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Sustentabilidade

Aprosoja MT participa da COP30 em Belém e apresenta propostas para uma agenda climática tropical, soberana e produtiva – MAIS SOJA

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) participa, pela terceira vez consecutiva, da Conferência das Partes (COP30), realizada este ano em Belém, no Pará. A entidade está representada pelo vice-presidente Luiz Pedro Bier, que também coordena a Comissão de Sustentabilidade da associação.

Durante o evento, o vice-presidente da Aprosoja MT destacou a importância do produtor rural como protagonista nas discussões internacionais que tratam de sustentabilidade, governança ambiental e do papel do agronegócio tropical na mitigação das mudanças climáticas. Segundo ele, acompanhar de perto o que está sendo debatido é fundamental, especialmente diante das novas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) que serão apresentadas nesta edição da COP.

“Hoje pela manhã visitamos as delegações e conhecemos as intenções de cada país presente. Também passamos no estande do Brasil e, à tarde, estivemos na Casa Abema, em um side event, onde acompanhamos a assinatura de um protocolo de intenções da rede jurisdicional do Estado de Mato Grosso. Tivemos ainda uma conversa importante com o governador Mauro Mendes”, relatou Bier.

A Aprosoja MT também tem aproveitado a COP30 para divulgar a Carta-Manifesto dos Produtores de Soja para a COP30, documento elaborado em parceria com a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil). O texto, lançado no dia 6 de novembro, em Brasília, reúne 27 páginas de propostas voltadas à construção de uma agenda climática tropical, soberana e produtiva.

O documento contou com a colaboração do professor e pesquisador Daniel Vargas, doutor e mestre em Direito pela Universidade de Harvard e docente da Fundação Getúlio Vargas (FGV/Rio), reconhecido como um dos maiores especialistas brasileiros em sustentabilidade e direito internacional. Entre as principais propostas, está a criação de um Sistema Nacional de Métricas e Padrões Tropicais, contido no item Ciência Tropical e Governança do manifesto.

A participação da Aprosoja MT na COP30 reforça o compromisso da entidade em contribuir com o debate sobre o papel do agronegócio brasileiro na produção sustentável de alimentos e na preservação ambiental.
Além das agendas técnicas, o vice-presidente Luiz Pedro Bier será um dos painelistas da Agrizone COP30 – Dia Grãos e Fibras, que acontece na quarta-feira (12.11), às 14h30, no painel “Desafios da Produção de Grãos e Fibras diante das Definições Internacionais de Sustentabilidade”.

“Amanhã vamos participar de um painel na Green Zone e também na Agrisonne, onde serão discutidos os temas do agro brasileiro aqui em Belém do Pará”, finalizou Luiz Pedro Bier.

Fonte: Fernanda Trindade – Aprosoja MT



 

FONTE

Autor:Fernanda Trindade / Aprosoja MT

Site: Aprosoja MT

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Sustentabilidade

Soja avança com a colheita no PR; feijão e cana-de-açúcar mantêm desenvolvimento favorável

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Foto: Soja Brasil

Segundo o governo do estado do Paraná, o boletim que acompanha as condições de plantio e cultivo de grãos no Paraná aponta que a colheita da safra de verão 2025/26 atingiu 14% da área de soja e 10% da de milho, avançando em meio a um cenário de forte contraste térmico e instabilidade, no fim de janeiro.

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Milho

Em relação ao milho, a primeira safra avança para a fase de maturação e colheita, com produtividades superando as médias históricas em diversas regiões e apresentando grãos de boa qualidade. Simultaneamente, o plantio da segunda safra progride à medida que as áreas de verão são liberadas, apresentando boa germinação inicial.

A colheita de soja já iniciou de forma lenta em alguns núcleos e apresenta ritmo acelerado em outros sob tempo seco, com expectativas de melhoria nas produtividades ao longo do avanço das máquinas. Em algumas regiões, há um cenário de estresse hídrico e altas temperaturas, o que exige manejo qualificado por parte dos produtores.

Feijão

Já a primeira safra de feijão encontra-se com a colheita praticamente concluída em diversas regiões, com mais de 90%, apresentando melhora nos resultados de produtividade e recuperação nos preços. Já a segunda safra enfrenta um cenário diferente e, embora a semeadura tenha iniciado conforme a liberação das áreas, o ritmo de plantio ainda está limitado pela escassez de umidade no solo.

Safra de frutas

No setor de hortaliças e frutas, o impacto do clima e do mercado exige estratégias de adaptação. As hortaliças de campo aberto exigem atenção redobrada à irrigação devido à combinação de altas temperaturas e chuvas abaixo da média. Na região Sul, a safra de maçã apresenta produtividade elevada. E a etapa de colheita da cebola foi finalizada com produtividades alinhadas às expectativas iniciais.

Batata e cana-de-açúcar

As atividades no segmento de batata para a segunda safra concentram-se na etapa de preparo de solo em diversas regiões. O setor mobiliza o maquinário para o recebimento das sementes, monitorando as condições de umidade residual para garantir a germinação adequada nas áreas destinadas ao plantio.

E, por fim, a cultura da cana-de-açúcar mantém um desenvolvimento vegetativo vigoroso, beneficiada por manejos técnicos assertivos. A produção aproveita as janelas de sol e a umidade disponível para o acúmulo de biomassa.

Ainda de acordo com a análise do Departamento de Economia Rural (Deral), baseada em dados meteorológicos do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a semana iniciou com calor intenso superior a 30°C no Oeste e Noroeste, seguido por tempestades severas que cruzaram o estado no fim da semana passada, principalmente na quinta-feira (29). Esse padrão climático exige comprometimento dos produtores para garantir a produtividade final.

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Sustentabilidade

Pesquisa aponta manejo do solo como fator decisivo para a produtividade de soja em anos de pouca chuva

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Reprodução Canal Rural

Uma pesquisa desenvolvida no Rio Grande do Sul avaliou a relação entre a umidade do solo e a produtividade da soja ao longo das últimas décadas. O resultado traz aos produtores o alerta de que a restrição hídrica é mais regra do que exceção, enquanto o manejo do solo faz diferença justamente nos anos em que a chuva não é suficiente para expressar todo o potencial produtivo da cultura.

O estudo foi conduzido pela rede técnica cooperativa, que reúne cerca de 30 cooperativas gaúchas, e analisou as safras de soja entre 1986 e 2024, tendo como referência o município de Cruz Alta, no norte do estado, uma das principais regiões produtoras da oleaginosa. A pesquisa serve de base para a adoção de manejos mais eficientes em safras marcadas pela variabilidade climática.

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Foram avaliadas séries históricas de pluviosidade e sua relação direta com a produtividade da soja sob diferentes sistemas de manejo do solo. A análise mostra que, em situações extremas de falta de água, as possibilidades de resposta agronômica são limitadas. No entanto, há um amplo intervalo de anos em que as chuvas ficam abaixo do ideal, mas não chegam a níveis críticos. É justamente nesse cenário intermediário que práticas adequadas de manejo do solo se tornam determinantes.

Segundo Mário Bianchi, pesquisador da RTC/CCGL, sistemas que favorecem o armazenamento de água no perfil do solo apresentam desempenho superior quando comparados a áreas sem manejo conservacionista. “Práticas como a manutenção da cobertura do solo, o uso de palhada de maior persistência e a preservação da estrutura física do solo ajudam a reduzir perdas de umidade e a garantir melhores condições para o desenvolvimento das plantas. Atualmente, porém, a durabilidade dessa cobertura e a qualidade estrutural do solo são, em média, menores do que em décadas passadas”, explica.

O levantamento utilizou dados da estação meteorológica da CCGL, com uma série histórica de aproximadamente 50 anos. Nesse período, apenas 18 safras registraram volumes de chuva superiores a 800 mm durante o ciclo da soja, evidenciando que a limitação hídrica é uma realidade recorrente no estado.

A pesquisa comparou o cultivo em sistema de plantio direto sem rotação de culturas e com rotação, considerando, para o cálculo da pluviosidade da soja, o acumulado de chuvas entre 1º de novembro e 31 de março. “Os resultados reforçam que a frequência de anos com chuvas plenamente adequadas para altas produtividades é baixa, não apenas em Cruz Alta, mas em grande parte do Rio Grande do Sul, o que torna o manejo do solo uma estratégia essencial para garantir maior estabilidade produtiva”, conclui Bianchi.

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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Aumento pontual da demanda sustenta valor – MAIS SOJA

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Os preços do arroz em casca permanecem firmes no Rio Grande do Sul. Segundo pesquisadores do Cepea, os valores são sustentados pela demanda pontual para recomposição de estoques e pela oferta ajustada. O ritmo de negócios, contudo, segue lento. Isso porque ainda se verifica desacordo entre compradores e vendedores em um ambiente de cautela ao longo da cadeia.

Do lado da oferta, pesquisadores do Cepea indicam que o comportamento dos produtores foi heterogêneo. Os agentes mais capitalizados optaram por postergar as vendas, à espera de condições mais favoráveis, enquanto outros direcionaram o cereal ao armazenamento, sobretudo diante da proximidade da safra 2025/26. Do lado da demanda, compradores consultados pelo Cepea ajustaram suas estratégias para garantir o abastecimento, sobretudo em regiões em que a oferta está mais limitada.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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