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Comitiva do setor do tabaco está na Suíça para acompanhar a COP11

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Representantes da cadeia produtiva do tabaco estão na Suíça para acompanhar a 11ª Conferência das Partes (COP 11) da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco. O encontro ocorre entre 17 e 22 de novembro, em Genebra.

O grupo inclui parlamentares, autoridades municipais da região Sul e entidades ligadas ao setor. Mesmo sem acesso às sessões oficiais, os participantes afirmam que estarão presentes para monitorar as posições da delegação brasileira e defender a continuidade da produção de tabaco no país.

Motivos da viagem e críticas à falta de acesso

Segundo os representantes do setor, o objetivo é assegurar que a delegação oficial cumpra a declaração interpretativa firmada pelo Brasil ao aderir à Convenção-Quadro. O compromisso prevê que medidas de controle não inviabilizem a atividade produtiva já estabelecida.

Valmor Thesing, presidente do Sindicato da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), afirma que o grupo representa trabalhadores rurais e empregados da indústria ligados à cadeia do tabaco. Ele destaca o impacto econômico da atividade e diz que a participação da comitiva ocorre nos “bastidores”, já que, assim como em outras edições, entidades e imprensa não terão acesso aos debates.

Thesing também critica a ausência de diálogo nas reuniões da CQCT e afirma que decisões tomadas sem participação do setor podem repercutir na renda e no emprego relacionados ao tabaco no Brasil.

Indicadores da produção no país

A produção de tabaco no Brasil tem concentração na região Sul, que reúne a maior parte dos municípios e produtores ligados ao segmento. Na safra 2024/25, segundo a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), mais de 138 mil famílias participaram da atividade nos três estados da região. A colheita atingiu cerca de 720 mil toneladas, movimentando recursos nos 525 municípios produtores.

O setor reúne milhares de empregos diretos e indiretos, além de gerar receita e exportações. Os dados apresentados pelas entidades do segmento apontam participação relevante na economia regional e no apoio às comunidades rurais envolvidas no cultivo.

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Silagem de milho: entenda as diferenças e saiba qual tipo escolher para a fazenda

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Foto: Reprodução/Giro do Boi.

No planejamento nutricional para 2026, a escolha da variedade de milho para silagem é uma decisão estratégica que pode determinar o lucro por arroba ou por litro de leite. Segundo o zootecnista Edson Poppi, essa escolha depende dos objetivos do produtor: se é necessário volume para alimentar o gado ou densidade energética para substituir o concentrado.

Com a safrinha em desenvolvimento, entender as categorias de silagem é fundamental para a gestão de estoque de alimentos na fazenda. A silagem clássica, amplamente utilizada no Brasil, aproveita todo o potencial da lavoura de milho. As opções de silagem não são consideradas “volumosos” tradicionais, mas sim métodos de processar o milho para substituir o milho seco moído (fubá) na dieta, aumentando a eficiência energética.

Confira:

Importância dos inoculantes na silagem

O uso de inoculantes específicos, como o Lactobacillus buchneri, é essencial, especialmente nas silagens de grão. Edson Poppi afirma que esses inoculantes aceleram a quebra da proteína que protege o amido e evitam o aquecimento do silo após a sua abertura, reduzindo perdas por fungos e leveduras.

O cuidado na escolha do milho é importante para o produtor que adquiriu milho seco ou não teve estrutura para colher o grão úmido no momento adequado.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Inteligência artificial e satélites mapeiam áreas agrícolas abandonadas no Cerrado

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Imagem gerada por IA

O uso de inteligência artificial aliado a imagens de satélite está abrindo caminho para identificar áreas agrícolas abandonadas no Cerrado brasileiro com alto nível de precisão.

Um estudo conduzido pela Embrapa em parceria com a Universidade de Brasília (UnB) mapeou mais de 13 mil hectares nessa condição apenas no município de Buritizeiro, no norte de Minas Gerais, entre 2018 e 2022. O volume representa quase 5% da área agrícola existente no início do período analisado.

Segundo os pesquisadores, trata-se da primeira avaliação detalhada desse tipo no bioma, com potencial para apoiar políticas públicas de restauração ambiental, planejamento territorial e adaptação às mudanças climáticas.

Como foi feito o mapeamento

A pesquisa combinou imagens do satélite Sentinel-2, da Agência Espacial Europeia, com técnicas de aprendizado profundo (deep learning). A partir de uma rede neural, os cientistas conseguiram classificar diferentes usos do solo, incluindo, de forma inédita, áreas agrícolas abandonadas.

A acurácia do mapeamento chegou a 94,7%, índice considerado elevado para estudos de sensoriamento remoto.

Eucalipto lidera áreas abandonadas

O levantamento mostra que 87% das áreas abandonadas correspondem a antigas plantações de eucalipto voltadas à produção de carvão vegetal.

Segundo o pesquisador da Embrapa Cerrados, Edson Sano, fatores econômicos e produtivos ajudam a explicar o cenário.

“A região caracteriza-se por desafios produtivos, como baixa produtividade em pastagens durante períodos secos e custos crescentes de insumos fertilizantes, fatores que contribuem para o abandono de áreas agrícolas”, afirma.

Ele destaca que muitas dessas áreas eram plantios de eucalipto que perderam viabilidade ao longo do tempo.

“A predominância do abandono em áreas de eucalipto está associada à queda da atratividade econômica da produção de carvão vegetal, com aumento nos custos logísticos e de produção”, explica.

Lavouras seguem resilientes

Apesar do avanço do abandono em áreas de silvicultura e pastagens, o estudo não identificou recuo relevante em lavouras anuais, como soja e milho.

De acordo com Sano, isso indica maior resiliência dos sistemas agrícolas mais intensivos. Ele afirma que esses modelos “mantiveram sua produtividade ao longo dos cinco anos analisados”, mesmo diante do aumento de custos.

Impacto para políticas públicas

Os pesquisadores destacam que o mapeamento pode orientar ações estratégicas no campo. Para o analista da Embrapa Meio Ambiente, Gustavo Bayma, os dados permitem identificar áreas subutilizadas e direcionar iniciativas de recuperação.

Segundo ele, as informações podem ser usadas para “incluir áreas em estratégias nacionais de restauração ambiental e de mitigação das mudanças climáticas”, como projetos de sequestro de carbono e criação de corredores ecológicos.

Bayma também chama atenção para o peso dos custos de produção. Ele afirma que políticas que reduzam a volatilidade dos preços de insumos e incentivem alternativas sustentáveis são fundamentais, já que fatores econômicos foram determinantes para o abandono de áreas.

Limitações e próximos passos

Apesar dos avanços, os cientistas reconhecem desafios na metodologia. Um dos principais pontos é a dificuldade de diferenciar abandono permanente de períodos temporários de pousio.

O pesquisador da Embrapa Agricultura Digital, Édson Bolfe explica que a análise ainda depende de mais dados ao longo do tempo. “A confirmação de abandono ainda depende, em parte, da interpretação visual e do conhecimento local”, diz.

Outro obstáculo é distinguir pastagens degradadas de vegetação nativa apenas por imagens de satélite, já que apresentam características semelhantes.

Mesmo assim, os especialistas avaliam que o uso de inteligência artificial representa um avanço importante.

Segundo Bolfe, os resultados “fortalecem a necessidade de incorporar áreas abandonadas em políticas ambientais e agrícolas”, com foco em sustentabilidade e recuperação do Cerrado.

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China acelera cota e acende alerta para exportações de carne bovina do Brasil

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Foto: Pixabay

Dados oficiais de importação de carne bovina pela China, compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) a partir de informações do Ministério do Comércio do país e da Administração Geral das Alfândegas (GACC, na siga em inglês), indicam um avanço relevante no primeiro bimestre de 2026.

Nesse contexto, o Brasil chama atenção pelo ritmo acelerado no preenchimento da cota anual.

Entre janeiro e fevereiro, o país embarcou 372,08 mil toneladas e, com isso, já ocupou 33,64% da cota total de 1,1 milhão de toneladas. Além disso, o Brasil lidera com folga os embarques para o mercado chinês, à frente de Argentina e Austrália.

Ao mesmo tempo, a China importou 627,8 mil toneladas no período, o que corresponde a 23,36% da cota global disponível para 2026.

Ritmo de uso preocupa setor

Diante desse cenário, a Abiec adota um tom de cautela. Em nota, a entidade afirmou que “os números mostram um ritmo acelerado de utilização da cota”, o que, por sua vez, acende um sinal de alerta para o restante do ano.

Além disso, a associação avalia que a velocidade de consumo pode gerar efeitos mais adiante. Na prática, esse avanço antecipado tende a pressionar o desempenho das exportações no segundo semestre, caso a cota se esgote antes do previsto.

Por isso, a Abiec também destaca a necessidade de atenção ao equilíbrio do mercado e à previsibilidade das vendas externas ao longo do ano.

Pedido por monitoramento mais próximo

Nesse sentido, a entidade defende um acompanhamento mais próximo por parte do governo brasileiro. Em comunicado, afirmou que “é importante que mecanismos sejam adotados para acompanhar de forma mais próxima a evolução desse cenário”.

Ao mesmo tempo, a associação lembra que as salvaguardas estabelecidas pela China exigem monitoramento contínuo. Dessa forma, o objetivo é garantir maior segurança nas relações comerciais e evitar distorções ao longo do ano.

Por fim, a Abiec reforça que seguirá acompanhando o tema de perto, em diálogo com autoridades e parceiros comerciais, para assegurar a continuidade e a sustentabilidade das exportações brasileiras de carne bovina.

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