Agro Mato Grosso
Legado que atravessa gerações: a história da família Giacomolli no campo

Entre desafios, trabalho e paixão pela agricultura, pais, filhos e netos mantêm viva uma história construída há mais de cinco décadas em Mato Grosso
Toda propriedade rural guarda uma história. Algumas começam com um pedaço de terra, outras com uma oportunidade. A história da família Giacomolli começou com uma decisão que exigiu a coragem de deixar o Sul do país para recomeçar a vida em uma região onde quase tudo ainda estava por ser construído.
Mais de 50 anos depois, essa escolha continua produzindo frutos. O que antes era apenas o sonho de uma família transformou-se em um legado que hoje une três gerações em torno da paixão por produzir alimentos e dar continuidade a uma história construída com trabalho, resiliência e amor pelo campo.
Foi em 1972 que o pai de Valmor Giacomolli decidiu investir em terras no então norte de Mato Grosso. Na época, a região ainda dava os primeiros passos no desenvolvimento agrícola e oferecia poucas das facilidades encontradas atualmente. Valmor acompanhou de perto esse processo. Ainda jovem, veio para o estado junto com a mudança da família e participou dos primeiros trabalhos na propriedade. Alguns anos depois, retornou ao Sul para se casar, mas não demorou a voltar definitivamente para Mato Grosso, onde decidiu construir sua própria trajetória.
“Meu pai veio para cá em 1972 e eu acompanhei toda essa mudança. Comecei a trabalhar nas terras com eles e, depois que casei, em 1977, voltei de vez. Nesse período consegui comprar minha própria área e começamos nossa caminhada. Não foi fácil, foi um grande sacrifício, mas valeu a pena.”
Ao lado dele estava Neusa Giacomolli, que também precisou deixar para trás a vida que conhecia para enfrentar os desafios de uma região que ainda estava sendo desbravada. Ela lembra que a decisão aconteceu ainda durante o namoro e que, apesar das dificuldades, nunca houve arrependimento.
“Foi um susto. A gente estava namorando quando surgiu a oportunidade de vir para Mato Grosso. Como ele gostou da região e nós já tínhamos planos de construir uma vida juntos, resolvemos encarar. Naquela época era muita chuva, estrada de chão, muito barro. Era de assustar, mas mesmo assim nós viemos.”
As lembranças daquele período revelam uma realidade muito diferente da atual. Estradas precárias, longas distâncias, pouca infraestrutura e inúmeras incertezas faziam parte do cotidiano dos primeiros produtores que chegaram à região. Ainda assim, desistir nunca foi uma opção.
Com o passar dos anos, o trabalho realizado pela família permitiu consolidar a propriedade e construir um ambiente em que a agricultura passou a ser muito mais do que uma atividade econômica. Foi nesse ambiente que cresceu César Anderson Giacomolli. Desde a infância, acompanhar os pais na lavoura fazia parte da rotina. Enquanto outras crianças passavam o tempo brincando, ele observava cada etapa do trabalho na fazenda, curioso para entender como tudo funcionava.
“Desde que me conheço por gente estou ligado ao agronegócio. Cresci dentro da fazenda acompanhando meus pais. Sempre admirei muito o trabalho deles e tinha aquele olhar curioso de quem queria aprender. Ver uma colheita acontecendo era algo que me encantava.”
O interesse surgiu cedo. Ainda criança, César já fazia questão de participar das atividades da propriedade e, antes mesmo da adolescência, começou a assumir pequenas responsabilidades no dia a dia da fazenda.
“Com 11 ou 12 anos eu já dirigia trator e ajudava no preparo do solo. Eu acredito que ser agricultor é uma vocação, assim como qualquer outra profissão. Desde pequeno me identifiquei com isso e hoje posso dizer, com muito orgulho, que sou agricultor.”
Mais do que ensinar o trabalho na lavoura, Valmor e Neusa transmitiram ao filho uma maneira de enxergar a atividade rural. Entre os ensinamentos que ficaram marcados, César destaca um valor que considera essencial para quem vive da agricultura: a capacidade de seguir em frente, independentemente das dificuldades.
“O que mais me marcou foi a determinação dos meus pais. Quando uma safra não era boa, eles sempre diziam que a próxima seria melhor. Esse otimismo faz parte da vida do agricultor e é isso que nos mantém firmes.”
Essa visão também influencia a forma como ele enxerga a sucessão familiar. Para César, assumir responsabilidades na propriedade nunca significou ocupar o lugar dos pais, mas continuar uma história que começou muito antes da sua geração.
“Eu estou nessa função de sucessor, mas, para mim, sucessão não significa substituir ninguém. Significa dar continuidade ao que eles construíram. Hoje nós trabalhamos juntos e seguimos construindo essa história como família.”
Valmor observa com satisfação o interesse do neto pela atividade rural e vê na terceira geração a continuidade do legado iniciado ainda na década de 1970. “Eu também nasci e me criei na roça. Hoje vejo meu neto vindo para a fazenda, gostando desse ambiente e aprendendo a trabalhar com as máquinas. Isso dá muito orgulho.”
Mais do que preservar um patrimônio, a família Giacomolli acredita que o maior legado está nos valores transmitidos entre as gerações: responsabilidade, dedicação, respeito à terra e confiança no futuro.
Por isso, César faz questão de deixar uma reflexão para os jovens que também se preparam para assumir o comando das propriedades rurais. “É importante que a nossa geração trabalhe da melhor forma possível para que as próximas também tenham condições de continuar essa história. O legado que recebemos precisa ser fortalecido todos os dias para seguir adiante.”
Cinco décadas depois da mudança que levou a família ao Mato Grosso, a propriedade continua sendo palco da mesma história iniciada por Valmor e Neusa, uma história construída com coragem para recomeçar, disposição para enfrentar os desafios do campo e a certeza de que o verdadeiro legado não está apenas na terra cultivada, mas nas pessoas preparadas para continuar cuidando dela.
Agro Mato Grosso
Semente Forte orienta produtores sobre cuidados para garantir boa implantação da soja

Aprosoja MT reforça a importância de planejar cada etapa do plantio, desde o armazenamento das sementes até a regulagem dos equipamentos e as condições do solo
Com a liberação do plantio em Mato Grosso, o produtor rural intensifica os preparativos para garantir uma boa implantação da lavoura. Antes mesmo de colocar a semente no solo, uma série de cuidados precisa ser observada, desde a escolha e o armazenamento do material até as condições de umidade e a operação de semeadura. Pequenas falhas nessas etapas podem comprometer o estande de plantas e impactar o desenvolvimento da lavoura ao longo da safra.
Por isso, a qualidade da semente é um dos primeiros pontos que devem ser observados pelo produtor. Por meio do programa Semente Forte, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) acompanha a qualidade das sementes adquiridas pelos produtores. A amostragem das sementes adquiridas comercialmente é realizada por técnicos habilitados pelo Registro Nacional de Sementes e Mudas (RENASEM), e as amostras são encaminhadas a laboratórios credenciados junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), onde passam por análises para verificar sua qualidade.
Para o vice-presidente Oeste da Aprosoja MT, Gilson Antunes de Melo, o primeiro cuidado deve começar ainda na aquisição da semente. Ele orienta que o produtor procure empresas com experiência e procedência no mercado e confira os índices de germinação e vigor antes de realizar o plantio.
“O ideal é que o produtor compre uma semente de boa qualidade, de empresas idôneas que estão a tempo no mercado, né, que se certifique que essa sementa que ele adquiriu esteja com germinação boa e com vigor excelente para que ela possa já chegar com nível alto de qualidade e germinar bem na lavoura”, disse.
Depois de receber o material na propriedade, os cuidados precisam continuar. Gilson explica que a avaliação da qualidade antes do plantio, aliada ao tratamento adequado das sementes e à observação da umidade do solo, ajuda o produtor a reduzir os riscos de falhas na germinação e garantir uma melhor formação do estande.
“Na hora que a semente chega na fazenda, o ideal é que chame o supervisor da Aprosoja MT da região para que colete essa semente. Se tiver dúvidas, mande para o laboratório antes de realizar o plantio. Com o resultado de qualidade em mãos, o produtor pode tomar decisão em relação ao tratamento do material, e também, decidir qual o melhor momento para plantar levando em consideração a umidade do solo, fator que contribui para uma boa germinação”, completou.
Em Jaciara, o produtor rural Alberto Chiapinotto também destaca que os cuidados realizados antes da semeadura são fundamentais para evitar problemas durante a implantação da lavoura. Segundo ele, testar a qualidade das sementes e armazená-las adequadamente são medidas que ajudam o produtor a identificar possíveis problemas antes de iniciar o plantio.
“Receber a semente e armazenar em câmara fria, realizar os testes em laboratório e também em canteiros antes do plantio para confirmar a qualidade são cuidados essenciais. Ao cuidar da qualidade da semente, o produtor está evitando que ocorra um erro no plantio. A qualidade da semente é essencial, pois é o início de toda sua safra, não apenas da soja, mas da segunda safra também. Pois se houver a necessidade do replantio, afetará todo o ciclo da produção da safra agrícola, comprometendo a rentabilidade do produtor”, salienta.
Além da qualidade da semente, Alberto chama atenção para as condições no momento da semeadura. A recomendação é que o produtor observe as condições do solo e ajuste a operação de acordo com a capacidade do equipamento, evitando comprometer a distribuição e a emergência das plantas.
“Tenha o máximo de capricho, faça o plantio nas condições ideais, velocidade adequada de acordo com a capacidade do equipamento e do solo para garantir um bom estande de plantas e ter uma colheita farta”, recomenda.
Os cuidados com a semente e com a operação de plantio são importantes para garantir que a lavoura comece o ciclo produtivo com boas condições de desenvolvimento. Além de reduzir o risco de falhas e da necessidade de replantio, uma boa implantação contribui para o aproveitamento do potencial produtivo da cultura e para a rentabilidade do produtor.
Com a nova safra se aproximando, a Aprosoja MT reforça a importância de que o produtor planeje cada etapa do plantio, desde a escolha e o armazenamento das sementes até a regulagem dos equipamentos e as condições do solo. A atenção aos detalhes antes e durante a semeadura pode fazer a diferença para alcançar um bom estande e iniciar a safra com mais segurança e produtividade.
Agro Mato Grosso
Javalis avançam em áreas rurais e preocupam produtores em MT

A presença de javalis e porcos selvagens em áreas rurais em todo o país, principalmente em Mato Grosso, foi tema de um fórum realizado nesta terça-feira (15). O evento focou a preocupação de produtores pelos danos que os animais podem provocar nas lavouras. Lucas do Rio Verde e Sorriso estão entre as cidades prejudicadas pela presença dos animais. Além dos prejuízos diretos à produção, a presença da espécie também representa um desafio para o manejo e a segurança sanitária das propriedades.
A preocupação com os impactos provocados pelos javalis foi tema do Fórum Javali – Impactos, Estratégias e Ação Coordenada de Sanidade, Produção, Meio Ambiente e Manejo em uma Estratégia Integrada, realizado nesta semana com a participação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), especialistas, pesquisadores e entidades do setor.
O avanço dos animais sobre áreas agrícolas pode resultar em perdas de plantas, danos ao solo e destruição de áreas cultivadas, especialmente quando os grupos invadem lavouras em busca de alimento. Em regiões de forte produção agrícola, como o médio-norte de Mato Grosso, o problema ganha dimensão ainda maior devido à extensão das áreas cultivadas e à dificuldade de monitoramento.
Um levantamento realizado pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), com 76 Sindicatos Rurais, mostra a dimensão do problema em outras regiões produtoras do país. Entre as entidades que participaram da pesquisa, 85,5% das regiões representadas registraram a presença de javalis nas lavouras.
Durante o fórum, o presidente da Faesp, Tirso Meirelles, destacou que o controle da espécie precisa envolver diferentes setores e ser realizado de maneira contínua. Entre as medidas apontadas estão a simplificação de normas, capacitação para o manejo, treinamento em biossegurança e saúde animal, rastreabilidade, monitoramento e utilização de novas tecnologias.
“O javali é uma ameaça à segurança do produtor rural e à produção. Precisamos investir nesse processo de manejo e controle de forma coletiva, com esforços reunidos em torno da sanidade animal e vegetal”, afirmou Meirelles.
Para o especialista da CNA Julio Daniel do Vale, o enfrentamento do problema não pode depender apenas da caça. Segundo ele, é necessário estabelecer estratégias de acordo com a realidade de cada região, levando em consideração a presença e a concentração dos animais, os impactos provocados e a capacidade de controle.
A orientação apresentada durante o encontro é que regiões onde a espécie ainda não está presente priorizem ações de prevenção. Em locais onde existem populações em baixa densidade, o objetivo deve ser a erradicação, enquanto áreas com maior concentração exigem medidas de contenção, monitoramento e avaliação dos prejuízos.
A preocupação também está relacionada à sanidade animal. A circulação de javalis entre propriedades pode ampliar riscos sanitários e exige atenção às medidas de biossegurança, principalmente em regiões onde há criação de animais e intensa movimentação de pessoas, máquinas e veículos entre propriedades rurais.
Em Mato Grosso, onde a agricultura ocupa extensas áreas e a produção de soja, milho e outras culturas tem forte participação na economia regional, o controle dos animais representa um desafio adicional para os produtores. Imagens aéreas mostram estrago feito pelos animais em lavoura de milho (Reprodução)
A proposta defendida no fórum é a construção de uma estratégia nacional de controle, combinando prevenção, monitoramento, manejo, tecnologia e rastreabilidade.
Para regiões produtoras como Lucas do Rio Verde e Sorriso, a discussão ganha importância justamente pela necessidade de evitar que a expansão da população de javalis resulte em novos prejuízos às lavouras e aumente os custos de produção para quem vive da atividade rural.
Agro Mato Grosso
Syngenta leva inovações para os desafios da cotonicultura no 15º Congresso do Algodão

Companhia destaca portfólio completo e reforça parcerias em prol da qualidade e sustentabilidade da fibra brasileira
A Syngenta participa da 15ª edição do Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), principal encontro da cadeia produtiva da fibra no País, que acontece entre os dias 22 e 24 de setembro, em Belo Horizonte (MG). Durante o evento, a companhia apresentará soluções voltadas aos principais desafios da cotonicultura, reforçando seu compromisso com a produtividade, a rentabilidade e a sustentabilidade das lavouras brasileiras.
Entre os destaques está o lançamento de INVENCIS®, inseticida de última geração desenvolvido para o controle do bicudo-do-algodoeiro, considerada a principal praga da cultura. A solução também oferece alta eficácia no manejo de ácaros, tripes e lagartas, contribuindo para um manejo integrado mais eficiente e sustentável. A empresa também destaca VICTRATO®, tratamento de sementes baseado na incomparável tecnologia TYMIRIUM®, que protege as lavouras contra doenças de solo e foliares e contra todos os nematoides, preservando o potencial produtivo da cultura.
O portfólio apresentado no congresso inclui ainda soluções biológicas, como o bioativador YIELDON™, desenvolvido para potencializar a produtividade e apoiar o desenvolvimento das culturas em fases estratégicas. Combinando inovação química, biológica e digital, a Syngenta reforça sua atuação como parceira do produtor na construção de sistemas agrícolas mais resilientes e competitivos.
“O Congresso Brasileiro do Algodão é um dos momentos mais importantes para o setor, pois reúne produtores, pesquisadores, empresas e lideranças que ajudam a construir o futuro da cotonicultura nacional. Para a Syngenta, estar presente nesse encontro é uma oportunidade de apresentar tecnologias que respondem aos desafios atuais do campo e que contribuem para elevar os padrões de produtividade, qualidade e sustentabilidade da fibra brasileira”, afirma Rafael Borba, Gerente de Marketing Algodão da Syngenta.
“Nosso compromisso vai além da oferta de soluções. Trabalhamos lado a lado com o produtor rural e com entidades representativas do setor para fortalecer toda a cadeia do algodão. Essa parceria de longo prazo nos permite apoiar o desenvolvimento de uma produção cada vez mais eficiente, rentável e alinhada às demandas dos mercados globais, consolidando o protagonismo do algodão brasileiro no cenário internacional”, completa o executivo.
Sustentabilidade20 horas ago‘Precisamos transformar a capacidade de produzir em capacidade de gerar riqueza’, diz Jerônimo Goergen
Agro Mato Grosso23 horas agoValtra reúne gerações de tratores em expedição na Bahia
Sustentabilidade17 horas agoCotações de soja avançam no dia, mas negócios seguem travados; veja os preços de hoje
Agro Mato Grosso21 horas agoSyngenta leva inovações para os desafios da cotonicultura no 15º Congresso do Algodão
Business17 horas agoMenos milho para a China, mais espaço para o etanol no mercado brasileiro
Featured15 horas agoSebrae Mato Grosso oferece vagas com salários que podem chegar a quase R$ 7 mil
Featured23 horas agoEstudo identifica efetores da ferrugem capazes de suprimir imunidade
Business23 horas agoColheita do milho de segunda safra chega a 98,1% no Brasil, diz Conab

















