Connect with us
28 de julho de 2026

Business

Lagarta que ataca soja pode ajudar a combater a poluição por isopor, aponta estudo

Published

on


Agência Fapesp

Uma das principais pragas da soja e do algodão pode se tornar uma aliada no combate à poluição plástica. Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em parceria com a Universidade Estadual Paulista (Unesp), identificaram fungos presentes no intestino da lagarta Helicoverpa armigera com capacidade de degradar o poliestireno expandido (EPS), conhecido popularmente como isopor.

O estudo, publicado por cientistas do Laboratório de Biologia Molecular da UFSCar, é um dos primeiros do Brasil a demonstrar o potencial de fungos da microbiota intestinal de insetos na degradação desse tipo de plástico, derivado do petróleo e que praticamente não se decompõe naturalmente no ambiente.

Os pesquisadores explicam que decidiram focar no isopor porque, apesar de ser amplamente utilizado, ele ainda é pouco estudado. Além disso, sua reciclagem é limitada, já que cerca de 98% do material é composto por ar, tornando o processo economicamente pouco viável.

Para avaliar o comportamento dos microrganismos, as lagartas foram divididas em três grupos: um alimentado apenas com blocos de isopor, outro com uma dieta mista e um terceiro com alimentação convencional. A análise do intestino dos insetos mostrou que a presença do plástico alterou a composição da microbiota, favorecendo o crescimento de fungos dos gêneros Aspergillus, Talaromyces, Metarhizium e Trematosphaeria.

Na etapa seguinte, os cientistas isolaram quatro fungos da microbiota intestinal e os colocaram em contato com uma fina película de poliestireno durante 60 dias. Os testes mostraram que todos conseguiram crescer sobre o material e modificar sua superfície, indicando que utilizavam o plástico como fonte de carbono. Entre eles, Aspergillus e Talaromyces apresentaram maior eficiência na degradação.

Segundo o professor Flavio Henrique Silva, da UFSCar, os fungos são grandes produtores de enzimas capazes de quebrar polímeros complexos, característica que pode ser explorada no desenvolvimento de tecnologias para o tratamento de resíduos plásticos.

A equipe agora busca entender se os microrganismos degradam completamente o poliestireno ou apenas o transformam em micro e nanoplásticos. Paralelamente, os pesquisadores estudam os genes e proteínas envolvidos nesse processo para identificar enzimas ainda mais eficientes.

Além da Helicoverpa armigera, o grupo também investiga microrganismos presentes em outros insetos, como o bicudo-da-cana e o tenébrio gigante. O objetivo é desenvolver uma coleção de bactérias e fungos capazes de acelerar a degradação do poliestireno e, futuramente, ampliar o uso dessas soluções em aplicações biotecnológicas voltadas ao tratamento de resíduos plásticos.

Confira o artigo completo.

O post Lagarta que ataca soja pode ajudar a combater a poluição por isopor, aponta estudo apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Cerrado Mineiro mantém certificação de 420 mil sacas de café na safra 2025/26

Published

on


A Região do Cerrado Mineiro encerrou a safra de café 2025/26 com 419,9 mil sacas certificadas pela Denominação de Origem (DO), segundo a Federação dos Cafeicultores do Cerrado. O resultado mantém o nível alcançado em 2024/25, quando a certificação subiu para cerca de 420 mil sacas, após ciclos em que o volume girava em torno de 150 mil sacas até 2022/23.

Para a federação, o desempenho consolida uma nova escala para a certificação de origem na região. Em nota, o diretor executivo da entidade, Juliano Tarabal, afirmou que o avanço reflete o amadurecimento do sistema e o reconhecimento da origem como diferencial competitivo, além da confiança de produtores, cooperativas e compradores.

No mercado externo, a Europa recebeu 132,2 mil sacas na safra 2025/26 e respondeu por 68,5% do volume internacional. A América do Norte ficou com 22%, seguida por Ásia, com 3,8%, Oriente Médio, com 3,3%, e Oceania, com 2,4%. Itália, Estados Unidos, Polônia, Reino Unido e Espanha lideraram o ranking por país e concentraram 61,3% dos cafés certificados enviados ao exterior.

Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural!

A base de rastreabilidade registrou 279 compradores ao longo da safra. O maior deles respondeu por 7,7% do volume total, enquanto os 20 principais concentraram 68,5%. Segundo a federação, esse acompanhamento permite monitorar o percurso do café certificado ao longo da cadeia.

As cooperativas filiadas à Federação dos Cafeicultores do Cerrado concentraram a maior parte das certificações no período. Entre elas estão Expocacer, Carpec, monteCCer, Coopadap, Carmocer e Coocacer Araguari. Também integram o sistema exportadores credenciados como Cafebras, NKG Stockler, Sucafina, Volcafe, Nucoffee, Dreyfus e Veloso Green Coffee.

A conexão com o consumidor final também avançou, com cerca de 10 milhões de selos da Denominação de Origem aplicados em embalagens de café comercializadas no Brasil e no exterior, alcançando consumidores em mais de 50 países. A federação atribuiu esse resultado principalmente à parceria com a illycaffè.

Para a safra 2026/27, a Federação dos Cafeicultores do Cerrado e as cooperativas filiadas estabeleceram a meta de certificar pelo menos 600 mil sacas com Denominação de Origem, volume 42,9% superior ao ciclo encerrado em junho. A Região do Cerrado Mineiro, primeira Denominação de Origem de cafés do Brasil, reúne cerca de 4.500 produtores em 55 municípios.

Fonte: Estadão Conteúdo

O post Cerrado Mineiro mantém certificação de 420 mil sacas de café na safra 2025/26 apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Agro Mato Grosso

Pedágio ‘free flow’ está em fase de teste em rodovia de MT

Published

on

A concessionária Rota dos Grãos aguarda autorização da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) para iniciar a operação do sistema de pedágio eletrônico sem cancelas (Free Flow) na MT-130. A tecnologia, já instalada ao longo dos 140 quilômetros que ligam Primavera do Leste a Paranatinga (231 e 373 km de Cuiabá, respectivamente), visa dar mais fluidez ao escoamento da produção agrícola na região e ao trânsito. O método está em fase de teste e ainda não há cobranças.

O modelo substituirá as paradas tradicionais por uma cobrança automática baseada no trecho efetivamente percorrido. Quando a operação for liberada, as praças de pedágio atuais passarão a funcionar com as cancelas abertas.

Como vai funcionar
O sistema conta com pórticos instalados em seis pontos estratégicos da rodovia:

Veículos com TAG: A leitura é feita automaticamente ao passar pelos pórticos, sem necessidade de reduzir a velocidade.

Veículos sem TAG: A placa é identificada por câmeras. O motorista tem até 30 dias para efetuar o pagamento pelo site oficial (rotadosgraos130.com.br) ou pelo aplicativo da concessionária.

Para apoiar a transição, a Rota dos Grãos disponibilizará totens de autoatendimento na sede em Primavera do Leste e na Base de Serviços Operacionais, além de vans itinerantes para orientação ao longo da pista.

 

Impactos operacionais e ambientais
Segundo a concessionária, o fim das paradas e arranques nas praças de pedágio reduz o tempo de viagem e o consumo de combustível, diminuindo a emissão de CO₂ e a poluição sonora.

“O Free Flow oferece uma cobrança mais justa, já que o usuário paga apenas pelo trecho percorrido. É uma tecnologia que traz fluidez e eficiência para uma rota estratégica do agronegócio”, afirmou o CEO da Rota dos Grãos, Luiz Sette.

Para o CFO da concessionária, Wagner Fernandes, a medida alia inovação e sustentabilidade: “Nosso objetivo é oferecer uma viagem mais segura e ágil, mantendo a excelência dos serviços prestados na rodovia.”

Continue Reading

Business

Conab atualiza custos de produção de cebola, maçã e pinhão em Santa Catarina

Published

on


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza ao longo desta semana, em Santa Catarina, reuniões com agricultores familiares e extrativistas para atualizar as informações usadas na elaboração dos custos de produção de cebola, maçã e pinhão de araucária. Os encontros ocorrem em Alfredo Wagner, no caso da cebola, e em São Joaquim, com produtores e extrativistas ligados à maçã e ao pinhão.

Além das reuniões com os produtores, a equipe da Conab faz visitas técnicas aos diferentes segmentos do processo produtivo dessas atividades. O trabalho envolve produtores, extrativistas, representantes de mercado e instituições de ensino e pesquisa.

A programação também inclui encontro com o setor para apurar coeficientes técnicos e os preços pagos pelos produtores em itens como fertilizantes, defensivos agrícolas, mão de obra e máquinas. A partir desse levantamento, são definidos os parâmetros, as atividades e os insumos modais utilizados nas culturas analisadas.

Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural!

Segundo a Conab, esses dados funcionam como balizadores na elaboração dos custos de produção. A atualização dessas informações integra a base técnica e econômica usada no acompanhamento das atividades produtivas e no gerenciamento das propriedades rurais.

O custo de produção agrícola é utilizado como ferramenta de controle e de apoio à tomada de decisão no campo. Também serve de referência para a formulação de estratégias pelo setor público e privado, com aplicação em políticas voltadas à produção rural.

Os dados levantados pela Conab em Santa Catarina também são usados pelo governo federal como um dos principais parâmetros para a elaboração dos preços mínimos do Sociobio+ e no cálculo dos valores de garantia adotados como referência pelo Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF).

Fonte: gov.br

O post Conab atualiza custos de produção de cebola, maçã e pinhão em Santa Catarina apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT