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5 de novembro de 2026

Agro Mato Grosso

Milho: Produtores seguram vendas e esperam novas altas

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O mercado brasileiro de milho voltou a ganhar força neste início de novembro e já registra preços semelhantes aos observados em junho, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP). A recuperação reflete o comportamento estratégico dos produtores, que têm mantido a oferta limitada e priorizado o cumprimento de contratos firmados antecipadamente.

Produtores seguram vendas e esperam novas altas

Com o foco voltado ao plantio da safra de verão, os agricultores mantêm cautela nas negociações. De acordo com analistas do Cepea, a maioria dos vendedores está priorizando o cumprimento de contratos e adiando novas vendas no mercado spot à espera de um cenário mais favorável de preços.

Por outro lado, os compradores mostram-se seletivos. Com estoques confortáveis, muitos adquirem apenas volumes pontuais, o que reduz a liquidez e impede uma disparada mais intensa das cotações. Ainda assim, o preço do milho se mantém firme nas principais praças do país.

Chuvas trazem alívio — e alguns desafios

As chuvas generalizadas das últimas semanas trouxeram alívio ao campo e ajudaram a repor a umidade do solo em várias regiões produtoras. No entanto, o excesso de precipitação tem gerado atrasos pontuais no calendário agrícola em estados do Centro-Oeste e do Sul.

Segundo a Conab, até 1º de novembro o plantio da safra 2025/26 havia alcançado 47,1% da área total estimada, abaixo dos 53,3% registrados no mesmo período de 2024 e da média histórica de 54,7%. Mesmo com o ritmo mais lento, especialistas acreditam que as condições climáticas atuais devem favorecer o avanço das lavouras nas próximas semanas.

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Exportações desaceleram, mas seguem robustas

Enquanto o mercado doméstico mostra firmeza, as exportações brasileiras de milho registraram desaceleração em outubro. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, apontam embarques de 6,5 milhões de toneladas no mês — uma queda de 14% em relação a setembro e um leve aumento de 1,5% sobre outubro de 2024.

No acumulado do ano, entre janeiro e outubro de 2025, o Brasil exportou 29,82 milhões de toneladas de milho, volume 3,2% menor que o do mesmo período do ano passado. A redução reflete o aumento da concorrência internacional e a decisão de produtores de reter estoques à espera de melhores preços.

Expectativa é de sustentação no curto prazo

Mesmo com a leve queda nas exportações, o mercado interno continua sustentado por fatores como os custos de produção, o câmbio favorável e a firme demanda de setores como rações e etanol de milho. Analistas avaliam que, se as chuvas se estabilizarem e o consumo seguir aquecido, os preços podem se manter firmes até o fim do ano.

“O cenário é de equilíbrio. Há pressão dos estoques, mas a retração dos vendedores e o consumo interno forte impedem quedas expressivas”, pontua um analista do Cepea.

Com a virada do ano agrícola e o início da colheita da safra verão, o setor agro acompanha atento os desdobramentos, apostando em um mercado estável e rentável para o produtor brasileiro.

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Agro Mato Grosso

MT intensifica combate ao bicudo na reta final da safra de algodão

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Com o beneficiamento do algodão entrando na reta final em Mato Grosso, a atenção do setor produtivo se volta para o controle do bicudo-do-algodoeiro. Na última semana de outubro, a incidência da praga aumentou na maioria das regiões do estado, segundo levantamento do IMAmt, braço técnico da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), em parceria com o Imea.

O cenário levou a Ampa a reforçar o alerta aos agricultores sobre a necessidade de manter as medidas de combate ao inseto mesmo durante o desenvolvimento da soja. As tigueras, plantas voluntárias de algodão que nascem entre as lavouras de grãos, servem de abrigo e alimento para o bicudo. Por isso, a recomendação é eliminar esses focos imediatamente, manter as armadilhas ativas e recorrer à aplicação de inseticidas quando necessário.

Nas unidades de beneficiamento, os trabalhos também se aproximam da conclusão. A maior parte das algodoeiras já processou entre 65% e 80% da produção, enquanto algumas instalações da região Centro-Leste atingiram 97% do volume previsto.

Plantio da soja chega a 89%

Paralelamente aos cuidados fitossanitários, Mato Grosso se aproxima da conclusão da semeadura da soja 2026/27. Até 30 de outubro, a operação havia alcançado 89,05% da área estimada, favorecida pelo retorno das chuvas em regiões que enfrentavam maior irregularidade climática, como o Noroeste do estado.

Com as lavouras apresentando bom desenvolvimento, o ritmo da semeadura contribui para o planejamento da próxima etapa do calendário agrícola. A conclusão dos trabalhos dentro do período adequado é importante para assegurar condições mais favoráveis ao cultivo do milho e do algodão de segunda safra no início do próximo ano.

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O processamento da fibra, a proximidade do fim da semeadura e a vigilância contra o bicudo marcam a transição entre as etapas da produção agrícola em Mato Grosso. Nesse período, o cumprimento das recomendações fitossanitárias e a atenção aos prazos de cultivo são fundamentais para preservar o potencial produtivo da próxima temporada.

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Agro Mato Grosso

MT lidera o Brasil na produção de biomassa nativa e salto impressiona entre 2021 e 2025

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Levantamento do IBGE aponta que participação do estado no cenário nacional saltou de 8,2% para 21,5%, impulsionada pelo uso nas caldeiras das agroindústrias.

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Agro Mato Grosso

Grupo de teatro de MT leva Amazônia, Cerrado e Pantanal a festival internacional na África

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O grupo mato-grossense Tibanaré leva os três biomas de Mato Grosso ao palco de um festival internacional de teatro em Cabo Verde, na África. Com a Amazônia, Cerrado e Pantanal em foco, a companhia foi selecionada para apresentar o espetáculo infantojuvenil Fubá Play na 32ª edição do Festival Internacional de Teatro do Mindelo (Mindelact 2026), realizada entre os dias 2 e 7 de novembro, na ilha de São Vicente.

A montagem tem cenário inspirado na diversidade ambiental do estado e mistura teatro, tecnologia e jogos interativos. Durante a apresentação, as crianças participam de votações que definem os rumos da história e influenciam as ações do personagem, as imagens projetadas e a trilha sonora.

O espetáculo acompanha Fubá, protagonista que vive em uma casa-bolha tecnológica e enfrenta desafios ao longo da narrativa. As escolhas do público interferem diretamente no desenvolvimento das cenas.

A apresentação marca o retorno do grupo ao festival. Na edição anterior, o Tibanaré levou ao evento o espetáculo ‘Fiu Fiu – Um encontro entre pássaros’, que combina teatro e dança sem diálogos.

Trajetória internacional

Fundado em 2006, em Mato Grosso, o Grupo Tibanaré desenvolve trabalhos que misturam teatro, palhaçaria, dança e outras linguagens artísticas.

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O Mindelact é um dos principais encontros de artes cênicas da África de língua portuguesa e reúne artistas e companhias de diferentes países. A seleção é resultado de uma articulação iniciada no Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MICBR) 2025, realizado em Fortaleza (CE).

O encontro reúne profissionais do setor cultural e cria oportunidades para a circulação de produções brasileiras no exterior. Além das participações no Mindelact, a companhia já esteve em feiras internacionais de artes cênicas no Chile e nos Estados Unidos e em festivais na Turquia, China, Chile e Angola.

A viagem conta com apoio do Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), que custeou as passagens aéreas. O festival não cobre as despesas de deslocamento dos artistas.

Grupo Tibanaré encena 'Tomara que Chova' no palco do programa É Bem Mato Grosso, em 2015

Grupo Tibanaré encena ‘Tomara que Chova’ no palco do programa É Bem Mato Grosso, em 2015

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