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3 de novembro de 2026

Agro Mato Grosso

TCE defende restaurante popular com refeição a R$ 2,00 nos 142 municípios do estado

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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, defendeu que os 142 municípios do estado tenham ao menos um restaurante popular, com refeições a R$ 2. A proposta, que será incluída no Plano de Metas Mato Grosso 2050, foi apresentada durante visita ao Restaurante Popular de Cuiabá, nesta segunda-feira (27), onde ele almoçou entre os frequentadores da unidade.

A instalação do restaurante, primeiro do estado, é fruto de articulação de Sérgio Ricardo em 2006, ainda em seu mandato como deputado. Vinte anos depois, o presidente do TCE aponta que a experiência pode ser replicada nas demais cidades mato-grossenses.

“Hoje eu comi feijão e arroz, cozido de carne com mandioca, salada, guisado de abobrinha, sobremesa e suco. Tem pessoas em Mato Grosso que não têm isso para comer. Não tiveram ontem, não têm hoje e não terão amanhã”, afirmou, ao destacar que o estado tem 500 mil pessoas abaixo da linha da pobreza. “Então, vamos propor, dentro do Plano de Metas Mato Grosso 2050, Mato Grosso não passa fome”, salientou.

O presidente explicou que o número de unidades seria proporcional ao porte de cada cidade, sendo seis restaurantes para Cuiabá, quatro para Várzea Grande, três para Rondonópolis e quatro para Sinop e Nova Mutum, por exemplo.  “Apesar de serem cidades ricas, tem gente passando fome”, ressaltou.

Sérgio Ricardo também propôs que a agricultura familiar forneça alimentos aos restaurantes populares, nos mesmos moldes em que já abastece a merenda escolar. O custeio, na proposta, seria dividido entre Governo do Estado e prefeituras, com a maior parte a cargo do Executivo Estadual.

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Frequentadora do restaurante, Tereza Cordeiro recorre à unidade quando não pode cozinhar em casa ou almoçar na casa dos filhos. “Eu nem entendo muito de dinheiro, mas a R$ 2 a gente quase não está dando para comprar um café. A gente tem que agradecer”, disse ela. Moradora do bairro Altos da Serra, ela reforçou o apelo por uma unidade na região. “Não esquece da região do CPA. eu tenho certeza de que para muitos vai ser ótimo.”

Na ocasião, a vereadora Baixinha Giraldelli sugeriu a ampliação do atendimento para o jantar. “Acho que é pouco só o almoço. Quantas pessoas, crianças, adultos, velhos, dormem sem comer”, afirmou.

Ela pediu ainda que o Governo crie incentivo fiscal para o comércio doar alimentos hoje descartados. “Quantas coisas o mercado joga fora, que o Governo do Estado poderia dar incentivo dando desconto nas notas fiscais no que é doado para entidades, prefeitura, não importa, para não ser jogado fora, reaproveitado e matar a fome da população”, acrescentou.

Já o vereador Dilemário Alencar cobrou compromisso dos gestores para o avanço da pauta. “É importante, nesse momento eleitoral, os candidatos a governador colocarem nos seus planos de governo o compromisso da criação de mais restaurantes populares, junto aos agricultores familiares, para que a produção da agricultura familiar possa ir direto para esses restaurantes, o que vai criar mais empregos na nossa cidade.”

Histórico da iniciativa

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A defesa de uma rede de restaurantes populares teve origem em 2006, quando Sérgio Ricardo era deputado e percorreu Rio de Janeiro e São Paulo para conhecer os restaurantes populares em funcionamento nas duas capitais, onde a refeição custava R$ 1. De volta a Mato Grosso, passou a cobrar de governador e prefeito a instalação de uma unidade no estado, a primeira delas em Cuiabá, seguida pela de Várzea Grande.

O Restaurante Popular de Cuiabá funciona na rua Barão de Melgaço, próximo à Câmara de Vereadores, de segunda a sexta-feira, das 11h às 14h, exceto feriados. Segundo a Prefeitura da Capital, são servidas em média 900 refeições por dia, a R$ 2, custeadas pelo próprio Executivo.

“E este aqui foi uma luta nossa. Foi o primeiro restaurante popular a ser instalado no estado de Mato Grosso. Depois veio o de Várzea Grande. Aqui estão pessoas que precisam. Eu encontrei gente que vem do CPA, do Pedra 90, de Várzea Grande. Governo que quer, mata a fome do povo. Pode fazer estrada, pode fazer ponte, mas governo tem que matar a fome do povo”, concluiu o presidente.

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Onça-pintada Ibaca morre após ser resgatada debilitada no Pantanal de MT e deixa filhote

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A onça-pintada Ibaca, conhecida por turistas, fotógrafos e pesquisadores no Pantanal de Mato Grosso, morreu nesse sábado (31), após ser resgatada muito debilitada na noite anterior. A fêmea, que deixa um filhote de um ano, havia sido vista nos últimos dias com sinais de desnutrição, mas a causa da morte ainda não foi esclarecida.

Segundo o biólogo e guia de turismo Marcos Ardevino, Ibaca pesava pouco mais de 30 quilos quando foi resgatada, na sexta-feira (30). Ela teria sido transferida para Cuiabá para passar por exames, mas não resistiu.

De acordo com o biólogo, uma necropsia está sendo feita para identificar o que provocou a morte. Guias e observadores também estão reunindo vídeos registrados em diferentes datas para tentar entender como a onça emagreceu tão rapidamente.

🐆 Uma trajetória acompanhada por quase uma década

 

O nome da onça-pintada Ibaca tem origem tupi-guarani e significa “um céu com estrelas” — Foto: Rodrigo Chavez Noriega

O nome da onça-pintada Ibaca tem origem tupi-guarani e significa “um céu com estrelas” — Foto: Rodrigo Chavez Noriega

Também chamada de Tina, Ibaca era acompanhada na região desde 2016. Ao longo dos anos, foi fotografada e filmada em encontros com outros animais e ao lado dos próprios filhotes, tornando-se uma das fêmeas conhecidas por quem observa a vida selvagem no Pantanal.

A onça-pintada Ibaca, conhecida por turistas, fotógrafos e pesquisadores no Pantanal de Mato Grosso, morreu nesse sábado (31) — Foto: Rodrigo Chavez Noriega

A onça-pintada Ibaca, conhecida por turistas, fotógrafos e pesquisadores no Pantanal de Mato Grosso, morreu nesse sábado (31) — Foto: Rodrigo Chavez Noriega

Segundo o Projeto Jaguar ID, ela foi observada em dez temporadas consecutivas, entre 2016 e 2025. O nome Ibaca tem origem tupi-guarani e, conforme o projeto, significa “um céu com estrelas”.

Os registros permitiram acompanhar diferentes momentos da vida da onça, especialmente a reprodução, os cuidados com os filhotes e as interações com outros animais.

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Registros de diferentes gerações

O catálogo do projeto identifica Ibaca como filha da onça Overa e irmã de Saseka, Siriri e Cururu. Entre os filhotes dela registrados ao longo dos anos estão Ipepo, Jasy e Apejara. A documentação aponta filhotes identificados em temporadas como as de 2018, 2022 e 2025.

Também há registros da fêmea com parceiros reprodutivos como Xingu, Guassú, Bagua e Merlin.

Esse acompanhamento ajudou a estabelecer relações de parentesco e a documentar diferentes gerações de onças em vida livre no Pantanal.

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Novembro começa com chuva e trovoadas em MT; veja previsão para Finados

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Novembro começa neste domingo (1º) com previsão de chuva e trovoadas em Mato Grosso. A instabilidade deve continuar após o estado passar o último dia de outubro sob alerta amarelo para chuvas intensas, emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Nos primeiros dias do mês, o sol aparece entre muitas nuvens, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas nas regiões noroeste, centro e sudeste. No sul e no leste, o céu fica mais encoberto. Em Cuiabá, a previsão para este domingo é de muitas nuvens e pancadas de chuva, com temperaturas entre 25 °C e 36 °C.

Chuvas irregulares e temperaturas acima da média

Apesar da previsão de chuva ao longo do mês, o volume acumulado em novembro deve ficar abaixo da média histórica em Mato Grosso, segundo a Climatempo. Isso não significa que não vai chover: as pancadas devem ocorrer em diferentes regiões, mas de forma irregular e com volumes que podem variar de uma cidade para outra.

A previsão também indica temperaturas acima do normal no oeste, centro e norte do estado. No sul e no leste, os termômetros devem ficar dentro da média esperada para o mês. Em algumas áreas, o calor pode chegar aos 40 °C.

Segundo a Climatempo, há possibilidade de formação de uma faixa de instabilidade que pode provocar vários dias seguidos de chuva em parte do estado. Esse fenômeno é conhecido como Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS).

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Previsão para o feriado

Já no feriado de Finados, nesta segunda-feira (2), Mato Grosso acorda com muitas nuvens e menor possibilidade de chuva e previsão de pancadas isoladas. O tempo fica quente, com máxima de 36 °C em Cuiabá, segundo o Inmet.

Mesmo com a previsão de instabilidade, mais de 90 missas e celebrações religiosas serão realizadas no estado ao longo do dia. A programação inclui cemitérios e comunidades de nove municípios atendidos pela Arquidiocese de Cuiabá, com atividades em 33 paróquias e uma Área Pastoral.

O que fazer em caso de tempestades

Durante tempestades, o Inmet recomenda:

  • Não se abrigar debaixo de árvores durante rajadas de vento, devido ao risco de queda e de descargas elétricas.
  • Não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.
  • Evitar usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
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Fazenda de 101 hectares vai a leilão em MT com lance inicial de R$ 10,5 milhões

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Uma fazenda de 101 hectares, será leiloada por valores a partir de R$ 3 milhões localizada em Primavera do Leste, a 239 km de Cuiabá. A propriedade, chamada Fazenda Belo Horizonte, terá a primeira etapa do leilão nesta sexta-feira (30), com lance mínimo de R$ 10,5 milhões. Caso não seja vendida, uma nova tentativa será realizada no dia 6 de novembro, com valor inicial de R$ 3 milhões.

O leilão extrajudicial será realizado pela Mega Leilões, sob condução do leiloeiro oficial Fernando José Cerello G. Pereira. Na primeira etapa, marcada para as 15h, o lance mínimo será de R$ 10.576.242,48. Já na segunda fase, também às 15h, o valor será reduzido para R$ 3.078.792,00, correspondente à dívida garantida, acrescida das despesas e dos encargos previstos no edital.

A propriedade tem 101,4818 hectares e está registrada sob a matrícula nº 22.664 no Cartório de Registro de Imóveis de Primavera do Leste. Segundo o edital, a área é georreferenciada e certificada pelo Sistema de Gestão Fundiária (SIGEF), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Atualmente, o imóvel está ocupado pelo devedor, que desenvolve atividades agrícolas no local. Conforme as regras do leilão, a responsabilidade pela desocupação será do comprador, assim como outras obrigações relacionadas à regularização documental e às condições físicas da propriedade.

Os interessados poderão participar presencialmente ou pela internet. Para disputar os lances online, é necessário realizar cadastro e habilitação prévia no site da plataforma Mega Leilões.

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