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28 de julho de 2026

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Dia do Agricultor: homenagem a quem transforma trabalho em alimento

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Foto: Magnific

Nesta terça-feira (28), é celebrado o Dia do Agricultor, data dedicada a reconhecer o trabalho de homens e mulheres que acordam antes do nascer do sol para produzir os alimentos que chegam diariamente à mesa dos brasileiros.

Em meio aos desafios do clima, do mercado e dos custos de produção, agricultores de todas as regiões do país mantêm viva a força do campo, contribuindo para a segurança alimentar, a geração de empregos e o desenvolvimento da economia brasileira.

Entre eles está o produtor Jorge Eduardo Gomes, de Parapuã, no interior de São Paulo, município localizado a cerca de 540 quilômetros da capital. Produtor de mandioca, ele compartilhou imagens da rotina na propriedade, mostrando parte do trabalho realizado diariamente para manter a produção.

Produtor de mandioca do interior de SP, Jorge Eduardo Gomes compartilhou imagens da rotina na propriedade

Da Bahia veio outro registro. O agricultor Antônio Gomes, do município de Barra, enviou imagens do amanhecer na fazenda, com os animais no pasto, retratando a tranquilidade do campo e a dedicação presente na rotina de quem vive da agropecuária.

O agricultor Antônio Gomes, do município de Barra, enviou imagens do amanhecer na fazenda, com os animais no pasto

Embora separados por mais de mil quilômetros, Jorge e Antônio representam milhares de produtores rurais espalhados pelo Brasil, que enfrentam diferentes realidades, mas compartilham o mesmo compromisso: produzir com dedicação e garantir alimentos para a população.

Neste Dia do Agricultor, o Canal Rural presta homenagem a todos os homens e mulheres do campo que, com trabalho, perseverança e amor pela terra, transformam sementes em alimento, desafios em conquistas e esforço diário em desenvolvimento para o Brasil.

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Conab atualiza custos de produção de cebola, maçã e pinhão em Santa Catarina

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza ao longo desta semana, em Santa Catarina, reuniões com agricultores familiares e extrativistas para atualizar as informações usadas na elaboração dos custos de produção de cebola, maçã e pinhão de araucária. Os encontros ocorrem em Alfredo Wagner, no caso da cebola, e em São Joaquim, com produtores e extrativistas ligados à maçã e ao pinhão.

Além das reuniões com os produtores, a equipe da Conab faz visitas técnicas aos diferentes segmentos do processo produtivo dessas atividades. O trabalho envolve produtores, extrativistas, representantes de mercado e instituições de ensino e pesquisa.

A programação também inclui encontro com o setor para apurar coeficientes técnicos e os preços pagos pelos produtores em itens como fertilizantes, defensivos agrícolas, mão de obra e máquinas. A partir desse levantamento, são definidos os parâmetros, as atividades e os insumos modais utilizados nas culturas analisadas.

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Segundo a Conab, esses dados funcionam como balizadores na elaboração dos custos de produção. A atualização dessas informações integra a base técnica e econômica usada no acompanhamento das atividades produtivas e no gerenciamento das propriedades rurais.

O custo de produção agrícola é utilizado como ferramenta de controle e de apoio à tomada de decisão no campo. Também serve de referência para a formulação de estratégias pelo setor público e privado, com aplicação em políticas voltadas à produção rural.

Os dados levantados pela Conab em Santa Catarina também são usados pelo governo federal como um dos principais parâmetros para a elaboração dos preços mínimos do Sociobio+ e no cálculo dos valores de garantia adotados como referência pelo Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF).

Fonte: gov.br

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Colheita do milho safrinha 2025/26 avança para 58,3% no Brasil

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A colheita do milho de inverno da safra 2025/26 atingiu 58,3% da área semeada no Brasil até o último sábado (25), informou nesta terça-feira (28) a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O avanço foi de 8,5 pontos porcentuais em relação à semana anterior. Na comparação com igual período da safra passada, quando 66,1% dos trabalhos haviam sido concluídos, o ritmo está 7,8 pontos porcentuais abaixo.

O boletim semanal de progresso de safra da Conab também mostra que a colheita do milho safrinha segue abaixo da média dos últimos cinco anos, de 65,9%. Entre os principais estados produtores, Mato Grosso já concluiu 87,9% dos trabalhos, enquanto o Paraná, segundo maior produtor, havia colhido 29% da área semeada.

No milho verão 2025/26, a colheita alcançou 99% da área até sábado, com avanço de 1,1 ponto porcentual sobre a semana anterior. Em relação ao mesmo período da safra 2024/25, o ritmo está 0,3 ponto porcentual abaixo. Na comparação com a média de cinco anos, de 99,1%, os trabalhos estão praticamente no mesmo nível. Maranhão, com 95% da safra colhida, Piauí, com 96%, e Bahia, com 99%, ainda concentram as áreas restantes.

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Para o algodão 2025/26, a colheita chegou a 16,5% da área plantada, alta semanal de 3,7 pontos porcentuais. O percentual está 5,2 pontos abaixo do observado em igual momento da safra 2024/25 e também abaixo da média de cinco anos, de 25%. Mato Grosso, principal produtor da fibra, havia colhido 13,4% da área, enquanto Goiás registrava 42%.

No trigo da safra 2026, a colheita ainda é inicial e atingiu 1,8% da área semeada, com avanço semanal de 0,5 ponto porcentual. O índice fica abaixo dos 2,6% registrados no mesmo período da safra 2025 e da média de cinco anos, de 2,8%. Goiás, com 48% da área colhida, e Minas Gerais, com 9%, já iniciaram a retirada do cereal.

A semeadura do trigo 2026 alcançou 98,8% da área no País até o último sábado (25), avanço de 1,4 ponto porcentual na semana. O percentual supera em 0,5 ponto porcentual o registrado no mesmo período da safra passada e fica 0,2 ponto acima da média dos últimos cinco anos. No Sul, os trabalhos seguem em andamento no Rio Grande do Sul, com 98% da área semeada, e em Santa Catarina, com 91%.

Fonte: Estadão Conteúdo

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No Dia do Produtor Rural, a história dos pioneiros que transformaram Sorriso na capital do agro

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Sorriso chegou aos 40 anos como um dos principais polos de produção agrícola do Brasil, mas a dimensão alcançada pelo município não existia quando as primeiras famílias começaram a chegar à região. A paisagem que hoje reúne lavouras, armazéns, indústrias e sistemas de irrigação foi construída aos poucos, em meio a dificuldades que iam muito além do trabalho dentro da porteira.

São aproximadamente 580 mil hectares cultivados com soja e outros 470 mil hectares destinados ao milho segunda safra. O município também avançou na irrigação, com mais de 50 mil hectares, além da produção de feijão e algodão. A estrutura atual é resultado de décadas de investimentos, tecnologia e aumento de produtividade.

Para Diogo Damiani, presidente do Sindicato Rural de Sorriso, o desenvolvimento foi construído por produtores que chegaram principalmente de outros estados e apostaram no potencial da região. “Todo esse desenvolvimento de Sorriso, o que Sorriso é hoje vem das pessoas que acreditaram na época, na década de 70, 80, na década de 90 que vieram de outros estados e entraram aqui em Mato Grosso, principalmente na região de Sorriso, e desenvolveram toda essa região”.

O campo também passou a sustentar uma cadeia econômica que se espalhou pelo município. Agricultura, comércio, indústria e serviços cresceram conectados à produção rural, enquanto novos investimentos passaram a apontar para armazenagem, irrigação e industrialização. Ao mesmo tempo, a logística continua entre os principais desafios para uma região que amplia a produção.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Uma cidade construída em meio à falta de estrutura

A história dos pioneiros passa por famílias como Gemi, Capellari, Berdim, Pozzobon, Poleto e Schivinski, citadas por Leonir Fernandes Perin Vitale entre as que chegaram à região e participaram dos primeiros anos de construção do município.

A realidade encontrada era distante da estrutura disponível atualmente. “Chegamos aqui e nós tínhamos energia duas horas por dia. Quando tinha de manhã não tinha de tarde, quando tinha de tarde não tinha à noite e água não tinha. Tinha que fazer poço”, lembra Vitale em entrevista ao Canal Rural Mato Grosso. Gerador e poço estavam entre as primeiras necessidades para quem pretendia permanecer e trabalhar.

A dificuldade também aparecia no abastecimento. Segundo ele, quando algum caminhão conseguia chegar de Santa Catarina com alimentos, era preciso aproveitar a oportunidade para garantir estoque. “Para conseguir as coisas aqui era um parto, quando conseguia vir um caminhão lá de Santa Catarina com frango, tu tinha que comprar o máximo o que podia para estocar”, conta.

Vitale destaca ainda o papel das mulheres nos primeiros anos da colonização. Com atendimento médico e outros serviços ainda precários, as famílias precisavam construir uma rotina em condições adversas. “O que nos ajudou muito aqui foram as nossas esposas. Médico, tudo o que nós tínhamos aqui era tudo precário, foram as mulheres que nos mantiveram aqui, se elas fossem embora nós tínhamos que ir junto”.

A expansão da produção e da infraestrutura mudou esse cenário ao longo das décadas. Hoje, Sorriso tem uma economia fortemente ligada ao agronegócio e busca ampliar a agregação de valor aos produtos que saem das lavouras.

O prefeito Alei Fernandes afirma ao Canal Rural Mato Grosso que a agricultura é a base da economia municipal e que comércio e indústria também se desenvolveram em torno dela. “A nossa característica é agro, então a fonte primária é agricultura. O comércio também é muito ligado ao agro, às indústrias que fornecem para o agro, e o comércio local se desenvolve em cima dessa riqueza que o agronegócio traz para a nossa região”.

Para o município, os próximos passos passam justamente pela verticalização da produção, com investimentos em armazenagem, irrigação e industrialização. A intenção é transformar parte da produção agrícola em produtos de maior valor agregado e ampliar a receita gerada dentro da própria região.

A logística, porém, continua sendo um ponto de atenção. Fernandes cita os avanços na BR-163 e a chegada das ferrovias, além das discussões sobre novas alternativas de transporte. “O grande desafio nosso hoje é a logística por mais que tenha avançado muito, com a duplicação da BR-163 em fase aí já do meio para o fim, as ferrovias começando a chegar discutindo já hidrovia logo aí perto”.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Da estrada de chão às grandes lavouras

Entre as famílias que fazem parte dessa trajetória do município estão Ilo e Nelci Pozzobon. Ele nasceu em Horizontina, no Rio Grande do Sul, e ela é catarinense. Os dois chegaram a Sorriso em julho de 1980, acompanhados dos dois filhos, quando o município ainda tinha pouca gente e uma estrutura bastante limitada.

A primeira área comprada por Ilo tinha 500 hectares. O início foi marcado pela abertura de áreas, muito trabalho e, principalmente, dificuldades de acesso. “Minha primeira compra foram 500 hectares, muita raiz, muito trabalho, muitas dificuldades. A maior foram estradas, atoleiros, muito atoleiros. As condições financeiras eram limitadas, fomos fazendo gradativamente conforme as condições nos deixavam”.

A comunicação com outras cidades também exigia viagens longas. Para resolver questões que hoje podem ser feitas em poucos minutos, era preciso seguir até Cuiabá, capital de Mato Grosso, por estradas de chão, enfrentando períodos de chuva e atoleiros. “Era muito ruim, enfrentava muitos atoleiros, muitos dias de viagem, quando a gente saia se perdia, não tinha comunicação, então só sabia que a gente ia e ficava no aguardo da volta, não se sabia o dia”, recorda à reportagem do Canal Rural Mato Grosso.

Nelci viveu as mesmas limitações dentro de casa. Sem uma residência pronta, a família começou em um espaço improvisado junto ao galpão onde as máquinas eram guardadas. “Foi difícil, fui morar em um puxado em um galpão onde guardava as máquinas porque nem casa não tinha”, conta.

O frio e o vento também faziam parte da rotina. “Quando era vento frio tinha que ficar tudo em um lugar só porque tinha que se proteger, e assim a gente foi levando”, relata Nelci, que afirma nunca ter pensado em retornar. “Eu acho que se a gente planeja vir em um lugar para conquistar alguma coisa tem que sofrer também, né? Não adianta e eu faria tudo de novo”.

Quase meio século depois da chegada, a história dos Pozzobon se mistura à trajetória de Sorriso. O que começou com uma propriedade de 500 hectares, estradas difíceis e poucos recursos passou a fazer parte de uma região que hoje está entre as maiores produtoras agrícolas do país.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

O nome que virou símbolo da cidade

A origem do nome Sorriso também carrega diferentes versões entre os pioneiros. A mais conhecida relaciona a escolha à esperança e ao otimismo de quem chegou à região nos anos 1970 acreditando que seria possível construir ali um novo futuro.

Entre descendentes de italianos que participaram da colonização, porém, existe outra explicação. A hipótese é de que o nome tenha surgido em referência ao arroz, cultura que ocupava espaço importante nos primeiros anos da ocupação, como explica Leonir Fernandes Perin Vitale.

Independentemente da versão, o nome permaneceu e acabou incorporado à identidade do município. Para Ilo Pozzobon, a escolha também representa o sentimento de quem participou da construção da cidade desde os primeiros anos. “Saiu o nome de Sorriso e deixaram esse nome para a cidade e a gente se orgulha muito com isso porque é um sinal de alegria, aqui não tem gente triste…”.

A história desses produtores ajuda a explicar como uma cidade ainda jovem conseguiu se transformar em uma referência do agronegócio. O crescimento de Sorriso não aconteceu apenas pela expansão das áreas cultivadas, mas pela combinação entre famílias dispostas a permanecer, investimentos, tecnologia e sucessivas melhorias na infraestrutura.

No Dia do Produtor Rural, a trajetória dos pioneiros também mostra que a força agrícola de Mato Grosso foi construída antes das grandes estruturas que hoje sustentam o setor. Em Sorriso, quem chegou quando faltavam estradas, energia, água e comunicação deixou como legado uma região que continua ampliando sua produção e buscando novos caminhos para agregar valor ao que nasce no campo.


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