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31 de outubro de 2026

Agro Mato Grosso

Legado que atravessa gerações: a história da família Giacomolli no campo

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Entre desafios, trabalho e paixão pela agricultura, pais, filhos e netos mantêm viva uma história construída há mais de cinco décadas em Mato Grosso

Toda propriedade rural guarda uma história. Algumas começam com um pedaço de terra, outras com uma oportunidade. A história da família Giacomolli começou com uma decisão que exigiu a coragem de deixar o Sul do país para recomeçar a vida em uma região onde quase tudo ainda estava por ser construído.

Mais de 50 anos depois, essa escolha continua produzindo frutos. O que antes era apenas o sonho de uma família transformou-se em um legado que hoje une três gerações em torno da paixão por produzir alimentos e dar continuidade a uma história construída com trabalho, resiliência e amor pelo campo.

Foi em 1972 que o pai de Valmor Giacomolli decidiu investir em terras no então norte de Mato Grosso. Na época, a região ainda dava os primeiros passos no desenvolvimento agrícola e oferecia poucas das facilidades encontradas atualmente.   Valmor acompanhou de perto esse processo. Ainda jovem, veio para o estado junto com a mudança da família e participou dos primeiros trabalhos na propriedade. Alguns anos depois, retornou ao Sul para se casar, mas não demorou a voltar definitivamente para Mato Grosso, onde decidiu construir sua própria trajetória.

“Meu pai veio para cá em 1972 e eu acompanhei toda essa mudança. Comecei a trabalhar nas terras com eles e, depois que casei, em 1977, voltei de vez. Nesse período consegui comprar minha própria área e começamos nossa caminhada. Não foi fácil, foi um grande sacrifício, mas valeu a pena.”

Ao lado dele estava Neusa Giacomolli, que também precisou deixar para trás a vida que conhecia para enfrentar os desafios de uma região que ainda estava sendo desbravada. Ela lembra que a decisão aconteceu ainda durante o namoro e que, apesar das dificuldades, nunca houve arrependimento.

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“Foi um susto. A gente estava namorando quando surgiu a oportunidade de vir para Mato Grosso. Como ele gostou da região e nós já tínhamos planos de construir uma vida juntos, resolvemos encarar. Naquela época era muita chuva, estrada de chão, muito barro. Era de assustar, mas mesmo assim nós viemos.”

As lembranças daquele período revelam uma realidade muito diferente da atual. Estradas precárias, longas distâncias, pouca infraestrutura e inúmeras incertezas faziam parte do cotidiano dos primeiros produtores que chegaram à região. Ainda assim, desistir nunca foi uma opção.

Com o passar dos anos, o trabalho realizado pela família permitiu consolidar a propriedade e construir um ambiente em que a agricultura passou a ser muito mais do que uma atividade econômica. Foi nesse ambiente que cresceu César Anderson Giacomolli. Desde a infância, acompanhar os pais na lavoura fazia parte da rotina. Enquanto outras crianças passavam o tempo brincando, ele observava cada etapa do trabalho na fazenda, curioso para entender como tudo funcionava.

“Desde que me conheço por gente estou ligado ao agronegócio. Cresci dentro da fazenda acompanhando meus pais. Sempre admirei muito o trabalho deles e tinha aquele olhar curioso de quem queria aprender. Ver uma colheita acontecendo era algo que me encantava.”

O interesse surgiu cedo. Ainda criança, César já fazia questão de participar das atividades da propriedade e, antes mesmo da adolescência, começou a assumir pequenas responsabilidades no dia a dia da fazenda.

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“Com 11 ou 12 anos eu já dirigia trator e ajudava no preparo do solo. Eu acredito que ser agricultor é uma vocação, assim como qualquer outra profissão. Desde pequeno me identifiquei com isso e hoje posso dizer, com muito orgulho, que sou agricultor.”

Mais do que ensinar o trabalho na lavoura, Valmor e Neusa transmitiram ao filho uma maneira de enxergar a atividade rural. Entre os ensinamentos que ficaram marcados, César destaca um valor que considera essencial para quem vive da agricultura: a capacidade de seguir em frente, independentemente das dificuldades.

“O que mais me marcou foi a determinação dos meus pais. Quando uma safra não era boa, eles sempre diziam que a próxima seria melhor. Esse otimismo faz parte da vida do agricultor e é isso que nos mantém firmes.”

Essa visão também influencia a forma como ele enxerga a sucessão familiar. Para César, assumir responsabilidades na propriedade nunca significou ocupar o lugar dos pais, mas continuar uma história que começou muito antes da sua geração.

“Eu estou nessa função de sucessor, mas, para mim, sucessão não significa substituir ninguém. Significa dar continuidade ao que eles construíram. Hoje nós trabalhamos juntos e seguimos construindo essa história como família.”

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Valmor observa com satisfação o interesse do neto pela atividade rural e vê na terceira geração a continuidade do legado iniciado ainda na década de 1970. “Eu também nasci e me criei na roça. Hoje vejo meu neto vindo para a fazenda, gostando desse ambiente e aprendendo a trabalhar com as máquinas. Isso dá muito orgulho.”

Mais do que preservar um patrimônio, a família Giacomolli acredita que o maior legado está nos valores transmitidos entre as gerações: responsabilidade, dedicação, respeito à terra e confiança no futuro.

Por isso, César faz questão de deixar uma reflexão para os jovens que também se preparam para assumir o comando das propriedades rurais. “É importante que a nossa geração trabalhe da melhor forma possível para que as próximas também tenham condições de continuar essa história. O legado que recebemos precisa ser fortalecido todos os dias para seguir adiante.”

Cinco décadas depois da mudança que levou a família ao Mato Grosso, a propriedade continua sendo palco da mesma história iniciada por Valmor e Neusa, uma história construída com coragem para recomeçar, disposição para enfrentar os desafios do campo e a certeza de que o verdadeiro legado não está apenas na terra cultivada, mas nas pessoas preparadas para continuar cuidando dela.

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Fazenda de 101 hectares vai a leilão em MT com lance inicial de R$ 10,5 milhões

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Uma fazenda de 101 hectares, será leiloada por valores a partir de R$ 3 milhões localizada em Primavera do Leste, a 239 km de Cuiabá. A propriedade, chamada Fazenda Belo Horizonte, terá a primeira etapa do leilão nesta sexta-feira (30), com lance mínimo de R$ 10,5 milhões. Caso não seja vendida, uma nova tentativa será realizada no dia 6 de novembro, com valor inicial de R$ 3 milhões.

O leilão extrajudicial será realizado pela Mega Leilões, sob condução do leiloeiro oficial Fernando José Cerello G. Pereira. Na primeira etapa, marcada para as 15h, o lance mínimo será de R$ 10.576.242,48. Já na segunda fase, também às 15h, o valor será reduzido para R$ 3.078.792,00, correspondente à dívida garantida, acrescida das despesas e dos encargos previstos no edital.

A propriedade tem 101,4818 hectares e está registrada sob a matrícula nº 22.664 no Cartório de Registro de Imóveis de Primavera do Leste. Segundo o edital, a área é georreferenciada e certificada pelo Sistema de Gestão Fundiária (SIGEF), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Atualmente, o imóvel está ocupado pelo devedor, que desenvolve atividades agrícolas no local. Conforme as regras do leilão, a responsabilidade pela desocupação será do comprador, assim como outras obrigações relacionadas à regularização documental e às condições físicas da propriedade.

Os interessados poderão participar presencialmente ou pela internet. Para disputar os lances online, é necessário realizar cadastro e habilitação prévia no site da plataforma Mega Leilões.

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Cuiabá tem previsão de chuva e máxima de 34°C em fim de semana com alerta amarelo em MT

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Cuiabá deve ter um fim de semana de calor e pancadas de chuva, enquanto Mato Grosso está sob alerta amarelo para chuvas intensas, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O aviso de perigo potencial vale para este sábado (31), até as 23h59, e prevê chuva de até 50 milímetros por dia e ventos de até 60 km/h.

Na capital, a previsão para sábado é de muitas nuvens, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas durante a manhã e a tarde. À noite, também pode chover. Os termômetros devem variar entre 23°C e 33°C.

No domingo (1º), o cenário deve ser semelhante, com muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas isoladas. A temperatura mínima prevista é de 25°C e a máxima, de 34°C.

Alerta amarelo

O aviso do Inmet engloba 141 municípios de Mato Grosso e prevê chuva entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 mm por dia, além de ventos intensos, com velocidades entre 40 e 60 km/h.

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Segundo o instituto, há baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

O que fazer em caso de tempestades

Durante o período de alerta, o Inmet recomenda:

  • Não se abrigar debaixo de árvores durante rajadas de vento, devido ao risco de queda e de descargas elétricas.
  • Não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.
  • Evitar usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
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Agro Mato Grosso

Venda de alimentos cresce até 400% após fim das bets I MT

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Mato Grosso registraram crescimento de até 400% em alguns estabelecimentos após a proibição das apostas on-line, conhecidas como bets, constata a Associação de Supermercados de Mato Grosso (Asmat). O aumento varia conforme o estabelecimento e o produto, com registros de incrementos a partir de 2,5%, pontua o presidente da Asmat, Alessandro Morbeck. O dirigente ressalta que os percentuais mais elevados também podem estar associados a lojas novas que ainda não possuem um volume de vendas estabilizado.

“Realmente aumentou o consumo de alimentos mais básicos porque o pessoal está com mais dinheiro disponível e acaba sempre priorizando, felizmente, a alimentação para a família”, afirma Morbeck.

A percepção do setor em Mato Grosso acompanha o desempenho nacional do varejo alimentar. Levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) aponta alta de 6,5% nas vendas entre 5 e 11 de outubro de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Na semana seguinte, de 12 a 18 de outubro, o crescimento foi de 6,3% na mesma base de comparação. As duas semanas analisadas são posteriores à publicação da Medida Provisória (MP) nº 1.394/2026, em 25 de setembro, que proibiu as bets no país e determinou a devolução dos saldos aos apostadores.

Para a Abras, a mudança contribui para ampliar o consumo das famílias, especialmente de produtos essenciais. Segundo a entidade, houve crescimento nas compras de itens como arroz, óleo, macarrão e café. O avanço foi observado em diferentes formatos do varejo alimentar, incluindo supermercados, atacarejos e mercearias. Na 1ª semana analisada, o Centro-Oeste registrou alta de 3,6% nas vendas, abaixo da média nacional de 6,5%.

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O maior crescimento foi observado nas regiões Sul e Sudeste, ambas com 10,6%, com destaque para estados como Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo (5,6%). No Nordeste o avanço foi de 6,5%. Na semana de 12 a 18 de outubro, o Centro-Oeste apresentou crescimento de 3,5%, abaixo do resultado nacional (6,3%). A região Sul liderou (9%). A Abras também relaciona o comportamento do consumo a dados do Banco Central (BC) que indicam redução nas transações realizadas por PIX após a proibição das apostas.

De acordo com a Abras, a queda chegou a 10% e, posteriormente, passou a 7%.

 

DEBATE

Supremo Tribunal Federal (STF) realizará audiência pública na próxima terça-feira, 3 de novembro, para discutir a MP que proibiu as bets no Brasil. Convocado pelo ministro Luiz Fux, o encontro reunirá 28 entidades, incluindo clubes de futebol, órgãos públicos e representantes do setor. A discussão integra ação que questiona a constitucionalidade da medida.

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