativa de uma grande safra na Rússia, principal exportadora mundial de trigo.

Operadores também ajustaram posições antes do feriado de Juneteenth nos Estados Unidos, que manterá os mercados de Chicago fechados nesta sexta-feira (19). Além disso, a queda do petróleo contribuiu para o movimento negativo observado ao longo da sessão.

O cenário de ampla disponibilidade global continuou limitando o impacto positivo da demanda observada recentemente em licitações internacionais. A agência estatal de grãos da Argélia (OAIC) comprou mais de 800 mil toneladas de trigo de moagem em uma licitação internacional encerrada nesta quarta-feira (18), segundo traders europeus.

As vendas líquidas norte-americanas de trigo para a temporada comercial 2026/27, iniciada em 1º de junho, somaram 400.800 toneladas na semana encerrada em 11 de junho, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O principal destino foi o Japão, com 167.400 toneladas. Para a temporada 2027/28, foram registradas vendas adicionais de 26.900 toneladas. O volume ficou dentro da faixa esperada pelo mercado, de 300 mil a 650 mil toneladas considerando as duas temporadas.

Os contratos com entrega em julho fecharam cotados a US$ 6,05 3/4 por bushel, com baixa de 7,00 centavos de dólar, ou 1,14%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em setembro encerraram a US$ 6,14 por bushel, com queda de 7,25 centavos de dólar, ou 1,16%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços

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Imagem de Александр Пономарев por Pixabay

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana sem movimentações relevantes. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a ausência de negociações na Bolsa de Chicago impediu uma formação mais efetiva dos preços ao longo desta sexta-feira. Segundo ele, as cotações observadas foram basicamente nominais, servindo apenas como referência para os agentes do mercado.

Silveira destaca que não houve registro de negociações expressivas ou de grandes lotes ao longo do dia. “A semana fechou sem volumes importantes rodando”, resume.

Cotações de soja

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 127,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 128,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 121,50
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 113,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 116,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,50
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 134,00

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com queda de 0,19%, cotado a R$ 5,1640 para venda e a R$ 5,1620 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,1325 e R$ 5,1685. Apesar da baixa desta sexta-feira, a divisa acumulou valorização de 2,08% na semana.2,08% na semana.

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Sustentabilidade

Ceema/Unijuí: Mercado da soja opera entre a volatilidade externa e o avanço da safra americana – MAIS SOJA

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Em Chicago, as cotações da soja, após despencarem a partir do dia 02/06, quando o bushel chegou a US$ 11,13 nos dias 09 e 12 (a mais baixa cotação desde o dia 09/02/26), ensaiaram uma recuperação nesta semana, com o bushel alcançando US$ 11,32 no dia 17/06, para o primeiro mês cotado. Já o fechamento desta quinta-feira (18) ficou em US$ 11,22/bushel, contra US$ 11,15 uma semana antes.

Além da possibilidade de um acordo de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio, o mercado esteve pressionado pelo clima positivo nos EUA, para a nova safra, e de olho nos juros daquele país. A manutenção do juro básico em 3,5% a 3,75% aa por lá leva muitos investidores, que esperavam um aumento nos mesmos, a buscarem comprar contratos de commodities, dentre eles o de soja, o que faz o bushel subir de valor.

Além disso, houve rumores de que a China estaria para comprar soja dos EUA, novamente. Lembrando, ainda, que no dia 30/06 teremos o relatório de área final semeada nos EUA, o que poderá definir a tendência das cotações para julho. Por outro lado, o plantio da soja nos EUA, até o dia 14/06, atingia a 95% da área prevista, contra 93% na média. Do total semeado, 88% das lavouras estavam germinadas. Soma-se a isso o fato de que a qualidade das lavouras melhorou na semana, com 66% das mesmas estando entre boas a excelentes, após recuarem para 65% na semana anterior. Outros 28% das lavouras estavam regulares e 6% ruins ou muito ruins.

Dito isso, na semana encerrada em 11 de junho, os EUA embarcaram 522.687 toneladas de soja, ficando dentro das expectativas do mercado. Em todo o atual ano comercial o volume embarcado totaliza 36,6 milhões de toneladas, ainda 20% a menos do que no mesmo período do ano anterior.

Já a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA informou que o esmagamento de soja no país, em maio, atingiu a 5,68 milhões de toneladas da oleaginosa, enquanto a projeção do mercado era de 5,77 milhões. Apesar de ficar abaixo do esperado, o volume é 8% maior do que no mesmo mês de 2025. Enquanto isso, os estoques de óleo de soja nos Estados Unidos estavam em 1,74 bilhão de libras, sendo 26% maiores do que um ano atrás.

Por sua vez, o acordo entre os EUA e o Irã para o término da guerra, que parece finalmente se consolidar, é positivo para os mercados e a economia mundial. Se ele for mantido, o mercado terá mais estabilidade a partir de agora, embora possa haver recuo nos valores da soja devido ao recuo nos preços do óleo de soja em Chicago, puxados pelo recuo nas cotações mundiais do petróleo. Tanto é verdade que o fechamento do óleo de soja, em Chicago, no dia 18/06, ficou em 69,69 centavos de dólar por librapeso, rompendo o piso dos 70,00 centavos pela primeira vez desde o dia 20 de abril passado. Todavia, por enquanto, a volatilidade do mercado não foi totalmente eliminada, pois há dúvidas quanto a eficácia do acordo.

Soma-se a isso as especulações climáticas sobre a safra dos EUA, pois as tendências indicariam, para julho, um clima um pouco mais seco nas regiões produtoras de soja daquele país. Enfim, no Brasil o mercado se mantém estável, com o câmbio girando entre R$ 5,05 e R$ 5,15 por dólar durante a semana. Assim, os preços, nas principais praças gaúchas, ficaram em R$ 114,00/saco, enquanto nas demais praças nacionais os mesmos giraram entre R$ 102,00 e R$ 114,00/saco.

Dito isso, a Conab, em seu boletim mensal de junho, trouxe a safra brasileira de 2025/26 para 180,2 milhões de toneladas, contra 171,5 milhões um ano antes. Isso representa um aumento de 5,1%. O Rio Grande do Sul, às voltas com nova estiagem, acabou colhendo 18,6 milhões de toneladas, contra 16,6 milhões no ano anterior, destacando que outras entidades gaúchas (Emater e iniciativa privada) avançam pouco mais de 13 milhões de toneladas colhidas no ano anterior. Segundo, ainda, a Conab, a produtividade média brasileira ficou em 61,9 sacos/hectare em 2025/26, enquanto a gaúcha atingiu a apenas 46,2 sacos.

Enfim, a exportação brasileira total de soja, em junho, está estimada em 15,3 milhões de toneladas segundo a Anec. Se confirmados, tais embarques cresceriam 1,5 milhão de toneladas em relação a junho do ano anterior.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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