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20 de junho de 2026

Sustentabilidade

Chicago/CBOT: A soja fechou em alta com novas compras chinesas – MAIS SOJA

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Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 26/11/2025
FECHAMENTOS DO DIA 26/11

O contrato de soja para janeiro fechou em alta de 0,60% ou $ 6,75 cents/bushel, a $1131,50. A cotação de março encerrou em alta de 0,53% ou $ 6,00 cents/bushel, a $1140,75. O contrato de farelo de soja para dezembro fechou em alta de 0,03% ou $ 0,1/ton curta, a $ 317,1. O contrato de óleo de soja para dezembrofechou em alta de 1,13% ou $ 0,57/libra-peso, a $ 50,87.

ANÁLISE DA ALTA

A soja negociada em Chicago fechou em alta nesta quarta-feira. As cotações da oleaginosa ganharam um impulso positivo antes do feriado americano com a notícia da Reuters que, foram 10 e 15 carregamentos de soja nesta terça-feira. “Isso ocorreu após uma ligação na segunda-feira entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, durante a qual Trump disse ter pressionado Xi a acelerar e aumentar as compras de produtos norte-americanos por Pequim.” Afirmou a reportagem da Reuters.

Com isso, a China teria comprido algo perto dos 35% do acordo de 12 milhões de toneladas, ante os 16% já confirmados pelo USDA. A expectativa é que o Departamento divulgue estas vendas na mini sessão de sexta-feira. Vale lembrar que, a soja americana esta cara em relação ao grão brasileiro e estas compras são todas para as estatais chinesas, não compradores privados que seguem buscando a soja no Brasil.

NOTÍCIAS IMPORTANTES
COBERTURA ANTES DO FERIADO (altista)

Na véspera do feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, a soja está sendo negociada em alta em Chicago. Os investidores estão acompanhando de perto as notícias sobre possíveis novas compras chinesas de soja americana, considerando a meta de negociar 12 milhões de toneladas até o final do ano.

NOVA COMPRA CHINESA (altista)

A Reuters informou hoje que compradores chineses adquiriram entre 10 e 15 carregamentos da oleaginosa ontem (25), entre 60.000 e 65.000 toneladas cada, após a ligação telefônica entre Trump e Xi Jinping na segunda-feira. Os embarques estão previstos para janeiro.

FALTAM AS CONFIRMAÇÕES (baixista)

O mercado agora aguarda a confirmação dessas transações pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que não constam nos relatórios diários de vendas preliminares de hoje. Até o momento, as transações confirmadas totalizam 1.939.000 toneladas de soja, o equivalente a 16,16% da meta estabelecida pela Casa Branca.

BRASIL-EXPORTAÇÕES MAIORES (altista para o Brasil, e baixista para CBOT)

Em sua revisão semanal de estimativas, a Associação Nacional de Exportadores de Cereais (ANEC) reduziu sua previsão para as exportações de soja em novembro de 4,71 milhões de toneladas para 4,40 milhões de toneladas, em comparação com 6,40 milhões de toneladas em outubro e 2,34 milhões de toneladas embarcadas no mesmo mês de 2024. Quanto às vendas de farelo de soja, a ANEC ajustou sua estimativa de 2,68 milhões de toneladas para 2,50 milhões de toneladas, mas manteve-a acima das 1,73 milhão de toneladas comercializadas em outubro e novembro de 2024.

ARGENTINA-ESMAGAMENTO MENOR (altista para CBOT e Brasil, baixista para Argentina)

O Ministério da Agricultura da Argentina informou que o esmagamento de soja em outubro foi de 4.036.171 toneladas, 2,48% a menos que as 4.138.804 toneladas em setembro e 2,66% a menos que as 4.146.668 toneladas no mesmo mês de 2024. Nos primeiros dez meses do ano, foram processadas 36.007.717 toneladas de soja, 2,67% a mais que as 35.072.050 toneladas processadas no mesmo período do ano anterior. Quanto aos estoques de soja mantidos pela indústria em 1º de novembro, a agência informou 2.798.823 toneladas, 10,11% a menos que as 3.113.577 toneladas registradas em 1º de outubro.

CHINA SUSPENDE SOJA DE 5 UNIDADES EXPORTADORES DO BRASIL

A China suspendeu a importação de uma carga de 69 mil toneladas de soja brasileira, após detectar a presença de trigo com pesticidas em meio aos grãos, dentro do porão do navio que transportava o lote até o país asiático, informou a Folha de S.Paulo. Foi determinada, ainda, a paralisação de compra de soja de cinco unidades brasileiras que atuam no país. Conforme informações obtidas pela Folha, estão suspensas, a partir desta quinta-feira, as exportações de duas plantas na Cargill localizadas em São Paulo, além de outras controladas pela Louis Dreyfus e a CHS Agronegócio, também em território paulista. Uma unidade da 3Tentos que foi suspensa fica no Rio Grande do Sul.

Como a sanção é direcionada a unidades específicas de cada empresa, outras plantas das companhias continuam aptas a exportar para a China, segundo o jornal. “São cinco estabelecimentos diante de 2 mil aprovados para exportação de soja para a China. O Brasil nunca esteve tão bem com a China. Mais de 100 milhões de toneladas de soja serão exportadas neste ano”, comentou o secretário de Comércio e Relações Internacionais do ministério, Luís Rua, conforme a reportagem.

A decisão tomada pela Administração-Geral de Aduanas da China e enviada ao Ministério da Agricultura do Brasil classifica o evento como uma “infração grave” às normas chinesas de segurança alimentar, o que justificou as medidas de contenção, segundo o jornal.

Fonte: T&F agroeconômica



 

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Sustentabilidade

Trigo fecha em baixa em Chicago com dólar forte e perspectiva de ampla oferta global – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta quinta-feira (18) em baixa, pressionada pela valorização do dólar e pelas perspectivas de ampla oferta global. Ainda assim, o contrato julho acumulou ganho de 3,24% na semana.

O mercado foi pressionado pela valorização do dólar frente às principais moedas e pelas perspectivas de ampla oferta global de trigo. O índice do dólar atingiu o maior nível em um ano após a reunião de política monetária do Federal Reserve reforçar as expectativas de elevação dos juros nos Estados Unidos.

A valorização da moeda norte-americana reduziu a competitividade do trigo dos Estados Unidos no mercado internacional, tornando o cereal mais caro para os compradores externos. Também pesou sobre as cotações a expectativa de uma grande safra na Rússia, principal exportadora mundial de trigo.

Operadores também ajustaram posições antes do feriado de Juneteenth nos Estados Unidos, que manterá os mercados de Chicago fechados nesta sexta-feira (19). Além disso, a queda do petróleo contribuiu para o movimento negativo observado ao longo da sessão.

O cenário de ampla disponibilidade global continuou limitando o impacto positivo da demanda observada recentemente em licitações internacionais. A agência estatal de grãos da Argélia (OAIC) comprou mais de 800 mil toneladas de trigo de moagem em uma licitação internacional encerrada nesta quarta-feira (18), segundo traders europeus.

As vendas líquidas norte-americanas de trigo para a temporada comercial 2026/27, iniciada em 1º de junho, somaram 400.800 toneladas na semana encerrada em 11 de junho, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O principal destino foi o Japão, com 167.400 toneladas. Para a temporada 2027/28, foram registradas vendas adicionais de 26.900 toneladas. O volume ficou dentro da faixa esperada pelo mercado, de 300 mil a 650 mil toneladas considerando as duas temporadas.

Os contratos com entrega em julho fecharam cotados a US$ 6,05 3/4 por bushel, com baixa de 7,00 centavos de dólar, ou 1,14%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em setembro encerraram a US$ 6,14 por bushel, com queda de 7,25 centavos de dólar, ou 1,16%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços

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Imagem de Александр Пономарев por Pixabay

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana sem movimentações relevantes. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a ausência de negociações na Bolsa de Chicago impediu uma formação mais efetiva dos preços ao longo desta sexta-feira. Segundo ele, as cotações observadas foram basicamente nominais, servindo apenas como referência para os agentes do mercado.

Silveira destaca que não houve registro de negociações expressivas ou de grandes lotes ao longo do dia. “A semana fechou sem volumes importantes rodando”, resume.

Cotações de soja

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 127,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 128,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 121,50
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 113,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 116,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,50
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 134,00

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com queda de 0,19%, cotado a R$ 5,1640 para venda e a R$ 5,1620 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,1325 e R$ 5,1685. Apesar da baixa desta sexta-feira, a divisa acumulou valorização de 2,08% na semana.2,08% na semana.

O post Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços apareceu primeiro em Canal Rural.

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Sustentabilidade

Ceema/Unijuí: Mercado da soja opera entre a volatilidade externa e o avanço da safra americana – MAIS SOJA

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Em Chicago, as cotações da soja, após despencarem a partir do dia 02/06, quando o bushel chegou a US$ 11,13 nos dias 09 e 12 (a mais baixa cotação desde o dia 09/02/26), ensaiaram uma recuperação nesta semana, com o bushel alcançando US$ 11,32 no dia 17/06, para o primeiro mês cotado. Já o fechamento desta quinta-feira (18) ficou em US$ 11,22/bushel, contra US$ 11,15 uma semana antes.

Além da possibilidade de um acordo de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio, o mercado esteve pressionado pelo clima positivo nos EUA, para a nova safra, e de olho nos juros daquele país. A manutenção do juro básico em 3,5% a 3,75% aa por lá leva muitos investidores, que esperavam um aumento nos mesmos, a buscarem comprar contratos de commodities, dentre eles o de soja, o que faz o bushel subir de valor.

Além disso, houve rumores de que a China estaria para comprar soja dos EUA, novamente. Lembrando, ainda, que no dia 30/06 teremos o relatório de área final semeada nos EUA, o que poderá definir a tendência das cotações para julho. Por outro lado, o plantio da soja nos EUA, até o dia 14/06, atingia a 95% da área prevista, contra 93% na média. Do total semeado, 88% das lavouras estavam germinadas. Soma-se a isso o fato de que a qualidade das lavouras melhorou na semana, com 66% das mesmas estando entre boas a excelentes, após recuarem para 65% na semana anterior. Outros 28% das lavouras estavam regulares e 6% ruins ou muito ruins.

Dito isso, na semana encerrada em 11 de junho, os EUA embarcaram 522.687 toneladas de soja, ficando dentro das expectativas do mercado. Em todo o atual ano comercial o volume embarcado totaliza 36,6 milhões de toneladas, ainda 20% a menos do que no mesmo período do ano anterior.

Já a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA informou que o esmagamento de soja no país, em maio, atingiu a 5,68 milhões de toneladas da oleaginosa, enquanto a projeção do mercado era de 5,77 milhões. Apesar de ficar abaixo do esperado, o volume é 8% maior do que no mesmo mês de 2025. Enquanto isso, os estoques de óleo de soja nos Estados Unidos estavam em 1,74 bilhão de libras, sendo 26% maiores do que um ano atrás.

Por sua vez, o acordo entre os EUA e o Irã para o término da guerra, que parece finalmente se consolidar, é positivo para os mercados e a economia mundial. Se ele for mantido, o mercado terá mais estabilidade a partir de agora, embora possa haver recuo nos valores da soja devido ao recuo nos preços do óleo de soja em Chicago, puxados pelo recuo nas cotações mundiais do petróleo. Tanto é verdade que o fechamento do óleo de soja, em Chicago, no dia 18/06, ficou em 69,69 centavos de dólar por librapeso, rompendo o piso dos 70,00 centavos pela primeira vez desde o dia 20 de abril passado. Todavia, por enquanto, a volatilidade do mercado não foi totalmente eliminada, pois há dúvidas quanto a eficácia do acordo.

Soma-se a isso as especulações climáticas sobre a safra dos EUA, pois as tendências indicariam, para julho, um clima um pouco mais seco nas regiões produtoras de soja daquele país. Enfim, no Brasil o mercado se mantém estável, com o câmbio girando entre R$ 5,05 e R$ 5,15 por dólar durante a semana. Assim, os preços, nas principais praças gaúchas, ficaram em R$ 114,00/saco, enquanto nas demais praças nacionais os mesmos giraram entre R$ 102,00 e R$ 114,00/saco.

Dito isso, a Conab, em seu boletim mensal de junho, trouxe a safra brasileira de 2025/26 para 180,2 milhões de toneladas, contra 171,5 milhões um ano antes. Isso representa um aumento de 5,1%. O Rio Grande do Sul, às voltas com nova estiagem, acabou colhendo 18,6 milhões de toneladas, contra 16,6 milhões no ano anterior, destacando que outras entidades gaúchas (Emater e iniciativa privada) avançam pouco mais de 13 milhões de toneladas colhidas no ano anterior. Segundo, ainda, a Conab, a produtividade média brasileira ficou em 61,9 sacos/hectare em 2025/26, enquanto a gaúcha atingiu a apenas 46,2 sacos.

Enfim, a exportação brasileira total de soja, em junho, está estimada em 15,3 milhões de toneladas segundo a Anec. Se confirmados, tais embarques cresceriam 1,5 milhão de toneladas em relação a junho do ano anterior.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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