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Fungo brasileiro produz substância mais potente que glifosato, aponta estudo

Pesquisadores brasileiros e norte-americanos identificaram uma molécula natural capaz de superar o desempenho de pesticidas tradicionais. O composto foi produzido por um fungo encontrado em uma planta tropical e mostrou alto potencial para o desenvolvimento de bioinsumos agrícolas mais eficientes e sustentáveis.
Uma equipe da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da Embrapa Meio Ambiente e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) analisou um fungo endofítico isolado de uma planta medicinal tropical do gênero Piper. Esses microrganismos vivem dentro dos tecidos vegetais sem causar danos. Em muitos casos, atuam como aliados naturais das plantas.
O fungo estudado pertence ao gênero Fusarium e foi coletado no Parque Estadual da Floresta do Rio Doce, em Minas Gerais. A partir dele, os cientistas identificaram três metabólitos (substâncias químicas produzidas durante o metabolismo de um organismo) com ação herbicida e antifúngica. Entre eles estava um composto nunca descrito antes na literatura científica.
O novo metabólito, chamado de “composto 2”, apresentou resultados superiores aos de herbicidas sintéticos como glifosato e clomazona. Os testes mostraram que pequenas concentrações foram suficientes para inibir a germinação de plantas daninhas e reduzir o crescimento de espécies usadas em bioensaios.
Molécula natural supera produtos químicos convencionais
Os ensaios ocorreram com sementes de alface e grama-de-bent, modelos amplamente usados pela indústria. Em ambos os testes, o composto impediu o desenvolvimento das plantas. A performance foi comparável ou superior à dos químicos usados como referência.
O composto também se destacou no controle do fungo Colletotrichum fragariae, patógeno que afeta várias culturas. A molécula formou zonas de inibição maiores que fungicidas naturais conhecidos, como carvacrol e timol.
Segundo a pesquisadora Sonia Queiroz, da Embrapa Meio Ambiente, o resultado reforça o potencial dos micro-organismos endofíticos. Eles podem gerar soluções eficazes e com menor impacto ambiental. Ela destaca que o setor busca alternativas devido ao avanço da resistência de pragas e aos limites ambientais impostos pelo uso de químicos tradicionais.
Biodiversidade brasileira impulsiona inovação
A descoberta mostra como a biodiversidade brasileira pode gerar moléculas inéditas com aplicação prática na agricultura. O professor Luiz Henrique Rosa, da UFMG, lembra que os endófitos ainda são pouco explorados. Ele destaca que esses microrganismos funcionam como verdadeiras fábricas naturais de compostos bioativos.
Para a agricultura, o achado tem peso estratégico. O uso de bioinsumos cresce em várias regiões do mundo e responde à demanda por defensivos mais seguros, eficientes e sustentáveis.
Próximos passos para transformar a molécula em produto
Os cientistas afirmam que novas etapas são necessárias. Entre elas estão estudos de segurança ambiental, testes de toxicidade e análises detalhadas dos mecanismos de ação. O desempenho em condições reais de lavoura também será avaliado.
Além disso, os pesquisadores observaram um fenômeno chamado hormese. Em doses muito baixas, o composto estimulou o crescimento vegetal. Esse efeito pode abrir novas aplicações no futuro.
Mesmo sem a identificação completa da espécie do fungo, a caracterização genética permitiu avançar com segurança nos testes. O artigo foi assinado por pesquisadores da UFMG, USDA e Embrapa Meio Ambiente.
Caminho aberto para defensivos mais sustentáveis
Os resultados reforçam o papel estratégico do Brasil na pesquisa de bioinsumos. A biodiversidade nacional pode gerar moléculas capazes de reduzir a dependência de químicos sintéticos e ampliar a eficiência no controle de pragas.
Os cientistas acreditam que o estudo marca o início de uma nova linha de pesquisa. Se confirmado em etapas futuras, o composto poderá integrar herbicidas e fungicidas de nova geração.
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Iniciativa da ApexBrasil reúne compradores para impulsionar exportações de frutas

Entre os dias 22 e 27 de março ocorre, em São Paulo, uma nova rodada de negócios do programa Exporta Mais Brasil, ação paralela à feira Fruit Attraction São Paulo. O objetivo da ação é fortalecer a inserção das frutas brasileiras no exterior e abrir novos mercados.
A iniciativa é da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com entidades do setor, e reunirá 17 compradores internacionais de 16 países e 39 empresas brasileiras de exportação de frutas.
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Rodadas e visitas técnicas
A programação inclui rodadas de negócios entre os dias 24 e 26 de março, além de seminários, fóruns e encontros institucionais.
Também estão previstas visitas técnicas a propriedades produtoras, permitindo que os compradores conheçam de perto a produção nacional, os padrões de qualidade e a diversidade das frutas brasileiras.
Participam importadores de mercados estratégicos da África, Europa, Ásia e Américas, incluindo países como China, Estados Unidos, Reino Unido e Países Baixos.
Resultados de 2025 impulsionam edição
A expectativa para este ano é sustentada pelos resultados da primeira edição do programa, realizada em 2025, no Rio Grande do Norte. Na ocasião, foram promovidas 274 reuniões de negócios, com estimativa de geração de US$ 6,05 milhões.
O número menor de participantes no ano passado — 13 compradores e 28 empresas — indica avanço na atual edição, que amplia a presença internacional e a oferta brasileira.
Expectativa de ampliar mercados
A realização em São Paulo, considerado principal hub de negócios do país, deve aumentar a visibilidade e facilitar conexões comerciais. A integração com a Fruit Attraction também amplia o alcance internacional e o networking entre os agentes da cadeia.
A diversidade de mercados participantes e o perfil dos compradores reforçam a expectativa de novos contratos e expansão das exportações.
Setor em crescimento
O movimento ocorre em um cenário de avanço da fruticultura brasileira. Em 2025, o país registrou exportações recordes de US$ 1,45 bilhão e 1,29 milhão de toneladas, com crescimento tanto em valor quanto em volume.
O Brasil é atualmente o terceiro maior produtor mundial de frutas, atrás apenas de China e Índia. Produtos como manga, melão, limão e melancia lideram os embarques, com destaque para destinos europeus e norte-americanos.
Além do desempenho externo, o setor tem peso relevante na economia, com cerca de 5 milhões de empregos diretos e área plantada próxima de 2,5 milhões de hectares.
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Reunião de Pesquisa de Soja abre inscrições e deve reunir cerca de 500 participantes em Londrina

A programação da 40ª edição da Reunião de Pesquisa de Soja (RPS), promovida pela Embrapa Soja, está com inscrições abertas. O evento será realizado nos dias 10 e 11 de junho, em Londrina (PR), com expectativa de reunir aproximadamente 500 participantes. Para se inscrever acesse o link.
O público inclui pesquisadores, profissionais das ciências agrárias, empresas de desenvolvimento de produtos e tecnologias, produtores rurais, além de professores e acadêmicos ligados à cadeia produtiva da soja.
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De acordo com a presidente da RPS, Liliane Henning, pesquisadora da Embrapa Soja, o encontro vai promover debates sobre desafios e inovações que impactam diretamente o setor. A programação inclui sessões plenárias de abertura e encerramento, além de palestras e painéis temáticos conduzidos por especialistas.
“Nossa proposta é proporcionar espaços para troca de conhecimentos, atualização profissional e discussão de desafios estratégicos para a sustentabilidade da soja brasileira”, afirma Liliane. “Reafirmamos o papel desse evento como o principal fórum de pesquisa do complexo agropecuário da soja”, completa.
Além da programação técnica, a RPS também se consolida como uma vitrine tecnológica. Empresas e organizações terão a oportunidade de apresentar soluções e inovações voltadas ao desenvolvimento da cadeia produtiva, ampliando o diálogo com os diferentes elos do setor.
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Colheita de milho avança na Argentina, diz Bolsa de Buenos Aires

A colheita de milho na Argentina alcançou na última semana 13% da área plantada, um avanço semanal de 3,6 pontos porcentuais, conforme dados da Bolsa de Cereais de Buenos Aires, divulgados na quinta-feira (19).
Os trabalhos estão concentrados no Núcleo Norte, onde o rendimento médio está em 9,82 toneladas por hectare, disse a bolsa.
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No Núcleo Sul, a colheita começa a ganhar força, com produtividade em torno de 8,66 toneladas por hectare. O rendimento médio nacional está em 8,4 toneladas por hectare, e a estimativa de produção foi mantida em 57 milhões de toneladas.
Condições para a soja melhoram
A bolsa disse também que 38% da safra de soja na Argentina tinha condição boa ou excelente na última semana, melhora de 3 pontos porcentuais ante a semana anterior. A parcela em condição regular ou ruim passou de 24% para 22%.
A área com condição hídrica adequada ou ótima passou de 72% para 79%. Já a área com condição hídrica regular ou de seca diminuiu de 27% para 19%. A projeção de safra foi mantida em 48,5 milhões de toneladas.
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