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Agro Mato Grosso

Exportação de farelo de soja bate recorde e Brasil reforça liderança global no agronegócio

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O agronegócio brasileiro volta a quebrar marcas históricas. Entre janeiro e outubro de 2025, o Brasil exportou 19,6 milhões de toneladas de farelo de soja, o maior volume já registrado para o período, segundo levantamento da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) analisado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP).

O resultado confirma o forte ritmo das exportações do complexo soja neste ano, impulsionado pela demanda firme tanto do mercado interno quanto de compradores internacionais.

O levantamento mostra que o interesse global pelo farelo de soja brasileiro segue robusto, com destaque para a expansão das vendas a destinos pouco tradicionais, como Espanha, Dinamarca, Bangladesh e Portugal.

Esses mercados, que historicamente representavam uma fatia menor das exportações, passaram a ter papel importante na diversificação da pauta comercial do produto.

A busca por fontes seguras de proteína vegetal e a alta competitividade do Brasil frente a outros exportadores consolidam o país como um dos principais fornecedores mundiais do derivado da oleaginosa.

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Exportações de soja em grão também avançam

Além do recorde no farelo, o desempenho da soja em grão também impressiona.
Na parcial de 2025, o Brasil embarcou 100,6 milhões de toneladas, volume 6,7% superior ao exportado entre janeiro e outubro do ano passado.
Desse total, 78,8 milhões de toneladas tiveram como destino a China, que segue como o principal parceiro comercial e maior comprador do grão brasileiro.

O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global da soja, responsável por quase metade das exportações mundiais do produto.

Chuvas favorecem o plantio da nova safra

No campo, as chuvas generalizadas registradas nas últimas semanas trouxeram alívio e melhores condições de umidade para as lavouras em grande parte das regiões produtoras do país.
De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o plantio da safra 2025/26 atingiu 47,1% da área total estimada até 1º de novembro, ritmo um pouco abaixo dos 53,3% observados no mesmo período do ano passado e da média de 54,7% dos últimos cinco anos.

Mesmo com o leve atraso, o avanço das chuvas tende a normalizar o calendário agrícola nas próximas semanas, especialmente nos estados do Centro-Oeste e no Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).

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O recorde nas exportações de farelo de soja confirma o momento positivo do agronegócio brasileiro, que segue impulsionando o saldo da balança comercial e atraindo novos mercados.
Com o avanço do plantio e as boas perspectivas climáticas, produtores e exportadores entram no fim do ano com otimismo renovado para a próxima safra.

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Agrishow 2026: Valtra apresenta o “Talking Tractor”, trator com inteligência artificial

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A aplicação de inteligência artificial no agronegócio avança para um novo nível com a apresentação do “Talking Tractor”, da Valtra, durante a Agrishow 2026. O conceito, exibido pela primeira vez no Brasil, transforma máquinas agrícolas em assistentes interativos capazes de se comunicar com o produtor por voz e texto.

A tecnologia teve sua estreia global na Agritechnica 2025, na Alemanha, e chega agora ao mercado brasileiro como uma demonstração do futuro da agricultura digital.

IA no agronegócio: máquinas passam a interagir com produtores rurais

“Talking Tractor” permite que o produtor rural faça perguntas diretamente à máquina sobre desempenho operacional, consumo de combustível, eficiência e emissões de carbono. As respostas são fornecidas em tempo real, com insights que auxiliam na tomada de decisões e na gestão financeira da propriedade.

A proposta é simplificar informações técnicas complexas, transformando dados em diálogos acessíveis e visuais para o dia a dia no campo.

Adoção de tecnologia no campo impulsiona inovação no Brasil

A chegada da solução encontra um ambiente favorável no agronegócio brasileiro. Segundo levantamento da McKinsey & Company, 54% dos produtores rurais no país acreditam que a tecnologia contribui diretamente para o aumento da rentabilidade.

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Dados da Universidade de Brasília (UnB) também apontam alta digitalização no setor: mais de 95% dos produtores já utilizam alguma tecnologia digital, sendo que cerca de 70% fazem uso de softwares de gestão rural.

Valtra Coach integra sistema e amplia uso em múltiplos idiomas

O conceito é integrado ao aplicativo Valtra Coach e funciona a partir de dispositivos móveis conectados ao sistema da máquina. O assistente virtual é capaz de operar em diferentes idiomas, incluindo inglês, alemão, francês, finlandês, espanhol e português.

Para seu desenvolvimento, o sistema foi treinado com base em manuais de operação da Valtra, guias de agricultura inteligente, dados de telemetria e registros operacionais, ampliando a precisão das respostas.

Tecnologia reconhecida internacionalmente e finalista de prêmio global

“Talking Tractor” já recebeu reconhecimento internacional ao ser finalista do prêmio DLG-Agrifuture Concept Winner 2025, na Alemanha, que destaca tecnologias inovadoras voltadas ao futuro do campo.

A solução é considerada um conceito de alto potencial dentro da transformação digital da agricultura.

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Interação por voz e dados em tempo real aumentam segurança operacional

Segundo a Valtra, o sistema pode ser utilizado em qualquer modelo da marca equipado com telemetria Valtra Connect, seja em máquinas novas ou adaptadas.

A interação pode ser feita por comandos de voz ou texto, inclusive durante a operação no campo. O sistema permite conexão via Bluetooth do trator ou fones de ouvido, garantindo segurança ao operador enquanto mantém o foco na atividade agrícola.

Leia Também:  Real deve enfrentar trimestre de forte volatilidade com cenário fiscal e riscos externos no radar

Dados operacionais são transformados em informações visuais

O grande diferencial do sistema está na capacidade de transformar dados técnicos em informações visuais e práticas. O “Talking Tractor” pode exibir ilustrações de manuais, checklists operacionais e infográficos baseados em dados reais de telemetria da máquina.

A proposta é facilitar a interpretação de informações e melhorar a eficiência operacional no campo.

Tecnologia ainda é conceito e não tem previsão de lançamento

Apresentado como destaque tecnológico da Valtra na Agrishow 2026, o “Talking Tractor” é uma prova de conceito e ainda não possui previsão de lançamento comercial no Brasil.

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Valtra destaca visão de futuro para agricultura digital

Valtra traz o seu trator falante com IA para o Brasil, revela diretor

Para a empresa, a inovação representa um avanço na forma como a tecnologia pode ser aplicada no campo.

“Mais do que uma nova ferramenta, o Talking Tractor é um exemplo de como a inteligência artificial pode humanizar a alta tecnologia e torná-la acessível e prática para o agricultor”, afirmou Fabio Dotto, diretor de marketing de produto da Valtra.

Segundo ele, o conceito redefine a produtividade ao integrar máquina, dados e produtor em um sistema colaborativo, reforçando o papel da inteligência artificial na agricultura do futuro.

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Ferrugem asiática triplica no Brasil e chega a quase 400 casos; saiba qual estado lidera ocorrências

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A ferrugem asiática da soja apresentou um crescimento expressivo na safra 2025/26 em comparação ao ciclo anterior. De acordo com o Consórcio Antiferrugem, já foram registrados 379 casos da doença no país, número que representa aproximadamente o triplo das ocorrências contabilizadas na safra 2024/25.

O estado com maior número de registros é o Paraná, que soma 156 casos até o momento. Somente no município de Palotina foram identificados 10 focos da doença, reforçando a preocupação com a disseminação da ferrugem em regiões produtoras.

Especialistas alertam que decisões de manejo podem ter contribuído para o avanço da doença. Em períodos de clima mais seco, alguns produtores reduzem ou até suspendem aplicações preventivas de fungicidas, acreditando em menor risco de infecção. No entanto, bastam poucos dias de alta umidade para que o fungo se instale rapidamente nas lavouras.

As chuvas durante o inverno favorecem a sobrevivência dos esporos do fungo no ambiente. Além disso, a ampliação da janela de plantio aumenta as chances de ocorrência da doença ao longo da safra.

“A ferrugem asiática é causada por um fungo biotrófico, que depende de tecido vegetal vivo para sobreviver. Por isso, o vazio sanitário, que começa em junho, é uma das principais estratégias de controle. O período busca eliminar plantas vivas de soja no campo, reduzindo o inóculo e atrasando a ocorrência da doença na safra seguinte”, diz Cláudia Godoy, pesquisadora da Embrapa Soja.

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Outro ponto de atenção para os produtores é o acompanhamento dos resultados da rede de ensaios de fungicidas, divulgados também no mês de junho. Como o fungo já apresenta resistência a alguns grupos químicos, a escolha correta dos produtos é considerada essencial para manter a eficiência do controle e reduzir perdas na próxima safra.

 

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Estudo propõe origem distinta para hidrocarbonetos em formigas

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Hipótese liga alcanos lineares à proteção contra dessecação e compostos ramificados à defesa antimicrobiana e à comunicação

Hipótese científica propõe vias evolutivas independentes para os hidrocarbonetos lineares e ramificados presentes na cutícula de formigas. O trabalho usa a espécie Cataglyphis niger como modelo. O autor, Abraham Hefetz, argumenta que os alcanos lineares ganharam importância inicial na formação de uma barreira contra perda de água.

Depois, passaram a atuar também como pistas e sinais químicos. Já os alcanos ramificados teriam outra origem. O ponto de partida, segundo a hipótese, envolve ácidos graxos ramificados com ação bactericida. Depois, essa rota metabólica teria sido aproveitada para gerar compostos usados na comunicação social.

O trabalho de Hefetz reúne base conceitual e evidências químicas. A análise dos extratos cefálicos de operárias encontrou três grupos de compostos. O primeiro inclui ácidos graxos lineares e ramificados, com cadeias entre C14 e C18. O segundo inclui ésteres heptílicos correspondentes a esses ácidos. O terceiro inclui hidrocarbonetos alifáticos lineares e ramificados. A presença de ácidos graxos ramificados em quantidade relevante reforça a ideia de função própria, e não apenas de papel intermediário na biossíntese.

O estudo também comparou extratos da cabeça com a secreção da glândula pós-faríngea, principal reservatório de hidrocarbonetos cuticulares. Nessa glândula apareceram os hidrocarbonetos e alguns ácidos graxos lineares, como hexadecanoico, oleico e octadecanoico.

Os ácidos graxos ramificados e seus ésteres, porém, não apareceram ali. Esse resultado aponta para outra glândula cefálica, ainda não identificada, como origem desses compostos. Destaca-se ainda a congruência entre as posições de ramificação dos ácidos graxos e dos alcanos ramificados, fato central para sustentar a hipótese evolutiva proposta.

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Interpretação do autor

Na interpretação do autor, os alcanos lineares atenderam primeiro a uma exigência física. Eles formam uma camada impermeável na superfície corporal e reduzem a dessecação. Essa função ganha peso em ambientes áridos, como o habitat da formiga.

O próprio perfil químico da espécie mostra predominância de hidrocarbonetos de maior peso molecular, padrão compatível com adaptação à seca. Como esses compostos já recobriam todo o corpo, a transição para função comunicativa teria ocorrido depois, com uso em reconhecimento social e organização de tarefas.

Compostos ramificados

Os compostos ramificados entram em outra lógica, aponta Hefetz. Eles ampliam o conteúdo informacional do perfil químico, porque admitem várias posições de ramificação e também estereoisômeros. Isso aumenta a capacidade de codificação de sinais sociais, como reconhecimento de ninho e identidade de casta.

O custo aparece no plano físico. Compostos ramificados reduzem o ponto de fusão da mistura cuticular e enfraquecem a impermeabilidade da cutícula. O artigo trata esse quadro como um balanço entre comunicação e proteção hídrica. Em outras palavras, mais informação química pode implicar menor eficiência contra perda de água.

A hipótese central liga os ácidos graxos ramificados a uma função antimicrobiana ancestral. O cientista cita o potencial bactericida desses compostos, com destaque para ação sobre microrganismos sem parede celular, como micoplasmas.

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A partir dessa base, os alcanos ramificados teriam surgido por aproveitamento de uma rota biossintética já disponível. A hidrofobicidade desses alcanos teria facilitado sua mistura com os compostos lineares e sua distribuição pela superfície do corpo. Os ésteres heptílicos encontrados nas cabeças das operárias entram como possível forma de armazenamento menos tóxica dos ácidos graxos livres.

Hefetz também cita suporte indireto vindo da regulação neuro-hormonal. Em Camponotus fellah, estudo anterior mostrou resposta distinta entre alcanos lineares e ramificados após interferência na sinalização por inotocina. Para o autor, esse contraste ajuda a reforçar a proposta de evolução independente entre os dois grupos.

Química cuticular

Na prática, a hipótese reorganiza a leitura sobre a química cuticular em formigas. Em vez de derivação simples dos compostos ramificados a partir dos lineares, o cientista sugere duas histórias evolutivas com pressões seletivas distintas. Uma delas prioriza impermeabilidade e sobrevivência em ambiente seco. A outra parte de defesa microbiana e avança para comunicação social.

Mais informações em doi.org/10.3390/insects17040427

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